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  Matérias :: Geografia :: Países

 
  Autoria: Cola da Web


 


Estônia

A história da Estônia registra sucessivas lutas pela independência, conquistada em 1918, perdida em 1940 para os soviéticos e plenamente recobrada em 1991.

Situada na região nordeste da Europa, a Estônia ocupa uma área de 45.226km2 e se limita ao norte com o golfo da Finlândia, a leste com a Rússia, a oeste com o mar Báltico e ao sul com a Letônia. Compreende uma parte continental e cerca de 800 ilhas.

Geografia física. A paisagem da Estônia mostra traços da atividade glacial do pleistoceno. O sul do país é recoberto por morainas; na parte central abundam as montanhas glaciais, de cimos achatados. Há muitos lagos e a maioria dos rios deságua no golfo da Finlândia; outros no lago Peppus, na fronteira com a Rússia, e os demais no golfo de Riga. Nas grandes florestas vivem cerca de sessenta espécies de mamíferos, entre eles alces, veados, cervos, porcos selvagens, ursos e linces.

A Estônia tem clima continental temperado, propício à agricultura. As temperaturas mais baixas ocorrem em fevereiro, quando chegam a -6 C; em julho, as temperaturas máximas chegam até 17 C. A precipitação anual média é de 570mm.

População. Os estonianos, que falam uma língua pertencente ao ramo báltico-finlandês do grupo uralo-altaico, constituem cerca de três quintos da população. Os russos formam um terço. Há ainda minorias ucranianas, finlandesas e bielorussas.

Economia. O principal recurso mineral é o xisto, cuja extração e processamento emprega boa parte do operariado industrial do país. O xisto é usado principalmente para a produção de gás, fundamental para o funcionamento das usinas termoelétricas, que geram energia para ao parque industrial da Estônia e de outros países bálticos. A indústria química, também baseada no xisto, produz benzina, adesivos, resinas, formaldeídos e detergentes. O país produz também material de construção, têxteis, lã, seda e sapatos.

A agropecuária ocupa um lugar importante na economia, principalmente pela criação de gado bovino e suíno e produção de forragem. A atividade agrícola é limitada pela existência de grandes pedras glaciais, que têm de ser removidas para a agriculturação, e a necessidade de drenagem dos pastos. (Para dados econômicos, ver DATAPÉDIA.)

História. O primeiro registro sobre os estonianos data do século I da era cristã. No século IX, invasores viquingues implantaram a moeda e incentivaram o comércio. Nos séculos XI, XII e XIII, houve incursões dinamarquesas, suecas e russas, sempre repelidas. A partir do século XIII, a Estônia foi cristianizada pelos cavaleiros do Gládio, e depois pelos Cavaleiros Teutônicos.

Em 1561 os suecos derrotaram os russos que haviam capturado parte da Estônia, e também os poloneses e dinamarqueses. Até o século XVII, os suecos defenderam a população rural e reduziram o poder da nobreza alemã. Com a derrota de Carlos XII da Suécia pelo czar Pedro I, em 1709, os territórios bálticos tornaram-se possessão russa, o que foi ratificado pelo Tratado de Nystad (1721). A nobreza alemã recuperou o poder e a população voltou à situação de dependência, miséria e opressão. Em 1811, o czar Alexandre I decretou a abolição da servidão, embora o direito de propriedade continuasse privilégio dos aristocratas alemães.

Essas reformas, somadas ao crescimento da população urbana, à industrialização e à elevação do nível cultural do povo, despertaram a consciência nacional estoniana. Em 1917, a Estônia constituiu-se em estado autônomo, mas com a revolução russa foi ocupada pelos bolchevistas e depois pelos alemães. Em 24 de fevereiro de 1918, o governo proclamou a independência, consagrada no Tratado de Tartu (1920). Na segunda guerra mundial, a Estônia foi reocupada pelos soviéticos e incorporada à União Soviética. Invadida pelos nazistas, em 1941, voltou a integrar a União Soviética em 1944. Em 1991, com a derrocada do regime soviético, a Estônia obteve a independência.

Sociedade e cultura. Subjugados por diferentes povos, ao longo da história, os estonianos conservam poucos traços de sua cultura original, que só sobreviveu no folclore. A língua estoniana incorporou palavras russas, suecas e sobretudo alemãs. Embora cristianizados à força na Idade Média, com o advento da Reforma os estonianos optaram pelo luteranismo.

A vida cultural dos estonianos foi marcada pelo renascimento do nacionalismo finlandês. Inspirado na epopéia popular Kalewala, Friedrich Kreutzwald coletou poesias e narrativas populares e escreveu Kalevipoeg. O principal representante do realismo foi Juhan Liiv, autor de Kümme lugu. Mas o renovador da literatura foi Eduard Vilde, autor de Mäeküla, o leiteiro, e um dos fundadores do movimento Jovem Estônia, a que pertenceram Tammsaare e Suits. Os soviéticos impuseram o realismo socialista, mas finda a hegemonia soviética, o país reiniciou a busca de sua identidade cultural.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

 

   

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