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  Matérias :: Geografia :: Geral

 

  Autoria: Franciele Oliveira


 


Holanda: país das bicicletas

A Holanda é conhecida como o país dos moinhos de vento, das tulipas, dos sapatinhos de madeira. Mas quem tem a oportunidade de conhecer a Holanda, descobre que aqui é também o país das bicicletas. Duvido que em outro lugar esse meio de transporte seja tão popular. Para se ter uma idéia, em Amsterdam o estacionamento de bicicletas da Estação Central comporta 8 mil delas!

Nas ruas, o trânsito está todo adaptado para o tráfego das bicicletas, com ciclovias e até sinaleiras especiais. Pessoas de todas as idades são adeptas desse meio de transporte, tanto homens quanto mulheres. Não se vê muitas crianças andando de bicicleta sozinhas nas ruas, a não ser em parques, mas jovens e até idosos, sim. As mulheres andam de saias e salto alto e alguns homens andam até de terno. Eles têm uma prática incrível, mesmo com sacolas de compras os holandeses conseguem se equilibrar bem no veículo.

Para o pedestre é necessário atenção em dobro. Antes de atravessar a rua, é necessário cuidar dos carros, dos ônibus, trans (ou trens, que são uma espécie de bonde), além das bicicletas. Sim, pois a bicicleta têm preferência ao pedestre. Quando um transeunte vai atravessar a rua e não vê uma bicicleta, o ciclista toca uma espécie de sininho para alertar o pedestre. Chega a ser engraçada a confusão de sons. As sinaleiras tocam um som diferente quando o sinal está aberto, para alertar os cegos. Os trans tocam um som de aviso quando estão prestes a passar, e ainda há o barulho dos sinos das bicicletas. O mesmo acontece com as sinaleiras: para pedestres, para carros, para bicicletas e um sinal de advertência quando vai passar um tram.

Realmente a bicicleta é um meio de locomoção muito vantajoso. Além de ser econômico, se comparado a carros ou motocicletas (uma nova custa entre 200 e 400 euros e uma usada de 50 a 150 euros), não necessita de gastos com combustível, não é poluente, não congestiona a cidade e não acarreta problemas para estacionar.

Mas se a bicicleta tem tantas vantagens, por que não é popular no Brasil?

Primeiro, com poucas exceções, as cidades brasileiras não são planas. Imagine como seria andar de bicicleta todos os dias em Porto Alegre, por exemplo. Para começar, uma lombinha da Ramiro, a ladeira da Lucas, ou que tal encarar um morro Santo Antônio… não tem ciclista que agüente. Na Holanda não existem morros ou elevações. Tudo é completamente plano, o que facilita e muito a multiplicação desse meio de transporte.

Segundo motivo, falta estrutura e educação. Em Porto Alegre já é perigoso andar de motocicleta, imagina de bicicleta! Sem ciclovias, as bicicletas acabam atrapalhando o trânsito, e os ciclistas correm o perigo de serem atropelados.

E terceiro, o problema da violência. Na Holanda, o roubo de bicicletas é muito comum e existe um verdadeiro mercado de bicicletas roubadas que são vendidas por 10, 20 euros, Mas a diferença é que aqui o ciclista apenas perde sua bicicleta, que geralmente não encontra mais no estacionamento; mas quase inexistem agressões e assaltos. Já no Brasil, infelizmente, uma bicicleta pode custar uma vida.

Até eu entrei na onda holandesa depois de ganhar uma bicicleta de presente de aniversário do meu namorado. Acabei experimentando, da forma mais romântica, esse lado divertido da cultura local. E como é bom reviver os tempos em que eu andava de bicicleta no Parcão e na Redenção, em Porto Alegre. Todos os fins-de-semana lá ia eu com minha Monark rosa e branca com cestinha. Eu adorava aquele ventinho no rosto. Agora, além de poder andar com segurança aqui na Holanda, posso desfrutar de uma paisagem diferente e aproveitar para fazer um exercício. No meu caminho para o trabalho, atravesso a ponte Erasmus, de onde se tem uma vista ímpar de Rotterdam, com seu rio, barcos e, ao longe, seu enorme porto.

Quando se viaja, é preciso experienciar todos os aspectos da cultura local, enxergar a vida através dos olhos daquele povo. Somente assim aprendemos e refletimos sobre a nossa própria maneira de pensar e percebemos o quanto a cultura em que vivemos é capaz de nos influenciar.

Holanda- A Ousadia da Liberdade

A Holanda mais uma vez surpreende o mundo. Além de, há alguns anos, ter liberado comedidamente o consumo de drogas em certas cidades grandes, e legalizado o casamento homossexual, o parlamento em Haia aprovou a eutanásia, a morte consentida do paciente terminal. Se muitos sentem-se chocados pela liberalidade daquele país, é bom ressaltar que essas atitudes complacentes e tolerantes não vêm de agora, mas estão entrelaçadas com os últimos quatro séculos da história dos batavos.

A República das Províncias Unidas

"Os governante das cidades (Amsterdã), souberam naturalmente pôr em prática a recomendação de Spinoza de organizar uma sociedade em que a maioria dos homens imaginam que vivem como entendem, e eles os contiveram não pelos horrores de uma tirania teológico-política, mas apelando ao seu amor à liberdade e ao seu desejo de adquirir dinheiro e honras."

H. Méchoulan - Dinheiro e Liberdade, 1990

Que ninguém se assombre com as coisas que ocorrem na Holanda de hoje. Lá tudo se ousa, não só o direito de poder drogar-se, o de casar-se com o sexo que melhor aprouver, como o mais recente, o de consentir-se que nos matem no instante em que a vida, no seu estertor, tornou-se-nos insuportável. Coisas da Holanda, diz-se. Desde o nascer daquele pequeno país, nos tumultos das guerras religiosas do século XVI, quando chamou-se de República das Províncias Unidas (formada por sete províncias e várias cidades independentes), os holandeses optaram por prestigiar a liberdade. Enquanto os reis e os padres se associavam no restante da Europa para oprimir, reprimir, ou assustar com as penas do inferno os seus súditos e fiéis, as gentes dos Países-Baixos seguiram o oposto. Rebelando-se contra o império espanhol de Felipe II, que queria lhes enfiar goela abaixo o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, apostaram na harmonia e no bom convívio dos contrários. Enquanto a nobreza da vizinhança ainda enaltecia o cavaleiro de espada e escudo, fanfarrão e briguento, os holandeses admiravam o mercador hábil nos dinheiros e na conquista das praças, dado ao cálculo e não à bravata.

 

 

Estrutura Original da Holanda- O Tratado de Tolerância

Para atrair os que pensavam como eles, acertaram no Tratado de Tolerância da União de Utrecht, acordado em 1581, que ninguém que lá vivesse ou que lá chegasse em busca da poorterschap, o direito de cidadania, seria importunado por motivos religiosos. Quer seguissem Lutero ou Calvino, quer carregassem a Torá, fossem católicos fugidos do bispo ou anabatistas acusados de heresia, não importava, todos teriam guarita. Não queimariam nem bruxas nem filósofos. Foi assim, que naquela terra desolada do Mar do Norte, no grande pântano gelado que era a Holanda do século XVI, a liberdade, no seu sentido mais lato e profundo, sentou pé na Europa. No momento em que na Ibéria, na época da União das Coroas, se afastava a possibilidade de unir-se por canais o rio Tejo ao Manzanares, visto tal obra ferir a vontade de Deus, na Holanda, a população inteira, desafiadora, empunhava a pá e empilhava pedras nos diques para dominar, metro a metro, a braveza do mar que a assolava. Se na Ibéria expulsavam os judeus como raça maldita, marrana, na Holanda, eles serviam como modelos para as figuras sagradas das pinturas de Rembrandt.

O Mercador como Modelo

Enquanto em Portugal e na Espanha, de monges e de soldados, todos aferravam-se ao princípio da honra e de que lidar com títulos e promissórias eram coisas baixas, indignas de um povo cristão, os homens de Roterdã e de Amsterdã, libertos de toda e qualquer autoridade conciliar ou dogmática, lançavam-se pelos mares a roer-lhes o império. Amparados pelas Companhias das Índias Orientais (1602) e depois as Ocidentais (1621), eles põem um pé nas Índias Orientais, outro nas Antilhas, outro no nordeste do Brasil, outro ainda em Angola, montando assim a sua poderosa talassocracia mercantil. Por todos os lados esses calvinistas furiosos e cobiçosos afugentam os católicos à canhonadas (o que levou o Padre Vieira a compor em 1640, aquele soberbo e conhecido sermão, o pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal, desesperado com as glórias dos heréticos holandeses). Lembrando-se ainda que coube a Hugo Grocius, o grande tratadista do Mare Liberum, de 1609, implodir juridicamente com o Tratado de Tordesilhas (que desde o século XV transformara os oceanos num lago ibérico), abrindo, sob os olhos do direito internacional, as águas do mundo a quem mais ousasse.

Liberdade de Imprensa e Pensamento

Foi lá, a partir de Amsterdã, onde por primeiro garantiu-se a liberdade de imprensa e onde editaram-se as principais obras dos Iluministas, para infelizmente serem censuradas ou queimadas na França dos Luíses (A Enciclopédia, de Diderot, o grande instrumento da revolução intelectual do século XVIII, foi impressa inteiramente na Holanda a partir de 1751). Como também somente no clima rude, mas inquiridor da Holanda que o filósofo Baruch Spinoza pôde concluir a sua leitura crítica dos Evangelhos e de outros livros sagrados, publicando-a em 1670 com o título de Tratado Teológico-Político (se bem que logo condenada pelo sínodo da Igreja Reformada e banido em 1674), oferecendo o caminho para a defesa da liberdade de culto e do estado secular que iria inspirar o liberalismo político no século seguinte. Tudo isso fez daquele pequeno país o paraíso da editoração do livre-pensamento, contribuindo para que a Holanda no século XVII, sozinha, imprimisse mais livros do que todos os demais países europeus juntos.

O Testemunho de Descartes

Nada melhor do que o testemunho do filósofo Descartes, que lá se fixara desde 1628, para atestar o fabuloso que era viver nos Países Baixos naquela época (*). Em carta ao seu amigo Balzac, datada de maio de 1631, escreveu: "que outro lugar poderia haver no resto do mundo em que todas as comodidades da vida, e todas as curiosidades que podem ser desejadas sejam tão fáceis de serem encontradas senão como aqui? Em que outro país se pode gozar de uma de uma liberdade tão completa, se pode dormir com menos inquietude, em que outro país há sempre exércitos prontos para nos proteger, onde os envenenamentos, as traições, calúnias sejam menos conhecidos, e onde tenha restado mais do que um pouco de inocência de nossos ancestrais?"
Portanto, nada de espantar-se com que nos chega de lá agora, nada de sustos. Coisas da Holanda!

(*) Um dos motivos que afirmaram a decisão de Descartes deixar Paris em definitivo para ir viver nos Países Baixos foi o impacto que o julgamento de Galileu causou na época, acusado de heresia pelo Tribunal da Inquisição em Roma, em 1633, por sustentar que a Terra se movia.

Países Baixos

Bandeira dos Países Baixos

Brasão dos Países Baixos

(Bandeira)

(Brasão)

Koninkrijk der Nederlanden
Reino dos Países Baixos

Conhecido de modo extra-oficial como Holanda, limita-se ao norte e a oeste com o mar do Norte, a leste com a Alemanha e ao sul com a Bélgica. Com Luxemburgo e Bélgica formam o Benelux. As Antilhas Holandesas e Aruba também fazem parte do país que tem 41.526 km2 dos quais 6.500 km2 são de terra avançada sobre o mar. A capital é Amsterdã.

Território e recursos:

Grande parte do norte e do oeste do país encontra-se abaixo do nível do mar, chamada Holanda inferior. A leste e ao sul encontra-se a Holanda superior, onde poucas vezes a altitude ultrapassa 50m. As comportas, diques, canais e moinhos de vento fazem parte de um sistema de drenagem da época medieval. Sem um sistema de drenagem sistemático, a metade do país se inundaria.

A linha costeira do mar do Norte é formada por dunas. No sudoeste, os estuários dos rios formam deltas com inúmeras ilhas e canais. Através do Plano Delta, lagos de água doce foram criados e algumas ilhas foram unidas. No norte, o mar dividiu as dunas criando as ilhas Frísias ocidentais e por detrás uma zona alagadiça chamada de Waddenzee. Muito além das dunas existe uma área abaixo do nível do mar, protegida por diques, que se mantém seca graças ao contínuo bombeamento mecânico. O antigo Zuiderzee, originariamente um estuário do rio Reno e posteriormente um mar interior, está sendo recuperado e uma parte se transformou num lago de água doce chamado Ijsselmeer.

Os principais rios são o Reno e seus afluentes como o Waal e o Lek, o Maas (um braço do Meuse) e o Schelde. Quase todos os grandes lagos naturais foram secos.O clima é marítimo temperado. A temperatura média em janeiro atinge 1,7 ºC e em julho 17,2 ºC. As precipitações médias anuais são de 760 mm.A paisagem natural foi alterada pelo homem e as áreas de vegetação natural são muito limitadas. Os animais de maior porte desapareceram mas os bosques de carvalho, faia, freixo e pinheiro estão protegidos.

População e governo

Os holandeses são, na sua maioria, descendentes dos francos, frísios e saxões. A recente imigração foi importante: asiáticos, turcos, marroquinos, habitantes de países europeus mediterrâneos e residentes do Suriname e das Antilhas Holandesas.

Em 1994, sua população era de 15.385.000 habitantes, com uma densidade de 453 hab/km2 é uma das maiores do mundo. As principais cidades são: Amsterdã, a capital do país Roterdã e Haia.O idioma oficial é o holandês; em Friesland também se fala a língua frísia. Os católicos constituem 33% da população holandesa e os protestantes 23%. Cerca de 39% da população não pratica qualquer religião.A Holanda é uma monarquia constitucional e hereditária com um sistema de governo parlamentar. A Constituição de 1814 foi revista diversas vezes.

Economia:

Os Países Baixos (Holanda em Portugal) são a parte européia do Reino dos Países Baixos, uma monarquia constitucional membro da União Européia. Localizado no noroeste da Europa, limita a norte e a oeste com o Mar do Norte, a leste com a Alemanha e a sul com a Bélgica. Os Países Baixos são freqüentemente chamados Holanda. De origem, a palavra Holanda referiu para a área ocupada pelas duas principais províncias: Holanda do Norte e Holanda do Sul. Hoje, é um pars pro toto comum nos países de língua portuguesa usar Holanda para o país inteiro, o que não deixa de ser um erro.

A Holanda do Norte (neerlandês: Noord-Holland) é uma província dos Países Baixos, situada no Noroeste do país. A capital provincial é a cidade de Haarlem, e a cidade mais importante, Amesterdão, a capital do país, também fica aí situada.

Outras cidades: Hilversum, Alkmaar, Zaandam e Hoorn.

A Holanda do Sul (neerlandês: Zuid-Holland) é uma província dos Países Baixos, situada no oeste do país, na costa do Mar do Norte. É uma das províncias neerlandesas mais povoadas e industrializadas.

O país é um dos mais densamente povoados do mundo; surpreendentemente, está também entre os de altitude média mais baixa (um quarto do território fica abaixo do nível do mar). Os neerlandeses são conhecidos por seus diques, suas tulipas, seus moinhos, seus tamancos e sua tolerância social. Suas políticas liberais são freqüentemente mencionadas e usadas como (bons ou maus) exemplos nos demais países.

O Tribunal Internacional de Justiça e a Corte Penal Internacional têm suas sedes na Haia; embora Amsterdã (pt. Amsterdão) seja a capital constitucional, é aquela cidade que sedia o governo, a residência real e a maior parte das embaixadas.

 

INDUSTRIA
Cerca de 42% da população ativa estão empregados na indústria. A princípio, os capitais foram aplicados na modernização das tradicionais indústrias naval, alimentícia, têxtil e do papel. Mais tarde foram desviados para indústrias que exigem pouca matéria prima, como a de eletricidade e a de fibras sintéticas. O desenvolvimento das indústrias de base começou com a explosão das jazidas de carvão do Limburgo e das salinas do E e NE, que permitiram o desenvolvimento da produção de coque, produtos químicos, ferro e aço. A descoberta de grandes reservas de gás natural, em 1948, representou um importante passo na industrialização do país, que praticamente não dispõe de fonte de energia hidrelétrica. Apesar de não possuir minérios, os Baixos Países conseguiram instalar sua indústria metalúrgica com a matéria prima importada, mantendo importantes setores, como de construção de navios, maquinaria, aparelhos domésticos e veículos automotores. O setor têxtil é bastante desenvolvido (algodão, lã, rayon) e concentra-se em Amsterdam.
COMÉRCIO
O comércio é a terceira grande fonte do país. A situação privilegiada dos portos de Rotterdam e Amsterdam contribuiu para tornar a Holanda um importante entreposto do comércio internacional. O país importa principalmente linhaça, amendoim, milho, trigo, minerais, peles, borracha e madeira, que procedem predominantemente da Bélgica, República Federal da Alemanha, EUA e Reino Unido. E exporta laticínios, hortaliças, flores, toucinho, óleos, coque, fertilizantes, papel, produtos de madeira, têxteis, navios, equipamentos elétricos para a Alemanha, Bélgica, Reino Unido, EUA, França e Itália.
TRANSPORTE
No começo da década de 1970, cerca de metade das ferrovias estava eletrificada. Apesar das dificuldades que a superfície recortada de rios oferece, o sistema rodoviário do país está bem desenvolvido e liga as principais cidades. A necessidade de drenar as terras levou à construção de canais que, unidos aos rios, perfazem c. 5.000km de vias navegáveis, dos quais c. 3000km com capacidade para barcos de mais de 1.000t. A frota mercante fluvial é uma das maiores da Europa. Os principais portos do país são de Rotterdam, Amsterdam, Delfzijl e Harlingen. A companhia Real Holandesa de Aviação (K.L.M.) mantém linhas regulares para quase todo o mundo.

