Gregor Johann Mendel
Johann Mendel, pioneiro descobridor das leis
da herança genética, nascido em Heinzendorf, na Silésia
austríaca, região pertencente ao atual território da
República Tcheca. Seguiu desde cedo a vida religiosa,
ordenando-se frade em 1847 no monastério agostiniano de
Brunn (atual Brno). Já havia realizado estudos de Filosofia
e, após a ordenação, que lhe consagrou suas atividades no
ensino de Filosofia, ingressou na Universidade de Viena em
1851. Voltou a Brunn em 1854, dedicando-se até 1868 ao
ensino de História Natural e Matemática.
Filho de camponeses, Mendel adquiriu um
grande senso na observação dos fenômenos da natureza desde
cedo. No período em que voltou a Brunn para lecionar,
dedicou-se também às suas famosas experiências no cruzamento
entre diversas variedades de plantas de ervilha, realizadas
na horta do monastério onde vivia. Foi a partir destas
experiências que Mendel estabeleceu as leis que hoje levam
seu nome. Chegou a realizar centenas de cruzamentos entre
plantas de características diferentes porém da mesma
espécie, tomando notas estatísticas de todos os resultados,
tendo observado que determinadas características das plantas
resultantes de sucessivos cruzamentos predominavam em
proporção constante. Do resultado de suas observações foi
originado seu trabalho publicado em 1866, sob o título
“Experimentos com Plantas Híbridas”, em que Mendel formulou
suas três teorias básicas: aí estabeleceu o que conhecemos
hoje por Leis de Mendel.
Leis de Mendel
Por volta de 1860, Gregor Mendel experimentou
diversos cruzamentos entre pés de ervilha da variedade Pisum
sativum, que apresentavam diferenças de caracteres
facilmente observáveis, como a superfície lisa ou rugosa das
sementes e sua cor verde ou amarela. Determinou, em seguida,
a proporção de descendentes que herdavam um e outro caráter
e acompanhou as modificações dessa proporção ao longo de
gerações sucessivas. Desse modo descobriu as três leis que
tomaram seu nome e serviram de base para o desenvolvimento
posterior da genética.
A primeira lei, conhecida como a da uniformidade, mostra
que, quando se cruzam dois indivíduos originários de
linhagens puras, os quais apresentam determinado caráter --
por exemplo, cor dos olhos -- diferente um do outro, os
descendentes mostram uma homogeneidade na característica
estudada e todos herdam o caráter de um dos genitores (fator
dominante), enquanto que o do outro aparentemente se perde,
ou então apresentam um traço intermediário em relação aos
traços de ambos os pais. Neste último caso, diz-se que
existe co-dominância.
A segunda lei, a da segregação, demonstra que os fatores
hereditários (genes) constituem unidades independentes que
passam de uma geração para outra sem sofrer nenhuma
alteração. Quando se cruzam entre si os descendentes obtidos
do cruzamento entre duas linhagens puras, observa-se que o
caráter que não se manifestou -- recessivo -- fica patente
na segunda geração, na proporção de um quarto da
descendência, enquanto o caráter dominante ocorre em três
quartos dos descendentes. Portanto, cada par de genes que
determinam certo caráter separa-se no processo de formação
das células reprodutoras e os fragmentos resultantes se
combinam ao acaso.
O processo fica claro quando é representado num esquema
gráfico. Chame-se A o gene dominante e a o recessivo. Os
sucessivos cruzamentos darão os seguintes resultados:
Num cruzamento entre descendentes do
primeiro, ocorre uma nova transmissão de caracteres:
Por ser dominante, A se manifestará em três
quartos dos descendentes (basta que esteja presente um só
gene A), enquanto que, para que a se manifeste, o indivíduo
deve ser portador de dois genes a, o que reduz
substancialmente as possibilidades de que esse caráter
apareça.
A segunda lei, a da transmissão independente, dispõe que
cada caráter é herdado independentemente dos caracteres
restantes. Para chegar a essa conclusão, Mendel cruzou
plantas que diferiam em dois caracteres (di-híbridos) e cujo
genótipo era, por exemplo, AaBb. Quando se formaram as
células reprodutoras, originaram-se quatro tipos distintos:
AB, Ab, aB e ab, que se combinaram de todas as formas
possíveis com os mesmos tipos do outro indivíduo:
No total, obtêm-se 16 genótipos possíveis,
que aparecem no quadro acima. Manifestarão o duplo caráter A
e B os seguintes: AABB, AABb, AaBB, AaBb, AAbB, AabB, aABB,
aABb e aAbB, num total de nove genótipos. O caráter
dominante A com o recessivo b está em três indivíduos: AAbb,
Aabb e aAbB; o recessivo a e o dominante B em outros três:
aaBB, aaBb e aabB; e os recessivos a e b só aparecem em um,
o aabb. A proporção é, portanto, 9/3/3/1.
As leis de Mendel cumprem-se em todos os seres vivos dotados
de reprodução sexuada e nos quais se formam células
reprodutoras especiais. Em muitos casos, porém, as
proporções previstas segundo essas leis não ocorrem, em
virtude da intervenção de uma série de fatores que mascaram
os resultados previstos. Assim, muitos caracteres não
dependem apenas de um par de genes, mas de dois ou mais, de
forma que, para que o caráter se torne patente e o produto
final se elabore, é necessário que todos os genes funcionem
normalmente. Se algum deles sofrer alteração, a proporção
será afetada.
Muitas vezes, certos caracteres não se transmitem de forma
independente porque os genes que os codificam estão próximos
um do outro num mesmo cromossomo, no que se denomina grupo
de ligação. Dessa forma, por exemplo, se em estudos
genéticos realizados em espécimes da mosca-do-vinagre os
alelos codificadores de caracteres como "corpo negro" ou
"asa curva" se encontrarem localizados no mesmo par de
cromossomos homólogos, caberia esperar que um espécime de
corpo negro apresentasse sempre asas curvas. Tal fenômeno,
no entanto, não se produz, por força do chamado
crossing-over ou sobrecruzamento.
O crossing-over ocorre no processo de divisão celular ou
meiose quando dois fragmentos cromossômicos (cromátides),
cada um pertencente a um membro do mesmo par de cromossomos,
unem-se momentaneamente para mais tarde se romperem e
permutarem fragmentos. Nos casos em que se registram
crossing-over, duas cromátides com genes AB e ab passam a
apresentar uma dotação genética da forma Ab e aB. Em geral,
esse tipo de inter-relação constitui o que se denomina
recombinação genética
1a Lei de Mendel : (Monoibrídismo)
Cada caráter e condicionado por dois fatores . Eles se
separam na formação dos gametas, indo apenas um fator por
gameta . (Lei da segregação de genes).
Observações de Mendel :
- P ( parentais ) : primeiros cruzamentos ;
- F1 : filhos do cruzamento parental .
Conclusões :
- Cada característica e determinada por 2
gens ;
- A primeira lei de Mendel e uma confirmação
da meiose ;
- A utilização da mesma letra ( LL e ll ) e
justificado por serem genes alelos ;
A segunda Lei de Mendel : ( Diibridismo) Os
genes para dois ou mais caracteres são transmitidos aos
gametas de forma totalmente independente , um em relação ao
outro. A segunda lei também e conhecida como lei de
segregação independente .
Uma fórmula , onde e fácil
descobrir quantos tipos de gametas são possíveis é 2n
, onde n representa numero de heterozigotos do
genótipo . Essa formula só indica o numero , para sabermos
os tipos é usado o sistema de chaves .
Por não ser pratico a Segunda lei
de Mendel pode ter seu uso substituído por noções de
probabilidade .
Condição: as características tem que estar em
cromossomos diferentes , se ocorrer o contrario ( dois
caracteres estarem no mesmo cromossomo é um caso de Linkage
).
A meiose e a 2ª lei de Mendel : A segregação
independente postulada por Mendel só e valida para o caso em
que os genes estejam localizados em cromossomos diferentes .
Vamos analisar o cruzamento de ervilhas
amarelas com ervilhas verdes rugosas:
|
VVRR
Amarelo liso |
X |
vvrr
Verde rugoso |
|
F1: |
VvRr |
|
Suponha que os indivíduos de F1 sofram
autofecundação, temos:
|
VvRr |
X |
VvRr
|
|
G: VR Vr vR vr
|
|
VR Vr vR vr |
Para obter F2 poderemos fazer o seguinte
quadro:
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Quadro |
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|
VR |
Vr |
vR |
vr |
|
VR |
VVRR |
VVRr |
VvRR |
VvRr |
|
Vr |
VVRr |
VVrr |
VvRr |
VvRr |
|
vR |
VvRR |
VvRr |
vvRR |
vvRr |
|
vr |
VvRr |
Vvrr |
vvRr |
vvrr |
Examinando-se os dezesseis quadradinhos,
podemos ver como se originou a proporção 9:3:3:1.