Autores Brasileiros
Introdução
Este
trabalho tem como objetivo relatar um pouco sobre o assunto chamado
"Autores Brasileiros", mostrando separadamente cada autor brasileiro.
Tentaremos mostrar claramente, com a melhor das intenções
como foi a vida e quais são as obras de cada autor, e também através da
realização deste trabalho procuraremos tirar o maior aproveito para o nosso
aprendizado buscando e tentando colher mais informações úteis que sejam
satisfatórias para que através da pesquisa possamos aprender um pouco da
literatura brasileira.
Joaquim Maria Machado de Assis.
Machado de Assis está na época do Realismo (Segunda Metade
do Século XIX), sendo do Realismo no Brasil, escreve Romances Realistas.
Nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e aí morreu em 1908. Filho
de um mulato e de uma lavadeira portuguesa, atingiu o posto mais alto na
literatura brasileira e é hoje considerado o grande escritor nacional.
Trabalhou como tipógrafo na Imprensa Nacional e como revisor e colaborador do
Correio Mercantil. Casou-se com Carolina Xavier de Novais, com quem iniciou sua
fase madura e genial. Ocupou cargos importantes no Ministério da Agricultura e
Viação. Fundou a Academia Brasileira de Letras e foi seu primeiro presidente.
Sua origem humilde, a timidez, a epilepsia, a gagueira, nada o impediu de
ascender à mais alta posição da intelectualidade brasileira.
Sua produção, quer em verso, quer em prosa, está à altura
de qualquer obra internacional da época. Autodidata e pobre, Machado de Assis,
pelo seu próprio esforço e perseverança, atingiu as culminâncias da arte
literária, aprendeu vários idiomas e familiarizou-se com as obras-primas da
literatura universal.
Seu estilo sóbrio, equilibrado, correto, nobre, é repassado
de humor finíssimo e revela um pessimismo tranqüilo, uma descrença sem
desespero, tudo com maturidade. O homem discreto, observador e conhecedor da
alma humana, revela em suas obras profunda sondagem psicológica.
Os estudiosos costumam dividir a obra de Machado de Assis em
duas fases:
Primeira
fase:
Na prosa: Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena, Iaiá
Garcia, Contos Fluminenses, Histórias da Meia-Noite.
Na poesia: Crisálidas, Falenas, Americanas.
No teatro: Os Deuses de Casaca, O Protocolo, Queda que as
Mulheres Têm para os Tolos, Quase Ministro, Caminho da Porta.
Estas são obras ditas românticas.
Segunda
fase:
Na prosa: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba,
Dom Casmurro, E saú e Jacó, Memorial de Aires.
Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Marca a fase madura de Machado de Assis e o início do
Realismo(Segunda metade do século XIX) entre nós. Em 1857, Flaubert já
publicara em Paris Madame Bovary ¾ obra denúncia dos valores burgueses. Em
1867, no mesmo ano em que Marx publica o Capital, Zola publica Thérèze Raquin
¾ obra que retrata o homem sob a visão patológica. A influência sobre o
Brasil não tardou. Coube a Machado de Assis, em 1881, publicar a primeira obra
nacional à moda dos pensadores franceses. Memórias Póstumas de Brás Cubas
narra a história de Brás Cubas ¾ defunto autor ¾ que depois de morto resolve
escrever suas memórias. A visão da vida é negativa, pessimista.
Quase tudo na obra é a negação, a miséria, a desgraça,
descritas num humor sutil, com grandes mergulhos psicológicos. Parece que a
vida se reduz a uma grande negação, nada dignifica o viver, nem os amores com
Marcela ¾ jovem prostituta ¾ nem os amores com Eugênia ¾ jovem aleijada.
Torna-se amante de Virgínia ¾ esposa de Lobo Neves. Conhece Eulária, que
morre vítima de uma epidemia. No fim do livro, com Brás Cubas sentindo-se
sozinho e abatido, aparece Quincas Borba, o filósofo louco. Brás Cubas tentara
a celebridade com o emplasto "Brás Cubas"; tentara a fama com a política;
mas morre cercado de poucos amigos e de Virgínia.
Quincas Borba.
Rubião recebe em Minas uma herança de Quincas Borba com a
recomendação para que cuide de seu cachorro, também chamado Quincas Borba.
Rubião vem para o Rio a apaixona-se por Sofia ¾ esposa de Cristiano Palha.
Palha suporta o ciúme, pois depende economicamente de Rubião. Este é
abandonado por todos quando perde a fortuna e a razão. Morre acompanhado de seu
cão. No último capítulo, Machado repete o ensinamento científico do final do
século: nada há de providencial.
Dom
Casmurro.
Visão pessimista do casamento e da vida. Bentinho é
destinado à vida sacerdotal. Ama Capitu. Sai do seminário e casa-se com ela.
Nasce-lhe o filho Ezequiel. Bentinho julga-se traído e vê o filho cada vez
mais parecido com Escobar. Tenta assassinar o filho;interna-o no colégio. A
vida do casal desaba. Capitu morre, bem como seu filho Ezequiel. Bentinho,
mergulhado na tristeza e solidão (daí Dom Casmurro) conta a história de sua
vida (o romance).
Memorial de
Aires.
Última obra de Machado de Assis, publicada no mesmo ano de
sua morte. Diário escrito pelo Conselheiro Aires, relatando suas memórias.
Afonso
Henriques de Lima Barreto.
Lima Barreto participa da época do Simbolismo (Fim do Século
XIX ao começo do Século XX), sendo uns dos Autores do Pré-Modernismo, seja em
Portugal ou no Brasil (prosa).
Escritor brasileiro, nascido em 1881 e falecido em 1922 no Rio
de Janeiro. De origem humilde, mestiço, não conseguiu, pela pobreza e condições
modestas, completar o curso de engenharia iniciado, passando a funcionário da
Secretaria da Guerra. Construiu, a partir de então, uma obra de romancista que
figura entre as mais significativas das letras brasileiras. Seu livro de estréia.
Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), romance à clef, teve grande
êxito, o que deveu à circunstância de retratar a vida de um grande jornal da
época, satirizando certos personagens, de identidade evidente, e que ocupavam
os primeiros postos da imprensa ou das letras. Esse livro foi uma amostra do que
constituiria a característica da obra do romancista, utilizada como válvula de
escape a um temperamento de inconformado.
A crítica social foi, assim, o núcleo dessa obra, de acordo
com os cânones da estética naturalista, praticando, como mostrou Eugênio
Gomes, a literatura em função do jornalismo e do panfleto, extravasando as
suas amarguras, revoltas e decepções. Daí decorre um prejuízo para a obra
romancesca, não completamente realizada, quaisquer que sejam as qualidades inegáveis
que se têm de reconhecer nela. Além do primeiro, escreveu os romances Triste
Fim de Policarpo Quaresma (1915), Numa e a Ninfa (1915) , Vida e morte de M. J.
Gonzaga de Sá (1919), Clara dos Anjos (1948),além dos contos reunidos no
volume Histórias e Sonhos (1920), e da colaboração para a imprensa em artigos
excelentes, enfeixados no livro Bagatelas (1923).
O mesmo talento e o mesmo ingrediente humano e pessoal
entraram na confecção dessas obras: uma herança neurótica, os
ressentimentos, os desregramentos, a dipsomania, o recalque contra a sociedade
que o desdenhou, o instinto revolucionário e de reforma social. A mistura de
invectiva, ironia, sátira, pessimismo, vai reencontrar-se em:
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá,
Livro feito de conversas entre o personagem e um interlocutor,
através de perambulações pelas ruas,satirizando os ridículos dos doutores
burocratas.
Triste Fim de Policarpo Quaresma
É a história de um burocrata humilde, através da qual ele
traça o quadro da "alta sociedade suburbana", que põe em contraste
com a dos bairros aristocráticos.
Numa
e a Ninfa
É uma sátira à vida política da época, com tipos e
costumes retratados segundo a luneta deformadora do romanticista.
Clara dos Anjos
Iniciado desde 1904 e submetido a várias transformações, é
uma tentativa de fixar a vida suburbana carioca.
Em
todos os seus romances, e em muitos dos seus contos (alguns dos quais, como
"O Homem que sabia Javanês", colocam-se entre as obras-primas do
conto brasileiro), Lima Barreto especializou-se na pintura dos humildes, a gente
do povo, a classe dos burocratas espezinhados, mestiços, suburbanos, com uma
ternura e um senso de fraternidade que o colocam entre os maiores ficcionistas
de veia popular e social do Brasil. A valorização crítica de sua obra
romanesca deveu-se sobretudo aos escritores inspirados na estética modernista,
em reação contra os cânones da chamada arte pela arte. Mesmo sem aceitar essa
formulação polêmica, há que reconhecer o valor de sua contribuição.
Mário Raul de Morais Andrade.
Mário de Andrade está na época da Primeira Fase do
Modernismo ( Século XX, até 1930), sendo uns dos Autores da Primeira Fase do
Modernismo Brasileiro.
Nasceu em São Paulo em 1893, e aí morreu em 1945. Formou-se
no Conservatório Dramático Musical, onde foi professor de História da Música.
Foi o mentor intelectual da "Semana" e líder incontestável dos
jovens da época. Participou das revistas Klaxon e Estética. Foi um apaixonado
da literatura, casando-se com a música, folclore e artes plásticas.
Influenciado pela Primeira Guerra Mundial, escreve Há uma
Gota de Sangue em Cada Poema em 1917. Em 1922, lança o famoso livro de poesias,
marco inicial do Modernismo brasileiro: Paulicéia Desvairada. É aí que Mário
de Andrade diz ter fundado o desvairismo naquele seu "Prefácio Interessantíssimo",
onde esboça os rumos da arte moderna. "Donde infiro que o belo artístico
será tanto mais artístico, tanto mais subjetivo, quanto mais se afastar do
belo natural".
Publicou, em 1925, A Escrava que não é Isaura (ensaio), onde
retoma os mesmos princípios do livro anterior, expondo didaticamente as
receitas de técnicas poéticas para a arte moderna. Losango Caqui (poesia), de
1926, reúne "sensações, idéias, alucinações, brincadeiras,
liricamente anotadas".
Em 1927, aparece Clã do Jabuti (poesia), repleto de folclore
nacional, mitos indígenas, africanos e sertanejos. É uma
volta ao primitivismo brasileiro.
O primeiro romance aparece em 1927: Amar, Verbo Intransitivo
¾ Filisberto Sousa Costa, um burguês bem situado na vida econômica, contrata
os serviços de uma governanta alemã, Fraulein, para dar iniciação sexual ao
filho Carlos, primogênito da família.
Em 1928, aparece Macunaíma, o herói sem nenhum caráter,
rapsódia. O livro é um acervo de lendas, superstições e crendices de todo o
Brasil. Macunaíma é o herói que encarna antropologicamente o homem
latino-americano.
Esse "herói" sem nenhum caráter nasce na selva
amazônica, vem a São Paulo em busca do talismã que o gigante Venceslau Pietro
Pietra havia furtado, e acaba virando estrela da Constelação da Ursa Maior.
Livro de caráter épico, lírico e cômico, Macunaíma é o modo de ser
brasileiro: luxurioso, ávido, preguiçoso e sonhador.
Em 1930 aparece Remate de Males, obra poética, onde Mário se
afasta um pouco do desvairismo inicial. Nos contos de Belazarte, de 1934, o
autor presta sua contribuição à análise psicológica e social das relações
familiares.
Em Lira Paulistana (poesia), publicado em 1946, Mário faz uma
integração poética da cidade de São Paulo com seu destino:
Água
do meu Tietê,
Onde me queres levar?
¾ Rio que entras pela terra
E que me afastas do mar...
O
gênio de Mário de Andrade não ficou só nas artes. Como homem dinâmico que
foi, organizou e dirigiu o Departamento Municipal de Cultura
de São Paulo. Constroem-se parques e bibliotecas infantis; criam-se a
biblioteca pública, a biblioteca circulante e a biblioteca ambulante.
Edifica-se a Biblioteca Municipal (hoje Biblioteca Mário de
Andrade). Mário readige o ante-projeto para a criação do Serviço de Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, restaura o Forte de Bertioga, funda a
Sociedade de Etnologia e Folclore, organiza o Congresso de Língua Nacional
Cantada e o coral Paulistano. Tudo isso em apenas três anos, enquanto dirigiu o
Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Incompatível com a
ditadura de Vargas, pede demissão.
Aníbal
Monteiro Machado.
Escritor Brasileiro nascido em 1894 em Sabará, Minas Gerais,
e falecido em 1964 no Rio de Janeiro. Diplomado pela Faculdade de Direito de
Belo Horizonte (1917), foi professor de História no Ginásio Mineiro e de
Literatura no Colégio Pedro II. Ligou-se ao Modernismo, tornando-se um de seus
líderes principais. Sua obra, embora reduzida, é muito importante, sobretudo
pelo ineditismo da concepção estilístico-formal, onde se fundem o discurso lógico
da prosa e o lirismo da fabulação poética. Nela destacam-se os aforismos,
contos, ensaios poemáticos e poemas em prosa de Cadernos de João (1958), as
novelas de Novelas Reunidas (1959) e o romance póstumo João Ternura (1965).
João Guimarães
Rosa.
Guimarães Rosa está na Terceira Fase do Modernismo (década
de 1940 a nossos dias), sendo uns dos autores da Ficção da Terceira Fase do
Modernismo Brasileiro.
Nasceu em Minas Gerais em 1908 e faleceu no Rio de Janeiro em
1967,
Formou-se médico e exerceu a profissão no interior de Minas.
Em 1934 ingressou na carreira diplomática, servindo em Hamburgo. Trabalhou
ainda pelo Ministério do Exterior em Bogotá e Paris.
Como chefe do serviço de demarcação de fronteiras, resolveu
casos delicados: Picos da Neblina e Sete Quedas. Morreu de enfarte aos 59 anos
de idade, na mesma semana em que fora eleito membro da Academia Brasileira de
Letras.
Obras: Sagarana (contos), Corpo de Baile (ciclo novelesco),
Grande Sertão: Veredas (romance), Primeiras Estórias, Tutaméia: Terceiras Estórias,
Estas Estórias (contos, essas três obras).
O romance Grande Sertão: Veredas constitui a obra-prima de
Guimarães Rosa. Toda a história nos é contada por Riobaldo, ex-jagunço do
norte de Minas. Agora pacato fazendeiro, vive de lembranças às margens do São
Francisco. À medida que vai rememorando seu passado, vai questionando os
valores da própria vida. Preocupa-se seriamente com o Bem e o Mal e com a existência
do Diabo. Se o Diabo existe, Riobaldo está perdido, pois fizera um pacto com o
Diabo, com o propósito de vencer seu inimigo Hermógenes. Tem um companheiro de
armas chamado Diadorim, a quem ama extremamente. Este amor o perturba. Contudo,
tudo se esclarece quando Diadorim morre em duelo, matando Hermógenes: Diadorim
não era homem, era mulher; uma filha de Joca Ramiro, disfarçada de jagunço.
A obsessão central é o pacto demoníaco. O compadre Quelemém,
teólogo sertanejo, procura demonstrar a inexistência de Satanás: "O
Diabo vige no Homem", "O que não existe", "O que não é
mais finge ser".
Sertão é o universo, o mundo, o panteísmo, o conjunto
maior.
Veredas é o habitável, o nosso mundo. Entre eles, os dois
pontos.
Quem sabe separando-os? Quem sabe unindo-os?
O que mais facina no testo rosiano é sua elaboração e
construção de um novo idioma. É o sonho realizado de José de Alencar e Mário
de Andrade; o primeiro sugere, o segundo executa e o terceiro consagra. Não é
sem razão que Grande Sertão: Veredas já foi classificado como obra épica, lírica
e dramática. Épica porque fala do sertão; o sertão é maior que o
continente; o sertão é o mundo inteiro. Lírica porque revela o interior, o eu
em conflito com o todo; o sertão é dentro da gente; o sertão é a gente
mesmo. Dramática porque questiona o conflito entre o Bem e o Mal, Deus e o
Diabo, o Amor e o Ódio. Riobaldo ¾ epicamente ¾ lembra Enéias de Vergílio
¾ que cumpre fielmente o seu destino, e para cumpri-lo não vacila em ser um
novo Fausto, vendendo a alma para o Diabo. No plano lírico, Riobaldo é outro
D. Quixote, idealista, o poeta que confunde o real com o irreal. No plano dramático
Riobaldo é Hamlet, porque descobre suas veredas e suas verdades, crescendo
espiritualmente, à medida que se autoconhece.
O tema do amor aparece poeticamente em Grande Sertão:
Veredas.
Riobaldo conhece três tipos de amor: ama Otacília, Nhorinhá e Diadorim. Otacília
é lembrança, saudade, passado, amor espiritual. Nhorinhá ¾ prostituta ¾
encarna o amor sensual, carnal, erótico. Por Diadorim, Riobaldo devota um amor
primitivo, confuso. Riobaldo se confessa apaixonado pelo companheiro: "Mas
eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço?
Isso. Feito coisa-feita".
Riobaldo confessa ter estabelecido, apesar da dificuldade de cumprir, um pacto
de amor com o companheiro.
Aquele encantamento que Riobaldo vê em Diadorim é revelado
no final da narrativa. Diadorim luta com o jagunço Hermógenes; assassino-o;
dos ferimentos vem a falecer também. Morto revela-se tal qual era de fato: uma
moça transvestida de homem.
Clarice
Lispector.
Clarice Lispector está na Terceira Fase do Modernismo (década
de 1940 a nossos dias), sendo uma dos autores da Ficção da Terceira Fase do
Modernismo Brasileiro.
Nasceu em 1926 na Ucrânia (URSS). Vem para o Brasil no mesmo
ano de nascimento, fixando residência no Rio de Janeiro. Aos 17 anos de idade,
cursando a Faculdade de Direito, escreve o seu primeiro romance ¾ Perto do Coração
Selvagem. Este romance lhe confere o Prêmio Graça Aranha. Em 1946 publica o
Lustre.
Publicou ainda: Maçã no Escuro, A Cidade Sitiada, Alguns Contos, Laços de Família,
A Legião Estrangeira, Água Viva, A Paixão Segundo G. H.
Clarice tem um estilo peculiar: sua linguagem é metafórica,
há profunda invasão do inconsciente e seus textos são excessivamente herméticos,
isto é, de difícil penetração.
Clarice é uma escritora hermética voltada para a alma dos
personagens. O tempo da narrativa é psicológico, não há praticamente ação
externa: o mergulho na alma humana é uma tentativa de refletir sobre
a existência à moda de James Joyce na Irlanda, Virgínia Woolf na Inglaterra e
Vergílio Ferreira em Portugal.
Conclusão
No decorrer da realização deste trabalho as intenções de
alcançar sua perfeição foram as melhores possíveis.
Através dele pudemos entender e compreender a importância que cada autor tem
dentro do País.
Aprendemos também da grande importância que precisamos
passar por várias etapas para chegar a um resultado que nos faça compreender o
que precisamos fazer para melhor entender a literatura dos Autores Brasileiros.