 

AGRICULTURA
O lugar da agricultura tem-se tornado menos proeminente com o decorrer dos anos, tendo-se dado uma sensível diminuição das superfícies destinadas a um certo número de colheita, tal como é o caso da aveia e do centeio. Por outro lado, houve desde 1970 um forte aumento da cultura de milho de corte, o qual se destina a ser utilizado para criação de animais. A superfície que lhe é destinada representa hoje em dia 23% do total da superfície destinada à lavoura. De modo geral aumentaram também as receitas provenientes do trigo, das beterrabas e das batatas; por um lado em consequência de se tornar maior a superfície destinada a sua cultura e, por outro lado, devido a ter progredido o rendimento por hectare. Isso tem sido possível graças a um melhoramento geral; à utilização de espécies mais produtivas e mais resistentes; melhores técnicas de adubação e outras medidas semelhantes.
A redistribuição dos terrenos disponíveis desempenhou um importante papel na melhoria da produtividade da agricultura. Através da fusão de terrenos que se achavam demasiado longe uns dos outros, ou cuja superfície era demasiado pequena, e também ainda com a remoção de obstáculos tais como canais ou taludes, veio tornar-se possível a mecanização em grande escala. Mas pouco a pouco também se vai ganhando consciência de que os chamados obstáculos agrícolas representam por vezes um grande valor relativamente à paisagem e aos aspectos recreativos.
HORTICULTURA
A evolução da horticultura nos últimos anos tem-se caracterizado, principalmente, por um considerável aumento da cultura em estufas. Por tradição as culturas tradicionais sempre foram a alface, o pepino e o tomate. A sua importância, porém, diminuiu constantemente, a passo que cresce a da chamada horticultura ornamental, sobretudo a das flores. Essa é uma das razões porque a Holanda se tornou conhecida como a "florista da Europa Ocidental". Os bolbos continuam também a ocupar um lugar importante na horticultura. No que respeita a fruta, o seu cultivo, embora ainda em volume razoável, tem-se tornado relativamente menos importante. Para o cultivo em estufa o fator determinante para o rendimento é na verdade, a energia utilizada. Por isso se presta enorme atenção a tudo que possa significar uma economia de energia. Procura conseguir-se com isso, por um lado, através do melhoramento de plantas que necessitem de menos calor e, por outro lado, através de desenvolvimentos técnicos nas estufas e nas instalações de aquecimento. Na horticultura em estufa são tomadas medidas para lutar contra as pragas de insetos daninhos. Graças ao fato de esse tipo de horticultura se realizar em circunstâncias facilmente controláveis, o setor acha-se numa situação avançada no que se refere à luta contra os parasitas, utilizando os inimigos naturais destes, os quais se tornam o complemento dos métodos mais tradicionais dos pesticidas químicos.
PECUÁRIA
De forma global a pecuária holandesa pode-se dividir em dois tipos: ligada ao solo ou independente dele. Dadas as favoráveis condições naturais para a existência de terras de pastagem, a forma tradicional para produção de lacticínios é a da pecuária ligada ao solo. Isso, porém, não significa que essa forma de atividade agrícola se processe ainda de maneira tradicional. A mecanização, a criação orientada para a qualidade (muitas vezes através da utilização da inseminação artificial) e a alimentação animal cuidadosamente doseada, levaram a que no decorrer das últimas décadas se conseguisse um forte aumento do rendimento. O volume da produção de leite tem-se tornado cada vez maior, o que, juntamente com a restante produção da CEE, levou à existência de tão grandes excedentes que se tornou necessário recorrer a medidas restritivas.
No que respeita a pecuária intensiva e independente do solo, a produção de carne constitui o seu principal objetivo. Muita da carne de vitela e de porto destina-se a exportação. A avicultura, por sua vez, pode praticamente considerar-se independente do solo. A independência da produção em relação ao solo é uma das causas preponderantes da existência no país de excessivas quantidades de estrume. Com a forte tendência para a intensificação da produção, foi-se pouco a pouco constatando que uma excelente produção não significa automaticamente um excelente bem-estar para os animais. Por isso se realizam em grande escala pesquisas e experiências relativas a novas formas de empresas de produção, nas quais é atribuída maior atenção ao bem estar animal.
PESCA
Classificada segundo as espécies pescadas e os tipos de navios utilizados, a pesca holandesa pode ser dividida em:
A pesca do arenque, cavala e do chamado "peixe redondo" ( bacalhau, etc.), a qual é praticada por navios arrastões nas zonas centrais e setentrionais do Mar do Norte, e ao largo das Ilhas Britânicas e da Irlanda;
A pesca do chamado "peixe chato" (o linguado, a solha e outros ) feita por navios do tipo "cutter" nas zonas centrais e meridionais do Mar do Norte e durante algumas semanas cada ano, os mares da Irlanda;
A pesca do camarão, efetuada por "cutters "de menor tonelagem ao longo das costas holandesas, dinamarquesas e alemães ;
A pesca de moluscos ( mexilhões, ostras e amêijoas) que é feita por embarcações especiais no Mar de Wadden e nos braços de mar do Escalda Oriental.
Em consequência do aumento , durante os últimos anos, da capacidade de
pesca por parte da maioria dos países com atividades pesqueiras, ocorreu uma baixa do povoamento de certas espécies piscícolas, como é o caso de algumas que, por exemplo o arenque e o linguado, são particularmente importantes para a Holanda. Isso conduziu a uma degradação dos resultados da indústria pesqueira, tornando-se necessário que a nível internacional, dentro da C.E.E., fossem tomadas medidas para evitar não somente o desaparecimento das espécies piscícolas, mas da própria pesca. Atualmente cada país apenas tem direito a pescar por ano uma determinada quantidade de peixe, sendo este especificado segundo os tipos mais importantes. Além da pesca marítima e da pesca no litoral, na Holanda é ainda praticada profissionalmente a pesca fluvial ( sobretudo na Lago Ijssel ).
SISTEMA MONETÁRIO
A unidade monetária dos Países Baixos é o florim ( fl.). Há moedas de 5 cêntimos (em bronze) e de 10 cêntimos , 25 cêntimos , 1 florim , 2,50 florins ( todas de níquel), e uma moeda de 5 florins ( todas de níquel ), e uma moeda de 5 florins (dourada) . As moedas são cunhadas pela Real Casa da Moeda, em Utrecht, e todas possuem a esfígie da Rainha . Após a sua subida ao trono em 30 de abril de 1980, como sucessora de sua mãe a Rainha Juliana, foram sendo gradualmente postas a circular novas moedas, embora as antigas continuem a ser válidas. Existem também notas de 5, 10, 25, 50, 100, 250 e 1000 florins, as quais são emitidas pelo banco central, o Nederlandsche Bank . Graças a um sistema de marcas em alto relevo ( pontos e triângulos ) , e portanto sensíveis ao tato, as notas holandesas podem igualmente ser reconhecidas pelos invisuais . O florim holandês faz parte do Sistema Monetário Europeu ( EMS) , o qual começou a funcionar em 1979 e utiliza um sistema de câmbio relativamente estável no que respeita os vários monetários dos estados membros da Comunidade Européia . A política do governo neerlandês orienta-se para que seja mantido relativamente estável o câmbio entre o florim holandês e o marco alemão.
BANCOS
A Holanda possui uma moderna organização bancária, na qual, como já antes foi assinalado, o Nederlandsche Bank desempenha as funções de banco emissor . Os grandes bancos do país , da mesma forma que as grandes companhias de seguros, orientam fortemente as suas atividades para o exterior.

CULTURA
País da descontração, da liberdade de pensamento, da tolerância religiosa, a Holanda é um dos menores países do mundo, mas um dos mais ricos culturalmente, possui cerca de 1000 museus, o maior número num mesmo país, também quase 1200 bibliotecas públicas e imensos arquivos no Estado e instituições mantém o interesse pela cultura holandesa viva.
Destacam-se o museu nacional Rijksmuseum, o mais famoso e o Van Gogh , ambos em Amsterdam, além do Mauritshuis, em Haia, Frans Hals em Haarlem, e o Boymans-van, Beuningen, em Roterdam.
Outro traço de evolução dos neerlandeses é a sua capacidade de cultivar a herança do passado, sobretudo no aspecto arquitetônico - nada menos que 55 mil dos seus edifícios são considerados monumentos histórico de especial valor. A população cultiva um modo de vida altamente moderna e até futurista, aberto a todas as tendências vertentes.
Nas cidades de Edan, Monickendam, Marken e Volendam encontra-se a Holanda antiga, onde existem casas típicas com jardinzinhos na frente, homens e mulheres vestidos à caráter, todos de tamancos e os velhos de cachimbos sentados nos bancos das praças vendo o tempo passar.
Já em Alkmaar e Golda, são as duas cidades remanescentes "cidades do queijo", que ainda apresentam, ao ar livre, todas as sextas-feiras de abril a setembro, o espetáculo concorridíssimo da pesagem do produto, numa competição disputada.

HISTÓRIA

A presença antiga do homem nesta região é atestada por monumentos megalíticos (dólmens) e túmulos da idade do bronze e por campos de urnas funerárias da idade do ferro. Na época da ocupação romana, que se mantém até ao século IV, a região dos Países Baixos era povoada por tribos célticas e germânicas. Os Saxões estabelecem-se a leste dos futuros Países Baixos e os Francos ocupam os territórios meridionais. A cristianização só se completa no final do século VIII, com a submissão destes povos a Carlos Magno. A administração carolíngia permite o desenvolvimento da actividade económica, enquanto nasce uma indústria têxtil.

No reinado de Carlos V, Sacro Imperador Romano e rei de Espanha, a região era parte das Dezessete Províncias dos Países Baixos, abrangendo a maior parte do que hoje é a Bélgica. À proclamação da independência (União de Utrecht, 1579; abjuração da soberania espanhola, 1581), no reinado de Filipe II, seguiu-se a guerra de independência. A assinatura, sob Filipe IV, do Tratado de Münster pôs fim à Guerra dos Oitenta Anos. O império espanhol reconheceu a República Holandesa dos Países Baixos Unidos, governados pela casa de Orange-Nassau e os Estados Generais, que anteriormente foram uma província do império espanhol. Os Países Baixos tornaram-se assim a primeira nação européia a assumir uma forma de governo republicana.

