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  Matérias :: Geografia :: Geral

 

  Autoria: Franciele Oliveira


 


Holanda: país das bicicletas

A Holanda é conhecida como o país dos moinhos de vento, das tulipas, dos sapatinhos de madeira. Mas quem tem a oportunidade de conhecer a Holanda, descobre que aqui é também o país das bicicletas. Duvido que em outro lugar esse meio de transporte seja tão popular. Para se ter uma idéia, em Amsterdam o estacionamento de bicicletas da Estação Central comporta 8 mil delas!

Nas ruas, o trânsito está todo adaptado para o tráfego das bicicletas, com ciclovias e até sinaleiras especiais. Pessoas de todas as idades são adeptas desse meio de transporte, tanto homens quanto mulheres. Não se vê muitas crianças andando de bicicleta sozinhas nas ruas, a não ser em parques, mas jovens e até idosos, sim. As mulheres andam de saias e salto alto e alguns homens andam até de terno. Eles têm uma prática incrível, mesmo com sacolas de compras os holandeses conseguem se equilibrar bem no veículo.

Para o pedestre é necessário atenção em dobro. Antes de atravessar a rua, é necessário cuidar dos carros, dos ônibus, trans (ou trens, que são uma espécie de bonde), além das bicicletas. Sim, pois a bicicleta têm preferência ao pedestre. Quando um transeunte vai atravessar a rua e não vê uma bicicleta, o ciclista toca uma espécie de sininho para alertar o pedestre. Chega a ser engraçada a confusão de sons. As sinaleiras tocam um som diferente quando o sinal está aberto, para alertar os cegos. Os trans tocam um som de aviso quando estão prestes a passar, e ainda há o barulho dos sinos das bicicletas. O mesmo acontece com as sinaleiras: para pedestres, para carros, para bicicletas e um sinal de advertência quando vai passar um tram.

Realmente a bicicleta é um meio de locomoção muito vantajoso. Além de ser econômico, se comparado a carros ou motocicletas (uma nova custa entre 200 e 400 euros e uma usada de 50 a 150 euros), não necessita de gastos com combustível, não é poluente, não congestiona a cidade e não acarreta problemas para estacionar.

Mas se a bicicleta tem tantas vantagens, por que não é popular no Brasil?

Primeiro, com poucas exceções, as cidades brasileiras não são planas. Imagine como seria andar de bicicleta todos os dias em Porto Alegre, por exemplo. Para começar, uma lombinha da Ramiro, a ladeira da Lucas, ou que tal encarar um morro Santo Antônio… não tem ciclista que agüente. Na Holanda não existem morros ou elevações. Tudo é completamente plano, o que facilita e muito a multiplicação desse meio de transporte.

Segundo motivo, falta estrutura e educação. Em Porto Alegre já é perigoso andar de motocicleta, imagina de bicicleta! Sem ciclovias, as bicicletas acabam atrapalhando o trânsito, e os ciclistas correm o perigo de serem atropelados.

E terceiro, o problema da violência. Na Holanda, o roubo de bicicletas é muito comum e existe um verdadeiro mercado de bicicletas roubadas que são vendidas por 10, 20 euros, Mas a diferença é que aqui o ciclista apenas perde sua bicicleta, que geralmente não encontra mais no estacionamento; mas quase inexistem agressões e assaltos. Já no Brasil, infelizmente, uma bicicleta pode custar uma vida.

Até eu entrei na onda holandesa depois de ganhar uma bicicleta de presente de aniversário do meu namorado. Acabei experimentando, da forma mais romântica, esse lado divertido da cultura local. E como é bom reviver os tempos em que eu andava de bicicleta no Parcão e na Redenção, em Porto Alegre. Todos os fins-de-semana lá ia eu com minha Monark rosa e branca com cestinha. Eu adorava aquele ventinho no rosto. Agora, além de poder andar com segurança aqui na Holanda, posso desfrutar de uma paisagem diferente e aproveitar para fazer um exercício. No meu caminho para o trabalho, atravesso a ponte Erasmus, de onde se tem uma vista ímpar de Rotterdam, com seu rio, barcos e, ao longe, seu enorme porto.

Quando se viaja, é preciso experienciar todos os aspectos da cultura local, enxergar a vida através dos olhos daquele povo. Somente assim aprendemos e refletimos sobre a nossa própria maneira de pensar e percebemos o quanto a cultura em que vivemos é capaz de nos influenciar.

Holanda- A Ousadia da Liberdade

A Holanda mais uma vez surpreende o mundo. Além de, há alguns anos, ter liberado comedidamente o consumo de drogas em certas cidades grandes, e legalizado o casamento homossexual, o parlamento em Haia aprovou a eutanásia, a morte consentida do paciente terminal. Se muitos sentem-se chocados pela liberalidade daquele país, é bom ressaltar que essas atitudes complacentes e tolerantes não vêm de agora, mas estão entrelaçadas com os últimos quatro séculos da história dos batavos.

A República das Províncias Unidas

"Os governante das cidades (Amsterdã), souberam naturalmente pôr em prática a recomendação de Spinoza de organizar uma sociedade em que a maioria dos homens imaginam que vivem como entendem, e eles os contiveram não pelos horrores de uma tirania teológico-política, mas apelando ao seu amor à liberdade e ao seu desejo de adquirir dinheiro e honras."

H. Méchoulan - Dinheiro e Liberdade, 1990

Que ninguém se assombre com as coisas que ocorrem na Holanda de hoje. Lá tudo se ousa, não só o direito de poder drogar-se, o de casar-se com o sexo que melhor aprouver, como o mais recente, o de consentir-se que nos matem no instante em que a vida, no seu estertor, tornou-se-nos insuportável. Coisas da Holanda, diz-se. Desde o nascer daquele pequeno país, nos tumultos das guerras religiosas do século XVI, quando chamou-se de República das Províncias Unidas (formada por sete províncias e várias cidades independentes), os holandeses optaram por prestigiar a liberdade. Enquanto os reis e os padres se associavam no restante da Europa para oprimir, reprimir, ou assustar com as penas do inferno os seus súditos e fiéis, as gentes dos Países-Baixos seguiram o oposto. Rebelando-se contra o império espanhol de Felipe II, que queria lhes enfiar goela abaixo o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, apostaram na harmonia e no bom convívio dos contrários. Enquanto a nobreza da vizinhança ainda enaltecia o cavaleiro de espada e escudo, fanfarrão e briguento, os holandeses admiravam o mercador hábil nos dinheiros e na conquista das praças, dado ao cálculo e não à bravata.

 

 

Estrutura Original da Holanda- O Tratado de Tolerância

Para atrair os que pensavam como eles, acertaram no Tratado de Tolerância da União de Utrecht, acordado em 1581, que ninguém que lá vivesse ou que lá chegasse em busca da poorterschap, o direito de cidadania, seria importunado por motivos religiosos. Quer seguissem Lutero ou Calvino, quer carregassem a Torá, fossem católicos fugidos do bispo ou anabatistas acusados de heresia, não importava, todos teriam guarita. Não queimariam nem bruxas nem filósofos. Foi assim, que naquela terra desolada do Mar do Norte, no grande pântano gelado que era a Holanda do século XVI, a liberdade, no seu sentido mais lato e profundo, sentou pé na Europa. No momento em que na Ibéria, na época da União das Coroas, se afastava a possibilidade de unir-se por canais o rio Tejo ao Manzanares, visto tal obra ferir a vontade de Deus, na Holanda, a população inteira, desafiadora, empunhava a pá e empilhava pedras nos diques para dominar, metro a metro, a braveza do mar que a assolava. Se na Ibéria expulsavam os judeus como raça maldita, marrana, na Holanda, eles serviam como modelos para as figuras sagradas das pinturas de Rembrandt.

O Mercador como Modelo

Enquanto em Portugal e na Espanha, de monges e de soldados, todos aferravam-se ao princípio da honra e de que lidar com títulos e promissórias eram coisas baixas, indignas de um povo cristão, os homens de Roterdã e de Amsterdã, libertos de toda e qualquer autoridade conciliar ou dogmática, lançavam-se pelos mares a roer-lhes o império. Amparados pelas Companhias das Índias Orientais (1602) e depois as Ocidentais (1621), eles põem um pé nas Índias Orientais, outro nas Antilhas, outro no nordeste do Brasil, outro ainda em Angola, montando assim a sua poderosa talassocracia mercantil. Por todos os lados esses calvinistas furiosos e cobiçosos afugentam os católicos à canhonadas (o que levou o Padre Vieira a compor em 1640, aquele soberbo e conhecido sermão, o pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal, desesperado com as glórias dos heréticos holandeses). Lembrando-se ainda que coube a Hugo Grocius, o grande tratadista do Mare Liberum, de 1609, implodir juridicamente com o Tratado de Tordesilhas (que desde o século XV transformara os oceanos num lago ibérico), abrindo, sob os olhos do direito internacional, as águas do mundo a quem mais ousasse.

