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  Matérias :: Geografia :: Países

 
  Autoria: Anônimo


 


Canadá 

Geografia física

 Canadá,  estado federal da América do Norte, membro da Commonwealth. Limita-se ao norte com o oceano Ártico, a nordeste com a baía de Baffin e o estreito de Davis, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com os Estados Unidos e a oeste com o oceano Pacífico e o Alasca. É o segundo país mais extenso do mundo. Compreende muitas ilhas no oceano Glacial Ártico. Tem 9.970.610 quilômetros quadrados. A capital federal é Ottawa.

 

Clima

Parte do território continental canadense e a maioria das ilhas do oceano Glacial Ártico encontram-se dentro da zona fria; o resto do país, na zona temperada.

 

Relevo

Distinguem-se também as seguintes regiões fisiográficas: o escudo Canadense que se estende da península do Labrador até o Grande Lago do Urso, região de antigos rochedos graníticos e que mostra uma profunda erosão glacial; os montes Apalaches; as terras baixas ou lowlands, ocupadas pelos Grandes Lagos; a planície que atravessa o rio São Lourenço, que compreende uma grande extensão de terras cultiváveis; e a oeste, as planícies interiores que contêm os solos mais férteis do Canadá.

 

A região mais ocidental constitui uma parte do sistema das montanhas Rochosas; a oeste e paralelas ao oceano Pacífico, encontram-se as montanhas Costeiras. Os cumes importantes são o do monte Logan e o do monte São Elias

 

Vegetação

A flora do norte é ártica e subártica. As províncias marítimas são cobertas por bosques de árvores de madeira nobre e coníferas. Nas planícies, estendem-se as pradarias naturais; na costa, há densos bosques de árvores perenes.

 

Hidrografia

A costa é muito irregular e acidentada, abrangendo grandes baías, penínsulas e inúmeras ilhas. Destacam-se Terra Nova, a ilha Anticosti, a ilha Vancouver e o arquipélago da Rainha Carlota.

 

geodados

geodados  

Canadá

 

O Canadá possui mais lagos e águas interiores do que qualquer outro país do mundo. Além dos Grandes Lagos, os maiores são o Grande Lago do Urso, o Grande Lago do Escravo e o Athabasca.

 

Entre os maiores rios se destacam o São Lourenço e seus afluentes, Ottawa e Saguenay; Saint John; Saskatchewan e Nelson. O sistema formado pelos rios Athabasca e Mackenzie é muito importante.

 

Enciclopédia Microsoft® Encarta®. © 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.

 

Localização

Limita-se na América do norte e faz fronteira com os EUA e o Alasca.

 

Latitudes

Alberta, a província mais a oeste das três províncias das Pradarias do Canadá, situa-se entre os paralelos 49°N e 60°N, praticamente à mesma latitude do Reino Unido. Alberta tem uma extensão de 1 223 quilômetros de norte a sul e entre 293 e 660 quilômetros de leste a oeste. Com quase o mesmo tamanho do estado do Texas, a província cobre uma área de 661 190 km2.

Quase metade da região sudoeste da província é coberta por montanhas e contrafortes, uma lembrança formidável das geleiras que, durante milhões de anos, formaram-se, moveram-se e recuaram na região. Os picos das Montanhas Rochosas situados em Alberta variam entre 2 130 e 3 747 metros de altura.

Os contrafortes, que formam uma passagem suave das montanhas para as pradarias, possuem regiões densamente cobertas por florestas e pastagens usadas para a pecuária. Sob a superfície, os contrafortes contêm algumas das jazidas mais ricas em gás sulfídrico e carvão da província.

O restante da província, aproximadamente 90% em área, forma parte da planície interior da América do Norte. As planícies abrangem regiões florestais que são preponderantes na região norte da província e vastas regiões pantanosas do norte que recobrem grande parte das reservas de petróleo, gás e areias petrolíferas de Alberta.

Alberta tem um tipo de clima que se chama continental. Esse clima caracteriza-se pelo contraste acentuado das estações, com invernos longos e rigorosos equilibrados com verões suaves ou quentes e um número bastante alto de dias ensolarados, independentemente da estação. Ainda que toda a província seja coberta pelo ar frio no inverno, este é freqüentemente substituído por um vento sudoeste suave, chamado de "chinook", que vem do oceano Pacífico através das montanhas.

Geopolítica

Em outras Em função do alto potencial hidráulico, a prioridade é a geração de energia através das hidrelétricas. Antes da implantação das usinas, o Governo central promoveu uma ampla negociação com as comunidades atingidas pelas usinas. províncias, onde a oferta hídrica é menor, o Canadá priorizou a geração nuclear.

Economia

Informações sobre as atividades canadenses e afiliações com organizações e instituições internacionais econômicas, e os links diretos aos seus websites.

§                                 Afiliação do Canadá com as Organizações de Comércio Internacional e Financeiro
Uma listagem abrangente de membros das Organizações Internacionais de Comércio e Financeiro, com links e descrições das funções dessas organizações.

§                                 Atividades Internacionais: Documentos Relacionados e Organizações
Declarações e relatórios relacionados com assuntos internacionais financeiros e sociais. Também incluem informação sobre orçamentos, economias, transferência de pagamentos, tarifas e impostos.

§                                 Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (CEAP)
As notícias, publicações e informação referente à Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) com o Canadá. Os tópicos incluem a história, oportunidades comerciais e sociais, assuntos ambientais e de desenvolvimento.

§                                 Fundo Monetário Internacional (FMI)
Aqui você irá encontrar notícias publicadas e relatórios sobre as atividades do Fundo Monetário Internacional (FMI).

§                                 G8
Um arquivo de notícias, informações e documentos sobre as atividades e a história do G-8. Também inclui recursos de aprendizagem multimídia e informações sobre a Reunião do grupo, em Kananaskis, em 2002.

§                                 G-20
Circular de notícias e relatórios sobre as atividades do Grupo de 20 (G-20). Também inclui um link para o website oficial do G-20.

§                                 Instituições Financeiras de Desenvolvimento Internacional
Informação sobre os programas de assistência ao desenvolvimento internacional das Instituições Financeiras Internacionais (IFI) das quais o Canadá é um associado. Inclui listagens para a África, Ásia, o Caribe, Europa e as Américas.

§                                 Normas de Procedimento da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Empresas Multinacionais
Website oficial do Ponto de Contato Nacional do Canadá sobre as diretrizes da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE) das empresas multinacionais.

§                                 Organização dos Estados Americanos (OEA)
A história, informações e relatórios sobre a participação do Canadá em projetos e iniciativas da Organização dos Estados Americanos (OEA), incluindo os desenvolvimentos democráticos e sobre a segurança humana.

Industria

É inquestionável a importância da tecnologia hoje em dia em nossas vidas. A indústria canadense tem a forte capacidade de suprir uma ampla gama de soluções tecnológicas para aumentar a produtividade, viabilizando o comércio eletrônico, o gerenciamento de dados e documentos, o uso de recursos multimídia, etc.

Esta indústria é formada tanto por empresas tradicionais e já estabelecidas, que migraram sua vasta experiência para plataformas de Internet, ou por start-ups que trazem talento e inovação para explorar novas oportunidades de mercado. Alguns dados que comprovam a excelência da Sociedade de Informação no Canadá são:

  • Todo o território Canadense é ligado a rede de telecomunicações;

  • O Canadá é o pais que mais investe em Pesquisa e Desenvolvimento;

  • CA* net 3: a mais rápida rede de pesquisa e educação do mundo;

  • 100% das escolas e bibliotecas estão conectadas à Internet.

Comércio

O Canadá possui quase 9% da água doce do planeta e a sua costa, a maior do mundo, estende-se por mais de 244 000 Km. Entretanto, a urbanização e o desenvolvimento industrial colocaram seriamente em risco esses preciosos recursos hídricos, o que hoje faz o Canadá trabalhar para remediar a situação.

O Canadá tem desenvolvido uma política nacional para orientar sobre o uso dos recursos de água doce. Atualmente, existem estações de tratamento de água potável para quase 80% dos canadenses. Os planos de ação estão estabelecendo parcerias para a limpeza da bacia do Rio Fraser, dos Grandes Lagos, do Rio São Lourenço e dos portos do Atlântico. O Canadá e os Estados Unidos estão coordenando seus esforços no sentido de resolver os problemas de poluição, como por exemplo, através da eliminação da emissão de poluentes que causam a chuva ácida, de modo a melhorar a qualidade da água dos Grandes Lagos.

O trabalho de avaliar os efeitos dos produtos químicos, contaminantes industriais e efluentes industriais tem sido desenvolvido. Aqueles considerados tóxicos são sujeitos a controles estritos, como na indústria da pasta e papel, onde as regulamentações têm ajudado a reduzir o impacto ambiental dos efluentes das fábricas.

A Rede Nacional de Monitoramento da Poluição do Ar foi estabelecida em 1989 a fim de controlar, em nível federal e provincial, a qualidade do ar nas cidades canadenses, e acordos conjuntos nesta área têm como objetivo o problema da smog urbana (combinação de neblina e fumaça).

O Plano Nacional de Redução de Sobras procura, até ano 2000, cortar pela metade o volume de sobras de embalagem gerado no Canadá. Por exemplo, em 1988, o volume de sobras de embalagens foi de 5.41 milhões de toneladas. Em 1990, os canadenses tinham reduzido o número em 14% e, em 1992, atingiram a redução de 21%. O Programa Nacional de Remediação de Locais Contaminados começou a limpar 31 locais de sobras abandonadas e perigosas no Canadá.

Finalmente, um plano de ação abrangente para a saúde e meio ambiente contém medidas para a identificação e solução de problemas de saúde associados à poluição ambiental.

AGRICULTURA & PECUARIA

No início, a economia da província era de base agrícola. Os setores industrial e de transportes tornaram-se essenciais posteriormente. Atualmente, Manitoba possui uma economia bastante diversificada e o setor de serviços é o mais importante. A localização central da província torna Manitoba uma base atraente para uma grande variedade de serviços, principalmente nos setores de transportes e distribuição atacadista.

O setor econômico de maior produção é o industrial. A indústria alimentícia e de equipamentos para transporte há muito são os setores industriais mais importantes. Outros setores importantes são os de metais primários e industrializados, materiais elétricos, vestuário e têxteis, e gráfico e editorial.

A agricultura é o esteio da região rural de Manitoba, e mantém milhares de empregos em cidades. A grande estabilidade da economia de Manitoba reflete-se em sua agricultura e pecuária, onde tanto plantações como rebanhos são setores importantes. O trigo é a colheita mais importante e equivale a 40% do valor da produção agrícola total, seguido por canola e linhaça. A província é a principal produtora no Canadá de linhaça, sementes de girassol, trigo sarraceno e plantas forrageiras.

Mineração é outro setor importante de Manitoba. Mais de 75% da produção mineira é de metais. O metais mais importantes são o níquel (do qual a província é a primeira produtora mundial), o cobre e o zinco. Manitoba também produz petróleo e diversos outros minérios industriais.

As principais atrações turísticas de Manitoba são suas áreas de camping, parques, lagos, rios e lugares históricos. Também são realizadas dezenas de festivais comunitários, alguns dos quais com fama internacional.

TRANSPORTE

Em 2000, os setores ferroviário e de transporte urbano canadenses transportaram o equivalente a aproximadamente 3 bilhões de dólares em mercadorias, das quais mais de 70% estavam destinadas à exportação. Os Estados Unidos é o primeiro cliente do Canadá mas os países da Ásia e da América Latina estão cada vez mais interessados nas capacidades canadenses. As empresas canadenses mostram cada vez mais que possuem os trunfos necessários para desenvolver seus mercados de tecnologias, know how, instalações de exploração eficientes e novos produtos.

Entre os principais produtos oferecidos pela indústria canadense, citamos:

  • veículos ferroviários para passageiros e mercadorias;

  • pronta-entrega de redes de transportes ferroviários para passageiros;

  • ônibus (grandes ônibus urbanos, ônibus com rampa de embarque rebaixada);

  • locomotivas a diesel com tração por corrente contínua e corrente alternada;

  • sistemas de sinalização e de comunicação;

  • sistemas avançados de controle do tráfego ferroviário.

COMUNICAÇÃO

Faixas de horário livres de violência na programação das emissoras de TV. Um manual de conduta para as emissoras. Um comitê de acompanhamento da programação, encarregado de fiscalizar o cumprimento desse manual. Medidas como essas poderão ser adotadas ainda neste ano no Brasil se depender do empenho do secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, um dos convidados da UNESCO para um debate sobre o tema da violência nos meios de comunicação.

O debate, organizado pela UNESCO em seu escritório em Brasília, no último dia 27 de janeiro, contou com a participação de especialistas no assunto, entre eles o presidente do Conselho Mundial de Rádio e Televisão, o canadense Pierre Juneau, e o vice-diretor da Comissão Nacional Dinamarquesa para a UNESCO, o dinamarquês Torben Krogh. Também estiveram presentes representantes das TVs Globo e Cultura.

Pesquisas da UNESCO levam a crer que a veiculação excessiva de programas violentos na TV brasileira pode ter influência sobre o comportamento de crianças e jovens. Daí a organização estimular o debate sobre o tema e dividir a preocupação com a sociedade civil, o governo e os meios de comunicação brasileiros.

Para Pierre Juneau, mesmo sem pesquisas conclusivas sobre a influência negativa de uma programação violenta sobre crianças e jovens, é melhor evitar o risco. "Não sabemos o quanto a mídia influencia no comportamento violento, mas parece claro que ela exerce um papel muito importante", afirmou Juneau.

"O que temos hoje, em termos grosseiros, é a esculhambação total. Isso tem de acabar", declarou Gregori logo após o debate. Segundo ele, o código de conduta das emissoras de TV deverá inspirar-se no modelo canadense, pelo qual uma comissão formada por representantes da sociedade e das emissoras estabeleceu um regulamento que prevê punições para quem desrespeitar as normas.

Desde 1997, as emissoras de TV do Canadá só levam ao ar cenas de violência depois das 20h30. A medida, tomada de comum acordo pelas emissoras, exclui os telejornais. A idéia do governo brasileiro é propor às redes abertas de TV brasileiras que também estabeleçam um horário mínimo para a exibição de programas de conteúdo violento. A restrição valeria para seriados, minisséries, novelas, filmes e incluiria os programas jornalísticos. "Há várias maneiras de tratar uma notícia. Dá para informar atos violentos sem mostrar cenas chocantes", afirmou Gregori.

Retranca: Proposta põe fim à regra do "liberou geral"

A proposta de um código de conduta para as emissoras de televisão brasileiras colocaria fim à falta de controle sobre a programação atual da TV. "As emissoras já concordam que a regra do liberou geral não é o melhor regime", disse José Gregori, secretário nacional de Direitos Humanos.

Desde o ano passado, Gregori tem mantido encontros com diretores de empresas de televisão a fim de discutirem regras de controle sobre a programação das televisões e o funcionamento de um comitê de acompanhamento, formado por representantes da sociedade civil, do governo e das emissoras.

Projetos de conduta já estão sendo elaborados pelas emissoras. Uma delas, a TV Bandeirantes, apresentou seu modelo de manual, que enumera dez princípios básicos de conduta, os quais incluem normas para a exibição de cenas de nudez e violência. Segundo Gregori, o ideal seria reunir todas as idéias apresentadas em um só manual. Caso isso não seja possível, o governo espera entrar em acordo com as emissoras para que elas cumpram de fato seus próprios manuais. Embora os códigos possam ser preparados levando em consideração as peculiaridades do público de cada uma das emissoras, as penalidades para quem o descumprisse valeriam para todas.

Gregori destacou no encontro da UNESCO que os veículos de comunicação são instituições privadas, mas as concessões são públicas: "Por isso o esforço do governo em tentar um tipo de programação que, respeitando o direito de escolha dos proprietários das televisões, leve em conta também a cultura, o estímulo à não-violência e à solidariedade". Censura, no entanto, está fora de cogitação. "Ninguém acredita que censura seja o caminho", afirmou o secretário.

Box: Canadá servirá de exemplo

Estabelecer regras gerais que valham para todas as emissoras. Esse é a sugestão do presidente do Conselho Mundial de Rádio e Televisão, Pierre Juneau: "Sem regras comuns, é muito difícil uma emissora se preocupar com valores sociais. A violência vende. Se não há regras, uma emissora que agir corretamente pode perder mercado para uma concorrente que não faça isso."

O Canadá adotou um código de conduta para as emissoras de TV em abril de 1997. As próprias empresas de comunicação participaram da elaboração das normas e atuam no acompanhamento da execução. "Uma emissora que tenha participado da elaboração do regulamento fica em uma posição constrangedora caso não o respeite", alega Juneau.

O código canadense, elaborado por um grupo criado pela Comissão Canadense de Rádio e Televisão (CRTC) com participação de todas as emissoras, não criou apenas mecanismos fortes de auto-regulamentação. Estabeleceu conexão entre a comissão que avalia supostas infrações das emissoras e o órgão regulador, responsável pela renovação da licença de funcionamento delas.

O regulamento vigente no Canadá estabelece seis níveis de classificação da violência veiculada nas TVs. Eles vão de "leve" a "extremo", com faixas de horário diferentes. Antes das 20h30, por exemplo, só é permitida a exibição de cenas de violência consideradas de nível "leve".

TURISMO

 

 

 

O Canadá como país, é bem mais novo que o Brasil, mas os primeiros europeus chegaram no Canadá há mil anos, com uma comunidade viking tendo sido estabelecido em L'anse aux Meadows, no extremo norte de Newfoundland. 

Antes da colonização francesa, foram os pescadores portugueses que se abasteciam de bacalhau nas águas frias dos Grandes Bancas de Newfoundland; com a descoberto de grandes quantidades de sal na Europa, passaram a desembarcar na costa leste canadenses para temperar o peixe durante o verão. 

Com a chegada dos franceses a partir do século XVI, a principal atividade econômica passou a ser a busca das peles de castor, para produzir o "felt" para os chapéus que estavam muitos na moda na Europa. Estes bandeirantes franceses, os "coureurs de bois" que abriram o interior e faziam comércio com os povos indígenas, representam uma das figuras legendárias da história canadense.

Os ingleses começaram a vir em mais força para colher madeira das florestas do litoral este, para construir e manter a sua frota marítima. Tinham também atividades agrícolas na atual província de Ontario.

Foi somente no século XIX que o oeste do Canadá começou a se desenvolver. A constituição de 1867, que unificou todas as colônias do Canadá em um país só, tinha como condição de assinatura a construção de uma ferrovia que ligaria todas as províncias, de costa a costa. Uma vez estabelecida, os imigrantes começaram a chegar ao centro-oeste canadense em força. A terra era dada de graça aos imigrantes que aceitavam o desafio de montar uma vida agrícola nestas terras bravas.
 

 

Em termos da economia canadense, certas indústrias contribuíram ao desenvolvimento do país. Pesca, madeira, pele, agricultura, mineração e siderurgia explodiram com o desenvolvimento industrial do continente, particularmente da indústria automobilística. A economia canadense sempre dependia muito dos recursos naturais, mas também sempre demonstrava uma flexibilidade e adaptabilidade saudável às mudanças de moda e outras condições dos mercados internacionais. Era importantíssimo, pois o mercado doméstico nunca sustentaria o nível de atividade econômica; até hoje, mais que 40% da produção nacional é exportada. 

 

As indústrias primárias ocupam um espaço cada vez menor no quadro de atividade econômica. O Canadá se transforma realmente um país de indústria terciária, baseada muito mais no capital humano que no capital natural.

O país já passou por uma reestruturação econômica importante no início dos anos 1990, dirigida pela globalização dos mercados e da produção mundial, e pela nova concorrência no mercado canadense que surgiu a partir do Acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos. Foi um dos debates mais acirrados no Canadá, mas no final o país saiu mais forte e mais confiante do que antes, com uma posição internacionalmente admirável em indústrias como mineração, energia elétrica, telecomunicações e indústrias "intensivas de conhecimento". Detém uma porcentagem da indústria norte-americana automobilística que ultrapassa a sua representação por população. Algumas empresas mundiais canadenses, das quais já podem ter ouvido falar, incluem a Nortel, Seagrams, Alcan, Moore, Corel, Magna, Bombardier, Imax, Ballard Power Systems e Nova.

 

O Canadá enfrentou nos anos 80 aquela crise inflacionária dos choques de petróleo dos anos 70; a taxa de juros chegou a uns 22%, um nível completamente desconhecido e impensável. O Banco Central canadense tomou uma atitude bem estrita no final dos anos 80, que muitas pessoas culparam por uma forte recessão no início dos anos 90. Porém, tem que ser admitido que teve um efeito positivo. A taxa de inflação atual é baixíssima, e a economia está muito saudável e estável. Depois deste desafio, veio o desafio das contas públicas. Vários governos, inclusive o federal, estão fazendo esforços para cortar os déficits e apresentar orçamentos equilibrados. Não é fácil numa sociedade que defende os serviços sociais e os direitos de aposentadoria, programas que mais tomam os recursos recolhidos pelos impostos todos os anos; mas pouco ao pouco, a maior parte dos governos provinciais e federal está conseguindo.

 

O Canadá é um país de imigrantes, sendo que os de origem inglesa respondem por 37% da população e os franceses, por 32%. Inglês e francês são as duas línguas oficiais. 

O Canadá possui sete regiões, cada uma com um clima e paisagem diferentes: a costa do Pacífico, onde fica a ilha de Vancouver e a cidade de Victoria; as cordilheiras, onde se encontram as montanhas mais altas do país e o Monte Logan, situado na maior calota glacial ao sul do círculo ártico; as pradarias; o Escudo Canadense; os Grandes Lagos, os Apalaches, no Atlântico; o Ártico e os Parques Nacionais. 

Sua população concentra-se em uma faixa de cerca de 160 km acima da fronteira com os Estados Unidos. Há áreas praticamente despovoadas, como os gelados Territórios do Noroeste. Terra dos inuits - povos nativos que incluem os esquimós - e da aurora boreal, fenômeno que ocorre durante o outono e o inverno, os Territórios do Noroeste concentram apenas 0,2% da população. 

Segundo maior país do planeta em extensão, só perdendo para a Rússia, o Canadá possui seis fusos horários. É o país de maior costa do mundo - além do Atlântico e do Pacífico, também possui litoral no oceano Ártico. Estima-se que o país tenha um sétimo da água doce do mundo.

Maior cidade do Canadá, Toronto fica às margens do lago Ontário. Até o fim da Segunda Guerra, sua população era predominantemente de origem inglesa. Hoje metade é de imigrantes, num total de 150 etnias. 

Há bairros ou áreas com restaurantes, lojas e serviços típicos da Itália, Índia, Polônia, China, Alemanha, Portugal, Brasil e Grécia, entre outros países.

A CN Tower, torre high tech com 553 m, é um marco da cidade. No topo de seus 180 andares há um deck com chão de vidro. Outro símbolo da cidade é o Skydome, estádio com teto retrátil do time de beisebol Blue Jays.

Toronto reurbanizou as margens do lago Ontário, e seu Harbourfront Centre é um pólo cultural e de lazer com marinas, parques, hotéis, cafés, lojas de antiguidades e artesanato. 

 

The Beaches é o bairro às margens do lago. Seu estilo descontraído atrai multidões no fim de semana, com uma concorrida orla cheia de quadras esportivas e parques. Outro complexo de lazer é o Ontario Place. O castelo Casa Loma é uma atração curiosa. Construído em 1914 por um milionário excêntrico, tem 98 quartos. 

Arte - Na cidade ficam as sedes do National Ballet of Canada e da Canadian Opera. Entre os principais museus e galerias da cidade destacam-se o Royal Ontario Museum, dedicado às artes, arqueologia e história natural; a Thomson Gallery, que reúne trabalhos dos artistas canadenses conhecidos como O Grupo dos Sete; o Henry Moore Sculpture Centre, que possui mais de cem obras do artista, e a Galeria de Arte Esquimó. Em passeio de um dia, é possível visitar as Cataratas do Niagara, entre o Canadá e os Estados Unidos

Uma das regiões mais bonitas do Canadá, as Montanhas Rochosas têm grandes lagos de água turquesa em suas florestas. Na região existem vários parques nacionais, como o Top of the World Park, o Kootenay Park - ambos podem ser percorridos de carro - e o Purcell Park, que exige dos visitantes um pouco de fôlego, já que os melhores trajetos só podem ser percorridos a pé. 

Outros esportes apreciados nos parques, além do trekking, são o windsurfe, o rafting, o esqui aquático e o rappel. Em todos os parques há uma vila que fornece infra-estrutura para os visitantes. 

Localizada em uma ilha do rio São Lourenço, Montreal é a segunda maior cidade canadense depois de Toronto e a maior cidade com população de origem francesa depois de Paris, em uma combinação única da tradição européia com a modernidade da América do Norte. 

 

Muito antes da chegada de seu fundador, Paul de Chomedey, em 1642, o lugar já era conhecido como Hochelaga e servia como ponto de reunião dos povos mohawk. No século 18, como Ville Marie, a cidade já era um próspero entreposto de peles, que foi se expandindo do porto em direção ao Mont Royal, colina que deu nome à cidade. Toda a região do Velho Porto (Vieux-Port) foi restaurada. Hoje abriga rinque de patinação, mercado de pulgas, ciclovias, o Museu de Arqueologia e História e o Isci, um complexo interativo de ciência e entretenimento com exposições, 85 jogos interativos, 25 vídeos, 3 centros de documentação e cinemas Imax. 
Montreal sedia festivais internacionais de jazz e cinema. Em sua vida cultural destacam-se também o Museu de Arte Contemporânea, Museu de Belas Artes, o Centro Canadense de Arquitetura e a Place des Arts, com cinco salas de espetáculos e capacidade para um público de 6.000 pessoas. Outros pontos de interesse são o Parque Olímpico e o Biodôme, um edifício da Vila Olímpica que reproduz a fauna e flora de quatro ecossistemas

 

   

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