Modernismo em Portugal
No início do Séc. XX, havia um
sentimento geral de que não era mais possível renovar a arte tradicional. As
escolas literárias repetiam suas fórmulas. A superficialidade convivia com a
crença de que a evolução tudo comandava e pouco cabia ao homem nesse
processo.
No entanto, um movimento
forte e amplo - o Modernismo - viria dar fim a este marasmo e implantar o
inconformismo.
Modernismo, não foi apenas
produto de uma evolução estética: ele decorreu de todo um estado de espírito
formado pela cultura da época e que repercutiria em todas as artes, integrando
literatura, pintura, música arquitetura, cinema, etc. A primeira Guerra Mundial
foi o grande divisor das águas...
Nesse contexto surgiram as
vanguardas européias, que antecederam e originaram o Modernismo literário.
Vanguarda vem do francês e significa extremidade dianteira dos exércitos em
luta. E a literatura de vanguarda foi realmente combativa, polêmica,
desbravadora e irreverente. Os vanguardistas da época valiam-se do deboche, da
ironia e da luta verbal com o objetivo de substituir a arte passadista pela arte
moderna.
As principais vanguardas européias foram:
a.
Cubismo.
b.
Futurismo.
c.
Dadaísmo.
d.
Surrealismo.
Todas essas vanguardas tiveram um
caráter agressivo, experimental, demolidor e inovador. Combatiam o racionalismo
e o objetivismo das teorias científicas do Realismo/Naturalismo/Parnasianismo e
pregavam o irracionalismo. Com isso, buscavam uma compressão mais subjetiva do
homem, voltada mais para seu interior que para seu exterior.
De 1940 a nossos dias, o Modernismo português desenvolveu
várias tendências; Neo- Realismo. Ecletismo, Humanismo dramático, Realismo
contraditório e Experimentalismo polivalente.
Características:
A)
atitude irreverente em relação aos padrões estabelecidos;
B)
reação contra o passado,
o clássico e o estático;
C)
temática mais particular,
individual e não tanto universal e genérica;
D)
preferência pelo
dinamismo e velocidade vitais;
E)
busca do imprevisível e
insólito
F)
abstenção do
sentimentalismo fácil e falso;
G)
comunicação direta das
idéias: linguagem cotidiana.
H)
esforço de originalidade
e autenticidade;
I)
interesse pela vida
interior (estados de alma, espírito..)
J)
aparente hermetismo,
expressão indireta pela sugestão e associação verbal em vez de absoluta
clareza.
K)
valorização do prosaico
e bom humor;
L)
liberdade forma: verso
livre, ritmo livre, sem rima, sem estrofação preestabelecida.
Principais representantes :
Três grandes gerações de autores:
1ª
geração - o Orfismo : Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro,
Almada Negreiros e outros;
2ª
geração -
o Presencismo: José Régio, João Gaspar Simões,
Branquinho da Fonseca e outros;
3ª
geração -
o Neo-Realismo: Alves Redol, Ferreira de Castro, Jorge
de Sena e outros.