Ainda que o novo Estado exercesse autonomia apenas sobre as províncias do norte, a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos desenvolveu-se e tornou-se uma das mais importantes potências navais e econômicas do século XVII. Neste período, conhecido como a Idade de Ouro neerlandesa, os Países Baixos estenderam suas redes comerciais por todo o planeta, estabelecendo colônias em lugares tão distantes quanto Java e o nordeste brasileiro (Brasil neerlandês).

Eclipsada pela ascensão britânica durante o século XVIII, a região foi mais tarde incorporada ao império francês sob Napoleão Bonaparte. Após o Congresso de Viena (1815), o Reino dos Países Baixos foi criado, incluindo os atuais Bélgica e Luxemburgo. A Bélgica conseguiu sua independência em 1830; o Luxemburgo, que seguia regras sucessórias distintas, seguiu seu próprio caminho após a morte do rei Guilherme III. Já no século XIX, os Países Baixos industrializaram-se mais lentamente do que os países vizinhos.

Permaneceu neutro e teve sua neutralidade respeitada na Primeira Guerra Mundial, mas na Segunda Guerra Mundial o país foi ocupado pela Alemanha nazista em maio de 1940, sendo libertado somente em 1945. No pós-guerra, a economia reergueu-se, e o país ingressou em organizações como o Benelux, a Comunidade Económica Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Sediando, em Maastricht, a assinatura do Tratado da União Européia, o país foi um de seus membros fundadores, e aderiu ao euro em 1999, com as moedas e cédulas circulando a partir de 2002.

Geografia

Um aspecto notável do país é o fato de ser extremamente plano. Aproximadamente metade do território fica a menos de 1 metro acima do nível do mar, e boa parte das terras estão de fato abaixo do nível do mar. O ponto mais alto, Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se a uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão protegidas por diques e barragens.Partes dos Países Baixos, inclusive quase toda a moderna província da Flevolândia, foram conquistadas ao mar - estas áreas são conhecidas como pôlderes. O país é cheio de canais e o transporte fluvial se torna um dos principais meios de expotarção e importação.

A localização geográfica da Holanda eh bastante favorável em relação à Europa. Do aeroporto de Schipol, em Amsterdã, é possível chegar em Berlim, Londres ou Paris com apenas uma hora de vôo.

O país é dividido em duas partes principais pelos rios Reno (Rijn), Waal e Mosa (Maas). Há muitos dialetos falados a norte e sul desses grandes rios.

Os ventos predominantes no país são de sudoeste, o que causa um clima marítimo moderado, com verões agradáveis e invernos suaves.

NOME OFICIAL: REINO DOS PAÍSES BAIXOS
Compõe-se de três territórios: os Países Baixos na Europa Ocidental, as Antilhas Holandesas e Aruba na região do Caribe.
· Capital: AMSTERDÃ.
· Sede de Governo: HAIA.
· Territórios Ultramarinos: 02
· Principal Porto: ROTTERDÃ.
· Principal Aeroporto: AMSTERDÃ, “AIRPORT SCHIPHOL”.
DIVISÃO TERRITORIAL:
AO NORTE E AO OESTE = MAR DO NORTE.
AO LESTE = ALEMANHA.
AO SUL = BÉLGICA.

A Holanda está localizada no delta dos cinco principais rios do Noroeste da Europa. A região é banhada pelo MAR DO NORTE e conta com a proteção de uma gigantesca infra-estrutura de dunas e diques.

ÁREA TERRITORIAL E POPULACIONAL:
“TAMANHO NÃO É DOCUMENTO”!
Com aproximadamente 41.864 km2 e 16 milhões de habitantes. A Holanda é um dos menores países e o mais densamente povoado do mundo. Sua densidade geográfica chega a 459 habitantes por Km2.
A maior concentração demográfica encontra-se em RANDSTAD, um grupo de cidades na zona Ocidental do país: Amsterdã, Haia, Rotterdã e Utrecht.

POR QUE PAÍSES BAIXOS?
As muitas pontes, diques, moinhos e instalações de bombeamento constituem uma paisagem única nesse país.
A Holanda é um país muito plano e baixo, do qual cerca de um quarto de seu território se encontra abaixo do nível do mar, chegando a algumas regiões atingir até 6,7metros. Daí vem à designação NEDERLAND “terra baixa”, ou Países Baixos.
Atualmente, os Países Baixos estão protegidos não só por barragens, mas também por dunas e diques. Os holandeses têm de estar sempre atentos ao estado do mar. Quando necessário, eles elevam os diques, caso contrário, grande parte do país pode ficar inunda

HIDROGRAFIA:
RIO RENO: Logo após penetrar na Holanda, reparte-se entre o Waal e o Baixo Reno, que mais adiante se denomina Lek. Em Arnhem, recebe o rio Ijssel, que corre na direção do Zuider Zee. Um terceiro grande rio, o Mosa, corre inicialmente para o Norte, volta-se depois para o Oeste e desemboca no Sul do Waal. Um dos meios mais simples de controlar e aproveitar a água é construir um dique.
DIQUE: Construção sólida de uma parede (terra, pedra, concreto, aço ou madeira) para represar água corrente. EX: Uma barragem para usina hidrelétrica é um dique. São construídos com camadas alternadas de pedras soltas, barro e certo tipo de arbustos, permitindo assim, um certo grau de elasticidade, suportando melhor o embate das ondas bravias do MAR DO NORTE.
PÔLDER: Área baixa tomada do mar ou de um lago por meios artificiais e mantida seca através do bombeamento. Os pôlderes, áreas drenadas situadas abaixo do nível do mar, constituem hoje, aproximadamente 40% da área do país.
O REINO QUE VENCEU AS ÁGUAS!
Os holandeses tomaram porções de terra ao mar através da construção de diques, isolando trechos do litoral, em seguida bombeando a água do mar represada. As terras drenadas foram então transformadas em campos férteis, mantidas pelo bombeamento constante executado antigamente por moinhos de vento e atualmente por potentes bombas elétricas.
Há um século existiam dez mil moinhos de vento espalhados pelo país e hoje são apenas mil. Um círculo de novecentos moinhos também protege Amsterdã das enchentes.
Os holandeses tomaram porções de terra ao mar através da construção de diques, isolando trechos do litoral, em seguida bombeando a água do mar represada. As terras drenadas foram então transformadas em campos férteis, mantidas pelo bombeamento constante executado antigamente por moinhos de vento e atualmente por potentes bombas elétricas.
Há um século existiam dez mil moinhos de vento espalhados pelo país e hoje são apenas mil. Um círculo de novecentos moinhos também protege Amsterdã das enchentes.
OBRAS DO PROJETO DELTA:
Após as grandes inundações de 1.953 conjugaram-se todos os esforços para proteger a Holanda contra novas inundações. As obras do projeto Delta concluídas em 1.997, estancaram grandes braços do mar no Sudoeste do Holanda.
Estes enormes diques foram construídos de modo a que tanto o meio-ambiente, como a navegação, como a pesca sofresse o mínimo possível de conseqüências com este estancamento de água.
WATTERCHAPPEN:
O território holandês está dividido no chamado watterchappen, organismos que cuidam da gestão das águas. Dentro de uma determinada área esses organismos são responsáveis pela irrigação, drenagem, dessecagem , purificação da águas e a manutenção dos rios e canais da Holanda.
SOLO :
No Sul e no Leste, onde as paisagens de bosques e mata se alternam, o solo é composto principalmente de areia e cascalhos.
No Oeste e no Norte, predominam a argila e a turfa. A paisagem nesta região é entrecortada por numerosos rios e canais, é essencialmente composta de pôlderes (áreas que foram drenadas artificialmente e protegidas contra inundações pela construção de diques).
CLIMA:
A Holanda possui um clima marítimo temperado, com temperatura média de 1,7o C em janeiro e de 17o C em julho.
A pluviosidade é distribuída regularmente por todo o ano, excedendo 700mm.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
A Holanda é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar no qual o governo é formado pela rainha ( soberano) e pelos ministros . Por razões históricas, a sede do governo encontra-se em Haia, mas a capital é Amsterdam.
O governo nacional tem sede em Haia, embora a capital seja Amsterdam, pois os Exércitos Franceses invasores capturaram Amsterdam em 1755 e instalaram a Capital e os holandeses restabeleceram em Haia em 1814.
Desde o século XVI que o sistema estatal está intimamente ligado à casa de Oranje - Nassau , com o seu progenitor o príncipe Guilherme de Oranje ( 1533 - 1584) . A Rainha Beatrix , casada com o príncipe Claus dos Países Baixos , é desde 1980 chefe de estado . O casal real tem 3 filhos : Willem-Alexander ( nascido em 1967 e desde 30 de abril de 1980 príncipe herdeiro com o título de "Príncipe de Oranje") , o Príncipe Johan Friso ( nascido em 1968) e o Príncipe Constantijn (nascido em 1969). A sucessão ao trono é hereditária, tanto na linha masculina como na linha feminina.
O Parlamento, chamado Estados Gerais, formam em conjunto com a rainha e os ministros o poder legislativo e consiste de Primeira e Segunda Câmara.
A Primeira Câmara conta com 75 membros, eleitos indiretamente pela Assembléia Legislativa provinciais por seis anos .
A Segunda Câmara é formada por 150 membros eleitos diretamente pelos holandeses com direito de voto as pessoas maiores de 18 anos.
O poder executivo está a cargo do governo ( rainha e ministros ), sendo controlado pelo parlamento.
O parlamento tem ao seu dispor três meios para controlar o poder executivo:
O direito orçamental : direito de juntamente com o governo fixar o orçamento de todas as receitas e despesas do Reino.
O direito de inquirição : o que lhes permite independentemente do governo, realizar inquéritos sobre determinados assuntos;
O direito de interpelação : o que lhes concede o poder de interpelar os ministros e os secretários de estado acerca da política seguida ou a seguir.
Além disso o Parlamento possui ainda:
O direito de emenda : podendo emendar ou modificar os projetos de lei
O direito de iniciativa : um membro individual do Parlamento, ou um grupo de membros, podem apresentar projetos de lei.
A rainha, como chefe de estado goza de inviolabilidade, ou seja, os ministros são responsáveis pelos atos da rainha.
A política holandesa conhece três correntes principais: a liberal, a cristã democrata e a social democrata . Devido ao baixo número mínimo de votos necessários no sistema de representação proporcional, o parlamento consiste em um grande número de partidos. O governo também é sempre formado por uma coligação de diferentes partidos.
O poder judiciário e independente e as instâncias de direito são formadas na Holanda por juizes nomeados em caráter vitalícios. Tribunais de júri não existem na Holanda. A jurisdição em processos civis e penais reside em primeira instância nos tribunais de Comarca, após o que se pode recorrer para um Tribunal da Justiça.
O Supremo Tribunal dos Países Baixos é a mais alta Corte de Justiça . É constituído de 26 magistrados, possui como jurisdição suprema a competência de anular as sentenças pronunciadas pelos juizes que lhe são subordinados. Não tem poder de anular uma lei considerada como contrária ao disposto na Constituição.
O poder público na Holanda está bastante descentralizado. O Reino defende os assuntos de interesse nacional ; 12 províncias e 548 municípios são poderes públicos descentralizados.
As 12 províncias são administradas pelos Estados Provinciais, pela Deputação Provincial e pelo comissário da rainha .
Os membros dos estados provinciais são eleitos pelo sufrágio universal de todos os holandeses com direito de voto que habitam em cada província.
A administração de cada município é composta pelo Conselho Municipal, a Câmara e os Burgomestres. O Conselho Municipal é eleito da mesma forma que os Estados Provinciais .
Os estrangeiros que permanecem mais de 5 anos na Holanda tem direito a participar nas eleições para os Conselhos Municipais
Vários municípios holandeses se agrupam devido a interesses comuns como: implantação de indústrias, meio ambiente , etc. Esses municípios formam um distrito, o qual se ocupa com a defesa desses interesses.
Além da divisão em municípios, a Holanda possui uma divisão chamada as Associações das Águas. Essas associações são uma das mais antigas administração democrática. Trata-se de organismos de direito público, encarregados da administração das águas dentro de determinada zona e da defesa do solo contra a água.
É de grande importância para a manutenção das águas na Holanda, principalmente, as associações existentes nas regiões dos grandes rios, ao longo do mar e no lago Ijssel.

POLÍTICA EXTERNA E DE DEFESA
A política externa da Holanda foi fortemente determinada pela maneira como seus habitantes utilizaram a posição geográfica do país.
Na Holanda a política externa desenvolveu-se na União Européia, na União da Europa Ocidental , na Organização do Tratado do Atlântico Norte e nas Nações Unidas. A principal linha da política, da qual a cooperação internacional faz parte integrante é a promoção da paz, da liberdade e da prosperidade do mundo.
A política externa da Holanda está direcionada para os países vizinhos Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, França, o Reino Unido e os países escandinavos, para a estabilidade e segurança do mundo.
Desde sempre fortemente orientada para o contexto internacional, a Holanda é co-fundadora das organizações acima mencionadas, do fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.
A integração Européia, principalmente no campo econômico, é vista pela Holanda como uma condição básica para a sua prosperidade e para a criação de um ambiente estável.
A Holanda é um dos poucos países que cumpre a norma acordada internacionalmente, o qual investem 0,8% do produto nacional bruto na cooperação internacional. O objetivo central da política é o desenvolvimento sustentável. Investe-se na independência econômica dos países em via de desenvolvimento e no combate a pobreza visando fortalecimento da liberdade social, econômica e política do ser humano.
É de grande importância para a Holanda que, no contexto das Nações Unidas, se promova a ordenação jurídica internacional e que se continue a desenvolver o direito internacional público, pois trata-se de conceitos - principalmente no que se refere a democracia e aos direitos humanos - a sociedade holandesa dá grande valor.
A política de defesa nacional holandesa, além da proteção do próprio território e do território dos países aliados também são integradas em operações de gestão de crises internacionais, agindo a favor da manutenção da paz e segurança nacional.

 

Províncias

Províncias dos Países Baixos

Os Países Baixos estão divididos em 12 regiões administrativas, também chamadas províncias; cada uma tem à sua frente um governador, que é chamado Comissário do Rei ou da Rainha:

·           Groningen (ou Groninga) - Nordeste; capital: Groningen

·           Frísia (Fryslân, em Frísio ou Friesland em neerlandês) - No Norte capital: Leeuwarden (Ljouwert)

·           Drenthia (Drenthe em neerlandês)- nordeste, sul de Groninga; capital: Assen

·           Transisalania (Overijssel em neerlandês) - leste, sul de Drenthe; capital: Zwolle

·           Flevolândia - central, no IJsselmeer; capital: Lelystad

·         Gueldria (ou Gelderland, em neerlandês) - centro-este, sul de Overijssel; capital: Arnhemia

·         Utrecht - central; capital: Utrecht

·         Holanda do Norte (Noord-Holland, em neerlandês); capital: Haarlem

·         Holanda do Sul- (Zuid-Holland), ao sul da Noord-Holland; capital: ('s-Gravenhage)

·         Zelândia - sudoeste; capital: Midelburgo (ou Middelburg em Neerlandês)

·         Brabantia do Norte - (Noord-Brabant, em neerlandês); capital: Bosque do Duque ('s-Hertogenbosch ou Den Bosch, em neerlandês)

·         Limburgo - sudeste; capital: Maastricht

Todas as províncias, por sua vez, subdividem-se em municípios (gemeenten), que são 467.

Economia

Desde o século XVI, as expedições marítimas, a pesca, o comércio, e o sistema bancário formam os principais setores da economia do país, tendo sido criada uma base industrial muito diversificada. Em 1992, o produto interno bruto era de 320,4 bilhões de dólares, equivalente a 21.050 dólares de renda per capita.

A agricultura é intensiva, altamente produtiva gerando muitas exportações. As pradarias e pastagens ocupam cerca do 50% da terra cultivável, 40% dedicadas ao cultivo e o restante à exploração comercial de bulbos e flores. A pesca é uma atividade comercial que continua sendo relevante.

Durante as décadas de 1950 e 1960, grandes reservas de gás natural (produto exportável) foram descobertas. Há produção de petróleo e as indústrias químicas e eletrônicas lideraram o crescimento industrial desde 1945.

Os Países Baixos têm uma economia próspera e aberta, na qual o governo tem reduzido com sucesso seu papel desde os anos 1980. Os principais setores industriais são o processamento de alimentos, a química e petroquímica e o maquinário elétrico. Uma agricultura altamente mecanizada emprega apenas 4% da força de trabalho mas fornece grandes excedentes para a indústria de alimentos e para a exportação; o país é o terceiro maior exportador agrícola mundial em valor, atrás apenas dos Estados Unidos da América e da França. Os neerlandeses conseguiram solucionar a questão das finanças públicas e da estagnação do crescimento do emprego muito antes de seus parceiros europeus. Membro fundador do Euro, os Países Baixos substituíram sua antiga moeda, o florim, em 1 de Janeiro de 1999 como os outros países membros da zona do euro; as moedas e notas de euro vieram em 1 de Janeiro de 2002.

Territórios

A Holanda possui dois territórios autônomos no Caribe - independentes no que se refere assuntos internos, mas submetidos ao controle central em questões de defesa e assistência mútua. São as Antilhas Holandesas e Aruba.

Demografia

Pirâmide populacional neerlandesa
(em % da população total)

%

Homens

Anos

Mulheres

%

0.36

 

 

85+

 

 

1.05

0.60

 

 

80-84

 

 

1.18

1.14

 

 

75-79

 

 

1.74

1.55

 

 

70-74

 

 

1.95

1.93

 

 

65-69

 

 

2.13

2.30

 

 

60-64

 

 

2.33

2.77

 

 

55-59

 

 

2.69

3.73

 

 

50-54

 

 

3.60

3.65

 

 

45-49

 

 

3.54

3.93

 

 

40-44

 

 

3.81

4.27

 

 

35-39

 

 

4.08

4.25

 

 

30-34

 

 

4.05

3.63

 

 

25-29

 

 

3.54

3.04

 

 

20-24

 

 

2.93

2.96

 

 

15-19

 

 

2.83

3.11

 

 

10-14

 

 

2.97

3.20

 

 

05-09

 

 

3.06

3.11

 

 

00-04

 

 

2.98

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com mais de 450 habitantes por quilômetro quadrado, o país é um dos mais densamente povoados do mundo. Há duas línguas oficiais, ambas germânicas, o neerlandês e o frísio; este só se usa na província setentrional da Fryslân. Além destas, vários dialetos do baixo-saxão são usados em boa parte do norte, sem reconhecimento oficial.

Nas fronteiras meridionais, os falares têm variedades baixo-franconianas e alemãs, sendo possível que sua melhor classificação seja, em vez de neerlandês, flamengo ocidental ou alemão.

A maioria da população (63% em 1999) não se considera parte de igreja alguma. A minoria restante se divide principalmente entre o catolicismo, (18%) mais forte o sul dos grandes rios, e o protestantismo, ao norte (15%). A maior parte destes protestantes pertence à Igreja Reformada Neerlandesa.

Talvez porque sua guerra de independência tenha estado intimamente relacionada aos conflitos religiosos desencadeados pela Reforma, o país tem uma tradição de tolerância e liberalidade. Mais recentemente, as políticas nacionais sobre drogas recreacionais, prostituição, o casamento homossexual e a eutanásia atraem atenção internacional; Amsterdã tende a ser vista como uma cidade onde tudo é permitido.

Cultura

Os Países Baixos têm uma forte tradição na pintura. O século XVII, quando a república neerlandesa era próspera, foi a era de mestres como Rembrandt van Rijn, Johannes Vermeer, Jan Steen e muitos outros. Pintores famosos do XIX e XX incluem Vincent van Gogh e Piet Mondriaan. Maurits Escher é um conhecido artista gráfico. Um famigerado mestre dos Países Baixos é Han van Meegeren.

Na filosofia, o país deu ao Renascimento Erasmo de Roterdã; mais tarde, a tolerância religiosa permitiu que os talentos de Baruch de Espinoza e René Descartes florescessem.

Na Idade de Ouro, a literatura neerlandesa também floresceu, com Joost van den Vondel e P. C. Hooft como os nomes mais famosos. No século XIX, Multatuli descreveu o mau tratamento dos nativos nas colônias neerlandesas. Autores importantes do último século incluem Harry Mulisch, Jan Wolkers, Simon Vestdijk, Cees Nooteboom, Gerard van het Reve e Willem Frederik Hermans. O Diário de Anne Frank também foi escrito nos Países Baixos.

Turismo

Amsterdã, a capital oficial, é um dos destinos mais procurados pelos turistas, que certamente deverão se render ao transporte mais utilizado no país: a bicicleta.Tem como principais atrações o museu de Van Gogh, a casa de Anne Frank, vários museus, bares e casas noturnas.

RELIGIÃO
A liberdade religiosa é garantida pela constituição. A tabela abaixo indica a divisão da população conforme a religião, bem assim como as modificações registradas desde 1900.

Religião em %
1900
1930
1960
1989

Católica
35
36
41
36

Protestante Luterana
49
35
28
20

Protestante Calvinista
7
8
7
8

Outras religiões
7
7
6
4

Não religiosos
2
14
18
32

População total em milhões
5,1
7,8
11,5
14,9

ARTES
Amsterdam pode ser musa de qualquer pintor, porque tem tantos detalhes coloridos em qualquer lugar, inusitadas combinações de cores e ao seu redor um campo de flores que se estende por 30 km de estrada. Além de sua gente ser muito linda.
O atormentado pintor holandês que cortou as próprias orelhas, Van Gogh ( século XIX) é a cara da cidade, não nasceu em Amsterdam, mas foi aqui que sua família decidiu criar o seu museu. Não poderia ser diferente, no uso excessivo das cores, no vigor, na ousadia. Em seu museu está a maior e melhor coleção ( 200 quadros e 500 desenhos) desse que é o artista mais caro e elogiado da história.
Em muitas lojas da cidade vendem orelhas de cera de Van Gogh, "coisas de humor holandês".
Outro artista bem conceituado na Holanda é Frans Hals (século XVII ), tornou-se aluno de Karl Van Mander, cujo ateliê constituía na época , o centro incontestável da tradição holandesa. Enquanto os outros pintores preferem as atrativas viagens à Itália , Hals prefere permanecer na Holanda.
Faz sucesso e fama com o "Banquete dos Oficiais do corpo de arqueiros de São Jorge". Aos 32 anos tem uma fase brilhante e é chamado pelos holandeses de "pintor maldito", dado pela crítica romântica, pela vida de dificuldade.
Encarna em suas obras a vocação naturalista da genialidade holandesa como a amplitude de sua longa carreira. Se supera ao captar os personagens de suas obras.
Atualmente o pintor de grande sucesso é Maurits Cornelis Escler (século XX), fotógrafo e gravurista holandês. Ficou famoso com suas gravuras e litografias, onde criava perspectivas impossíveis que confundiam o observador.
Sua família morava em uma grande casa, que anos depois se tornou um museu exibindo alguns de seus trabalhos.
Ele possuía uma saúde debilitada, impossibilitando-o na conclusão de seus estudos.
Sendo Itália um de seus lugares preferidos, observa-se grande influência da mesma em seus trabalhos.
Escler casou-se com Jitta Umiker e teve 2 filhos. As décadas de 20 e 30 foram ótimas para ele. Sua carreira decolou e ficou muito famoso por toda a Holanda onde fazia constantemente exposições de seus mais recentes trabalhos.
Durante a guerra Escler sofreu uma grande perda, seu velho professor Samuel de Mesquita. Sendo assim organizou um memorial para Mesquita no museu de Stedelik.
Com a saúde muito ruim Escler montou um estúdio e passou a trabalhar em casa, contudo o pintor holandês estava muito debilitado e não estava fazendo novos trabalhos, mas chegou a ver seu primeiro livro The Word of M.C. Escler, a qual fez muito sucesso. Em março de 1972 ele faleceu aos 73 anos.

LITERATURA
Através dos séculos destacam-se na literatura Neerlandesa escritores importantes, cuja a obra merece ser conhecida fora das fronteiras do país. Entre eles, Joost Van den Vondel, Harry Mulisch.
Em Amsterdan originou-se uma Fundação para encorajar uma tradução e a difusão no exterior dos trabalhos dos escritores holandeses.
A Holanda conta com um grande número de companhias profissionais de teatro, as quais realizam anualmente um total de cerca de 4.500 representações. Diversificando-se em 3 categorias:
· As companhias permanentes - possui repertório tradicional constituído por peças clássicas e modernas.
· As companhias temporárias - essas companhias são ministradas de acordo com a realidade social de cada grupo, indo de encontro as necessidades correspondentes, como por exemplo:
ideais políticos
sexualidade
idosos
relações familiares e escolares.
· Produções livres - são de bastante importância no teatro holandês, pois representam em primeiro lugar peças para divertimento, portanto não são produzidas pelas grandes companhias. Essas produções deixam de existir após a última representação.

CABARET
Há uma grande seleção rigorosa na escolha de participantes para esse espetáculo, é necessário seguir cursos para aprender a difícil arte de variedades e facetas dessa representação teatral.
O "Cabaret" baseia-se em acontecimentos diários e tem a duração de noites inteiras.

TRAJES TÍPICOS
A Holanda não possui apenas um traje típico, mas sim grande variedade de trajes regionais, que tiveram sua origem nas modas quotidianas por volta de 1600, adaptadas às diferentes regiões e ao desejo de distinguir à primeira vista o forasteiro. Os trajes mais conhecidos são dos antigos centros pesqueiros de Volendam e Marken, ao norte de Amsterdam.

TAMANCOS
O complemento mais característico dos trajes típicos holandeses é o tamanco de madeira. O povo holandês, ao contrário do que se pensa, não usa tamancos. Alguns o adotam porque ele protege os pés contra o frio e a umidade inerente ao solo holandês. São também mais seguros no chão molhado e escorregadio. É um calçado barato e resistente. São chamados de "Klompen" pelos holandeses por fazerem o som de clomp, clomp ao andar. Os tamancos são fabricados com madeira macia de choupo ou salgueiro.

VOLEDAM
Os homens usam bombachas pretas, gorro de pele adornados com 3 laços de fita na parte posterior. As mulheres vestem longas saias em listras coloridas, corpetes pretos, gargantilhas de coral e toucas de renda.

 

MARKEN
Os homens usam calças pretas e chapéus de feltro comum. As mulheres usam longas saias pretas ou de cores sombrias com corpete bem florido. Na cabeça uma touca pequena multicolorida.

GASTRONOMIA

Grande parte dos pratos holandeses tem a batata como ingrediente principal, que geralmente vem acompanhada de carnes e vegetais cozidos. Há grande quantidade de molho de carne sobre os alimentos, e temperos picantes não costumam fazer parte do cardápio. O consumo de laticínios como leite, queijo e requeijão e derivados são bastantes comuns entre os holandeses.

Na culinária se destacam os queijos, como o gouda e o Edammer. Batatas são as bases de todos os pratos e verduras como repolho, couve, também estão a mesa, ao lado de pescados frescos.
Amsterdam é uma cidade elegante e como tal come-se com certo esmero. Porções no tamanho justo, pequenas saladas, muitos queijos.
Entre os pratos típicos, croquete de parede é um salgadinho típico holandês, é vendido em todo lugar. Estão em pequenas vitrines, enfia-se uma moeda de US$ 1 e abre a portinha do sabor predileto.
As panquecas holandesas parecem-se com pizzas de massa meio mole, e os doces são ainda melhores com recheios de frutas como: maçã, uva passa, etc.

