... Página inicial- FAQ / Ajuda- Add Favoritos


  Bibliotecas
  Biografias autores
  Dicas de estudo
  Dicionários
  Exercícios Prontos
  Mapas
  Personalidades
  Saiba fazer
  Sites de buscas
  Tradutores
  Universidades
  Vestibular
  Administração
  Artes
  Astronomia
  Biologia
  Contabilidade
  Corpo humano
  Direito
  Diversos
  Economia
  Educação física
  Engenharia
  Filosofia
  Física
  Geografia
  História
  Informática
  Inglês
  Matemática
  Medicina
  Português
  Psicologia
  Química
  Religião
  Sociologia
  Completos
  Resumos


BUSCA

 


Publicidade


Recomende


Sobre o site

Contato
-----------------------
Créditos
----------------------- Na mídia
----------------------- Objetivos
----------------------- Parceiros
----------------------- P. de privacidade
-----------------------
Publicidade


  Matérias :: Português :: Literatura

  Autoria: Sonia Yamamoto

 

Pré-Modernismo

Introdução

   A realização deste trabalho tem como objetivo mostrar os fatos, ocorrências, conseqüências de um dos períodos da nossa Literatura, o Pré-Modernismo.

   Tentaremos mostrar claramente, com a melhor das intenções, os fatos e características de tal assunto, e também através da realização deste trabalho, procuraremos tirar o maior proveito para o nosso aprendizado, buscando colher mais informações úteis que sejam satisfatórias para que por meio da pesquisa, nós possamos engrandecer o nosso conhecimento.

 

Pré-Modernismo

   O pré-modernismo deve ser situado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana da Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo.

   O pré-modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento e por isso deve ser encarado como fase.

   Não possui um grande número de representantes mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase.

   O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.

   Essa foi uma fase de uma grande transição que nos deixou grandes jóias como Canaã de Graça Aranha; Os Sertões de Euclides da Cunha; e Urupês de Monteiro Lobato.

   O que se convencionou em chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária, ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária que caracterizaria os primeiros vinte anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, outros preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras.

   Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação de realidade brasileira, bem como pelo valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros - Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha - e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana da Arte Moderna.


Momento Histórico

   Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana: com a posse do paulista Prudente de Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano). É a áurea da economia cafeeira no Sudeste; é o movimento de entrada de grandes levas de imigrantes, notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia com o ciclo da borracha; é o surto de urbanização de São Paulo.

   Mas toda esta prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandono do Nordeste partem os primeiros gritos da revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é o palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; em todo o sertão vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.

   O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma rápida mais intensa revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar contra a vacinação obrigatória idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, tratava-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República. Em 1910, há outra importante rebelião, desta vez dos marinheiros liderados por João Cândido, o "almirante negro", contra o castigo corporal, conhecida como a "Revolta de Chibata". Ao mesmo tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras sob a orientação anarquista, iniciam os movimentos grevistas por melhores condições de trabalho.

   Essas agitações são sintomas de crise na "República do café-com-leite", que se tornaria mais evidente na década de 1920, servindo de cenário ideal para os questionamentos da Semana da Arte Moderna.


Características

   Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicas - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas:

  Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras "não poéticas" como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor;

  • a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo;

  • o regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e Nordeste com Euclides da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito do Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto;

  • os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos;

  • uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.

 

Autores

Lima Barreto

   Lima Barreto participa da época do Simbolismo (Fim do Século XIX ao começo do Século XX), sendo uns dos Autores do Pré-Modernismo, seja em Portugal ou no Brasil (prosa).

   Escritor brasileiro, nascido em 1881 e falecido em 1922 no Rio de Janeiro. De origem humilde, mestiço, não conseguiu, pela pobreza e condições modestas, completar o curso de engenharia iniciado, passando a funcionário da Secretaria da Guerra. Construiu, a partir de então, uma obra de romancista que figura entre as mais significativas das letras brasileiras. Seu livro de estréia. Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), romance à clef, teve grande êxito, o que deveu à circunstância de retratar a vida de um grande jornal da época, satirizando certos personagens, de identidade evidente, e que ocupavam os primeiros postos da imprensa ou das letras. Esse livro foi uma amostra do que constituiria a característica da obra do romancista, utilizada como válvula de escape a um temperamento de inconformado.

A crítica social foi, assim, o núcleo dessa obra, de acordo com os cânones da estética naturalista, praticando, como mostrou Eugênio Gomes, a literatura em função do jornalismo e do panfleto, extravasando as suas amarguras, revoltas e decepções. Daí decorre um prejuízo para a obra romanesca, não completamente realizada, quaisquer que sejam as qualidades inegáveis que se têm de reconhecer nela. Além do primeiro, escreveu os romances Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), Numa e a Ninfa (1915) , Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919), Clara dos Anjos (1948),além dos contos reunidos no volume Histórias e Sonhos (1920), e da colaboração para a imprensa em artigos excelentes, enfeixados no livro Bagatelas (1923).

   O mesmo talento e o mesmo ingrediente humano e pessoal entraram na confecção dessas obras: uma herança neurótica, os ressentimentos, os desregramentos, a diplomacia, o recalque contra a sociedade que o desdenhou, o instinto revolucionário e de reforma social. A mistura de invectiva, ironia, sátira, pessimismo, vai reencontrar-se em: 

Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá

   Livro feito de conversas entre o personagem e um interlocutor, através de perambulações pelas ruas, satirizando os ridículos dos doutores burocratas.

Triste Fim de Policarpo Quaresma

   É a história de um burocrata humilde, através da qual ele traça o quadro da "alta sociedade suburbana", que põe em contraste com a dos bairros aristocráticos.

Numa e a Ninfa

   É uma sátira à vida política da época, com tipos e costumes retratados segundo a luneta deformadora do romancista.

Clara dos Anjos

   Iniciado desde 1904 e submetido a várias transformações, é uma tentativa de fixar a vida suburbana carioca.

   Em todos os seus romances, e em muitos dos seus contos (alguns dos quais, como "O Homem que sabia Javanês", colocam-se entre as obras-primas do conto brasileiro), Lima Barreto especializou-se na pintura dos humildes, a gente do povo, a classe dos burocratas espezinhados, mestiços, suburbanos, com uma ternura e um senso de fraternidade que o colocam entre os maiores ficcionistas de veia popular e social do Brasil. A valorização crítica de sua obra romanesca deveu-se sobretudo aos escritores inspirados na estética modernista, em reação contra os cânones da chamada arte pela arte. Mesmo sem aceitar essa formulação polêmica, há que reconhecer o valor de sua contribuição.


Conclusão

   No decorrer da realização deste trabalho, as intenções de alcançar sua perfeição foram as melhores possíveis.

   Através dele pudemos entender e compreender diversas fases e acontecimentos de nossa literatura.

   Ao concluir a realização deste trabalho, foi imensa, a minha satisfação pelo conhecimento adquirido, tendo certeza, que tais acontecimentos, é de suma importância para a continuidade de nossa história.

 

 

<-Anterior

Página 1
Próxima->

Português - Literatura - Redação

 

Cola da Web.: É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares.