Holanda: país das bicicletas
A Holanda é conhecida como o país dos moinhos
de vento, das tulipas, dos sapatinhos de madeira. Mas quem tem
a oportunidade de conhecer a Holanda, descobre que aqui é
também o país das bicicletas. Duvido que em outro lugar esse
meio de transporte seja tão popular. Para se ter uma idéia, em
Amsterdam o estacionamento de bicicletas da Estação Central
comporta 8 mil delas!
Nas ruas, o trânsito está todo adaptado para o
tráfego das bicicletas, com ciclovias e até sinaleiras
especiais. Pessoas de todas as idades são adeptas desse meio
de transporte, tanto homens quanto mulheres. Não se vê muitas
crianças andando de bicicleta sozinhas nas ruas, a não ser em
parques, mas jovens e até idosos, sim. As mulheres andam de
saias e salto alto e alguns homens andam até de terno. Eles
têm uma prática incrível, mesmo com sacolas de compras os
holandeses conseguem se equilibrar bem no veículo.
Para o pedestre é necessário atenção em dobro.
Antes de atravessar a rua, é necessário cuidar dos carros, dos
ônibus, trans (ou trens, que são uma espécie de bonde), além
das bicicletas. Sim, pois a bicicleta têm preferência ao
pedestre. Quando um transeunte vai atravessar a rua e não vê
uma bicicleta, o ciclista toca uma espécie de sininho para
alertar o pedestre. Chega a ser engraçada a confusão de sons.
As sinaleiras tocam um som diferente quando o sinal está
aberto, para alertar os cegos. Os trans tocam um som de aviso
quando estão prestes a passar, e ainda há o barulho dos sinos
das bicicletas. O mesmo acontece com as sinaleiras: para
pedestres, para carros, para bicicletas e um sinal de
advertência quando vai passar um tram.
Realmente a bicicleta é um meio de locomoção
muito vantajoso. Além de ser econômico, se comparado a carros
ou motocicletas (uma nova custa entre 200 e 400 euros e uma
usada de 50 a 150 euros), não necessita de gastos com
combustível, não é poluente, não congestiona a cidade e não
acarreta problemas para estacionar.
Mas se a bicicleta tem tantas vantagens, por
que não é popular no Brasil?
Primeiro, com poucas exceções, as cidades
brasileiras não são planas. Imagine como seria andar de
bicicleta todos os dias em Porto Alegre, por exemplo. Para
começar, uma lombinha da Ramiro, a ladeira da Lucas, ou que
tal encarar um morro Santo Antônio… não tem ciclista que
agüente. Na Holanda não existem morros ou elevações. Tudo é
completamente plano, o que facilita e muito a multiplicação
desse meio de transporte.
Segundo motivo, falta estrutura e educação. Em
Porto Alegre já é perigoso andar de motocicleta, imagina de
bicicleta! Sem ciclovias, as bicicletas acabam atrapalhando o
trânsito, e os ciclistas correm o perigo de serem atropelados.
E terceiro, o problema da violência. Na
Holanda, o roubo de bicicletas é muito comum e existe um
verdadeiro mercado de bicicletas roubadas que são vendidas por
10, 20 euros, Mas a diferença é que aqui o ciclista apenas
perde sua bicicleta, que geralmente não encontra mais no
estacionamento; mas quase inexistem agressões e assaltos. Já
no Brasil, infelizmente, uma bicicleta pode custar uma vida.
Até eu entrei na onda holandesa depois de
ganhar uma bicicleta de presente de aniversário do meu
namorado. Acabei experimentando, da forma mais romântica, esse
lado divertido da cultura local. E como é bom reviver os
tempos em que eu andava de bicicleta no Parcão e na Redenção,
em Porto Alegre. Todos os fins-de-semana lá ia eu com minha
Monark rosa e branca com cestinha. Eu adorava aquele ventinho
no rosto. Agora, além de poder andar com segurança aqui na
Holanda, posso desfrutar de uma paisagem diferente e
aproveitar para fazer um exercício. No meu caminho para o
trabalho, atravesso a ponte Erasmus, de onde se tem uma vista
ímpar de Rotterdam, com seu rio, barcos e, ao longe, seu
enorme porto.
Quando se viaja, é preciso experienciar todos
os aspectos da cultura local, enxergar a vida através dos
olhos daquele povo. Somente assim aprendemos e refletimos
sobre a nossa própria maneira de pensar e percebemos o quanto
a cultura em que vivemos é capaz de nos influenciar.
Holanda-
A Ousadia da Liberdade
A Holanda mais uma vez surpreende o mundo. Além
de, há alguns anos, ter liberado comedidamente o consumo de
drogas em certas cidades grandes, e legalizado o casamento
homossexual, o parlamento em Haia aprovou a eutanásia, a morte
consentida do paciente terminal. Se muitos sentem-se chocados
pela liberalidade daquele país, é bom ressaltar que essas
atitudes complacentes e tolerantes não vêm de agora, mas estão
entrelaçadas com os últimos quatro séculos da história dos
batavos.
A
República das Províncias Unidas
"Os governante das cidades (Amsterdã), souberam
naturalmente pôr em prática a recomendação de Spinoza de
organizar uma sociedade em que a maioria dos homens imaginam
que vivem como entendem, e eles os contiveram não pelos
horrores de uma tirania teológico-política, mas apelando ao
seu amor à liberdade e ao seu desejo de adquirir dinheiro e
honras."
H. Méchoulan - Dinheiro e Liberdade, 1990
Que ninguém se assombre com as coisas que
ocorrem na Holanda de hoje. Lá tudo se ousa, não só o direito
de poder drogar-se, o de casar-se com o sexo que melhor
aprouver, como o mais recente, o de consentir-se que nos matem
no instante em que a vida, no seu estertor, tornou-se-nos
insuportável. Coisas da Holanda, diz-se. Desde o nascer
daquele pequeno país, nos tumultos das guerras religiosas do
século XVI, quando chamou-se de República das Províncias
Unidas (formada por sete províncias e várias cidades
independentes), os holandeses optaram por prestigiar a
liberdade. Enquanto os reis e os padres se associavam no
restante da Europa para oprimir, reprimir, ou assustar com as
penas do inferno os seus súditos e fiéis, as gentes dos
Países-Baixos seguiram o oposto. Rebelando-se contra o império
espanhol de Felipe II, que queria lhes enfiar goela abaixo o
Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, apostaram na harmonia
e no bom convívio dos contrários. Enquanto a nobreza da
vizinhança ainda enaltecia o cavaleiro de espada e escudo,
fanfarrão e briguento, os holandeses admiravam o mercador
hábil nos dinheiros e na conquista das praças, dado ao cálculo
e não à bravata.
Estrutura Original da Holanda- O Tratado de Tolerância
Para atrair os que pensavam como eles,
acertaram no Tratado de Tolerância da União de Utrecht,
acordado em 1581, que ninguém que lá vivesse ou que lá
chegasse em busca da poorterschap, o direito de cidadania,
seria importunado por motivos religiosos. Quer seguissem
Lutero ou Calvino, quer carregassem a Torá, fossem católicos
fugidos do bispo ou anabatistas acusados de heresia, não
importava, todos teriam guarita. Não queimariam nem bruxas nem
filósofos. Foi assim, que naquela terra desolada do Mar do
Norte, no grande pântano gelado que era a Holanda do século
XVI, a liberdade, no seu sentido mais lato e profundo, sentou
pé na Europa. No momento em que na Ibéria, na época da União
das Coroas, se afastava a possibilidade de unir-se por canais
o rio Tejo ao Manzanares, visto tal obra ferir a vontade de
Deus, na Holanda, a população inteira, desafiadora, empunhava
a pá e empilhava pedras nos diques para dominar, metro a
metro, a braveza do mar que a assolava. Se na Ibéria
expulsavam os judeus como raça maldita, marrana, na Holanda,
eles serviam como modelos para as figuras sagradas das
pinturas de Rembrandt.
O
Mercador como Modelo
Enquanto em Portugal e na Espanha, de monges e
de soldados, todos aferravam-se ao princípio da honra e de que
lidar com títulos e promissórias eram coisas baixas, indignas
de um povo cristão, os homens de Roterdã e de Amsterdã,
libertos de toda e qualquer autoridade conciliar ou dogmática,
lançavam-se pelos mares a roer-lhes o império. Amparados pelas
Companhias das Índias Orientais (1602) e depois as Ocidentais
(1621), eles põem um pé nas Índias Orientais, outro nas
Antilhas, outro no nordeste do Brasil, outro ainda em Angola,
montando assim a sua poderosa talassocracia mercantil. Por
todos os lados esses calvinistas furiosos e cobiçosos
afugentam os católicos à canhonadas (o que levou o Padre
Vieira a compor em 1640, aquele soberbo e conhecido sermão, o
pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal, desesperado com as
glórias dos heréticos holandeses). Lembrando-se ainda que
coube a Hugo Grocius, o grande tratadista do Mare Liberum, de
1609, implodir juridicamente com o Tratado de Tordesilhas (que
desde o século XV transformara os oceanos num lago ibérico),
abrindo, sob os olhos do direito internacional, as águas do
mundo a quem mais ousasse.
Liberdade de Imprensa e Pensamento
Foi lá, a partir de Amsterdã, onde por primeiro
garantiu-se a liberdade de imprensa e onde editaram-se as
principais obras dos Iluministas, para infelizmente serem
censuradas ou queimadas na França dos Luíses (A Enciclopédia,
de Diderot, o grande instrumento da revolução intelectual do
século XVIII, foi impressa inteiramente na Holanda a partir de
1751). Como também somente no clima rude, mas inquiridor da
Holanda que o filósofo Baruch Spinoza pôde concluir a sua
leitura crítica dos Evangelhos e de outros livros sagrados,
publicando-a em 1670 com o título de Tratado
Teológico-Político (se bem que logo condenada pelo sínodo da
Igreja Reformada e banido em 1674), oferecendo o caminho para
a defesa da liberdade de culto e do estado secular que iria
inspirar o liberalismo político no século seguinte. Tudo isso
fez daquele pequeno país o paraíso da editoração do
livre-pensamento, contribuindo para que a Holanda no século
XVII, sozinha, imprimisse mais livros do que todos os demais
países europeus juntos.
O
Testemunho de Descartes
Nada melhor do que o testemunho do filósofo Descartes, que lá
se fixara desde 1628, para atestar o fabuloso que era viver
nos Países Baixos naquela época (*). Em carta ao seu amigo
Balzac, datada de maio de 1631, escreveu: "que outro lugar
poderia haver no resto do mundo em que todas as comodidades da
vida, e todas as curiosidades que podem ser desejadas sejam
tão fáceis de serem encontradas senão como aqui? Em que outro
país se pode gozar de uma de uma liberdade tão completa, se
pode dormir com menos inquietude, em que outro país há sempre
exércitos prontos para nos proteger, onde os envenenamentos,
as traições, calúnias sejam menos conhecidos, e onde tenha
restado mais do que um pouco de inocência de nossos
ancestrais?"
Portanto, nada de espantar-se com que nos chega de lá agora,
nada de sustos. Coisas da Holanda!
(*) Um dos motivos que afirmaram a decisão de
Descartes deixar Paris em definitivo para ir viver nos Países
Baixos foi o impacto que o julgamento de Galileu causou na
época, acusado de heresia pelo Tribunal da Inquisição em Roma,
em 1633, por sustentar que a Terra se movia.
Países Baixos
Koninkrijk
der Nederlanden
Reino dos Países Baixos
Conhecido de modo extra-oficial como Holanda,
limita-se ao norte e a oeste com o mar do Norte, a leste com a
Alemanha e ao sul com a Bélgica. Com Luxemburgo e Bélgica
formam o Benelux. As Antilhas Holandesas e Aruba também fazem
parte do país que tem 41.526 km2 dos quais 6.500 km2 são de
terra avançada sobre o mar. A capital é Amsterdã.
Território e recursos:
Grande parte do norte e do oeste do país
encontra-se abaixo do nível do mar, chamada Holanda inferior.
A leste e ao sul encontra-se a Holanda superior, onde poucas
vezes a altitude ultrapassa 50m. As comportas, diques, canais
e moinhos de vento fazem parte de um sistema de drenagem da
época medieval. Sem um sistema de drenagem sistemático, a
metade do país se inundaria.
A linha costeira do mar do Norte é formada por
dunas. No sudoeste, os estuários dos rios formam deltas com
inúmeras ilhas e canais. Através do Plano Delta, lagos de água
doce foram criados e algumas ilhas foram unidas. No norte, o
mar dividiu as dunas criando as ilhas Frísias ocidentais e por
detrás uma zona alagadiça chamada de Waddenzee. Muito além das
dunas existe uma área abaixo do nível do mar, protegida por
diques, que se mantém seca graças ao contínuo bombeamento
mecânico. O antigo Zuiderzee, originariamente um estuário do
rio Reno e posteriormente um mar interior, está sendo
recuperado e uma parte se transformou num lago de água doce
chamado Ijsselmeer.
Os principais rios são o Reno e seus afluentes
como o Waal e o Lek, o Maas (um braço do Meuse) e o Schelde.
Quase todos os grandes lagos naturais foram secos.O clima é
marítimo temperado. A temperatura média em janeiro atinge 1,7
ºC e em julho 17,2 ºC. As precipitações médias anuais são de
760 mm.A paisagem natural foi alterada pelo homem e as áreas
de vegetação natural são muito limitadas. Os animais de maior
porte desapareceram mas os bosques de carvalho, faia, freixo e
pinheiro estão protegidos.
População e governo
Os holandeses são, na sua maioria, descendentes
dos francos, frísios e saxões. A recente imigração foi
importante: asiáticos, turcos, marroquinos, habitantes de
países europeus mediterrâneos e residentes do Suriname e das
Antilhas Holandesas.
Em 1994, sua população era de 15.385.000
habitantes, com uma densidade de 453 hab/km2 é uma das maiores
do mundo. As principais cidades são: Amsterdã, a capital do
país Roterdã e Haia.O idioma oficial é o holandês; em
Friesland também se fala a língua frísia. Os católicos
constituem 33% da população holandesa e os protestantes 23%.
Cerca de 39% da população não pratica qualquer religião.A
Holanda é uma monarquia constitucional e hereditária com um
sistema de governo parlamentar. A Constituição de 1814 foi
revista diversas vezes.
Economia:
Os Países
Baixos (Holanda em Portugal) são a parte européia do
Reino
dos Países Baixos, uma
monarquia constitucional membro da
União
Européia. Localizado no noroeste da
Europa,
limita a norte e a oeste com o
Mar do
Norte, a leste com a
Alemanha e a sul com a
Bélgica.
Os Países Baixos são freqüentemente chamados Holanda. De
origem, a palavra Holanda referiu para a área ocupada pelas
duas principais províncias:
Holanda
do Norte e
Holanda
do Sul. Hoje, é um pars pro toto comum nos países
de
língua
portuguesa usar Holanda para o país inteiro, o que
não deixa de ser um erro.
A Holanda do
Norte (neerlandês:
Noord-Holland) é uma província dos
Países
Baixos, situada no
Noroeste do país. A capital provincial é a cidade
de
Haarlem,
e a cidade mais importante,
Amesterdão, a capital do país, também fica aí
situada.
Outras
cidades:
Hilversum,
Alkmaar,
Zaandam
e
Hoorn.
A Holanda do
Sul (neerlandês:
Zuid-Holland) é uma província dos
Países
Baixos, situada no
oeste
do país, na costa do
Mar do
Norte. É uma das províncias neerlandesas mais
povoadas e industrializadas.
O país é um
dos mais densamente povoados do mundo; surpreendentemente,
está também entre os de altitude média mais baixa (um quarto
do território fica abaixo do nível do mar). Os neerlandeses
são conhecidos por seus
diques,
suas
tulipas,
seus
moinhos,
seus
tamancos e sua tolerância social. Suas políticas
liberais são freqüentemente mencionadas e usadas como (bons ou
maus) exemplos nos demais países.
O
Tribunal Internacional de Justiça e a
Corte
Penal Internacional têm suas sedes na
Haia;
embora
Amsterdã (pt.
Amsterdão) seja a capital constitucional, é aquela
cidade que sedia o governo, a residência real e a maior parte
das embaixadas.
INDUSTRIA
Cerca de 42% da população ativa estão empregados na indústria.
A princípio, os capitais foram aplicados na modernização das
tradicionais indústrias naval, alimentícia, têxtil e do papel.
Mais tarde foram desviados para indústrias que exigem pouca
matéria prima, como a de eletricidade e a de fibras
sintéticas. O desenvolvimento das indústrias de base começou
com a explosão das jazidas de carvão do Limburgo e das salinas
do E e NE, que permitiram o desenvolvimento da produção de
coque, produtos químicos, ferro e aço. A descoberta de grandes
reservas de gás natural, em 1948, representou um importante
passo na industrialização do país, que praticamente não dispõe
de fonte de energia hidrelétrica. Apesar de não possuir
minérios, os Baixos Países conseguiram instalar sua indústria
metalúrgica com a matéria prima importada, mantendo
importantes setores, como de construção de navios, maquinaria,
aparelhos domésticos e veículos automotores. O setor têxtil é
bastante desenvolvido (algodão, lã, rayon) e concentra-se em
Amsterdam.
COMÉRCIO
O comércio é a terceira grande fonte do país. A situação
privilegiada dos portos de Rotterdam e Amsterdam contribuiu
para tornar a Holanda um importante entreposto do comércio
internacional. O país importa principalmente linhaça,
amendoim, milho, trigo, minerais, peles, borracha e madeira,
que procedem predominantemente da Bélgica, República Federal
da Alemanha, EUA e Reino Unido. E exporta laticínios,
hortaliças, flores, toucinho, óleos, coque, fertilizantes,
papel, produtos de madeira, têxteis, navios, equipamentos
elétricos para a Alemanha, Bélgica, Reino Unido, EUA, França e
Itália.
TRANSPORTE
No começo da década de 1970, cerca de metade das ferrovias
estava eletrificada. Apesar das dificuldades que a superfície
recortada de rios oferece, o sistema rodoviário do país está
bem desenvolvido e liga as principais cidades. A necessidade
de drenar as terras levou à construção de canais que, unidos
aos rios, perfazem c. 5.000km de vias navegáveis, dos quais c.
3000km com capacidade para barcos de mais de 1.000t. A frota
mercante fluvial é uma das maiores da Europa. Os principais
portos do país são de Rotterdam, Amsterdam, Delfzijl e
Harlingen. A companhia Real Holandesa de Aviação (K.L.M.)
mantém linhas regulares para quase todo o mundo.
AGRICULTURA
O lugar da agricultura tem-se tornado menos proeminente com o
decorrer dos anos, tendo-se dado uma sensível diminuição das
superfícies destinadas a um certo número de colheita, tal como
é o caso da aveia e do centeio. Por outro lado, houve desde
1970 um forte aumento da cultura de milho de corte, o qual se
destina a ser utilizado para criação de animais. A superfície
que lhe é destinada representa hoje em dia 23% do total da
superfície destinada à lavoura. De modo geral aumentaram
também as receitas provenientes do trigo, das beterrabas e das
batatas; por um lado em consequência de se tornar maior a
superfície destinada a sua cultura e, por outro lado, devido a
ter progredido o rendimento por hectare. Isso tem sido
possível graças a um melhoramento geral; à utilização de
espécies mais produtivas e mais resistentes; melhores técnicas
de adubação e outras medidas semelhantes.
A redistribuição dos terrenos disponíveis desempenhou um
importante papel na melhoria da produtividade da agricultura.