Alguns pratos típicos são:
- Sardinha salgada, consumida crua. Pode-se comprá-la em barracas ao ar livre, espetada em um palito e temperada com cebola picadinha.
- Sopa de ervilhas ( Erwtensoep ) . É uma sopa grossa à base de ervilha e carne de porco e é adequada aos dias chuvosos e frios. Embora a sopa de ervilha seja uma das mais tradicionais , as sopas desempenham importante papel na cozinha holandesa.
- Hutspot é uma comida à base de batata, cenoura, cebola e carne.
- Boerenkool met wors é um purê de batata com couve e salsicha.
- Pannenkoeken é uma panqueca com recheio a gosto.
- Oliebollen é um bolinho frito, também conhecido no Brasil como bolinho de chuva só que eles acrescentam maçã picadinha e uva passas. Esse bolinho e consumido no primeiro dia do ano e no carnaval.
O queijo holandês é também mundialmente famoso. Toda sexta-feira se
realiza em Alkmaar um grande mercado de queijo, que atrai muitos turistas.
Os alemães denominam os holandeses de "kaaskoppen" - cabeça de queijo.
Em Amisterdam há grande variedade de restaurantes típicos, de argentinos a tunisianos. A comida indonésia é extremamente popular. Vale a pena experimentar um jantar rijstaffel, tradicional banquete "mesa de arroz" com mais de 20 pratos diferentes, servidos em pequenas tigelas. Faça as escolhas e coloque no prato sobre o arroz. Experimente a versão reduzida do rijstaffel, servida em um só prato: o nasi rames para o almoço. O prato indonésio básico é o nasi goreng (arroz frito com carne e vegetais) ou o bami goreng (macarrão frito preparado da mesma maneira).
O lanche preferido é o broodje, um pequeno sanduíche preparado em pão francês e recheado com carne ou peixe. Outro lanche típico holandês é o uitsmijters (pronuncia-se aut-smei-tirs), que são duas torradas cobertas de presunto ou queijo e dois ovos fritos, servido com salada.

EDUCAÇÃO
O sistema de ensino holandês teve seu começo juntamente com a formação da Holanda como nação unida, ou seja: a República Batava decorrente da Revolução Francesa de 1789. Num dos artigos das Regras Constitucionais Civis e Políticas de 1789, o ensino do povo ocupava um lugar central. A atenção dispensada ao assunto nessa época concorreu para que em 1801 surgisse a primeira legislação sobre o ensino.
Em 1848, quando a Holanda já existia como reino há 35 anos, foi promulgada uma Constituição, na qual, entre outras, se achava estabelecida a liberdade de ensinar. Esse mesmo pensamento político liberal conduziu, simultaneamente, a que o governo deixasse de se ocupar da administração e da direção das escolas. Na Holanda nunca existiu um monopólio escolar ou uma pedagogia do estado. Hoje, da mesma maneira que antigamente , os municípios continuam a ocupar-se da administração e da direção das escolas. Essas escolas "públicas" foram, e são ainda, totalmente custeadas pelo governo. Isso não acontecia inicialmente com as escolas fundadas por organizações particulares. Após uma luta sobre o ensino que, durante cerca de 70 anos ( 1848-1917), foi determinante para a política holandesa, alcançou-se em 1917 uma equiparação total em termos financeiros dos chamados ensino "especial" com o ensino público. Constitucionalmente, a liberdade do ensino tornou-se um direto social. Neste momento cerca de 75% das escolas holandesas existentes foram fundadas por associações ou fundações particulares, regra geral de orientação protestante ou católica .
As Escolas na Holanda são :
Escolas para o ensino básico
Escolas para o ensino secundário
Escolas para o ensino especial
Escolas para o ensino superior
Escolas para o ensino internacional

O ENSINO BÁSICO
O ensino básico destina-se às crianças entre os 4 e os 12 anos. Na Holanda não existem escolas para as crianças com menos de quatro anos. Para elas há centros de acolhimento e creches que, porém, não se encontram subordinadas ao Ministério da Educação e Ciências. A partir dos quatro anos a criança pode começar a freqüentar a escola básica, se bem que essa freqüência apenas seja obrigatória a partir dos 5 anos, pois é nessa idade que começa na Holanda a obrigatoriedade do ensino. O ensino básico prepara as crianças para freqüentarem o ensino secundário. No decorrer dos dois primeiros anos, através de um programa de jogos e ensino, as crianças aprendem os rudimentos da leitura do cálculo e da escrita, bem assim como trabalhos manuais. Nos últimos seis anos o ensino inclui as disciplinas de língua neerlandesa, cálculo, escrita, história, geografia, física e educação cívica. Além dessas disciplinas, nas escolas "especiais" é ministrado ainda o ensino religioso. No último ano as crianças recebem também lições de inglês.
O ensino básico na Holanda não é um ensino de fim de curso, porque às crianças não recebem nenhum diploma. Com base nos resultados obtidos, na sua inteligência e capacidade, é escolhido para a criança um estabelecimento de ensino secundário. Os pais são livres na sua escolha, mas muitas vezes é decidido de acordo com os professores.

O ENSINO SECUNDÁRIO
O ensino secundário acha-se dividido em:
Ensino secundário geral
Ensino secundário preparatório
Ensino profissional.
Existem dois tipos de ensino secundário geral: um ciclo de quatro anos ( designado pela abreviatura de m.a.v.o.), e um ciclo de cinco anos ( h.a.v.o). O ensino secundário preparatório (v.w.o.) divide-se igualmente em dois tipos: o liceu clássico (gymnasium) e o liceu moderno (atheneum), ambos com a duração de seis anos. O ensino secundário preparatório educa os alunos para o prosseguimento de estudos superiores. Por sua vez, o ensino profissional acha-se dividido em três tipos: o ensino profissional primário (l.b.o.), o ensino profissional secundário (m.b.o.) e o ensino profissional superior (h.b.o.).
A finalização de todos os tipos de ensino mencionados é feito através de um exame profissional escrito. O número de disciplinas a que esse exame diz respeito, varia conforme o tipo de ensino e, como é natural, também o nível é diferente. O ciclo de ensino secundário geral de cinco anos permite a passagem para o ensino profissional superior, e o ensino secundário preparatório dá acesso às universidades ou escolas superiores.
O ensino profissional na Holanda compreende:
Ensino agrícola
Ensino econômico e administrativo
Ensino técnico
Ensino dos serviços e saúde
Ensino doméstico
Ensino de aptidão comercial
Ensino náutico
Para a maioria desses tipos de ensino existe um nível básico, médio e superior. Há ainda um ensino profissional secundário encurtado e um sistema de aprendizagem para os alunos do ensino profissional básico, do ensino secundário de quatro anos, do ensino secundário profissional e para o pessoal de laboratório. Muitos estabelecimentos de ensino de ensino secundário preparatório, cinco anos, ensino secundário no ciclo de quatro e ensino profissional primário fundiram-se nas chamadas comunidades escolares. Nessas comunidades existe uma direção única. Os primeiros anos de ensino nas comunidades escolares, os chamados "anos-ponte", oferecem a todos os alunos um nível idêntico de ensino. Após esse período os alunos devem escolher uma orientação definitiva. Até alcançarem dezesseis anos o ensino é obrigatório para todos. Em seguida (e dependente do tipo de ensino) existe durante um ou dois anos a obrigatoriedade parcial. Isso significa que os jovens devem continuar a freqüentar a escola durante um ou dois dias por semana, podendo no resto do tempo realizar trabalho pago.

O ENSINO ESPECIAL
O ensino especial destina-se às crianças que sofrem de insuficiências mentais, físicas ou sociais, ou de uma combinação dessas. Esse ensino, que se divide em dois tipos: básico e complementar, destina-se a crianças dos 3 aos 21 anos. Seu objetivo é prepará-las da maneira mais rápida possível para lhes permitir seguir cursos regulares do ensino básico e secundário.
Quando esses jovens não tem capacidade e inteligência para dar prosseguimento aos cursos, o governo oferece moradias para esses jovens, onde existem oficinas de produções, sendo essas uma terapia ocupacional.

O ENSINO SUPERIOR
Na Holanda são considerados como pertencendo ao ensino superior: o ensino universitário e o ensino profissional superior. O ensino universitário é ministrado em oito universidades e cinco escolas superiores.
A universidade de Leiden, fundada em 1575 por iniciativa do Príncipe Willen de Oranje, é a mais antiga das universidades holandesas. Atualmente todas as universidades e escolas superiores dispõe de idênticas possibilidades de desenvolvimento, independentemente do fato de serem organizações estatais ou particulares (estas últimas são, na Holanda, denominadas especiais). Todas são financiadas a 100% pelo Estado Neerlandês. Existem ainda sete escolas superiores de teologia, mas essas apenas recebem do estado um financiamento parcial. Nas universidades ou escolas profissionais superiores os cursos acham se divididos em duas fases. A primeira fase tem uma duração de quatro anos, podendo ser realizada no máximo de seis anos. Essa primeira fase é concluída com um exame de licenciatura. A Segunda fase é somente acessível a um número limitado de estudantes, os quais, durante ela, se preparam para alcançar o grau de doutor, ou realizam uma especialização. Somente são admitidos às universidades e escolas superiores os detentores de diplomas de ensino secundário preparatório ou de ensino profissional superior.

O ensino profissional superior divide-se em:
Ensino superior econômico e administrativo
Ensino superior doméstico
Ensino superior agrícola
Ensino superior comercial
Ensino superior sócio-pedagógico
Ensino superior da saúde
Ensino superior técnico
Ensino das artes
Curso normal
Os detentores de diplomas de, ensino secundário no ciclo de cinco anos ou ensino profissional secundário podem, em princípio ser admitidos à freqüência do, cuja duração é de quatro anos.

O ENSINO INTERNACIONAL
A Holanda possui um certo número de instituições de ensino especialmente destinadas a diplomados estrangeiros. Nelas são ministrados cursos sobre disciplinas específicas, sendo utilizado o inglês como língua de instrução. Para a admissão à maioria dos cursos oferecidos pelo ensino internacional é necessário a posse de um grau universitário estrangeiro. Dentre os 14,9 milhões de habitantes da Holanda, mais de 4 milhões seguem cursos de ensino diurno. O ensino é gratuito para aqueles que se encontram na idade do ensino obrigatório. Aos pais é por vezes solicitada uma pequena contribuição. Todo pessoal docente e não-docente dos estabelecimentos do ensino financiados pelo estado é pago por este. Essa é a razão porque o Ministério da Educação e Ciências é o mais caro de todos os ministérios holandeses, custando ao governo mais de 29,6 bilhões de florins, ou seja, mais de 17% das despesas totais do Estado.

O ENSINO PARA ADULTOS
Na Holanda constata-se nos adultos, principalmente nas donas de casa, um interesse crescente para seguir cursos para as quais anteriormente não tiveram possibilidades. Em numerosos municípios são, ou serão, criadas varias possibilidades para a educação de adultos. Entre essas possibilidades contam se a chamada "escola aberta" e a "universidade aberta".

TURISMO
Sob o ponto de vista turístico a Holanda é um dos países mais importantes da Europa, tendo muito para oferecer no campo cultural e recreativo. Muito valiosa para o desenvolvimento de seu turismo continua a ser a sua esplêndida localização no coração da Europa, e as excelentes ligações que possui com os países vizinhos. Cada ano a Holanda é visitada por cerca de 5 milhões de turistas.
O turista interessado pelos aspectos da história e da cultura encontrará nos Países Baixos tudo quanto deseja. Desde coleções de brinquedos,a relógios, mealheiros, cerâmica, o Palácio Het Loo na vizinhança de Apeldoorn, um antigo castelo do século XV que foi adquirido pelo Rei e Stadhouder Willem III em 1684, o qual depois o transformou num imponente pavilhão de caça e mais de 700 museus.
Cada uma das grandes cidades tem seu caráter próprio, sobretudo Amsterdam , famosa por seus esplêndidos canais, pontes e fachadas, e que além de atrair inúmeros visitantes é uma cidade dinâmica, alegre e de caráter internacional.
Incomparáveis são também as cidades de Haia e de Rotterdan. Haia, com suas galerias cobertas, seus passeios e parques, tem uma elegância particular e visível, e a curta distância acha-se a bela praia de Schevningen. Rotterdan deve principalmente seu renome ao fato de ser cidade portuária. Sua parte histórica pode ainda hoje ser apreciada no quarteirão chamado Delfshaven, onde se destaca a Igreja dos Peregrinos que data de 1641. A moderna e, por assim dizer, arquitetura futurista do centro de Rotterdan, demonstra bem o que tem sido nos Países Baixos o desenvolvimento dessa arte desde que terminou a Segunda Guerra Mundial.
A época das flores tem seu começo em março e apenas termina em setembro.
Porém, na Holanda, durante o ano inteiro toda a gente pode dar-se o prazer de ter flores em casa. Todos os anos se realiza a "Kerstflora" (Flora de Natal), uma exposição que dura 5 dias, e durante a qual são apresentadas flores e plantas criadas em estufa.
Milhões de tulipas, narcisos e jacintos, numa grande variedades de tipos, cobrem a paisagem holandesa do pôlder com um enorme e colorido tapete. Mesmo depois de ter passado a primavera, a Holanda continua ainda a florir.
Muitos estrangeiros têm da Holanda uma imagem que se limita à de um país plano com moinhos, muita água e onde a população anda calçada com tamancos. Essa imagem só muito parcialmente é conforme à da realidade, já que o número de moinhos espalhados por todo o país anda por volta de somente uns mil, e embora na província seja ainda muito comum o uso de tamancos.
A Holanda, é de fato um país moderno, com instalações e equipamento turístico e recreativo de elevado nível.
VOCÊ SABIA?
· PAÍSES BAIXOS E HOLANDA SÃO DENOMINAÇÕES DE UM MESMO PAÍS?
· QUE QUARTA PARTE DA HOLANDA SE ENCONTRA ABAIXO DO NÍVEL DO MAR?
· QUE A CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA SE ENCONTRA EM HAIA ?
· NA HOLANDA AINDA PERMANECE EM FUNCIONAMENTO 1.000 MOINHOS ORIGINAIS?
· QUE A HOLANDA SÓ COM 0,008 DA SUPERFÍCIE MUNDIAL, É O TERCEIRO PAÍS DO MUNDO EM EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS AGRICULAS?
· NA HOLANDA SE COME ARENQUE CRU PASSADA POR CEBOLA PICADA?
· NA HOLANDA EXISTEM MAIS DE 15,000 KM DE CICLOVIAS ?
· A COMIDA FAVORITA DOS HOLANDESES É A SALADA ?
· QUE O AEROPORTO ENCONTRA-SE INSTALADO A 4.5 M ABAIXO DO NÍVEL DO MAR ?
· QUE AMSTERDÃ ESTÁ CONSTRUÍDA EM SUA TOTALIDADE SOBRE PILARES ?
· HOLANDA SEMPRE TEVE GOVERNOS FORMADOS POR COLIGAÇÕES E É PORTANTO UM PAÍS DE COMPROMISSOS ?
· SOMENTE 5% DA POPULAÇÃO TRABALHA NA AGRICULTURA ?
· TODO HOLANDÊS TEM UMA BICICLETA E QUE HÁ DUAS BICICLETAS PARA CADA AUTOMÓVEL?
· HOLANDA TEM A MAIOR CONCENTRAÇÃO DE MUSEUS DO MUNDO, 42 DELES SOMENTE EM AMSTERDÃ ?
· NA PROVÍNCIA DE FRÍSIA HÁ TANTAS VACAS, ASSIM COMO, TANTAS PESSOAS ?
· VOCÊ PODE CONTEMPLAR EM AMSTERDÃ 22 QUADROS DE REMBRANDT E 206 OBRAS DE VAN GOGHT?
· O PONTO MAIS ALTO DA HOLANDA ESTÁ A 321 METROS E POR ISSO SE CHAMA MONTANHA?
· A MAIORIA DOS HOLANDESES FALA UM IDIOMA ESTRANGEIRO ?
· UM DE CADA TRÊS HOLANDESES É SÓCIO DE UMA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA ?
· PRATICAMENTE EM TODOS OS LUGARES HOLANDESES HÁ UM RAMO DE FLORES NATURAIS ?
· O PORTO MAIOR DO MUNDO ESTÁ EM ROTTERDAM ?
· EM AMSTERDÃ VIVEM PESSOAS DE 140 NACIONALIDADES ?
· QUASE TODOS OS HOLANDESES SABEM NADAR E PATINAR NO GELO?
· MUITOS HOLANDESES DESJEJUAM PÃO UNTADO COM CHOCOLATE ?
· AMSTERDÃ TEM 1.281 PONTES ?
· OS HOLANDESES SÃO DEPOIS DOS ESCANDINAVOS OS MAIORES CONSUMIDORES DE CAFÉ DO MUNDO ?
· QUE SE VOCÊ NÃO COMER UM ARENQUE QUANDO ESTIVER NA HOLANDA, É O MESMO QUE SE NÃO ESTIVESSE IDO ?

 

Feriados

Data

Nome em português

Nome local

Observações

1 de Janeiro

Dia de Ano-Novo

Nieuwjaar

 

Março/Abril

Páscoa

Pasen

Nos Países Baixos, se celebram dois dias de Páscoa.

30 de Abril

Dia da Rainha

Koninginnedag

Originalmente, o Koninginnedag era celebrado no aniversário da rainha, mas hoje se comemora no aniversário da falecida Rainha-mãe Juliana, porque o tempo na época é melhor. No caso do dia 30 de abril ser um domingo (como em 2006), o feriado é no dia 29 de abril.

4 de Maio

Lembrança dos mortos

Dodenherdenking

Este dia é dedicado à memória dos que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.
O significado deste feriado tem-se expandido, já que também se rememoram as pessoas mortas em missões das Nações Unidas.

5 de Maio

Dia da Libertação

Bevrijdingsdag

Celebração da capitulação alemã na Segunda Guerra Mundial.

40 dias após a Páscoa

Dia da Ascensão

Hemelvaartsdag

 

7 semanas após a Páscoa

Pentecost

Pinksteren

Os neerlandeses celebram dois dias de Pentecostes.

5 de Dezembro

Noite de São Nicolau

Sinterklaas

Um precursor do Papai Noel, Sinterklaas dá presentes às crianças.

25 de Dezembro,
26 de Dezembro

Natal

Kerstmis

Os neerlandeses celebram dois dias de Natal:
o primeiro (Eerste Kerstdag) e o segundo (Tweede Kerstdag).

 

 

BIBLIOGRAFIA

Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Holanda_do_Norte"

Holanda (holandisht: Nederland ) është shtet parlamentare nën mbretërinë konstitucionale

Artículos de Wikipedia, La Enciclopedia Libre, sobre el país.

http://www.cronicas-da-lilian.com.br/cronica_lilian_07.htm

 
   

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