Expressionismo
Antes da explosão do movimento modernista de
1922 , o Brasil teve com Lasar Segall ( 1891 – 1957 ) seu primeiro contato com
a arte mais inovadora que era feita na Europa.
Em 1924 , retornando ao Brasil , Lasar Segall
passou a residir definitivamente em São Paulo , a partir daí , sua pintura
assumiu uma temática brasileira.
Seus personagens agora são mulatas ,
prostitutas e marinheiros: sua paisagem favelas e bananeiras , são exemplos as
telas mãe preta e bananal. Em 1929 , o artista dedica-se á escultura em
madeira , pedra e gesso. Mas entre os anos de 1936 e 1950 , sua pintura volta-se
para os grandes temas humanos e universais , sobretudo para sofrimento e a solidão.
São dessa época entre outras as telas:
Pragon , Navio de Emigrantes ,
Guerra e Campo de Concentração.
Em 1951 Lasar Segall dá inicio ao ultimo
ciclo de sua obra com as séries de pinturas Erradias , Favelas e
Florestas. Esse ciclo é interrompido com sua morte, em 1957.
O inicio de uma das rupturas mais radicais na pintura
A exposição que
Lasar segall realizou entre nós em 1913 não provocou nenhuma polêmica , pois
seus trabalhos foram vistos como a produção de um estrangeiro. Como tal , ele
tinha direito de apresentar uma arte estranha ao censo estético dos
brasileiros. Mas com arte de Anita Malfatty ( 1896 – 1964 ) , pintora
brasileira , areação foi totalmente diferente.
Essa artista , que
teve uma importância muito grande nos acontecimentos que antecederam o
movimento Modernista no Brasil de 1922. Nasceu em São Paulo e aí realizou seus
primeiros estudos da pintura em 1912 foi para a Alemanha , onde freqüentou a
academia de Belas Artes de Berlim de volta para o Brasil em 1914 , realizou sua
primeira exposição individual.
Entretanto , sua
exposição mais famosa é a de 1917 foi esta exposição que provocou o artigo
de Monteiro lobato citado no inicio deste capitulo contendo severas criticas á
arte de Anita , Nessa mostra figuraram por exemplo: A estudante Russa ,
O Homem Amarelo , Mulher de cabelos verdes e Caboclinha , Trabalhos
que se tornaram marcos na pintura moderna barsileira por seu comprometimento
comas novas tendências.
Um
incentivador da Semana de Arte Moderna
Depois das exposições
de Lasar Segall e Anita Mafaltti , precursores da arte moderna no Brasil , os
artistas mais inovadores começaram a se reunir em torno de idéia da realização
de uma mostra coletiva que apresentasse ao público o que se fazia de mais
atualizado no país. Entre esses artistas estava Emiliano Augusto
Cavalcanti de Albuquerque Mello ( 1897 – 1976 ) , pintor conhecido
como Di Cavalcanti um dos grandes incentivadores da semana
de arte moderna de 1922 , durante a semana , esse artista participou da seção
da pintura com 12 trabalhos , entre os quais Ao Pé de Cruz , Boêmios
e Intimidade:
Depois de 1935
e 1940 , Di Cavalcanti viveu na Europa , onde steve em contato com
os artistas mais notáveis da época. Na década de 40 sua arte estava
amadurecida e conquistou definitivamente seu espaço na pintura brasileira.
Di Cavalcanti foi
influenciado por diversos pintores , com Picasso , Gauguim , Matisse e
Braque , mas ele foi capaz de transformar essas influências numa
produção muito pessoal e associada aos temas nacionais. É assim por exemplo,
em Pescadores obra de 1951.
Cubismo de um jovem artista brasileiro
Entre as pinturas
expostas na semana de 22 estavam alguma de Vicente de Rego Monteiro (1899
–1970) consideradas as primeiras realizações de um artista brasileiro dentro
da estética cubista seu talento artístico se manifestou muito cedo. Natural de
Recife , aos 12 anos ele foi para a Europa estudar pintura e aos 14 já
participava do Salão dos Independentes , em Paris.
Voltou ao Brasil em 1917 e m 1922 , participou
da Semana de arte Moderna com dez trabalhos depois disso , sua vida alterou-se
entre a fraca e o Brasil, na França , suas obras foram muito apreciadas ,
recebendo criticas favoráveis ou sendo adquiridas par o acervo de importantes
museus franceses.
Entre as tendências
artísticas que o influenciaram a obra de Vicente do Rego Monteiro
está sem dúvida , o Cubismo , que foi trabalhado pelo pintor de um modo muito
próprio. Exemplos disso são as telas de temas religiosos: como a Crucifixão
, Fragelo e Pietá. Nessas obras predominam as linhas retas e o
corpo humano é reduzido a formas geométricas , o que sugere ao espectador a
percepção de volumes. Esse artista interessou-se muito pelos temas que
envolviam os mitos indígenas brasileiros com os quais fez uma série de
aquarelas que expôs no Rio de Janeiro em 1921.