Liberdade de Imprensa e Pensamento

Foi lá, a partir de Amsterdã, onde por primeiro garantiu-se a liberdade de imprensa e onde editaram-se as principais obras dos Iluministas, para infelizmente serem censuradas ou queimadas na França dos Luíses (A Enciclopédia, de Diderot, o grande instrumento da revolução intelectual do século XVIII, foi impressa inteiramente na Holanda a partir de 1751). Como também somente no clima rude, mas inquiridor da Holanda que o filósofo Baruch Spinoza pôde concluir a sua leitura crítica dos Evangelhos e de outros livros sagrados, publicando-a em 1670 com o título de Tratado Teológico-Político (se bem que logo condenada pelo sínodo da Igreja Reformada e banido em 1674), oferecendo o caminho para a defesa da liberdade de culto e do estado secular que iria inspirar o liberalismo político no século seguinte. Tudo isso fez daquele pequeno país o paraíso da editoração do livre-pensamento, contribuindo para que a Holanda no século XVII, sozinha, imprimisse mais livros do que todos os demais países europeus juntos.

O Testemunho de Descartes

Nada melhor do que o testemunho do filósofo Descartes, que lá se fixara desde 1628, para atestar o fabuloso que era viver nos Países Baixos naquela época (*). Em carta ao seu amigo Balzac, datada de maio de 1631, escreveu: "que outro lugar poderia haver no resto do mundo em que todas as comodidades da vida, e todas as curiosidades que podem ser desejadas sejam tão fáceis de serem encontradas senão como aqui? Em que outro país se pode gozar de uma de uma liberdade tão completa, se pode dormir com menos inquietude, em que outro país há sempre exércitos prontos para nos proteger, onde os envenenamentos, as traições, calúnias sejam menos conhecidos, e onde tenha restado mais do que um pouco de inocência de nossos ancestrais?"
Portanto, nada de espantar-se com que nos chega de lá agora, nada de sustos. Coisas da Holanda!

(*) Um dos motivos que afirmaram a decisão de Descartes deixar Paris em definitivo para ir viver nos Países Baixos foi o impacto que o julgamento de Galileu causou na época, acusado de heresia pelo Tribunal da Inquisição em Roma, em 1633, por sustentar que a Terra se movia.

Países Baixos

Bandeira dos Países Baixos

Brasão dos Países Baixos

(Bandeira)

(Brasão)

Koninkrijk der Nederlanden
Reino dos Países Baixos

Conhecido de modo extra-oficial como Holanda, limita-se ao norte e a oeste com o mar do Norte, a leste com a Alemanha e ao sul com a Bélgica. Com Luxemburgo e Bélgica formam o Benelux. As Antilhas Holandesas e Aruba também fazem parte do país que tem 41.526 km2 dos quais 6.500 km2 são de terra avançada sobre o mar. A capital é Amsterdã.

Território e recursos:

Grande parte do norte e do oeste do país encontra-se abaixo do nível do mar, chamada Holanda inferior. A leste e ao sul encontra-se a Holanda superior, onde poucas vezes a altitude ultrapassa 50m. As comportas, diques, canais e moinhos de vento fazem parte de um sistema de drenagem da época medieval. Sem um sistema de drenagem sistemático, a metade do país se inundaria.

A linha costeira do mar do Norte é formada por dunas. No sudoeste, os estuários dos rios formam deltas com inúmeras ilhas e canais. Através do Plano Delta, lagos de água doce foram criados e algumas ilhas foram unidas. No norte, o mar dividiu as dunas criando as ilhas Frísias ocidentais e por detrás uma zona alagadiça chamada de Waddenzee. Muito além das dunas existe uma área abaixo do nível do mar, protegida por diques, que se mantém seca graças ao contínuo bombeamento mecânico. O antigo Zuiderzee, originariamente um estuário do rio Reno e posteriormente um mar interior, está sendo recuperado e uma parte se transformou num lago de água doce chamado Ijsselmeer.

Os principais rios são o Reno e seus afluentes como o Waal e o Lek, o Maas (um braço do Meuse) e o Schelde. Quase todos os grandes lagos naturais foram secos.O clima é marítimo temperado. A temperatura média em janeiro atinge 1,7 ºC e em julho 17,2 ºC. As precipitações médias anuais são de 760 mm.A paisagem natural foi alterada pelo homem e as áreas de vegetação natural são muito limitadas. Os animais de maior porte desapareceram mas os bosques de carvalho, faia, freixo e pinheiro estão protegidos.

População e governo

Os holandeses são, na sua maioria, descendentes dos francos, frísios e saxões. A recente imigração foi importante: asiáticos, turcos, marroquinos, habitantes de países europeus mediterrâneos e residentes do Suriname e das Antilhas Holandesas.

Em 1994, sua população era de 15.385.000 habitantes, com uma densidade de 453 hab/km2 é uma das maiores do mundo. As principais cidades são: Amsterdã, a capital do país Roterdã e Haia.O idioma oficial é o holandês; em Friesland também se fala a língua frísia. Os católicos constituem 33% da população holandesa e os protestantes 23%. Cerca de 39% da população não pratica qualquer religião.A Holanda é uma monarquia constitucional e hereditária com um sistema de governo parlamentar. A Constituição de 1814 foi revista diversas vezes.

Economia:

Os Países Baixos (Holanda em Portugal) são a parte européia do Reino dos Países Baixos, uma monarquia constitucional membro da União Européia. Localizado no noroeste da Europa, limita a norte e a oeste com o Mar do Norte, a leste com a Alemanha e a sul com a Bélgica. Os Países Baixos são freqüentemente chamados Holanda. De origem, a palavra Holanda referiu para a área ocupada pelas duas principais províncias: Holanda do Norte e Holanda do Sul. Hoje, é um pars pro toto comum nos países de língua portuguesa usar Holanda para o país inteiro, o que não deixa de ser um erro.

A Holanda do Norte (neerlandês: Noord-Holland) é uma província dos Países Baixos, situada no Noroeste do país. A capital provincial é a cidade de Haarlem, e a cidade mais importante, Amesterdão, a capital do país, também fica aí situada.

Outras cidades: Hilversum, Alkmaar, Zaandam e Hoorn.

A Holanda do Sul (neerlandês: Zuid-Holland) é uma província dos Países Baixos, situada no oeste do país, na costa do Mar do Norte. É uma das províncias neerlandesas mais povoadas e industrializadas.

O país é um dos mais densamente povoados do mundo; surpreendentemente, está também entre os de altitude média mais baixa (um quarto do território fica abaixo do nível do mar). Os neerlandeses são conhecidos por seus diques, suas tulipas, seus moinhos, seus tamancos e sua tolerância social. Suas políticas liberais são freqüentemente mencionadas e usadas como (bons ou maus) exemplos nos demais países.

O Tribunal Internacional de Justiça e a Corte Penal Internacional têm suas sedes na Haia; embora Amsterdã (pt. Amsterdão) seja a capital constitucional, é aquela cidade que sedia o governo, a residência real e a maior parte das embaixadas.

 

INDUSTRIA
Cerca de 42% da população ativa estão empregados na indústria. A princípio, os capitais foram aplicados na modernização das tradicionais indústrias naval, alimentícia, têxtil e do papel. Mais tarde foram desviados para indústrias que exigem pouca matéria prima, como a de eletricidade e a de fibras sintéticas. O desenvolvimento das indústrias de base começou com a explosão das jazidas de carvão do Limburgo e das salinas do E e NE, que permitiram o desenvolvimento da produção de coque, produtos químicos, ferro e aço. A descoberta de grandes reservas de gás natural, em 1948, representou um importante passo na industrialização do país, que praticamente não dispõe de fonte de energia hidrelétrica. Apesar de não possuir minérios, os Baixos Países conseguiram instalar sua indústria metalúrgica com a matéria prima importada, mantendo importantes setores, como de construção de navios, maquinaria, aparelhos domésticos e veículos automotores. O setor têxtil é bastante desenvolvido (algodão, lã, rayon) e concentra-se em Amsterdam.
COMÉRCIO
O comércio é a terceira grande fonte do país. A situação privilegiada dos portos de Rotterdam e Amsterdam contribuiu para tornar a Holanda um importante entreposto do comércio internacional. O país importa principalmente linhaça, amendoim, milho, trigo, minerais, peles, borracha e madeira, que procedem predominantemente da Bélgica, República Federal da Alemanha, EUA e Reino Unido. E exporta laticínios, hortaliças, flores, toucinho, óleos, coque, fertilizantes, papel, produtos de madeira, têxteis, navios, equipamentos elétricos para a Alemanha, Bélgica, Reino Unido, EUA, França e Itália.
TRANSPORTE
No começo da década de 1970, cerca de metade das ferrovias estava eletrificada. Apesar das dificuldades que a superfície recortada de rios oferece, o sistema rodoviário do país está bem desenvolvido e liga as principais cidades. A necessidade de drenar as terras levou à construção de canais que, unidos aos rios, perfazem c. 5.000km de vias navegáveis, dos quais c. 3000km com capacidade para barcos de mais de 1.000t. A frota mercante fluvial é uma das maiores da Europa. Os principais portos do país são de Rotterdam, Amsterdam, Delfzijl e Harlingen. A companhia Real Holandesa de Aviação (K.L.M.) mantém linhas regulares para quase todo o mundo.