Através da fusão de terrenos que se achavam demasiado longe
uns dos outros, ou cuja superfície era demasiado pequena, e
também ainda com a remoção de obstáculos tais como canais ou
taludes, veio tornar-se possível a mecanização em grande
escala. Mas pouco a pouco também se vai ganhando consciência
de que os chamados obstáculos agrícolas representam por vezes
um grande valor relativamente à paisagem e aos aspectos
recreativos.
HORTICULTURA
A evolução da horticultura nos últimos anos tem-se
caracterizado, principalmente, por um considerável aumento da
cultura em estufas. Por tradição as culturas tradicionais
sempre foram a alface, o pepino e o tomate. A sua importância,
porém, diminuiu constantemente, a passo que cresce a da
chamada horticultura ornamental, sobretudo a das flores. Essa
é uma das razões porque a Holanda se tornou conhecida como a
"florista da Europa Ocidental". Os bolbos continuam também a
ocupar um lugar importante na horticultura. No que respeita a
fruta, o seu cultivo, embora ainda em volume razoável, tem-se
tornado relativamente menos importante. Para o cultivo em
estufa o fator determinante para o rendimento é na verdade, a
energia utilizada. Por isso se presta enorme atenção a tudo
que possa significar uma economia de energia. Procura
conseguir-se com isso, por um lado, através do melhoramento de
plantas que necessitem de menos calor e, por outro lado,
através de desenvolvimentos técnicos nas estufas e nas
instalações de aquecimento. Na horticultura em estufa são
tomadas medidas para lutar contra as pragas de insetos
daninhos. Graças ao fato de esse tipo de horticultura se
realizar em circunstâncias facilmente controláveis, o setor
acha-se numa situação avançada no que se refere à luta contra
os parasitas, utilizando os inimigos naturais destes, os quais
se tornam o complemento dos métodos mais tradicionais dos
pesticidas químicos.
PECUÁRIA
De forma global a pecuária holandesa pode-se dividir em dois
tipos: ligada ao solo ou independente dele. Dadas as
favoráveis condições naturais para a existência de terras de
pastagem, a forma tradicional para produção de lacticínios é a
da pecuária ligada ao solo. Isso, porém, não significa que
essa forma de atividade agrícola se processe ainda de maneira
tradicional. A mecanização, a criação orientada para a
qualidade (muitas vezes através da utilização da inseminação
artificial) e a alimentação animal cuidadosamente doseada,
levaram a que no decorrer das últimas décadas se conseguisse
um forte aumento do rendimento. O volume da produção de leite
tem-se tornado cada vez maior, o que, juntamente com a
restante produção da CEE, levou à existência de tão grandes
excedentes que se tornou necessário recorrer a medidas
restritivas.
No que respeita a pecuária intensiva e independente do solo, a
produção de carne constitui o seu principal objetivo. Muita da
carne de vitela e de porto destina-se a exportação. A
avicultura, por sua vez, pode praticamente considerar-se
independente do solo. A independência da produção em relação
ao solo é uma das causas preponderantes da existência no país
de excessivas quantidades de estrume. Com a forte tendência
para a intensificação da produção, foi-se pouco a pouco
constatando que uma excelente produção não significa
automaticamente um excelente bem-estar para os animais. Por
isso se realizam em grande escala pesquisas e experiências
relativas a novas formas de empresas de produção, nas quais é
atribuída maior atenção ao bem estar animal.
PESCA
Classificada segundo as espécies pescadas e os tipos de navios
utilizados, a pesca holandesa pode ser dividida em:
A pesca do arenque, cavala e do chamado "peixe redondo" (
bacalhau, etc.), a qual é praticada por navios arrastões nas
zonas centrais e setentrionais do Mar do Norte, e ao largo das
Ilhas Britânicas e da Irlanda;
A pesca do chamado "peixe chato" (o linguado, a solha e outros
) feita por navios do tipo "cutter" nas zonas centrais e
meridionais do Mar do Norte e durante algumas semanas cada
ano, os mares da Irlanda;
A pesca do camarão, efetuada por "cutters "de menor tonelagem
ao longo das costas holandesas, dinamarquesas e alemães ;
A pesca de moluscos ( mexilhões, ostras e amêijoas) que é
feita por embarcações especiais no Mar de Wadden e nos braços
de mar do Escalda Oriental.
Em consequência do aumento , durante os últimos anos, da
capacidade de
pesca por parte da maioria dos países com atividades
pesqueiras, ocorreu uma baixa do povoamento de certas espécies
piscícolas, como é o caso de algumas que, por exemplo o
arenque e o linguado, são particularmente importantes para a
Holanda. Isso conduziu a uma degradação dos resultados da
indústria pesqueira, tornando-se necessário que a nível
internacional, dentro da C.E.E., fossem tomadas medidas para
evitar não somente o desaparecimento das espécies piscícolas,
mas da própria pesca. Atualmente cada país apenas tem direito
a pescar por ano uma determinada quantidade de peixe, sendo
este especificado segundo os tipos mais importantes. Além da
pesca marítima e da pesca no litoral, na Holanda é ainda
praticada profissionalmente a pesca fluvial ( sobretudo na
Lago Ijssel ).
SISTEMA MONETÁRIO
A unidade monetária dos Países Baixos é o florim ( fl.). Há
moedas de 5 cêntimos (em bronze) e de 10 cêntimos , 25
cêntimos , 1 florim , 2,50 florins ( todas de níquel), e uma
moeda de 5 florins ( todas de níquel ), e uma moeda de 5
florins (dourada) . As moedas são cunhadas pela Real Casa da
Moeda, em Utrecht, e todas possuem a esfígie da Rainha . Após
a sua subida ao trono em 30 de abril de 1980, como sucessora
de sua mãe a Rainha Juliana, foram sendo gradualmente postas a
circular novas moedas, embora as antigas continuem a ser
válidas. Existem também notas de 5, 10, 25, 50, 100, 250 e
1000 florins, as quais são emitidas pelo banco central, o
Nederlandsche Bank . Graças a um sistema de marcas em alto
relevo ( pontos e triângulos ) , e portanto sensíveis ao tato,
as notas holandesas podem igualmente ser reconhecidas pelos
invisuais . O florim holandês faz parte do Sistema Monetário
Europeu ( EMS) , o qual começou a funcionar em 1979 e utiliza
um sistema de câmbio relativamente estável no que respeita os
vários monetários dos estados membros da Comunidade Européia .
A política do governo neerlandês orienta-se para que seja
mantido relativamente estável o câmbio entre o florim holandês
e o marco alemão.
BANCOS
A Holanda possui uma moderna organização bancária, na qual,
como já antes foi assinalado, o Nederlandsche Bank desempenha
as funções de banco emissor . Os grandes bancos do país , da
mesma forma que as grandes companhias de seguros, orientam
fortemente as suas atividades para o exterior.
CULTURA
País da descontração, da liberdade de pensamento, da
tolerância religiosa, a Holanda é um dos menores países do
mundo, mas um dos mais ricos culturalmente, possui cerca de
1000 museus, o maior número num mesmo país, também quase 1200
bibliotecas públicas e imensos arquivos no Estado e
instituições mantém o interesse pela cultura holandesa viva.
Destacam-se o museu nacional Rijksmuseum, o mais famoso e o
Van Gogh , ambos em Amsterdam, além do Mauritshuis, em Haia,
Frans Hals em Haarlem, e o Boymans-van, Beuningen, em Roterdam.
Outro traço de evolução dos neerlandeses é a sua capacidade de
cultivar a herança do passado, sobretudo no aspecto
arquitetônico - nada menos que 55 mil dos seus edifícios são
considerados monumentos histórico de especial valor. A
população cultiva um modo de vida altamente moderna e até
futurista, aberto a todas as tendências vertentes.
Nas cidades de Edan, Monickendam, Marken e Volendam
encontra-se a Holanda antiga, onde existem casas típicas com
jardinzinhos na frente, homens e mulheres vestidos à caráter,
todos de tamancos e os velhos de cachimbos sentados nos bancos
das praças vendo o tempo passar.
Já em Alkmaar e Golda, são as duas cidades remanescentes
"cidades do queijo", que ainda apresentam, ao ar livre, todas
as sextas-feiras de abril a setembro, o espetáculo
concorridíssimo da pesagem do produto, numa competição
disputada.
HISTÓRIA
A
presença antiga do homem nesta região é atestada por
monumentos megalíticos (dólmens)
e túmulos da
idade do bronze
e por campos de urnas funerárias da
idade do ferro.
Na época da ocupação
romana,
que se mantém até ao
século IV,
a região dos Países Baixos era povoada por tribos célticas e
germânicas. Os Saxões estabelecem-se a leste dos futuros
Países Baixos e os Francos ocupam os territórios meridionais.
A cristianização só se completa no final do
século VIII,
com a submissão destes povos a
Carlos Magno.
A administração carolíngia permite o desenvolvimento da
actividade económica, enquanto nasce uma indústria têxtil.
No
reinado de
Carlos
V, Sacro Imperador Romano e rei de
Espanha,
a região era parte das
Dezessete Províncias dos Países Baixos, abrangendo
a maior parte do que hoje é a
Bélgica.
À proclamação da independência (União
de Utrecht,
1579;
abjuração da soberania espanhola,
1581),
no reinado de
Filipe
II, seguiu-se a
guerra
de independência. A assinatura, sob
Filipe
IV, do
Tratado
de Münster pôs fim à
Guerra
dos Oitenta Anos. O império espanhol reconheceu a
República Holandesa dos Países Baixos Unidos, governados pela
casa de Orange-Nassau e os Estados Generais, que anteriormente
foram uma província do império espanhol. Os Países Baixos
tornaram-se assim a primeira nação européia a assumir uma
forma de governo republicana.
Ainda que o novo Estado exercesse autonomia apenas sobre as
províncias do norte, a
República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos
desenvolveu-se e tornou-se uma das mais importantes potências
navais e econômicas do
século
XVII. Neste período, conhecido como a
Idade
de Ouro neerlandesa, os Países Baixos estenderam
suas redes comerciais por todo o planeta, estabelecendo
colônias em lugares tão distantes quanto
Java
e o nordeste brasileiro (Brasil
neerlandês).
Eclipsada pela ascensão
britânica durante o
século
XVIII, a região foi mais tarde incorporada ao
império
francês
sob
Napoleão Bonaparte. Após o
Congresso de Viena (1815),
o Reino dos Países Baixos foi criado, incluindo os atuais
Bélgica
e
Luxemburgo. A Bélgica conseguiu sua independência
em
1830;
o Luxemburgo, que seguia regras sucessórias distintas, seguiu
seu próprio caminho após a morte do rei
Guilherme III. Já no
século
XIX, os Países Baixos industrializaram-se mais
lentamente do que os países vizinhos.
Permaneceu neutro e teve sua neutralidade respeitada na
Primeira Guerra Mundial, mas na
Segunda
Guerra Mundial o país foi ocupado pela
Alemanha nazista em maio de
1940,
sendo libertado somente em
1945.
No pós-guerra, a economia reergueu-se, e o país ingressou em
organizações como o
Benelux,
a
Comunidade Económica Europeia e a
Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Sediando, em
Maastricht, a assinatura do Tratado da
União
Européia, o país foi um de seus membros fundadores,
e aderiu ao
euro
em
1999,
com as moedas e cédulas circulando a partir de
2002.
Geografia
Um
aspecto notável do país é o fato de ser extremamente plano.
Aproximadamente metade do território fica a menos de 1 metro
acima do nível do mar, e boa parte das terras estão de fato
abaixo do nível do mar. O ponto mais alto,
Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se a
uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão protegidas
por diques e barragens.Partes dos Países Baixos, inclusive
quase toda a moderna província da
Flevolândia, foram conquistadas ao mar - estas
áreas são conhecidas como
pôlderes. O país é cheio de canais e o transporte
fluvial se torna um dos principais meios de expotarção e
importação.
A
localização geográfica da Holanda eh bastante favorável em
relação à Europa. Do aeroporto de Schipol, em Amsterdã, é
possível chegar em Berlim, Londres ou Paris com apenas uma
hora de vôo.
O
país é dividido em duas partes principais pelos rios
Reno
(Rijn),
Waal
e
Mosa
(Maas). Há muitos
dialetos falados a norte e sul desses grandes rios.
Os
ventos predominantes no país são de sudoeste, o que causa um
clima marítimo moderado, com verões agradáveis e invernos
suaves.
NOME
OFICIAL: REINO DOS PAÍSES BAIXOS
Compõe-se de três territórios: os Países Baixos na Europa
Ocidental, as Antilhas Holandesas e Aruba na região do Caribe.
· Capital: AMSTERDÃ.
· Sede de Governo: HAIA.
· Territórios Ultramarinos: 02
· Principal Porto: ROTTERDÃ.
· Principal Aeroporto: AMSTERDÃ, “AIRPORT SCHIPHOL”.
DIVISÃO TERRITORIAL:
AO NORTE E AO OESTE = MAR DO NORTE.
AO LESTE = ALEMANHA.
AO SUL = BÉLGICA.
A Holanda está localizada no delta dos cinco principais rios
do Noroeste da Europa. A região é banhada pelo MAR DO NORTE e
conta com a proteção de uma gigantesca infra-estrutura de
dunas e diques.
ÁREA TERRITORIAL E POPULACIONAL:
“TAMANHO NÃO É DOCUMENTO”!
Com aproximadamente 41.864 km2 e 16 milhões de habitantes. A
Holanda é um dos menores países e o mais densamente povoado do
mundo. Sua densidade geográfica chega a 459 habitantes por Km2.
A maior concentração demográfica encontra-se em RANDSTAD, um
grupo de cidades na zona Ocidental do país: Amsterdã, Haia,
Rotterdã e Utrecht.
POR QUE PAÍSES BAIXOS?
As muitas pontes, diques, moinhos e instalações de bombeamento
constituem uma paisagem única nesse país.
A Holanda é um país muito plano e baixo, do qual cerca de um
quarto de seu território se encontra abaixo do nível do mar,
chegando a algumas regiões atingir até 6,7metros. Daí vem à
designação NEDERLAND “terra baixa”, ou Países Baixos.
Atualmente, os Países Baixos estão protegidos não só por
barragens, mas também por dunas e diques. Os holandeses têm de
estar sempre atentos ao estado do mar. Quando necessário, eles
elevam os diques, caso contrário, grande parte do país pode
ficar inunda
HIDROGRAFIA:
RIO RENO: Logo após penetrar na Holanda, reparte-se entre
o Waal e o Baixo Reno, que mais adiante se denomina Lek. Em
Arnhem, recebe o rio Ijssel, que corre na direção do Zuider
Zee. Um terceiro grande rio, o Mosa, corre inicialmente para o
Norte, volta-se depois para o Oeste e desemboca no Sul do Waal.
Um dos meios mais simples de controlar e aproveitar a água é
construir um dique.
DIQUE: Construção sólida de uma parede (terra, pedra,
concreto, aço ou madeira) para represar água corrente. EX: Uma
barragem para usina hidrelétrica é um dique. São construídos
com camadas alternadas de pedras soltas, barro e certo tipo de
arbustos, permitindo assim, um certo grau de elasticidade,
suportando melhor o embate das ondas bravias do MAR DO NORTE.
PÔLDER: Área baixa tomada do mar ou de um lago por meios
artificiais e mantida seca através do bombeamento. Os pôlderes,
áreas drenadas situadas abaixo do nível do mar, constituem
hoje, aproximadamente 40% da área do país.
O REINO QUE VENCEU AS ÁGUAS!
Os holandeses tomaram porções de terra ao mar através da
construção de diques, isolando trechos do litoral, em seguida
bombeando a água do mar represada. As terras drenadas foram
então transformadas em campos férteis, mantidas pelo
bombeamento constante executado antigamente por moinhos de
vento e atualmente por potentes bombas elétricas.
Há um século existiam dez mil moinhos de vento espalhados pelo
país e hoje são apenas mil. Um círculo de novecentos moinhos
também protege Amsterdã das enchentes.
Os holandeses tomaram porções de terra ao mar através da
construção de diques, isolando trechos do litoral, em seguida
bombeando a água do mar represada. As terras drenadas foram
então transformadas em campos férteis, mantidas pelo
bombeamento constante executado antigamente por moinhos de
vento e atualmente por potentes bombas elétricas.
Há um século existiam dez mil moinhos de vento espalhados pelo
país e hoje são apenas mil. Um círculo de novecentos moinhos
também protege Amsterdã das enchentes.
OBRAS DO PROJETO DELTA:
Após as grandes inundações de 1.953 conjugaram-se todos os
esforços para proteger a Holanda contra novas inundações. As
obras do projeto Delta concluídas em 1.997, estancaram grandes
braços do mar no Sudoeste do Holanda.
Estes enormes diques foram construídos de modo a que tanto o
meio-ambiente, como a navegação, como a pesca sofresse o
mínimo possível de conseqüências com este estancamento de
água.
WATTERCHAPPEN:
O território holandês está dividido no chamado watterchappen,
organismos que cuidam da gestão das águas. Dentro de uma
determinada área esses organismos são responsáveis pela
irrigação, drenagem, dessecagem , purificação da águas e a
manutenção dos rios e canais da Holanda.
SOLO :
No Sul e no Leste, onde as paisagens de bosques e mata se
alternam, o solo é composto principalmente de areia e
cascalhos.
No Oeste e no Norte, predominam a argila e a turfa. A paisagem
nesta região é entrecortada por numerosos rios e canais, é
essencialmente composta de pôlderes (áreas que foram drenadas
artificialmente e protegidas contra inundações pela construção
de diques).
CLIMA:
A Holanda possui um clima marítimo temperado, com temperatura
média de 1,7o C em janeiro e de 17o C em julho.
A pluviosidade é distribuída regularmente por todo o ano,
excedendo 700mm.
ORGANIZAÇÃO
POLÍTICA
A Holanda é uma monarquia constitucional com um sistema
parlamentar no qual o governo é formado pela rainha (
soberano) e pelos ministros . Por razões históricas, a sede do
governo encontra-se em Haia, mas a capital é Amsterdam.
O governo nacional tem sede em Haia, embora a capital seja
Amsterdam, pois os Exércitos Franceses invasores capturaram
Amsterdam em 1755 e instalaram a Capital e os holandeses
restabeleceram em Haia em 1814.
Desde o século XVI que o sistema estatal está intimamente
ligado à casa de Oranje - Nassau , com o seu progenitor o
príncipe Guilherme de Oranje ( 1533 - 1584) . A Rainha Beatrix
, casada com o príncipe Claus dos Países Baixos , é desde 1980
chefe de estado . O casal real tem 3 filhos : Willem-Alexander
( nascido em 1967 e desde 30 de abril de 1980 príncipe
herdeiro com o título de "Príncipe de Oranje") , o Príncipe
Johan Friso ( nascido em 1968) e o Príncipe Constantijn
(nascido em 1969). A sucessão ao trono é hereditária, tanto na
linha masculina como na linha feminina.
O Parlamento, chamado Estados Gerais, formam em conjunto com a
rainha e os ministros o poder legislativo e consiste de
Primeira e Segunda Câmara.
A Primeira Câmara conta com 75 membros, eleitos indiretamente
pela Assembléia Legislativa provinciais por seis anos .
A Segunda Câmara é formada por 150 membros eleitos diretamente
pelos holandeses com direito de voto as pessoas maiores de 18
anos.
O poder executivo está a cargo do governo ( rainha e ministros
), sendo controlado pelo parlamento.
O parlamento tem ao seu dispor três meios para controlar o
poder executivo:
O direito orçamental : direito de juntamente com o governo
fixar o orçamento de todas as receitas e despesas do Reino.
O direito de inquirição : o que lhes permite independentemente
do governo, realizar inquéritos sobre determinados assuntos;
O direito de interpelação : o que lhes concede o poder de
interpelar os ministros e os secretários de estado acerca da
política seguida ou a seguir.
Além disso o Parlamento possui ainda:
O direito de emenda : podendo emendar ou modificar os projetos
de lei
O direito de iniciativa : um membro individual do Parlamento,
ou um grupo de membros, podem apresentar projetos de lei.
A rainha, como chefe de estado goza de inviolabilidade, ou
seja, os ministros são responsáveis pelos atos da rainha.
A política holandesa conhece três correntes principais: a
liberal, a cristã democrata e a social democrata . Devido ao
baixo número mínimo de votos necessários no sistema de
representação proporcional, o parlamento consiste em um grande
número de partidos. O governo também é sempre formado por uma
coligação de diferentes partidos.
O poder judiciário e independente e as instâncias de direito
são formadas na Holanda por juizes nomeados em caráter
vitalícios. Tribunais de júri não existem na Holanda. A
jurisdição em processos civis e penais reside em primeira
instância nos tribunais de Comarca, após o que se pode
recorrer para um Tribunal da Justiça.
O Supremo Tribunal dos Países Baixos é a mais alta Corte de
Justiça . É constituído de 26 magistrados, possui como
jurisdição suprema a competência de anular as sentenças
pronunciadas pelos juizes que lhe são subordinados. Não tem
poder de anular uma lei considerada como contrária ao disposto
na Constituição.
O poder público na Holanda está bastante descentralizado. O
Reino defende os assuntos de interesse nacional ; 12
províncias e 548 municípios são poderes públicos
descentralizados.
As 12 províncias são administradas pelos Estados Provinciais,
pela Deputação Provincial e pelo comissário da rainha .
Os membros dos estados provinciais são eleitos pelo sufrágio
universal de todos os holandeses com direito de voto que
habitam em cada província.
A administração de cada município é composta pelo Conselho
Municipal, a Câmara e os Burgomestres. O Conselho Municipal é
eleito da mesma forma que os Estados Provinciais .
Os estrangeiros que permanecem mais de 5 anos na Holanda tem
direito a participar nas eleições para os Conselhos Municipais
Vários municípios holandeses se agrupam devido a interesses
comuns como: implantação de indústrias, meio ambiente , etc.
Esses municípios formam um distrito, o qual se ocupa com a
defesa desses interesses.
Além da divisão em municípios, a Holanda possui uma divisão
chamada as Associações das Águas. Essas associações são uma
das mais antigas administração democrática. Trata-se de
organismos de direito público, encarregados da administração
das águas dentro de determinada zona e da defesa do solo
contra a água.
É de grande importância para a manutenção das águas na
Holanda, principalmente, as associações existentes nas regiões
dos grandes rios, ao longo do mar e no lago Ijssel.
POLÍTICA EXTERNA E DE DEFESA
A política externa da Holanda foi fortemente determinada pela
maneira como seus habitantes utilizaram a posição geográfica
do país.
Na Holanda a política externa desenvolveu-se na União
Européia, na União da Europa Ocidental , na Organização do
Tratado do Atlântico Norte e nas Nações Unidas. A principal
linha da política, da qual a cooperação internacional faz
parte integrante é a promoção da paz, da liberdade e da
prosperidade do mundo.
A política externa da Holanda está direcionada para os países
vizinhos Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, França, o Reino Unido
e os países escandinavos, para a estabilidade e segurança do
mundo.
Desde sempre fortemente orientada para o contexto
internacional, a Holanda é co-fundadora das organizações acima
mencionadas, do fundo Monetário Internacional e o Banco
Mundial.
A integração Européia, principalmente no campo econômico, é
vista pela Holanda como uma condição básica para a sua
prosperidade e para a criação de um ambiente estável.
A Holanda é um dos poucos países que cumpre a norma acordada
internacionalmente, o qual investem 0,8% do produto nacional
bruto na cooperação internacional. O objetivo central da
política é o desenvolvimento sustentável. Investe-se na
independência econômica dos países em via de desenvolvimento e
no combate a pobreza visando fortalecimento da liberdade
social, econômica e política do ser humano.
É de grande importância para a Holanda que, no contexto das
Nações Unidas, se promova a ordenação jurídica internacional e
que se continue a desenvolver o direito internacional público,
pois trata-se de conceitos - principalmente no que se refere a
democracia e aos direitos humanos - a sociedade holandesa dá
grande valor.
A política de defesa nacional holandesa, além da proteção do
próprio território e do território dos países aliados também
são integradas em operações de gestão de crises
internacionais, agindo a favor da manutenção da paz e
segurança nacional.
Províncias
Províncias dos Países Baixos
Os
Países Baixos estão divididos em 12 regiões administrativas,
também chamadas províncias; cada uma tem à sua frente um
governador, que é chamado Comissário do Rei ou da Rainha:
·
Groningen (ou
Groninga) - Nordeste; capital:
Groningen
·
Frísia (Fryslân,
em
Frísio
ou Friesland em neerlandês) - No Norte capital:
Leeuwarden (Ljouwert)
·
Drenthia (Drenthe
em neerlandês)- nordeste, sul de Groninga; capital:
Assen
·
Transisalania
(Overijssel em neerlandês) - leste, sul de Drenthe; capital:
Zwolle
·
Flevolândia -
central, no
IJsselmeer; capital:
Lelystad
·
Gueldria (ou
Gelderland, em neerlandês) - centro-este, sul de Overijssel;
capital:
Arnhemia
·
Utrecht -
central; capital:
Utrecht
·
Holanda do Norte
(Noord-Holland, em neerlandês); capital:
Haarlem
·
Holanda do Sul-
(Zuid-Holland), ao sul da Noord-Holland; capital: ('s-Gravenhage)
·
Zelândia -
sudoeste; capital:
Midelburgo (ou Middelburg em Neerlandês)
·
Brabantia do Norte
- (Noord-Brabant, em neerlandês); capital:
Bosque
do Duque ('s-Hertogenbosch ou Den Bosch, em
neerlandês)
·
Limburgo -
sudeste; capital:
Maastricht
Todas as províncias, por sua vez, subdividem-se em municípios
(gemeenten), que são 467.
Economia
Desde o século XVI, as expedições marítimas, a pesca, o
comércio, e o sistema bancário formam os principais setores da
economia do país, tendo sido criada uma base industrial muito
diversificada. Em 1992, o produto interno bruto era de 320,4
bilhões de dólares, equivalente a 21.050 dólares de renda per
capita.
A
agricultura é intensiva, altamente produtiva gerando muitas
exportações. As pradarias e pastagens ocupam cerca do 50% da
terra cultivável, 40% dedicadas ao cultivo e o restante à
exploração comercial de bulbos e flores. A pesca é uma
atividade comercial que continua sendo relevante.
Durante as décadas de 1950 e 1960, grandes reservas de gás
natural (produto exportável) foram descobertas. Há produção de
petróleo e as indústrias químicas e eletrônicas lideraram o
crescimento industrial desde 1945.
Os
Países Baixos têm uma economia próspera e aberta, na qual o
governo tem reduzido com sucesso seu papel desde os anos
1980.
Os principais setores industriais são o processamento de
alimentos, a química e
petroquímica e o maquinário elétrico. Uma
agricultura altamente mecanizada emprega apenas 4%
da força de trabalho mas fornece grandes excedentes para a
indústria de alimentos e para a exportação; o país é o
terceiro maior exportador agrícola mundial em valor, atrás
apenas dos
Estados
Unidos da América e da
França.
Os neerlandeses conseguiram solucionar a questão das finanças
públicas e da estagnação do crescimento do emprego muito antes
de seus parceiros europeus. Membro fundador do
Euro,
os Países Baixos substituíram sua antiga
moeda,
o
florim,
em
1 de
Janeiro de
1999
como os outros países membros da zona do euro; as
moedas
e
notas
de euro vieram em 1 de Janeiro de
2002.
Territórios
A
Holanda possui dois territórios autônomos no Caribe -
independentes no que se refere assuntos internos, mas
submetidos ao controle central em questões de defesa e
assistência mútua. São as Antilhas Holandesas e Aruba.
Demografia
|
Pirâmide populacional neerlandesa
(em % da população total) |
|
% |
Homens |
Anos |
Mulheres |
% |
|
0.36 |
|
|
85+ |
|
|
1.05 |
|
0.60 |
|
|
80-84 |
|
|
1.18 |
|
1.14 |
|
|
75-79 |
|
|
1.74 |
|
1.55 |
|
|
70-74 |
|
|
1.95 |
|
1.93 |
|
|
65-69 |
|
|
2.13 |
|
2.30 |
|
|
60-64 |
|
|
2.33 |
|
2.77 |
|
|
55-59 |
|
|
2.69 |
|
3.73 |
|
|
50-54 |
|
|
3.60 |
|
3.65 |
|
|
45-49 |
|
|
3.54 |
|
3.93 |
|
|
40-44 |
|
|
3.81 |
|
4.27 |
|
|
35-39 |
|
|
4.08 |
|
4.25 |
|
|
30-34 |
|
|
4.05 |
|
3.63 |
|
|
25-29 |
|
|
3.54 |
|
3.04 |
|
|
20-24 |
|
|
2.93 |
|
2.96 |
|
|
15-19 |
|
|
2.83 |
|
3.11 |
|
|
10-14 |
|
|
2.97 |
|
3.20 |
|
|
05-09 |
|
|
3.06 |
|
3.11 |
|
|
00-04 |
|
|
2.98 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Com mais de 450 habitantes por quilômetro quadrado, o país é
um dos mais densamente povoados do mundo. Há duas línguas
oficiais, ambas
germânicas, o
neerlandês e o
frísio;
este só se usa na província setentrional da
Fryslân.
Além destas, vários dialetos do
baixo-saxão são usados em boa parte do norte, sem
reconhecimento oficial.
Nas fronteiras meridionais, os falares têm variedades
baixo-franconianas e alemãs, sendo possível que sua
melhor classificação seja, em vez de neerlandês,
flamengo ocidental ou
alemão.
A
maioria da população (63% em
1999)
não se considera parte de igreja alguma. A minoria restante se
divide principalmente entre o
catolicismo, (18%) mais forte o sul dos grandes
rios, e o
protestantismo, ao norte (15%). A maior parte
destes protestantes pertence à
Igreja
Reformada Neerlandesa.
Talvez porque sua guerra de independência tenha estado
intimamente relacionada aos conflitos religiosos desencadeados
pela
Reforma,
o país tem uma tradição de tolerância e liberalidade. Mais
recentemente, as políticas nacionais sobre
drogas
recreacionais,
prostituição, o
casamento homossexual e a
eutanásia atraem atenção internacional;
Amsterdã tende a ser vista como uma cidade onde
tudo é permitido.
Cultura
Os
Países Baixos têm uma forte tradição na
pintura.
O
século
XVII, quando a república neerlandesa era próspera,
foi a era de mestres como
Rembrandt van Rijn,
Johannes Vermeer,
Jan
Steen e muitos outros. Pintores famosos do
XIX
e
XX
incluem
Vincent
van Gogh e
Piet
Mondriaan.
Maurits
Escher é um conhecido artista gráfico. Um
famigerado mestre dos Países Baixos é
Han van
Meegeren.
Na
filosofia, o país deu ao Renascimento
Erasmo
de Roterdã; mais tarde, a tolerância religiosa
permitiu que os talentos de
Baruch
de Espinoza e
René
Descartes florescessem.
Na
Idade de Ouro, a literatura neerlandesa também floresceu, com
Joost
van den Vondel e
P. C.
Hooft como os nomes mais famosos. No século XIX,
Multatuli descreveu o mau tratamento dos nativos
nas
colônias neerlandesas. Autores importantes do
último século incluem
Harry
Mulisch,
Jan
Wolkers,
Simon
Vestdijk,
Cees
Nooteboom,
Gerard
van het Reve e
Willem
Frederik Hermans.
O
Diário de Anne Frank também foi escrito nos Países
Baixos.
Turismo
Amsterdã, a capital oficial, é um dos destinos mais procurados
pelos turistas, que certamente deverão se render ao transporte
mais utilizado no país: a bicicleta.Tem como principais
atrações o museu de Van Gogh, a casa de Anne Frank, vários
museus, bares e casas noturnas.
RELIGIÃO
A liberdade religiosa é garantida pela
constituição. A tabela abaixo indica a divisão da população
conforme a religião, bem assim como as modificações
registradas desde 1900.
Religião em %
1900
1930
1960
1989
Católica
35
36
41
36
Protestante Luterana
49
35
28
20
Protestante Calvinista
7
8
7
8
Outras religiões
7
7
6
4
Não religiosos
2
14
18
32
População total em milhões
5,1
7,8
11,5
14,9
ARTES
Amsterdam pode ser musa de qualquer pintor, porque tem tantos
detalhes coloridos em qualquer lugar, inusitadas combinações
de cores e ao seu redor um campo de flores que se estende por
30 km de estrada. Além de sua gente ser muito linda.
O atormentado pintor holandês que cortou as próprias orelhas,
Van Gogh ( século XIX) é a cara da cidade, não nasceu em
Amsterdam, mas foi aqui que sua família decidiu criar o seu
museu. Não poderia ser diferente, no uso excessivo das cores,
no vigor, na ousadia. Em seu museu está a maior e melhor
coleção ( 200 quadros e 500 desenhos) desse que é o artista
mais caro e elogiado da história.
Em muitas lojas da cidade vendem orelhas de cera de Van Gogh,
"coisas de humor holandês".
Outro artista bem conceituado na Holanda é Frans Hals (século
XVII ), tornou-se aluno de Karl Van Mander, cujo ateliê
constituía na época , o centro incontestável da tradição
holandesa. Enquanto os outros pintores preferem as atrativas
viagens à Itália , Hals prefere permanecer na Holanda.
Faz sucesso e fama com o "Banquete dos Oficiais do corpo de
arqueiros de São Jorge". Aos 32 anos tem uma fase brilhante e
é chamado pelos holandeses de "pintor maldito", dado pela
crítica romântica, pela vida de dificuldade.
Encarna em suas obras a vocação naturalista da genialidade
holandesa como a amplitude de sua longa carreira. Se supera ao
captar os personagens de suas obras.
Atualmente o pintor de grande sucesso é Maurits Cornelis
Escler (século XX), fotógrafo e gravurista holandês. Ficou
famoso com suas gravuras e litografias, onde criava
perspectivas impossíveis que confundiam o observador.
Sua família morava em uma grande casa, que anos depois se
tornou um museu exibindo alguns de seus trabalhos.
Ele possuía uma saúde debilitada, impossibilitando-o na
conclusão de seus estudos.
Sendo Itália um de seus lugares preferidos, observa-se grande
influência da mesma em seus trabalhos.
Escler casou-se com Jitta Umiker e teve 2 filhos. As décadas
de 20 e 30 foram ótimas para ele. Sua carreira decolou e ficou
muito famoso por toda a Holanda onde fazia constantemente
exposições de seus mais recentes trabalhos.
Durante a guerra Escler sofreu uma grande perda, seu velho
professor Samuel de Mesquita. Sendo assim organizou um
memorial para Mesquita no museu de Stedelik.
Com a saúde muito ruim Escler montou um estúdio e passou a
trabalhar em casa, contudo o pintor holandês estava muito
debilitado e não estava fazendo novos trabalhos, mas chegou a
ver seu primeiro livro The Word of M.C. Escler, a qual fez
muito sucesso. Em março de 1972 ele faleceu aos 73 anos.
LITERATURA
Através dos séculos destacam-se na literatura Neerlandesa
escritores importantes, cuja a obra merece ser conhecida fora
das fronteiras do país. Entre eles, Joost Van den Vondel,
Harry Mulisch.
Em Amsterdan originou-se uma Fundação para encorajar uma
tradução e a difusão no exterior dos trabalhos dos escritores
holandeses.
A Holanda conta com um grande número de companhias
profissionais de teatro, as quais realizam anualmente um total
de cerca de 4.500 representações. Diversificando-se em 3
categorias:
· As companhias permanentes - possui repertório tradicional
constituído por peças clássicas e modernas.
· As companhias temporárias - essas companhias são ministradas
de acordo com a realidade social de cada grupo, indo de
encontro as necessidades correspondentes, como por exemplo:
ideais políticos
sexualidade
idosos
relações familiares e escolares.
· Produções livres - são de bastante importância no teatro
holandês, pois representam em primeiro lugar peças para
divertimento, portanto não são produzidas pelas grandes
companhias. Essas produções deixam de existir após a última
representação.
CABARET
Há uma grande seleção rigorosa na escolha de participantes
para esse espetáculo, é necessário seguir cursos para aprender
a difícil arte de variedades e facetas dessa representação
teatral.
O "Cabaret" baseia-se em acontecimentos diários e tem a
duração de noites inteiras.
TRAJES TÍPICOS
A Holanda não possui apenas um traje típico, mas sim grande
variedade de trajes regionais, que tiveram sua origem nas
modas quotidianas por volta de 1600, adaptadas às diferentes
regiões e ao desejo de distinguir à primeira vista o
forasteiro. Os trajes mais conhecidos são dos antigos centros
pesqueiros de Volendam e Marken, ao norte de Amsterdam.
TAMANCOS
O complemento mais característico dos trajes típicos
holandeses é o tamanco de madeira. O povo holandês, ao
contrário do que se pensa, não usa tamancos. Alguns o adotam
porque ele protege os pés contra o frio e a umidade inerente
ao solo holandês. São também mais seguros no chão molhado e
escorregadio. É um calçado barato e resistente. São chamados
de "Klompen" pelos holandeses por fazerem o som de clomp,
clomp ao andar. Os tamancos são fabricados com madeira macia
de choupo ou salgueiro.
VOLEDAM
Os homens usam bombachas pretas, gorro de pele adornados com 3
laços de fita na parte posterior. As mulheres vestem longas
saias em listras coloridas, corpetes pretos, gargantilhas de
coral e toucas de renda.
MARKEN
Os homens usam calças pretas e chapéus de feltro comum. As
mulheres usam longas saias pretas ou de cores sombrias com
corpete bem florido. Na cabeça uma touca pequena
multicolorida.
GASTRONOMIA
Grande parte dos pratos holandeses tem a batata como
ingrediente principal, que geralmente vem acompanhada de
carnes e vegetais cozidos. Há grande quantidade de molho de
carne sobre os alimentos, e temperos picantes não costumam
fazer parte do cardápio. O consumo de laticínios como leite,
queijo e requeijão e derivados são bastantes comuns entre os
holandeses.
Na culinária
se destacam os queijos, como o gouda e o Edammer. Batatas são
as bases de todos os pratos e verduras como repolho, couve,
também estão a mesa, ao lado de pescados frescos.
Amsterdam é uma cidade elegante e como tal come-se com certo
esmero. Porções no tamanho justo, pequenas saladas, muitos
queijos.
Entre os pratos típicos, croquete de parede é um salgadinho
típico holandês, é vendido em todo lugar. Estão em pequenas
vitrines, enfia-se uma moeda de US$ 1 e abre a portinha do
sabor predileto.
As panquecas holandesas parecem-se com pizzas de massa meio
mole, e os doces são ainda melhores com recheios de frutas
como: maçã, uva passa, etc.
Alguns
pratos típicos são:
- Sardinha salgada, consumida crua. Pode-se comprá-la em
barracas ao ar livre, espetada em um palito e temperada com
cebola picadinha.
- Sopa de ervilhas ( Erwtensoep ) . É uma sopa grossa à base
de ervilha e carne de porco e é adequada aos dias chuvosos e
frios. Embora a sopa de ervilha seja uma das mais tradicionais
, as sopas desempenham importante papel na cozinha holandesa.
- Hutspot é uma comida à base de batata, cenoura, cebola e
carne.
- Boerenkool met wors é um purê de batata com couve e
salsicha.
- Pannenkoeken é uma panqueca com recheio a gosto.
- Oliebollen é um bolinho frito, também conhecido no Brasil
como bolinho de chuva só que eles acrescentam maçã picadinha e
uva passas. Esse bolinho e consumido no primeiro dia do ano e
no carnaval.
O queijo holandês é também mundialmente famoso. Toda
sexta-feira se
realiza em Alkmaar um grande mercado de queijo, que atrai
muitos turistas.
Os alemães denominam os holandeses de "kaaskoppen" - cabeça de
queijo.
Em Amisterdam há grande variedade de restaurantes típicos, de
argentinos a tunisianos. A comida indonésia é extremamente
popular. Vale a pena experimentar um jantar rijstaffel,
tradicional banquete "mesa de arroz" com mais de 20 pratos
diferentes, servidos em pequenas tigelas. Faça as escolhas e
coloque no prato sobre o arroz. Experimente a versão reduzida
do rijstaffel, servida em um só prato: o nasi rames para o
almoço. O prato indonésio básico é o nasi goreng (arroz frito
com carne e vegetais) ou o bami goreng (macarrão frito
preparado da mesma maneira).
O lanche preferido é o broodje, um pequeno sanduíche preparado
em pão francês e recheado com carne ou peixe. Outro lanche
típico holandês é o uitsmijters (pronuncia-se aut-smei-tirs),
que são duas torradas cobertas de presunto ou queijo e dois
ovos fritos, servido com salada.
EDUCAÇÃO
O sistema de ensino holandês teve seu começo juntamente com a
formação da Holanda como nação unida, ou seja: a República
Batava decorrente da Revolução Francesa de 1789. Num dos
artigos das Regras Constitucionais Civis e Políticas de 1789,
o ensino do povo ocupava um lugar central. A atenção
dispensada ao assunto nessa época concorreu para que em 1801
surgisse a primeira legislação sobre o ensino.
Em 1848, quando a Holanda já existia como reino há 35 anos,
foi promulgada uma Constituição, na qual, entre outras, se
achava estabelecida a liberdade de ensinar. Esse mesmo
pensamento político liberal conduziu, simultaneamente, a que o
governo deixasse de se ocupar da administração e da direção
das escolas. Na Holanda nunca existiu um monopólio escolar ou
uma pedagogia do estado. Hoje, da mesma maneira que
antigamente , os municípios continuam a ocupar-se da
administração e da direção das escolas. Essas escolas
"públicas" foram, e são ainda, totalmente custeadas pelo
governo. Isso não acontecia inicialmente com as escolas
fundadas por organizações particulares. Após uma luta sobre o
ensino que, durante cerca de 70 anos ( 1848-1917), foi
determinante para a política holandesa, alcançou-se em 1917
uma equiparação total em termos financeiros dos chamados
ensino "especial" com o ensino público. Constitucionalmente, a
liberdade do ensino tornou-se um direto social. Neste momento
cerca de 75% das escolas holandesas existentes foram fundadas
por associações ou fundações particulares, regra geral de
orientação protestante ou católica .
As Escolas na Holanda são :
Escolas para o ensino básico
Escolas para o ensino secundário
Escolas para o ensino especial
Escolas para o ensino superior
Escolas para o ensino internacional
O ENSINO BÁSICO
O ensino básico destina-se às crianças entre os 4 e os 12
anos. Na Holanda não existem escolas para as crianças com
menos de quatro anos. Para elas há centros de acolhimento e
creches que, porém, não se encontram subordinadas ao
Ministério da Educação e Ciências. A partir dos quatro anos a
criança pode começar a freqüentar a escola básica, se bem que
essa freqüência apenas seja obrigatória a partir dos 5 anos,
pois é nessa idade que começa na Holanda a obrigatoriedade do
ensino. O ensino básico prepara as crianças para freqüentarem
o ensino secundário. No decorrer dos dois primeiros anos,
através de um programa de jogos e ensino, as crianças aprendem
os rudimentos da leitura do cálculo e da escrita, bem assim
como trabalhos manuais. Nos últimos seis anos o ensino inclui
as disciplinas de língua neerlandesa, cálculo, escrita,
história, geografia, física e educação cívica. Além dessas
disciplinas, nas escolas "especiais" é ministrado ainda o
ensino religioso. No último ano as crianças recebem também
lições de inglês.
O ensino básico na Holanda não é um ensino de fim de curso,
porque às crianças não recebem nenhum diploma. Com base nos
resultados obtidos, na sua inteligência e capacidade, é
escolhido para a criança um estabelecimento de ensino
secundário. Os pais são livres na sua escolha, mas muitas
vezes é decidido de acordo com os professores.
O ENSINO SECUNDÁRIO
O ensino secundário acha-se dividido em:
Ensino secundário geral
Ensino secundário preparatório
Ensino profissional.
Existem dois tipos de ensino secundário geral: um ciclo de
quatro anos ( designado pela abreviatura de m.a.v.o.), e um
ciclo de cinco anos ( h.a.v.o). O ensino secundário
preparatório (v.w.o.) divide-se igualmente em dois tipos: o
liceu clássico (gymnasium) e o liceu moderno (atheneum), ambos
com a duração de seis anos. O ensino secundário preparatório
educa os alunos para o prosseguimento de estudos superiores.
Por sua vez, o ensino profissional acha-se dividido em três
tipos: o ensino profissional primário (l.b.o.), o ensino
profissional secundário (m.b.o.) e o ensino profissional
superior (h.b.o.).
A finalização de todos os tipos de ensino mencionados é feito
através de um exame profissional escrito. O número de
disciplinas a que esse exame diz respeito, varia conforme o
tipo de ensino e, como é natural, também o nível é diferente.
O ciclo de ensino secundário geral de cinco anos permite a
passagem para o ensino profissional superior, e o ensino
secundário preparatório dá acesso às universidades ou escolas
superiores.
O ensino profissional na Holanda compreende:
Ensino agrícola
Ensino econômico e administrativo
Ensino técnico
Ensino dos serviços e saúde
Ensino doméstico
Ensino de aptidão comercial
Ensino náutico
Para a maioria desses tipos de ensino existe um nível básico,
médio e superior. Há ainda um ensino profissional secundário
encurtado e um sistema de aprendizagem para os alunos do
ensino profissional básico, do ensino secundário de quatro
anos, do ensino secundário profissional e para o pessoal de
laboratório. Muitos estabelecimentos de ensino de ensino
secundário preparatório, cinco anos, ensino secundário no
ciclo de quatro e ensino profissional primário fundiram-se nas
chamadas comunidades escolares. Nessas comunidades existe uma
direção única. Os primeiros anos de ensino nas comunidades
escolares, os chamados "anos-ponte", oferecem a todos os
alunos um nível idêntico de ensino. Após esse período os
alunos devem escolher uma orientação definitiva. Até
alcançarem dezesseis anos o ensino é obrigatório para todos.
Em seguida (e dependente do tipo de ensino) existe durante um
ou dois anos a obrigatoriedade parcial. Isso significa que os
jovens devem continuar a freqüentar a escola durante um ou
dois dias por semana, podendo no resto do tempo realizar
trabalho pago.
O ENSINO ESPECIAL
O ensino especial destina-se às crianças que sofrem de
insuficiências mentais, físicas ou sociais, ou de uma
combinação dessas. Esse ensino, que se divide em dois tipos:
básico e complementar, destina-se a crianças dos 3 aos 21
anos. Seu objetivo é prepará-las da maneira mais rápida
possível para lhes permitir seguir cursos regulares do ensino
básico e secundário.
Quando esses jovens não tem capacidade e inteligência para dar
prosseguimento aos cursos, o governo oferece moradias para
esses jovens, onde existem oficinas de produções, sendo essas
uma terapia ocupacional.
O ENSINO SUPERIOR
Na Holanda são considerados como pertencendo ao ensino
superior: o ensino universitário e o ensino profissional
superior. O ensino universitário é ministrado em oito
universidades e cinco escolas superiores.
A universidade de Leiden, fundada em 1575 por iniciativa do
Príncipe Willen de Oranje, é a mais antiga das universidades
holandesas. Atualmente todas as universidades e escolas
superiores dispõe de idênticas possibilidades de
desenvolvimento, independentemente do fato de serem
organizações estatais ou particulares (estas últimas são, na
Holanda, denominadas especiais). Todas são financiadas a 100%
pelo Estado Neerlandês. Existem ainda sete escolas superiores
de teologia, mas essas apenas recebem do estado um
financiamento parcial. Nas universidades ou escolas
profissionais superiores os cursos acham se divididos em duas
fases. A primeira fase tem uma duração de quatro anos, podendo
ser realizada no máximo de seis anos. Essa primeira fase é
concluída com um exame de licenciatura. A Segunda fase é
somente acessível a um número limitado de estudantes, os
quais, durante ela, se preparam para alcançar o grau de
doutor, ou realizam uma especialização. Somente são admitidos
às universidades e escolas superiores os detentores de
diplomas de ensino secundário preparatório ou de ensino
profissional superior.
O ensino profissional superior divide-se em:
Ensino superior econômico e administrativo
Ensino superior doméstico
Ensino superior agrícola
Ensino superior comercial
Ensino superior sócio-pedagógico
Ensino superior da saúde
Ensino superior técnico
Ensino das artes
Curso normal
Os detentores de diplomas de, ensino secundário no ciclo de
cinco anos ou ensino profissional secundário podem, em
princípio ser admitidos à freqüência do, cuja duração é de
quatro anos.
O ENSINO INTERNACIONAL
A Holanda possui um certo número de instituições de ensino
especialmente destinadas a diplomados estrangeiros. Nelas são
ministrados cursos sobre disciplinas específicas, sendo
utilizado o inglês como língua de instrução. Para a admissão à
maioria dos cursos oferecidos pelo ensino internacional é
necessário a posse de um grau universitário estrangeiro.
Dentre os 14,9 milhões de habitantes da Holanda, mais de 4
milhões seguem cursos de ensino diurno. O ensino é gratuito
para aqueles que se encontram na idade do ensino obrigatório.
Aos pais é por vezes solicitada uma pequena contribuição. Todo
pessoal docente e não-docente dos estabelecimentos do ensino
financiados pelo estado é pago por este. Essa é a razão porque
o Ministério da Educação e Ciências é o mais caro de todos os
ministérios holandeses, custando ao governo mais de 29,6
bilhões de florins, ou seja, mais de 17% das despesas totais
do Estado.
O ENSINO PARA ADULTOS
Na Holanda constata-se nos adultos, principalmente nas donas
de casa, um interesse crescente para seguir cursos para as
quais anteriormente não tiveram possibilidades. Em numerosos
municípios são, ou serão, criadas varias possibilidades para a
educação de adultos. Entre essas possibilidades contam se a
chamada "escola aberta" e a "universidade aberta".
TURISMO
Sob o ponto de vista turístico a Holanda é um dos países mais
importantes da Europa, tendo muito para oferecer no campo
cultural e recreativo. Muito valiosa para o desenvolvimento de
seu turismo continua a ser a sua esplêndida localização no
coração da Europa, e as excelentes ligações que possui com os
países vizinhos. Cada ano a Holanda é visitada por cerca de 5
milhões de turistas.
O turista interessado pelos aspectos da história e da cultura
encontrará nos Países Baixos tudo quanto deseja. Desde
coleções de brinquedos,a relógios, mealheiros, cerâmica, o
Palácio Het Loo na vizinhança de Apeldoorn, um antigo castelo
do século XV que foi adquirido pelo Rei e Stadhouder Willem
III em 1684, o qual depois o transformou num imponente
pavilhão de caça e mais de 700 museus.
Cada uma das grandes cidades tem seu caráter próprio,
sobretudo Amsterdam , famosa por seus esplêndidos canais,
pontes e fachadas, e que além de atrair inúmeros visitantes é
uma cidade dinâmica, alegre e de caráter internacional.
Incomparáveis são também as cidades de Haia e de Rotterdan.
Haia, com suas galerias cobertas, seus passeios e parques, tem
uma elegância particular e visível, e a curta distância
acha-se a bela praia de Schevningen. Rotterdan deve
principalmente seu renome ao fato de ser cidade portuária. Sua
parte histórica pode ainda hoje ser apreciada no quarteirão
chamado Delfshaven, onde se destaca a Igreja dos Peregrinos
que data de 1641. A moderna e, por assim dizer, arquitetura
futurista do centro de Rotterdan, demonstra bem o que tem sido
nos Países Baixos o desenvolvimento dessa arte desde que
terminou a Segunda Guerra Mundial.
A época das flores tem seu começo em março e apenas termina em
setembro.
Porém, na Holanda, durante o ano inteiro toda a gente pode
dar-se o prazer de ter flores em casa. Todos os anos se
realiza a "Kerstflora" (Flora de Natal), uma exposição que
dura 5 dias, e durante a qual são apresentadas flores e
plantas criadas em estufa.
Milhões de tulipas, narcisos e jacintos, numa grande
variedades de tipos, cobrem a paisagem holandesa do pôlder com
um enorme e colorido tapete. Mesmo depois de ter passado a
primavera, a Holanda continua ainda a florir.
Muitos estrangeiros têm da Holanda uma imagem que se limita à
de um país plano com moinhos, muita água e onde a população
anda calçada com tamancos. Essa imagem só muito parcialmente é
conforme à da realidade, já que o número de moinhos espalhados
por todo o país anda por volta de somente uns mil, e embora na
província seja ainda muito comum o uso de tamancos.
A Holanda, é de fato um país moderno, com instalações e
equipamento turístico e recreativo de elevado nível.
VOCÊ SABIA?
· PAÍSES BAIXOS E HOLANDA SÃO DENOMINAÇÕES DE UM MESMO PAÍS?
· QUE QUARTA PARTE DA HOLANDA SE ENCONTRA ABAIXO DO NÍVEL DO
MAR?
· QUE A CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA SE ENCONTRA EM HAIA ?
· NA HOLANDA AINDA PERMANECE EM FUNCIONAMENTO 1.000 MOINHOS
ORIGINAIS?
· QUE A HOLANDA SÓ COM 0,008 DA SUPERFÍCIE MUNDIAL, É O
TERCEIRO PAÍS DO MUNDO EM EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS AGRICULAS?
· NA HOLANDA SE COME ARENQUE CRU PASSADA POR CEBOLA PICADA?
· NA HOLANDA EXISTEM MAIS DE 15,000 KM DE CICLOVIAS ?
· A COMIDA FAVORITA DOS HOLANDESES É A SALADA ?
· QUE O AEROPORTO ENCONTRA-SE INSTALADO A 4.5 M ABAIXO DO
NÍVEL DO MAR ?
· QUE AMSTERDÃ ESTÁ CONSTRUÍDA EM SUA TOTALIDADE SOBRE PILARES
?
· HOLANDA SEMPRE TEVE GOVERNOS FORMADOS POR COLIGAÇÕES E É
PORTANTO UM PAÍS DE COMPROMISSOS ?
· SOMENTE 5% DA POPULAÇÃO TRABALHA NA AGRICULTURA ?
· TODO HOLANDÊS TEM UMA BICICLETA E QUE HÁ DUAS BICICLETAS
PARA CADA AUTOMÓVEL?
· HOLANDA TEM A MAIOR CONCENTRAÇÃO DE MUSEUS DO MUNDO, 42
DELES SOMENTE EM AMSTERDÃ ?
· NA PROVÍNCIA DE FRÍSIA HÁ TANTAS VACAS, ASSIM COMO, TANTAS
PESSOAS ?
· VOCÊ PODE CONTEMPLAR EM AMSTERDÃ 22 QUADROS DE REMBRANDT E
206 OBRAS DE VAN GOGHT?
· O PONTO MAIS ALTO DA HOLANDA ESTÁ A 321 METROS E POR ISSO SE
CHAMA MONTANHA?
· A MAIORIA DOS HOLANDESES FALA UM IDIOMA ESTRANGEIRO ?
· UM DE CADA TRÊS HOLANDESES É SÓCIO DE UMA ASSOCIAÇÃO
DESPORTIVA ?
· PRATICAMENTE EM TODOS OS LUGARES HOLANDESES HÁ UM RAMO DE
FLORES NATURAIS ?
· O PORTO MAIOR DO MUNDO ESTÁ EM ROTTERDAM ?
· EM AMSTERDÃ VIVEM PESSOAS DE 140 NACIONALIDADES ?
· QUASE TODOS OS HOLANDESES SABEM NADAR E PATINAR NO GELO?
· MUITOS HOLANDESES DESJEJUAM PÃO UNTADO COM CHOCOLATE ?
· AMSTERDÃ TEM 1.281 PONTES ?
· OS HOLANDESES SÃO DEPOIS DOS ESCANDINAVOS OS MAIORES
CONSUMIDORES DE CAFÉ DO MUNDO ?
· QUE SE VOCÊ NÃO COMER UM ARENQUE QUANDO ESTIVER NA HOLANDA,
É O MESMO QUE SE NÃO ESTIVESSE IDO ?
Feriados
|
Data |
Nome em português |
Nome local |
Observações |
|
1 de Janeiro |
Dia de
Ano-Novo |
Nieuwjaar |
|
|
Março/Abril |
Páscoa |
Pasen |
Nos
Países Baixos, se celebram dois dias de Páscoa. |
|
30 de Abril |
Dia da
Rainha |
Koninginnedag |
Originalmente, o Koninginnedag era celebrado no
aniversário da rainha, mas hoje se comemora no
aniversário da falecida Rainha-mãe
Juliana, porque o tempo na época é melhor. No caso
do dia 30 de abril ser um domingo (como em
2006), o feriado é no dia 29 de abril. |
|
4 de Maio |
Lembrança dos mortos |
Dodenherdenking |
Este
dia é dedicado à memória dos que morreram durante a
Segunda Guerra Mundial.
O significado deste feriado tem-se expandido, já que
também se rememoram as pessoas mortas em missões das
Nações Unidas. |
|
5 de Maio |
Dia da
Libertação |
Bevrijdingsdag |
Celebração da capitulação
alemã na Segunda Guerra Mundial. |
|
40
dias após a Páscoa |
Dia da
Ascensão |
Hemelvaartsdag |
|
|
7
semanas após a Páscoa |
Pentecost |
Pinksteren |
Os
neerlandeses celebram dois dias de Pentecostes. |
|
5 de Dezembro |
Noite
de
São Nicolau |
Sinterklaas |
Um
precursor do
Papai Noel, Sinterklaas dá presentes às crianças. |
|
25 de Dezembro,
26 de Dezembro |
Natal |
Kerstmis |
Os
neerlandeses celebram dois dias de Natal:
o primeiro (Eerste Kerstdag) e o segundo (Tweede
Kerstdag). |
BIBLIOGRAFIA
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Holanda_do_Norte"
Holanda
(holandisht: Nederland ) është shtet parlamentare nën
mbretërinë konstitucionale
Artículos de Wikipedia, La Enciclopedia
Libre, sobre el país.
http://www.cronicas-da-lilian.com.br/cronica_lilian_07.htm