Autores
do Simbolismo no Brasil
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ESQUEMA DO
SIMBOLISMO NO BRASIL
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CRUZ
E SOUZA |
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*Missal
(1893) -sofrimento da condição humana |
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*Broquéis
(1893) -morte |
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*Faróis
(1900) -espiritualização |
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*Últimos
Sonetos (1905) -religiosidade do conformismo |
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-sublimação |
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-obsessão
peça cor branca |
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ALPHONSUS
DE GUIMARAENS |
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*Dona
mística (1899) -morte da noiva |
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*Câmara
ardente (1899) -morte |
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*Kyriale
(1902) -paisagens fantasmagórica das cidades mineiras |
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-misticismo
religioso |
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EDUARDO
GUIMARAENS |
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*A
divina Quimera (1916) -poesia crepuscular, decadentista |
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-penumbrismo,
vaguidade |
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-influência
de Dante |
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PEDRO
KILKERRY |
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-Poesia
fragmentária |
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-Inovações
de linguagem |
CRUZ
E SOUSA (1861-1898)
Cruz
e Sousa é sem duvida a figura mais importante do nosso Simbolismo. Sua obra
apresenta uma evolução importante, uma vez que abandona o subjetivismo e a angústia
iniciais para posições mais universalizantes. De fato, sua produção inicial
fala de dor e do sofrimento do homem negro (evidentes colocações pessoais),
mas evolui para o sofrimento e a angústia do ser humano. Está sempre presente
a sublimação, a anulação da matéria para a liberação da espiritualidade.
Ao lado disso percebe-se o uso de maiúsculas valorizando as idéias e uma
angustia sexual profunda. A musicalidade, as freqüentes aliterações, são
outra marca da poesia daquele que já foi chamado de "Cisne Negro" ou
mesmo de "Dante Negro".
Pessimismo,
melancolia, desejo de integrar-se aos cosmos, musicalidade, poemas metalingüísticos,
erotismo, episódios autobiográficos
ALPHONSUS
DE GUIMARAENS (1870-1921)
Misticismo,
Amor (por Constança e pela Virgem Maria) e Morte – eis o triangulo que
caracteriza toda a obra de Alphonsus de Guimaraens, sendo comum a critica literária
considera-lo o mais místico poeta de nossa literatura; o amor e sua profunda
religiosidade só poderiam gerar um misticismo que beira o exagero.
A
linguagem de sugestão e o uso de aliterações, cujo melhor exemplo é o refrão
do poema "A Catedral", que nos mostra inclusive , a autocompaixão no
badalar do Dino. Alphonsus de Guimaraens buscou na religiosidade a sua
alternativa pessoal. Trata-se, contudo, de uma religiosidade emotiva, feita de
preces e iluminações simples. Nada de abstração filosófica. Seu catolicismo
esta mais próximo das fontes tradicionais da liturgia.
EDUARDO
GUIMARAENS (1892-1928)
O
movimento simbolista do RS caracterizou-se pelo seu requinte.
A
Divina Quimera revela fortes influências de Dante e de D’Annunzio. No
primeiro, buscou a noção de amor eterno e espiritualizado, que constitui a essência
temática de Eduardo. Do segundo, assumiu a atmosfera decadentista, a feição
aristocrática e elitizante.
Penumbrismo,
vaguidade e tom crepuscular seriam os aspectos dominantes de sua obra.
Em
Divina Quimera é rica a exploração das possibilidades de verso, tanto o
alexandrino quanto o decassílabo e até bissílabos.
PEDRO
KYLKERRY (1885-1917)
Redescoberto
pela vanguarda concretista, Pedro é mais um desses casos estranhos que povoam a
historia literária. Criador isolado de uma poética fragmentaria, feita de
aliterações, onomatopéias e neologismos, levou a extremos as possibilidades
de expressão abertas pelos simbolistas, aproximando-se de algumas experiências
radicais dos poetas modernistas.