 

AGRICULTURA
O lugar da agricultura tem-se tornado menos proeminente com o decorrer dos anos, tendo-se dado uma sensível diminuição das superfícies destinadas a um certo número de colheita, tal como é o caso da aveia e do centeio. Por outro lado, houve desde 1970 um forte aumento da cultura de milho de corte, o qual se destina a ser utilizado para criação de animais. A superfície que lhe é destinada representa hoje em dia 23% do total da superfície destinada à lavoura. De modo geral aumentaram também as receitas provenientes do trigo, das beterrabas e das batatas; por um lado em consequência de se tornar maior a superfície destinada a sua cultura e, por outro lado, devido a ter progredido o rendimento por hectare. Isso tem sido possível graças a um melhoramento geral; à utilização de espécies mais produtivas e mais resistentes; melhores técnicas de adubação e outras medidas semelhantes.
A redistribuição dos terrenos disponíveis desempenhou um importante papel na melhoria da produtividade da agricultura. Através da fusão de terrenos que se achavam demasiado longe uns dos outros, ou cuja superfície era demasiado pequena, e também ainda com a remoção de obstáculos tais como canais ou taludes, veio tornar-se possível a mecanização em grande escala. Mas pouco a pouco também se vai ganhando consciência de que os chamados obstáculos agrícolas representam por vezes um grande valor relativamente à paisagem e aos aspectos recreativos.
HORTICULTURA
A evolução da horticultura nos últimos anos tem-se caracterizado, principalmente, por um considerável aumento da cultura em estufas. Por tradição as culturas tradicionais sempre foram a alface, o pepino e o tomate. A sua importância, porém, diminuiu constantemente, a passo que cresce a da chamada horticultura ornamental, sobretudo a das flores. Essa é uma das razões porque a Holanda se tornou conhecida como a "florista da Europa Ocidental". Os bolbos continuam também a ocupar um lugar importante na horticultura. No que respeita a fruta, o seu cultivo, embora ainda em volume razoável, tem-se tornado relativamente menos importante. Para o cultivo em estufa o fator determinante para o rendimento é na verdade, a energia utilizada. Por isso se presta enorme atenção a tudo que possa significar uma economia de energia. Procura conseguir-se com isso, por um lado, através do melhoramento de plantas que necessitem de menos calor e, por outro lado, através de desenvolvimentos técnicos nas estufas e nas instalações de aquecimento. Na horticultura em estufa são tomadas medidas para lutar contra as pragas de insetos daninhos. Graças ao fato de esse tipo de horticultura se realizar em circunstâncias facilmente controláveis, o setor acha-se numa situação avançada no que se refere à luta contra os parasitas, utilizando os inimigos naturais destes, os quais se tornam o complemento dos métodos mais tradicionais dos pesticidas químicos.
PECUÁRIA
De forma global a pecuária holandesa pode-se dividir em dois tipos: ligada ao solo ou independente dele. Dadas as favoráveis condições naturais para a existência de terras de pastagem, a forma tradicional para produção de lacticínios é a da pecuária ligada ao solo. Isso, porém, não significa que essa forma de atividade agrícola se processe ainda de maneira tradicional. A mecanização, a criação orientada para a qualidade (muitas vezes através da utilização da inseminação artificial) e a alimentação animal cuidadosamente doseada, levaram a que no decorrer das últimas décadas se conseguisse um forte aumento do rendimento. O volume da produção de leite tem-se tornado cada vez maior, o que, juntamente com a restante produção da CEE, levou à existência de tão grandes excedentes que se tornou necessário recorrer a medidas restritivas.
No que respeita a pecuária intensiva e independente do solo, a produção de carne constitui o seu principal objetivo. Muita da carne de vitela e de porto destina-se a exportação. A avicultura, por sua vez, pode praticamente considerar-se independente do solo. A independência da produção em relação ao solo é uma das causas preponderantes da existência no país de excessivas quantidades de estrume. Com a forte tendência para a intensificação da produção, foi-se pouco a pouco constatando que uma excelente produção não significa automaticamente um excelente bem-estar para os animais. Por isso se realizam em grande escala pesquisas e experiências relativas a novas formas de empresas de produção, nas quais é atribuída maior atenção ao bem estar animal.
PESCA
Classificada segundo as espécies pescadas e os tipos de navios utilizados, a pesca holandesa pode ser dividida em:
A pesca do arenque, cavala e do chamado "peixe redondo" ( bacalhau, etc.), a qual é praticada por navios arrastões nas zonas centrais e setentrionais do Mar do Norte, e ao largo das Ilhas Britânicas e da Irlanda;
A pesca do chamado "peixe chato" (o linguado, a solha e outros ) feita por navios do tipo "cutter" nas zonas centrais e meridionais do Mar do Norte e durante algumas semanas cada ano, os mares da Irlanda;
A pesca do camarão, efetuada por "cutters "de menor tonelagem ao longo das costas holandesas, dinamarquesas e alemães ;
A pesca de moluscos ( mexilhões, ostras e amêijoas) que é feita por embarcações especiais no Mar de Wadden e nos braços de mar do Escalda Oriental.
Em consequência do aumento , durante os últimos anos, da capacidade de
pesca por parte da maioria dos países com atividades pesqueiras, ocorreu uma baixa do povoamento de certas espécies piscícolas, como é o caso de algumas que, por exemplo o arenque e o linguado, são particularmente importantes para a Holanda. Isso conduziu a uma degradação dos resultados da indústria pesqueira, tornando-se necessário que a nível internacional, dentro da C.E.E., fossem tomadas medidas para evitar não somente o desaparecimento das espécies piscícolas, mas da própria pesca. Atualmente cada país apenas tem direito a pescar por ano uma determinada quantidade de peixe, sendo este especificado segundo os tipos mais importantes. Além da pesca marítima e da pesca no litoral, na Holanda é ainda praticada profissionalmente a pesca fluvial ( sobretudo na Lago Ijssel ).
SISTEMA MONETÁRIO
A unidade monetária dos Países Baixos é o florim ( fl.). Há moedas de 5 cêntimos (em bronze) e de 10 cêntimos , 25 cêntimos , 1 florim , 2,50 florins ( todas de níquel), e uma moeda de 5 florins ( todas de níquel ), e uma moeda de 5 florins (dourada) . As moedas são cunhadas pela Real Casa da Moeda, em Utrecht, e todas possuem a esfígie da Rainha . Após a sua subida ao trono em 30 de abril de 1980, como sucessora de sua mãe a Rainha Juliana, foram sendo gradualmente postas a circular novas moedas, embora as antigas continuem a ser válidas. Existem também notas de 5, 10, 25, 50, 100, 250 e 1000 florins, as quais são emitidas pelo banco central, o Nederlandsche Bank . Graças a um sistema de marcas em alto relevo ( pontos e triângulos ) , e portanto sensíveis ao tato, as notas holandesas podem igualmente ser reconhecidas pelos invisuais . O florim holandês faz parte do Sistema Monetário Europeu ( EMS) , o qual começou a funcionar em 1979 e utiliza um sistema de câmbio relativamente estável no que respeita os vários monetários dos estados membros da Comunidade Européia . A política do governo neerlandês orienta-se para que seja mantido relativamente estável o câmbio entre o florim holandês e o marco alemão.
BANCOS
A Holanda possui uma moderna organização bancária, na qual, como já antes foi assinalado, o Nederlandsche Bank desempenha as funções de banco emissor . Os grandes bancos do país , da mesma forma que as grandes companhias de seguros, orientam fortemente as suas atividades para o exterior.

CULTURA
País da descontração, da liberdade de pensamento, da tolerância religiosa, a Holanda é um dos menores países do mundo, mas um dos mais ricos culturalmente, possui cerca de 1000 museus, o maior número num mesmo país, também quase 1200 bibliotecas públicas e imensos arquivos no Estado e instituições mantém o interesse pela cultura holandesa viva.
Destacam-se o museu nacional Rijksmuseum, o mais famoso e o Van Gogh , ambos em Amsterdam, além do Mauritshuis, em Haia, Frans Hals em Haarlem, e o Boymans-van, Beuningen, em Roterdam.
Outro traço de evolução dos neerlandeses é a sua capacidade de cultivar a herança do passado, sobretudo no aspecto arquitetônico - nada menos que 55 mil dos seus edifícios são considerados monumentos histórico de especial valor. A população cultiva um modo de vida altamente moderna e até futurista, aberto a todas as tendências vertentes.
Nas cidades de Edan, Monickendam, Marken e Volendam encontra-se a Holanda antiga, onde existem casas típicas com jardinzinhos na frente, homens e mulheres vestidos à caráter, todos de tamancos e os velhos de cachimbos sentados nos bancos das praças vendo o tempo passar.
Já em Alkmaar e Golda, são as duas cidades remanescentes "cidades do queijo", que ainda apresentam, ao ar livre, todas as sextas-feiras de abril a setembro, o espetáculo concorridíssimo da pesagem do produto, numa competição disputada.

HISTÓRIA

A presença antiga do homem nesta região é atestada por monumentos megalíticos (dólmens) e túmulos da idade do bronze e por campos de urnas funerárias da idade do ferro. Na época da ocupação romana, que se mantém até ao século IV, a região dos Países Baixos era povoada por tribos célticas e germânicas. Os Saxões estabelecem-se a leste dos futuros Países Baixos e os Francos ocupam os territórios meridionais. A cristianização só se completa no final do século VIII, com a submissão destes povos a Carlos Magno. A administração carolíngia permite o desenvolvimento da actividade económica, enquanto nasce uma indústria têxtil.

No reinado de Carlos V, Sacro Imperador Romano e rei de Espanha, a região era parte das Dezessete Províncias dos Países Baixos, abrangendo a maior parte do que hoje é a Bélgica. À proclamação da independência (União de Utrecht, 1579; abjuração da soberania espanhola, 1581), no reinado de Filipe II, seguiu-se a guerra de independência. A assinatura, sob Filipe IV, do Tratado de Münster pôs fim à Guerra dos Oitenta Anos. O império espanhol reconheceu a República Holandesa dos Países Baixos Unidos, governados pela casa de Orange-Nassau e os Estados Generais, que anteriormente foram uma província do império espanhol. Os Países Baixos tornaram-se assim a primeira nação européia a assumir uma forma de governo republicana.

Ainda que o novo Estado exercesse autonomia apenas sobre as províncias do norte, a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos desenvolveu-se e tornou-se uma das mais importantes potências navais e econômicas do século XVII. Neste período, conhecido como a Idade de Ouro neerlandesa, os Países Baixos estenderam suas redes comerciais por todo o planeta, estabelecendo colônias em lugares tão distantes quanto Java e o nordeste brasileiro (Brasil neerlandês).

Eclipsada pela ascensão britânica durante o século XVIII, a região foi mais tarde incorporada ao império francês sob Napoleão Bonaparte. Após o Congresso de Viena (1815), o Reino dos Países Baixos foi criado, incluindo os atuais Bélgica e Luxemburgo. A Bélgica conseguiu sua independência em 1830; o Luxemburgo, que seguia regras sucessórias distintas, seguiu seu próprio caminho após a morte do rei Guilherme III. Já no século XIX, os Países Baixos industrializaram-se mais lentamente do que os países vizinhos.

Permaneceu neutro e teve sua neutralidade respeitada na Primeira Guerra Mundial, mas na Segunda Guerra Mundial o país foi ocupado pela Alemanha nazista em maio de 1940, sendo libertado somente em 1945. No pós-guerra, a economia reergueu-se, e o país ingressou em organizações como o Benelux, a Comunidade Económica Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Sediando, em Maastricht, a assinatura do Tratado da União Européia, o país foi um de seus membros fundadores, e aderiu ao euro em 1999, com as moedas e cédulas circulando a partir de 2002.

Geografia

Um aspecto notável do país é o fato de ser extremamente plano. Aproximadamente metade do território fica a menos de 1 metro acima do nível do mar, e boa parte das terras estão de fato abaixo do nível do mar. O ponto mais alto, Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se a uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão protegidas por diques e barragens.Partes dos Países Baixos, inclusive quase toda a moderna província da Flevolândia, foram conquistadas ao mar - estas áreas são conhecidas como pôlderes. O país é cheio de canais e o transporte fluvial se torna um dos principais meios de expotarção e importação.

A localização geográfica da Holanda eh bastante favorável em relação à Europa. Do aeroporto de Schipol, em Amsterdã, é possível chegar em Berlim, Londres ou Paris com apenas uma hora de vôo.

O país é dividido em duas partes principais pelos rios Reno (Rijn), Waal e Mosa (Maas). Há muitos dialetos falados a norte e sul desses grandes rios.

Os ventos predominantes no país são de sudoeste, o que causa um clima marítimo moderado, com verões agradáveis e invernos suaves.

NOME OFICIAL: REINO DOS PAÍSES BAIXOS
Compõe-se de três territórios: os Países Baixos na Europa Ocidental, as Antilhas Holandesas e Aruba na região do Caribe.
· Capital: AMSTERDÃ.
· Sede de Governo: HAIA.
· Territórios Ultramarinos: 02
· Principal Porto: ROTTERDÃ.
· Principal Aeroporto: AMSTERDÃ, “AIRPORT SCHIPHOL”.
DIVISÃO TERRITORIAL:
AO NORTE E AO OESTE = MAR DO NORTE.
AO LESTE = ALEMANHA.
AO SUL = BÉLGICA.

A Holanda está localizada no delta dos cinco principais rios do Noroeste da Europa. A região é banhada pelo MAR DO NORTE e conta com a proteção de uma gigantesca infra-estrutura de dunas e diques.

ÁREA TERRITORIAL E POPULACIONAL:
“TAMANHO NÃO É DOCUMENTO”!
Com aproximadamente 41.864 km2 e 16 milhões de habitantes. A Holanda é um dos menores países e o mais densamente povoado do mundo. Sua densidade geográfica chega a 459 habitantes por Km2.
A maior concentração demográfica encontra-se em RANDSTAD, um grupo de cidades na zona Ocidental do país: Amsterdã, Haia, Rotterdã e Utrecht.

POR QUE PAÍSES BAIXOS?
As muitas pontes, diques, moinhos e instalações de bombeamento constituem uma paisagem única nesse país.
A Holanda é um país muito plano e baixo, do qual cerca de um quarto de seu território se encontra abaixo do nível do mar, chegando a algumas regiões atingir até 6,7metros. Daí vem à designação NEDERLAND “terra baixa”, ou Países Baixos.
Atualmente, os Países Baixos estão protegidos não só por barragens, mas também por dunas e diques. Os holandeses têm de estar sempre atentos ao estado do mar. Quando necessário, eles elevam os diques, caso contrário, grande parte do país pode ficar inunda

HIDROGRAFIA:
RIO RENO: Logo após penetrar na Holanda, reparte-se entre o Waal e o Baixo Reno, que mais adiante se denomina Lek. Em Arnhem, recebe o rio Ijssel, que corre na direção do Zuider Zee. Um terceiro grande rio, o Mosa, corre inicialmente para o Norte, volta-se depois para o Oeste e desemboca no Sul do Waal. Um dos meios mais simples de controlar e aproveitar a água é construir um dique.
DIQUE: Construção sólida de uma parede (terra, pedra, concreto, aço ou madeira) para represar água corrente. EX: Uma barragem para usina hidrelétrica é um dique. São construídos com camadas alternadas de pedras soltas, barro e certo tipo de arbustos, permitindo assim, um certo grau de elasticidade, suportando melhor o embate das ondas bravias do MAR DO NORTE.
PÔLDER: Área baixa tomada do mar ou de um lago por meios artificiais e mantida seca através do bombeamento. Os pôlderes, áreas drenadas situadas abaixo do nível do mar, constituem hoje, aproximadamente 40% da área do país.
O REINO QUE VENCEU AS ÁGUAS!
Os holandeses tomaram porções de terra ao mar através da construção de diques, isolando trechos do litoral, em seguida bombeando a água do mar represada. As terras drenadas foram então transformadas em campos férteis, mantidas pelo bombeamento constante executado antigamente por moinhos de vento e atualmente por potentes bombas elétricas.
Há um século existiam dez mil moinhos de vento espalhados pelo país e hoje são apenas mil. Um círculo de novecentos moinhos também protege Amsterdã das enchentes.
Os holandeses tomaram porções de terra ao mar através da construção de diques, isolando trechos do litoral, em seguida bombeando a água do mar represada. As terras drenadas foram então transformadas em campos férteis, mantidas pelo bombeamento constante executado antigamente por moinhos de vento e atualmente por potentes bombas elétricas.
Há um século existiam dez mil moinhos de vento espalhados pelo país e hoje são apenas mil. Um círculo de novecentos moinhos também protege Amsterdã das enchentes.
OBRAS DO PROJETO DELTA:
Após as grandes inundações de 1.953 conjugaram-se todos os esforços para proteger a Holanda contra novas inundações. As obras do projeto Delta concluídas em 1.997, estancaram grandes braços do mar no Sudoeste do Holanda.
Estes enormes diques foram construídos de modo a que tanto o meio-ambiente, como a navegação, como a pesca sofresse o mínimo possível de conseqüências com este estancamento de água.
WATTERCHAPPEN:
O território holandês está dividido no chamado watterchappen, organismos que cuidam da gestão das águas. Dentro de uma determinada área esses organismos são responsáveis pela irrigação, drenagem, dessecagem , purificação da águas e a manutenção dos rios e canais da Holanda.
SOLO :
No Sul e no Leste, onde as paisagens de bosques e mata se alternam, o solo é composto principalmente de areia e cascalhos.
No Oeste e no Norte, predominam a argila e a turfa. A paisagem nesta região é entrecortada por numerosos rios e canais, é essencialmente composta de pôlderes (áreas que foram drenadas artificialmente e protegidas contra inundações pela construção de diques).
CLIMA:
A Holanda possui um clima marítimo temperado, com temperatura média de 1,7o C em janeiro e de 17o C em julho.
A pluviosidade é distribuída regularmente por todo o ano, excedendo 700mm.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
A Holanda é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar no qual o governo é formado pela rainha ( soberano) e pelos ministros . Por razões históricas, a sede do governo encontra-se em Haia, mas a capital é Amsterdam.
O governo nacional tem sede em Haia, embora a capital seja Amsterdam, pois os Exércitos Franceses invasores capturaram Amsterdam em 1755 e instalaram a Capital e os holandeses restabeleceram em Haia em 1814.
Desde o século XVI que o sistema estatal está intimamente ligado à casa de Oranje - Nassau , com o seu progenitor o príncipe Guilherme de Oranje ( 1533 - 1584) . A Rainha Beatrix