... Página inicial- FAQ / Ajuda- Add Favoritos


  Bibliotecas
  Biografias autores
  Dicas de estudo
  Dicionários
  Exercícios Prontos
  Mapas
  Personalidades
  Saiba fazer
  Sites de buscas
  Tradutores
  Universidades
  Vestibular
  Administração
  Artes
  Astronomia
  Biologia
  Contabilidade
  Corpo humano
  Direito
  Diversos
  Economia
  Educação física
  Engenharia
  Filosofia
  Física
  Geografia
  História
  Informática
  Inglês
  Matemática
  Medicina
  Português
  Psicologia
  Química
  Religião
  Sociologia
  Completos
  Resumos


BUSCA

 


Publicidade


Recomende


Sobre o site

Contato
-----------------------
Créditos
----------------------- Na mídia
----------------------- Objetivos
----------------------- Parceiros
----------------------- P. de privacidade
-----------------------
Publicidade


  Matérias :: Português :: Literatura

  Autoria: Fabiane
 

PÓS-MODERNISMO

 

1 – VEM COMIGO QUE NO CAMINHO EU EXPLICO 

Nos anos 80 circula, uma vontade de participação e de desconfiança geral, o pós-modernismo.

Pós-modernismo é o nome dado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes, nas sociedades desde 1950.

Mas, existe o medo, o medo de mudança, o medo do novo e a perda do conservadorismo.

Ele nasce com várias mudanças na arquitetura e principalmente na computação, entra na filosofia nos anos 70 como crítica da cultura ocidental, ou seja, são mudanças gerais desde as artes até na tecnologia, e se alastra por todos os lados e meios, sem saber se é uma forma de decadência ou se é um renascimento cultural.

O pós-modernismo invadiu o cotidiano com a tecnologia eletrônica em massa e individual, onde a saturação de informações, diversões e serviços, causam um “rebu” pós-moderno, com a tecnologia programando cada vez mais o dia-a-dia dos indivíduos.

A importância do pós-modernismo na economia foi “mostrar” aos indivíduos a capacidade de consumo, a adotarem estilos de vida e de filosofias, o consumo personalizado, usar bens e serviços e se entregarem ao presente e ao prazer.

Os pós-modernistas querem rir levianamente de tudo, nos quais encaram uma idéia de ausência de valores, de vazio, do nada, e do sentido para a vida.

A sociedade se torna emergente ou decadente, pois são baseadas nas sociedades pós-industriais na informação que tem como referencia o Japão, os EUA e os centros europeus.

A essência da pós-modernidade vem através das cópias e imagens de objetos reais, a reprodução técnica do real, significa apagar a diferença entre real e o imaginário, ser e aparência, ou seja, um real mais real e mais interessante que a própria realidade.

Um exemplo disso é a televisão, que aliada ao computador simula um espaço hiper-real, espetacular que excita e alegra.

O hiper-real simulado fascina porque é o real intensificado na cor, na forma, no tamanho, nas suas propriedades, é quase um sonho, onde somos levados a exagerar nossas expectativas e modelamos nossa sensibilidade por imagens sedutoras.

O ambiente pós-moderno significa simulação, ele não nos informa sobre o mundo, ele o refaz à sua maneira, hiper-realizam o mundo, o transformando-o num espetáculo.

No ambiente pós-moderno à informação e à comunicação, é o que representa a realidade para o homem, que vieram ampliar e acelerar a circulação das mensagens através dos livros, jornais, cinema, rádio, TV.

Através destas mensagens, o homem procura sua imagem “comprando” discursos, para lhe proporcionar Status, bom gosto, na moda, na aparência, no narcisismo levando muitas vezes a extravagâncias, ou então imitando modelos exóticos.

No pós-modernismo o homem vive banhado num rio de testes permanentes, onde a informação e a comunicação transportam a impulsividade para o consumo.

Saturação, sedução, niilismo, simulacro, hiper-real, digital, desreferencialização, são consideradas senhas para “nomear” o pós-moderno, ele significa mudanças com relação à modernidade, ele é um fantasma que passeia por castelos modernos.

O individualismo atual nasceu com o modernismo, mas o seu exagero narcisista é o acréscimo pós-moderno, ele é um princípio esvaziador, diluidor, ele desenche, desfaz princípios, regras, valores, práticas e realidades, promove a dês-referencialização do real e a dês-substancialização do sujeito.

O pós-modernismo é eclético, mistura várias tendências e estilos sob o mesmo nome, ele é aberto, plural e muda de aspecto se passamos da tecnociência para as artes plásticas, da sociedade para a filosofia, ou seja, ele flutua no indecidível.

 

 

2- DO BOOM AO BIT AO BLIP 

Simbolicamente o pós-modernismo nasceu em 1945, ali a modernidade, equivalente a civilização industrial, encerrou seu capítulo na história superando o poder criador e pela sua força destruidora.

Nos anos 60, foi a época de grandes mudanças e descobertas tecnológicas, sociais, artísticas, cientificas e arquitetônicas.

A sociedade industrial descende da máquina, de artigos de série padronizados, onde o ferro celebra a liberdade individual do burguês capitalista para o progresso, onde foi criado o Projeto Iluminista da modernidade, o desenvolvimento material e moral do homem pelo conhecimento, foi creditado o imenso progresso das nações capitalistas nos séculos XIX e XX, progresso fundado nas grandes fábricas, ferrovias, navegação e, claro, na exploração, com elas vieram o automóvel, o telefone, a TV, etc...

Completando o cenário moderno as metrópoles industriais, as classes médias consumidoras de moda e de lazer, surgiu a família nuclear , pessoas isoladas em apartamentos, e a cultura de massa (revistas, filmes, novelas,...), dando vitória a razão técnico-científica , inspirada no Iluminismo, a máquina fez a humanidade recuar seus hábitos religiosos, morais e foi ditado novos valores, mais livres, urbanos, mas sempre atrelados no progresso social.

Com a sociedade industrial e a multinacional, chegaram os serviços da tecnologia em geral, como informações e comunicações em tempo real, o que proporciona uma economia pela informação, isso constitui o cenário pós-moderno.

A sociedade industrial produz bens materiais, enquanto a pós-industrial consome serviços, isto é, mensagens entre pessoas. Comercio, finanças, lazer ensino, pesquisas cientificas não exigem fábricas com linha de montagem mas pedem um aceleramento no sistema de informação.

Codificar e manipular o conhecimento, a informação é vital para as sociedades pós-industriais, ou também chamadas de sociedades programadas, onde a programação da produção do consumo e da vida social significa projetar o comportamento.

O objetivo é aumentar a performance, e o desempenho.

As sociedades pós-industriais são programadas e perfomatizadas pela tecnociência para produzir mais e mais rápido tudo o que produzem, para facilitar a vida das pessoas, e com essa rapidez poupa-se tempo e dinheiro.

O ambiente pós-moderno é povoado pela cibernética, a robótica industrial, a biologia molecular, a medicina nuclear, a tecnologia dos alimentos, as terapias psicológicas, a climatização, as técnicas de embelezamento, o trânsito computadorizado, e os eletroeletrônicos.

Os indivíduos na condição pós-moderno são um sujeito “blip”, alguém submetido a um bombardeio maciço e aleatório de informações parcelares, que nunca formam um todo, e com importantes efeitos culturais, sociais e políticos. Pois a vida no ambiente pós-moderno é um show constante.

O sistema pós-industrial tem-se mostrado resistente aos mecanismos de luta modernos, como sindicatos e partidos.

O consumo e atuação no cotidiano são os únicos horizontes oferecidos pelo sistema. Onde surge o neo-individualismo pós-moderno, no qual o sujeito vive sem preconceitos, sem idéias, a não ser cultuar sua auto=imagem e buscar a satisfação aqui e agora.

No Brasil, o aparato do pós-moderno é ainda pobre, o pós-modernismo está nas ruas, nos mass media; óculos coloridos, cabelos new-wave, cintos metaleiros, rock punk, e entre outros, os travestis.

 

 

3- DO SACROSSANTO NÃO AO ZERO PATAFÍSICO. 

Entre as sociedades pós-modernistas, existiam diferenças em relação à arte.

Foi mudada, destruída, a estética tradicional, e impunha-se a representação realista da realidade, que supunha que a literatura ou a pintura espelhava ponto por ponto o real.

A arte devia ser uma ilusão perfeita do real.

O modernismo é a crise da representação realista do mundo e da arte.

Novas linguagens deveriam surgir, para não apenas representar mais interpretar livremente a realidade, segundo sua visão, diferenciando a arte da realidade.

Esta linguagem deveria ser nova e não imitativa, onde daí nasce o formalismo e o hermetismo da arte moderna, que são um jogo de formas inventadas.

Elas não se referem, deformando ou banindo o real, ela cria formas novas e auto referenciadas, elas formam seus próprios assuntos, como: Linhas, cores, volumes e composição.

Os modernistas não estavam sós à frente “do novo”, estavam também contra ao publico burguês, eram boêmios, bizarros e críticos, queriam e gostavam de “aparecer”, expunham suas emoções e suas visões subjetivas e declaravam-se anjos condutores da humanidade.

Foi na época das guerras que os expressionistas explodem seus sentimentos, em borrões, os surrealistas dão vida ao sonho com humor ou terror, na poesia quebram a sintaxe, usam imagens irracionais, soltam as palavras em liberdade. E os enredos realistas, na música, injetam harmonias dissonantes onde na primeira audição são desagradáveis.

A arte modernista se resume como uma arte irracional, emotiva, humanista.

Na arquitetura a escola Bauhaus, fará triunfar a racionalidade funcional contra o ornamento clássico, projetando com ferro, concreto, vidro, e ângulos retos, as megalópoles atuais.

Com o passar do tempo a impulsividade modernista havia perdido o seu impolamento inicial, a sociedade industrial incorpora no design, na moda, nas artes gráficas não só a estética como o culto do novo pregado pelas vanguardas, era usada em objetos, literatura, decoração; a assimetria e desenhos abstratos.

Foi com o descaso da sociedade de massa que surgiu a arte Pop, que foi contra o subjetivismo e o hermetismo, surgindo assim a primeira bomba pós-moderna.

Convertida em antiarte, ela abandona museus, galerias, e teatros e é lançada nas ruas com outra linguagem, assimilável pela massa, onde é passada a dar valor a arte “banal” cotidiana, como os gibis, rótulos, sabonetes, fotos, anúncios,...

Na pintura e na escultura Pop, houve a fusão da arte com a vida, onde não queriam representar o realismo, e nem interpretar, mas mostrar os verdadeiros objetivos.

A antiarte é a desestetização e a desdefinição da arte, ela abandona a beleza, a forma, o valor ao supremo e eterno e ataca a própria definição, utilizando matérias do cotidiano e abandonando os convencionais.

O artista Pop dilui a arte na vida porque a vida já esta saturada de modelos estéticos massificados.

A antiarte é uma ponte entre a arte culta e a arte de massa, pela singularização do banal, ou pela banalização do singular.

Ela também revive o dadaísmo, pois o importante era o gesto, o processo inventivo e não a obra.

A antiarte é participativa, o público reagindo pelo envolvimento sensorial, corporal, pois ela se apóia nos objetos, na matéria, no momento, no riso e não somente no homem, ela ´e pouco critica, não aponta valores.

Na literatura, o pós-modernismo prolonga a liberdade de experimentação e invenção modernista, mas com algumas diferenças do modernismo, pois eles queriam a destruição da forma romance e querem a o pastiche, a parodia, o uso de formas gastas e de massa, surgi o nouveau roman que destrói a forma romance banindo o enredo, o assunto e o personagem

A literatura pós-moderna é intertextual, para lê-la, é preciso conhecer outros textos.

 

 

4-ANARTISTAS EM NULIVERSO. 

A “desordem”, da antiarte que não apresenta propostas definidas e nem coerentes, onde os estilos se chocam, pelas suas diferenças, as tendências mesmo assim se sucedem com rapidez. Não há grupos ou movimentos unificados, onde surge a transvanguarda (alem da vanguarda).

Nas artes o pós-modernismo apareceu primeiro na arquitetura, na Bauhaus seu dogma era “a forma segue a função”, onde a reação pós-modernista era contra o estilo universal modernista (Bauhaus), os pós modernistas se voltam para o passado resgatando os conceitos passados mais utilizando materiais diferenciados para criarem uma arquitetura que falasse a linguagem cultural das pessoas.

Eles barateavam os projetos e suas execuções, resgatavam valores simbólicos, organizavam o espaço e eram prestigiados com o retorno dos estilos passados.

Colocavam, humor, emoção, buscavam vida com as cores e mantiam o equilíbrio combinatório de linhas e formas curvas com linhas e formas oblíquas, dava-se alegria e fantasia.

Nos móveis aparecem com desenhos fantasiosos e revestimentos em cores berrantes, o ecletismo rompe a fronteira entre o bom e o mau gosto.

A arte Pop foi a primeira expressão pós-moderna nas artes plásticas, objetos e imagens tiradas do consumo popular entravam em cena.

No Brasil a Pop arte estará ligada na transformação da paisagem urbana e social do país após o golpe militar.

O hiper-realismo ou foto-realismo é uma forma de arte Pop e pós-moderna, pois copiam minuciosamente em tinta acrílica, fotografias de automóveis, paisagens, fachadas,...Que depois são apresentados em tamanho natural ou monumental.

A foto-realista no Brasil teve um abandono, na escultura, as peças hiper vêm cobertas com matérias reais como, roupas, óculos, celofane, etc, e não representados com tintas acrílicas.

A antiarte pós-moderna inventou a minimal art, onde a teoria dizia: vamos tirar os traços estéticos do objeto artístico e reduzi-lo a estruturas primarias, apenas aquele mínimo que, de longe, lembra arte.

A Pop e a minimal desdefinem, desestetizam a arte, mas mantém seu objeto; a arte conceitual dá um passo a mais em direção ao vazio pós-moderno, desmaterializa a arte ao dar sumiço em seu objeto. Grandes ou pequenas, boas ou más, pinturas e esculturas são supérfluas. Só interessa a idéia, a criação mental do artista registrada num esboço, esquema ou frase.

“Se a arte é linguagem, ela pode ser reduzida a frases simples e diretas que valham por um objeto”.

“Um trabalho artístico deve ser compreendido como um fio condutor da mente do artista para a mente do espectador”.

A antiarte pós-moderna se desestetiza porque a vida se acha estetizada pelo design, a decoração. Os ambientes atuais já são arte e assim pintura e escultura podem se fundir com a arquitetura, a paisagem urbana, tornando-se fragmentos do real dentro do real.

O acontecimento é a intervenção preparada ou de surpresa do artista no cotidiano, não através da a obra, mas fazendo da intervenção uma obra. É o Maximo de fusão arte/vida como querem os pós-modernos, pois utiliza a rua, a galeria, pessoas e objetos que estão na própria realidade para desencadear um acontecimento criativo. É uma a provação com o publico, mas amplia sua percepção do mundo onde vive.

Houve outras manifestações artísticas, o op-art, arte cinética, arte pobre, arte da terra, mas os movimentos vieram com o essencial do pós-modernismo; comunicação direta, fusão com estética de massa, matérias não artísticos, objetividade, antiintelectualismo, anti-humanismo, superficialidade, efemeridade.

Mas com o cansaço de tanta experimentação o pós-modernismo enfrentou cara a cara sua verdade, onde a invenção parecia estar esgotada.

A solução foi voltar ao passado pela paródia, o pastiche, e o neo-expressionismo, ou então se atolar no presente.

Na literatura, o noveau roman vem tentando matar o romance. Para isso ele se recusa o realismo, recusa o enredo com começo, meio e fim, o herói metido em aventuras, o retrato psicológico e social a mensagem política ou moral. Contra o modernismo, ele quer valorizar os objetos, que são analisados pelo olhar como câmara cinematográfica, embaralha a ordem espacial e temporal dos acontecimentos, pretendem dizer que a realidade atual é impenetrável e desordenada.

Na literatura como nas demais artes, o pós-modernismo é um monte de estilos convivendo sem brigas no mesmo saco.

No Brasil a literatura apresenta apenas traços superficiais.

Na música, dança, teatro e no cinema, há quebras do formalismo surgem letras de músicas descontraídas, bailarinas gorduchas, altos efeitos especiais que nostalgia onde sempre reina o ecletismo e o minimalismo.

O pós-modernismo produz uma desordem fértil, sem preconceitos, sem hierarquias onde não há regras absolutas e que rompe as barreiras entre os gêneros.

 

5- ADEUS ÀS ILUSÕES. 

O pós-modernismo desembarcou na filosofia de uma mensagem demolidora, mas os filósofos ocidentais disseram as coisas num determinado modo: “Desconstruir o discurso não é destruí-lo, nem mostrar como foi construído, mas por a nu o não dito por trás do que foi falado. Com os pensadores pós-modernos, a filosofia e a própria cultura ocidental caíram sob um fogo cerrado”.

Alguns filósofos pós-modernos não querem restaurar os valores antigos, mas desejam revelar sua falsidade e sua responsabilidade nos problemas atuais, para isso eles lutam em duas frentes:

1-     Desconstrução dos princípios e concepções do pensamento ocidental, promovendo a critica da tecnociência e seu casamento com o poder, o sistema.

2-     Desenvolvimento e valorização de temas antes considerados menores ou marginais em filosofia, elementos que abrem novas perspectivas para a liberação individual e aceleram a decadência dos valores ocidentais.

 

Nietzsche entrou em moda, ele entrou fundo no niilismo, onde ele agride a razão, o estado, a ciência, a organização social moderna por domesticarem o homem; suas criticas desconstrutivas vão ser desmascaradas, o fim, unidade, e a verdade, pa ra ele a própria criação de valores supremos significou o niilismo, ela acha que o niilismo será a fonte para uma transvaloração de todos os valores.

Para superar o niilismo, a transvaloração de todos os valores perseguida por Nietzsche ergueria uma cultura voltada para o prazer na alegria, o corpo integrado a imaginação poética, a arte, em suma.

Eclético por natureza o pensamento pós-moderno cruzou varias posições o filosofo Gilles Deleuze e o psicanalista Félix Guattari bagunçaram as idéias contemporâneas com um petardo chamado O antiédipo. A sociedade e individuo eram uma coisa só, máquinas desejantes, onde a idéia de que a máquina desejante era a filha do cruzamento da sociedade capitalista com o inconsciente individual.

Outros filósofos achavam o niilismo um barato, pois libera o individuo das velharias e alimenta seu desejo de personalização e responsabilidade por si mesmo, num mundo sem Deus nem o Diabo.

 

6- A MASSA FRIA COM NARCISO NO TRONO 

Nos anos 80 o pós-modernismo chegou aos jornais e revistas, caiu, na boca da massa.

Esta massa, consumista, narcisista, hedonista, com estilos de vida cheio de modismo, idéias, gostos e atitudes, sempre voltado para a extravagância e o humor.

O pós-modernismo se preocupava muito com o presente, onde muitas vezes ocorreram problemas porque, como ele seduzia a massa, o indivíduo era “obrigado” a consumir, movido pelo domínio da sedução que o envolvia.

Eram grandes as quantidades de informações que o pós-modernismo trazia, sendo que na maioria das vezes inúteis, pois os indivíduos foram se tornando passivos, dependentes da tecnologia e da mídia, os tornando inseguros e limitados em seus desejos, porque a mídia, a propaganda, a moda determinava seus limites.

Os valores eram muitos, as variedades eram diversas, para todos os gostos e vontades, e a idéia do pós-modernismo era realmente criar um mundo sem limites, e voltado para o prazer do consumo.

Para ele só o presente é importante, pois os valores são o que está acontecendo e não o que foi, ou melhor, o que já se passou.

Não há diferenciação entre religião, política, ideologias, família, etc, o pós-modernista crê na realização pessoal, o neo-individualismo.

O individuo se torna narcisista e é atingido pela dessusbstancialização, falta de identidade, onde tudo é descartado, o que prevalece é o modismo e as vontades de cada um.

 

 

7- DEMONIO TERMINAL E ANJO ANUNCIADOR. 

Foram tantas as mudanças nas ciências, tecnologia, nas artes, no pensamento, no social, que o pós-modernismo se instalou de uma grande forma que foi formado uma teia no cotidiano da massa.

Ele teve um “des”, um principio esvaziador, como por exemplo:

Des – refencialização do real.

Des – materialização da economia.

Des – estetização da arte.

Des – construção da filosofia.

Des – politização da sociedade.

Des – substancialização do sujeito.

E outros,...

E com qual resultado?

Dará o zero da representação, não se pode representar o fim da representação!

O pós-modernista vive a irrealidade, niilismo, onde o mundo para ele se resume em: consumo, informação, moda, individualismo, sem uma identidade definida, e nem definitiva.

 

 

CONCLUSÃO: 

O pós-modernismo é tudo o que se refere ao novo foi quando ocorreu a total mudança, ou melhor, uma mudança geral, em quase todos os aspectos, desde, nas artes até nas ciências.

Ele é individualista, liberto de crenças, medos, preconceitos, pelo contrario, foi uma fase de se colocar idéias e pensamentos livres de objeções.

Com isso o pós-modernismo invadiu o mundo dos indivíduos, através da mídia, da tecnologia, da eletrônica, enfim das informações em massa, levando e seduzindo o individuo ao um consumo frenético.

Ele encarna vários estilos de vida e de filosofia, mas com a total ausência de valores, mas por outro lado o pós-modernismo tem a participação do publico, é de fácil compreensão e vivencia o real, o presente, o aqui e o agora.

O pós-modernismo é indefinível, mais é sensível, liberto, e ao mesmo tempo integrado, e aceito pela massa, devido a sua “simplicidade” e facilidade de expor o seu significado.

 

 

<-Anterior

Página 1
Próxima->

Português - Literatura - Redação

 

Cola da Web.: É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares.