Finlândia
República
situada na Europa setentrional, limita-se ao norte com a Noruega, a leste com a
Rússia, ao sul com a Rússia e o golfo de Finlândia, a sudoeste com o mar Báltico
e a oeste com o golfo de Botnia e Suécia. Aproximadamente um terço do país
localiza-se ao norte do Círculo Polar Ártico. A superfície é de 338.145 km².
A capital é Helsinki.
Território:
Possui cerca de
60.000 lagos, dos quais o maior é o Saimaa. No mar Báltico encontra-se o
arquipélago das ilhas Aland, constituído por aproximadamente 6.500 ilhas. O país
é em sua maioria uma planície com alturas médias de 120 a 180 metros. A área
mais setentrional, dentro do Círculo Polar Ártico, é conhecida pelo nome de
Lapônia.
Devido à influência
moderadora das massas de água que rodeiam a Finlândia, seu clima é
consideravelmente menos rigoroso do que o correspondente à sua latitude. A neve
cobre o solo de quatro a cinco meses do ano no sul e cerca de sete meses no
norte.
População e
governo:
A população é
de origem escandinava - báltica. Mais de 93% da população fala o finlandês e
6% o sueco, principalmente nas ilhas Aland. O extremo norte é habitado por
cerca de 2.500 samis; outros grupos minoritários compreendem menos de 1% da
população.
O finlandês e o
sueco são os idiomas oficiais. O sami ou lapão é considerado um dialeto do
finlandês. A Igreja Evangélica Luterana da Finlândia é a principal confissão,
englobando 90% da população. A Igreja Ortodoxa, todavia considerada como culto
nacional, sofreu uma forte diminuição de seus membros desde finais da II
Guerra Mundial.
Em 1993, a população
era de 5.054.982 habitantes, com uma densidade de algo menos que 15 hab/km². As
cidades mais importantes são: Helsinki, Tampere e Turku.
Segundo a
Constituição de 1919, é uma república governada por um presidente, eleito
por votação popular direta.
Economia:
Em 1991, o
produto interno bruto era de 122,0 bilhões de dólares, com 24.400 dólares de
renda per capita. A agricultura está limitada às regiões costeiras. Os
principais cultivos são: cevada, beterraba açucareira, aveia, batatas e trigo.
A silvicultura é
muito importante. Em princípios da década de 90, o corte de madeira alcançou
os 35 milhões de m³. É um produtor significativo de cobre, zinco, cromo,
chumbo, níquel e ouro.
As indústrias
produtoras de polpa de papel, as papeleiras e as madeireiras dominam o setor
industrial.
A unidade monetária
é o markka.
História:
De 1809 até 1863
a Finlândia foi dirigida por um governador general russo. Até o final do século
produziu-se uma troca na política russa que tendia frear o crescente
nacionalismo. A Guerra Russo - Japonesa de 1904-1905 atenuou o processo de
russificação. Criou-se o Parlamento unicameral, e estabeleceu-se o direito ao
voto para os homens e mulheres maiores de 25 anos; fazendo da Finlândia o
sistema parlamentarista mais moderno da Europa.
Durante a Revolução
Russa de 1917, um parlamento finlandês recém eleito aproveitou a situação e
assumiu "todos os poderes que antigamente possuía o czar grão-duque".
Os finlandeses votaram a favor de um república independente. A população
estava dividida entre o socialismo bolchevique e o governo conservador;
criaram-se no país dois exércitos, a Guarda Vermelha e a Guarda Branca.
O conflito armado
eclodiu em 1918; a Guarda Vermelha reagiu contra o governo, com o fim de
expulsar a todas as tropas russas. O general Carl Gustaf Emil von Mannerheim
encabeçou a Guarda Branca e, ajudados por tropas alemãs, tomaram Helsinki. Em
1919 o Parlamento adotou uma nova constituição republicana. O liberal Kaarlo
j. Stahlberg foi eleito presidente.
Ao explodir a II
Guerra Mundial, a Finlândia se declarou neutra. A União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas (URSS), invadiu a Finlândia em 1939, começando assim a
Guerra de Inverno. O superior poderio militar soviético obrigou os finlandeses
a firmar a paz. Ver Guerra Russo-finlandesa.
Quando os alemães
atacaram a URSS em 1941, os finlandeses proclamaram de novo sua neutralidade,
ainda que soldados alemães operassem do norte da Finlândia, o que deu base à
URSS para bombardear várias cidades até que a Finlândia declarasse de novo
guerra a URSS, deixando claro que o país não era aliado dos alemães, senão
simplesmente um co - beligerante. O tratado de paz final com a URSS foi firmado
em 1947.
A orientação da
política exterior finlandesa até o final da hegemonia soviética no leste da
Europa, a princípios da década de 90, centrou-se na estrita neutralidade
internacional e em relações amistosas com a URSS. Essa política, também
denominada Linha Paasikivi-Kekkonen, foi chamada assim em homenagem a seu
iniciador, o presidente Julho K. Paasikivi, e a seu sucessor, Urho K. Kekkonen.
A maioria dos
governos de pós-guerra foram encabeçados por dirigentes centristas e social -
democratas. As eleições de 1987 obrigaram os social - democratas a criar uma
coalizão governamental com os partidos conservadores.
O
descontentamento popular ante a má situação econômica e a falta de emprego
levaram à eleição como presidente, em 1994, o candidato social - democrata
Martti Ahtisaari.