John Nash
Um breve resumo da vida do
matemático retratada em
John Nash, matemático, professor e Prêmio
Nobel de Economia cuja vida é retratada no filme “Uma Mente
Brilhante” (A Beautiful Mind) nasceu em 13 de junho de 1928
em Bluefield, West Virginia, nos Estados Unidos. Seu pai,
também chamado John, era um engenheiro elétrico; sua mãe,
Virginia, era uma professora. Dois anos e meio após o seu
nascimento, em 16 de novembro de 1930, nasceu sua irmã
Martha.
John cresceu num lar onde recebeu carinho
e atenção, mas mesmo assim, era um menino solitário e
introvertido que mostrava maior interesse por livros do que
pelas pessoas. Sua mãe incentivou a sua curiosidade
intelectual e foi sua professora particular, ajudando lhe a
obter uma excelente formação acadêmica.
John Nash cresceu na pequena cidade de
Bluefield. Na escola, seus professores não o reconheciam
como um prodígio, e sim como um menino extremamente
anti-social. Já aos doze anos, realizava experimentos
científicos em casa. Era claro que aprendia mais em casa do
que na escola, e que estava insatisfeito com o ensino no
colégio.
A primeira vez que demonstrou interesse
por matemática foi aos quatorze anos, quando leu a obra “Men
of Mathematics”, de T. Bell, e conseguiu provar um
teorema clássico de matemática chamada de Fermat. Ainda no
colegial, fez um curso de matemática na Universidade de
Bluefield.
Em junho de 1945, John Nash ingressou na
prestigiosa Universidade de Carnegie Mellon, onde lhe foi
oferecido uma bolsa de estudos. Iniciou sua carreira
universitária estudando química, mas logo se frustrou com a
falta de pensamento criativo exigido no estudo da matéria.
Passou então a estudar matemática, tendo sido convencido por
seus professores que este campo acadêmico lhe renderia uma
carreira promissora. John também fez um curso de “Economia
Internacional”, onde se deparou com teorias acadêmicas que o
levaram a formular idéias originais que mais tarde tiveram
um grande impacto no estudo de economia e que futuramente
lhe renderam um Prêmio Nobel.
Quando John Nash se formou em Carnegie,
ele havia progredido tanto academicamente que se formou com
um mestrado. Decidiu então continuar seus estudos e obter um
doutorado em matemática. Seu professor da universidade lhe
escreveu uma carta de recomendação composta de apenas uma
linha: “Este homem é um gênio”.
John foi aceito no programa de doutorado
de matemática de duas das mais famosas universidades dos
Estados Unidos: Harvard e Princeton. Como a proposta de
Princeton foi a mais generosa, ele seguiu para lá, onde
demonstrou interesse por vários campos de matemática pura:
topologia, geometria algébrica, teoria de jogos e lógica.
Mas mesmo em Princeton, John Nash evitou comparecer às
palestras e aulas. Decidiu aprender sozinho, sem a ajuda de
professores ou mesmo de livros, para poder desenvolver
teorias e conceitos originais. Em muitos aspectos, sua
reclusão pessoal e acadêmica foi bem-sucedida e ele se
tornou um dos mais originais matemáticos da história.
Em 1950, aos 21 anos, John Nash, escreveu
uma tese de doutorado que lhe rendeu, 45 anos mais tarde, o
Prêmio Nobel de Economia. Seu trabalho, conhecido como o
“Equilíbrio de Nash” revolucionou o estudo de estratégia
econômica.
Após se formar em Princeton e lecionar lá
durante um ano, John Nash tornou-se professor de matemática
da famosa universidade de MIT (Massachusetts Institute of
Technology). Ensinou em MIT durante os anos 1951-1959, mas
seus métodos didáticos eram bastante impopulares com alunos.
Durante essa época, John Nash realizou diversos avanços no
estudo da matemática, resolvendo um problema clássico, até
então não solucionado, de geometria diferencial.
Durante seus anos em MIT, seus problemas
psíquicos passaram a se agravar. Contudo, em 1953, teve um
filho com Eleanor Stier. O menino foi chamado de John David
Stier. No entanto, ao contrário da vontade de Eleanor, John
Nash nunca se casou com ela.
Em 1957, o brilhante matemático se casou
com Alicia, uma aluna de física formada em MIT, onde se
conheceram. No outono de 1958, Alicia engravidou. Porém, um
ano mais tarde, John Nash começou a sofrer de esquizofrenia
paranóica. Em razão de sua doença mental, teve que desistir
de seu posto de professor de MIT e foi hospitalizado,
passando meses em hospitais, mesmo contra a sua vontade.
Nash se recuperava temporariamente, mas logo voltava a
sofrer distúrbios mentais. Contudo, nos breves intervalos de
sua recuperação, produziu importantes trabalhos matemáticos.
Ao longo dos próximos anos, foi se
recuperando lentamente, conseguindo ignorar seus delírios
causados pela esquizofrenia paranóica. Nash voltou a
trabalhar, retornando à Princeton como professor de
matemática e ganhou uma série de prêmios acadêmicos
internacionais. Em 1994, por sua tese de doutorado escrita
há décadas atrás, foi agraciado com o mais prestigioso
prêmio de matemática do mundo: o Nobel. Ao longo dos anos,
sua tese, o “Equilíbrio de Nash”, foi usada para solucionar
vários problemas econômicos e políticos. Mesmo assim, John
Nash o considerou seu “trabalho mais insignificante!”.
John Nash continua ensinando matemática
na Universidade de Princeton, no estado norte-americano de
Nova Jérsei. O filme “Uma Mente Brilhante” (A Beautiful Mind)
dirigido por Ron Howard e estrelado por Russell Crowe,
retrata uma versão romantizada de sua vida.