Padre Antônio Vieira
Nome
literário:
VIEIRA, PADRE ANTÔNIO
Nome
completo: VIEIRA,
ANTÔNIO
Nascimento: LISBOA, PORTUGAL,
06 DE FEVEREIRO DE 1608
Falecimento:
SALVADOR, BA, 18 DE JULHO DE 1697
Orador sacro, missionário
e diplomata. Em 1614, com sete anos, mudou-se com a família para o Brasil,
estudou num Colégio Jesuíta da Bahia e, aos 15 anos, fugiu de casa para
ingressar na Companhia de Jesus. Aos 18 anos, já ensinava Retórica. Desde
muito cedo se teve notícias de seus triunfos como pregador. Destacou-se em
1640, quando os holandeses cercaram a cidade de Salvador e Vieira exortou os
portugueses à luta com o Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal
Contra as da Holanda.
Com a vitória portuguesa,
retornou à Lisboa, em 1641, com a missão de levar a Dom João IV, a adesão da
colônia à Restauração. Conquistou a admiração do rei, que o nomeou
Pregador da Corte e o encarregou de importantes missões diplomáticas no
exterior. No entanto, provocou a ira do Santo Oficio ao recomendar a reabilitação
dos cristãos novos e por sua luta para que o comércio com as colônias
ficassem fora dos confiscos inquisitoriais. Após alguns fracassos diplomáticos,
retornou ao Brasil para chefiar as missões jesuíticas, escapando dos inimigos
da Inquisição.
Como Missionário no
Maranhão (1653 a 1661), viveu intensa luta política, além de seu trabalho de
catequese. Combateu a escravidão dos índios e criticou os colonos. Conseguiu
do rei, em 1655, em mais uma viagem à Portugal, a Lei da Liberdade dos Índios,
mas quando regressou, foi expulso pelos colonos, junto a outros jesuítas, em
1661.
Novamente em Portugal,
fragilizado e sem a proteção de D.João IV (morto em 1656) foi acusado de
heresia, exilado para a cidade do Porto e condenado e preso pela Inquisição em
1665. Condenado a oito anos de prisão, foi anistiado em 1667 quando então
seguiu para Roma, para fugir de mais perseguições e onde conquistou grande
sucesso como orador sacro e foi convidado pela rainha Cristina, da Suécia, que
abdicara ao seu trono e convertera-se ao catolicismo, para ser seu confessor e
pregador. O Papa Clemente X livrou-o da perseguição do Santo Ofício, mas não
lhe deu apoio para a criação de sua tão desejada Companhia Ultramarina
Portuguesa. Em 1681, desiludido, resolveu mudar-se definitivamente para o Brasil
e passou a viver em Salvador até sua morte, em 1697.