REDAÇÃO
Descrição, Narração e Dissertação.
Resumo
Trabalho elaborado para melhor
compreensão e definição das características das Redações:
Descritivas, Narrativas e Dissertativas.
Apresentamos os tipos de
redações abordando os aspectos definidos de cada uma, com
exemplos bem explicativos, inclusive com quadro de esquema
comparativo do conteúdo específico, faculdade humana,
trabalho de composição e formas de: descrição, narração e
dissertação.
DESCRIÇÃO
Vivemos em
dois mundos: o dos acontecimentos que nos chega através dos
sentidos (mundo real) e o das informações que nos chegam
indiretamente através dos meios de comunicação (mundo
verbal). A relação entre esses mundos é a mesma relação que
existe entre o território e o mapa que o representa. O mesmo
acontece com a linguagem. Por meio de relatos imaginários,
podemos inventar realidades que nada têm a ver com o mundo
concreto, isto é, a linguagem representa a realidade, mas
não é a própria realidade.
Vamos
comparar agora dois exemplos de representação da realidade:
2- ... era um animal felino, de pelo preto,
expressivos olhos verdes, grandes bigodes, um bichinho de
estimação.
No primeiro
caso, o ser representado foi reconhecido de maneira
imediata. No segundo, foi-se identificando o ser aos poucos,
não foi uma identificação imediata.
Descrever é
representar, por meio de palavras, as características de
seres e objetos percebidos através dos sentidos. O objetivo
da descrição é transmitir ao leitor uma imagem daquilo que
observamos. É como compor um retrato por meio de palavras,
fazendo com que o leitor perceba as características
marcantes do ser que estamos descrevendo e de modo a não
confundi-lo com nenhum outro.
Ao
observarmos um objeto e a descrição do mesmo, percebemos que
a imagem transmitida pelo desenho é imediata e global,
enquanto que na descrição, somente após a leitura total do
texto é que se tem a idéia global do objeto.
Se tivermos
em nossa frente duas cadeiras diferentes, poderemos
identificá-las através de um só substantivo: cadeira. Essa
palavra apenas identifica o objeto, mas não o descreve, pois
a descrição consiste na enumeração
de caracteres próprios dos seres animados ou inanimados,
coisas, cenários, ambientes, costumes sociais, ruídos,
odores, sabores ou impressões táteis.
A descrição não se confunde com a definição.
A definição é uma forma verbal através da qual se exprime a
essência de uma coisa. As coisas, individualmente não
admitem definição. Quando definimos, estando tratando de
classes, espécies. Quando descrevemos, detalhamos indivíduos
de uma mesma espécie. Portanto, a definição é generalizante
e a descrição, particularizante.
|
DEFINIÇÃO |
DESCRIÇÃO |
|
Cadeira
- peça de mobiliário que consiste num assento com
costas, e, às vezes, com braços, dobrável ou não,
para uma pessoa. |
Cadeira
- De imbuia, com assento estofado,
quatro pernas, duas travessas nas costas e
envernizada. |
|
Navio
- embarcação de grande porte. |
Navio
- tinha o casco preto, era baixo, um
ar de navio fantasma, muito vagaroso. |
|
Mulher
- pessoas do sexo feminino, após a
puberdade. |
Mulher
- Não era bonita, loira, nariz arrebitado, não muito
alta, gorda. |
Todos os seres existentes no universo físico,
psicológico ou imaginário podem ser descritos.
mundo físico
- Kika era uma simpática dash-hound, de olhos castanhos e
pelo brilhante.
mundo psicológico
- A bondade era morna e leve, cheirava a carne crua guardada
há muito tempo. (Clarice Lispector)
mundo imaginário
- Eu sou a Moça Fantasma
que espera na rua do Chumbo o carro da madrugada.
Eu
sou branca e longa e fria, a minha carne é um suspiro na
madrugada da serra.(C D de Andrade)
Desse modo também é possível descrever
pessoas e personagens, física e psicologicamente:
Física - fornece características exteriores, ligadas
aos traços físicos do personagem: altura, cor dos olhos,
cabelo, forma do rosto, do nariz, da boca, porte, trajes.
Exemplo: Sua pele era muito branca, os olhos azuis,
bochechas rosadas. Estatura mediana, magra. Parecia um anjo.
(pessoa)
Nina era uma cachorra beagle, com as três cores básicas da
raça: preto, amarelo e branco. Orelhas compridas, pelo
curto, rabo com a ponta branca, patas brancas e grandes
olhos castanhos. (animal)
Aquele era o carro dos seus sonhos: conversível, prateado,
rodas de magnésio, vidros ray-ban, rádio, direção esportiva,
bancos de couro. (ser inanimado)
Psicológica - Apresenta o modo de ser do personagem,
seus hábitos, atitudes e personalidade, características
interiores. Exemplo: Era sonhadora. Desejava sempre o
impossível e recusava-se a ver a realidade. (pessoa)
Nina
era meio invocada. Não gostava nada de estranhos, latia
feita louca para os pardais e não gostava nada que lhe
ficassem apertando. Era meio fleugmática, não negando sua
raça inglesa. (animal)
O
carro era como seu dono: arrojado, destemido, bonito, não
tinha medo das curvas, muito menos das retas. (ser
inanimado)
Conforme o grau de profundidade, os personagens podem ser
agrupados em duas classes:
1
- personagens esféricas
- são aqueles cujo comportamento e atitudes vão evoluindo no
decorrer da narrativa. São mais comuns em romances.
2
- personagens planas
- apresentam comportamento linear, isto é, sem alterações do
início ao fim da narrativa. Possuem uma única qualidade ou
um único defeito. São encontradas em contos e novelas. O
tipo origina-se a partir da personagem plana; possui uma ou
mais características marcantes que levam o leitor a
identificá-la imediatamente. Um exagero em suas
características torna o tipo uma caricatura.
O autor de
uma descrição é um indivíduo que observa qualquer segmento
da realidade e tenta reproduzi-lo através de suas palavras.
O ponto de vista pode ser filtrado de acordo com o autor e o
enfoque pode ser objetivo (denotativo) ou subjetivo
(conotativo).
enfoque objetivo - Na descrição objetiva, o autor
reproduz a realidade como a vê. Detém-se na forma, no
volume, na dimensão, no tamanho, na cor, no cheiro.
Exemplo: Ele tem uma estrutura de madeira, recoberta de
espuma. Sobre a espuma há um tecido grosso. Têm assento para
quatro pessoas, encosto e dois braços. É o sofá da minha
sala.
enfoque subjetivo - A realidade descrita não é apenas
observada pelo autor, é também sentida. O objeto descrito
apresenta-se transfigurado de acordo com a sensibilidade de
quem o descreve. O autor procura transmitir a impressão, a
emoção que a realidade lhe causa. São suas características:
a- visão parcial, subjetiva e
qualitativa da realidade;
b- perspectiva artística, literária;
c- linguagem figurada (conotativa);
d- substantivos abstratos e adjetivos
antepostos.
Exemplo: O sujeitão, que parecia um carro de boi cruzando
com trem de ferro, já entrou soltando fogo pela folga do
dente de ouro.(José Cândido de Carvalho)
Stela
era espigada, dum moreno fechado, muito fina de corpo. Tinha
as pernas e os braços muito longos e uma voz ligeiramente
rouca. (Marques Rebelo)
Existe um tipo especial de descrição
objetiva: a descrição técnica, que recria um objeto
utilizando uma linguagem científica, precisa. Esse tipo de
texto é utilizado para descrever aparelhos, peças que
compõem aparelhos, funcionamento de experiências,
mecanismos. Destaca não só os elementos essenciais do objeto
de modo a não confundi-lo com outro, como também suas
funções mais importantes. Devem ser usadas palavras que não
apresentem dúvidas de interpretação e frases que transmitam
de modo inequívoco, as informações desejadas. Exemplo:
Descrição técnica de óculos: instrumento com
lentes que ampliam os objetos distantes ou perto do
observador e que lhes permitem uma visão nítida dos mesmos.
(Douglas Tufano)
Há também a
descrição técnica de processo, a exposição narrativa, cujo
objetivo é mostrar os passos de um procedimento ou o
funcionamento de um aparelho e apresenta as seguintes
características principais:
1- exposição em ordem cronológica
2- objetividade
3- detalhamento das ações
4- indicação clara das diferentes
fases do processo
5- ausência de suspense ou
expectativa
6- predominância de orações
coordenadas
7-
impessoalidade na exposição
Esse tipo de descrição, que envolve também
pontos de narração, exige do seu autor um conhecimento
aprofundado do assunto e observação apurada. Às vezes é
acompanhada de desenhos, mapas, fotos, diagramas, para
evitar faltas ou excessos. Descrição de experiências e
receitas encaixam-se nesse tipo de produção de texto.
1-
Exemplo: Torta Corrupta
Ingredientes
3 xícaras de chá de caixa dois
1 copo americanos de desvio de verbas
3 colheres de sopa de por fora
1 colher de sobremesa de suborno
1 bom punhado de tráfico de influência
Modo de fazer
Misturar muito bem todos os ingredientes,
sovando bem, de modo a obter uma massa lisa e homogênea.
Abrir a massa com o rolo da irregularidade dividi-la em duas
partes. Coloque uma delas num pirex bem untado com ganância.
Rechear com uma boa camada de safadeza, regada com muito
cinismo. Cobrir com a outra metade da massa e decorar com os
dizeres da Lei de Gérson. Servir com pizzas de todos os
tamanhos.
2-
Exemplo - Como ir para a praia El Agua em Islã Margarita
: tome o carro e vá diretamente à Avenida Bolivar. Ao
adentrar nela, siga as placas com a indicação de “Isla
Bonita”. Você vai passar pelo Hotel Hilton, que deverá ser o
seu ponto de referência para a volta. Ande alguns
quilômetros e vai chegar até a cidadezinha de Pampatar.
Passe por ela ainda seguindo as indicações de “Isla Bonita”.
Ande mais alguns quilômetros e vai chegar à capital da Ilha,
na cidadezinha de Assuncion. Atravesse-a e continue pela
estrada por mais alguns quilômetros. Logo você vai encontrar
uma placa informando: Praia El Água. Não entre nesse
primeiro contorno. Ande mais uns dois quilômetros e vai
encontrar um outro contorno, com a mesma indicação. Entre
aí. Esse é o melhor trecho da praia.
Cada autor, ao descrever, tem um objetivo
próprio: representar de maneira científica, com maior
exatidão possível ou provocar a emoção no leitor. Por
exemplo: uma pessoa quer vender a sua casa. Diz que a casa
fica num lugar sossegado, rodeada por altas árvores, muita
grama, o preço é baixíssimo. Na cabeça do vendedor (emissor)
está a sua casa real, que não é a mesma que está na cabeça
do comprador (receptor). O emissor até modifica o ser, com a
finalidade de valorizá-lo.
Há também que se levar em conta na descrição,
o tipo de receptor a quem se dirige: criança, adulto e por
isso, a linguagem dos textos difere bastante. Veja estes
dois exemplos:
1-
Cacareco tem uma cara de velho muito feia. Até parece um
monstro pré-histórico, tem dois chifres, feitos de pêlos
colados bem juntinhos, com os quais defende seu território.
Suas orelhonas percebem todos os sons, seu narigão sente
todos os cheiros. Mas os olhos, pequenininhos, enxergam
muito mal. (Frans Hopp).
2
-Grande mamífero selvagem, da ordem dos ungulados, com um
chifre ou dois no focinho. (Aurélio B.Holanda).
Os objetos
impressionam nossos sentidos com maior intensidade,
provocando sensações visuais, auditivas, táteis, olfativas e
gustativas, conforme a situação.
sensações visuais - Domingo festivo. Céu azul,
temperatura alta, calor tropical. Grande movimentação,
agitação. Crachás. TVs, jornais, revistas, fotógrafos,
repórteres, comentaristas, cinegrafistas, cabo-men,
correspondentes estrangeiros. Corre-corre, passa-passa.
sensações auditivas - Barulho infernal. Motores
roncando. A torcida vibrando, pneus cantando, câmbio
engatando, carro voando, o tempo se esgotando. A torcida
delirando, a equipe comemorando. Podium. Hino.
sensações táteis - Ao passar a mão pelo cabelo,
sentiu uma coisa viscosa, mole. Tinha sido premiada!
sensações olfativas - Cheiros variados: perfumes
importados, combustível, cachorro-quente, hambúrguer, batata
frita e pipoca.
sensações gustativas - O ron-ponche tem um sabor
adocicado. Percebe-se um gostinho de laranja, abacaxi e no
fundo, um toque de rum.
Certas
descrições obedecem a um plano pré-determinado:
do geral para o particular - A casa ficava situada
perto de uma praia. Era cercada de muros altos, um grande
jardim, piscina, vários quartos, salas. Tudo para dar
conforto à família.
de cima para baixo - O coqueiro possuía folhas em
forma de leque, cocos ainda verdes em cachos, tronco alto
oco e raízes profundas.
de baixo para cima - Seus pés eram pequenos,
proporcionais ao corpo. Braços delgados, rosto oval, cabelos
grisalhos.
de dentro para fora - O armário possuía várias
prateleiras, nas quais havia copos e xícaras antigos. As
portas eram guarnecidas por vidros trabalhados e o seu corpo
era da mais pura cerejeira.
de fora para dentro - Era uma caminhonete prata,
rodas largas, faróis de milha, traseira rebaixada, bancos
reclináveis, som estéreo, direção esportiva.
Estes planos
não esgotam todas as possibilidades.
Na descrição
de ambientes, o autor volta-se para as características do
lugar, aonde, os acontecimentos vão se desenrolar. Descrever
um lugar é detalhar as características e isso pode ser feito
focalizando-se vários aspectos:
quadro parado: “Caminhões e caminhões enfileirados na
madrugada, as luzes das ruas ainda acesas, um frio que não
era mais de inverno mas de fim de noite, um frio orvalhado
misturava-se no ar.”(Lucília Junqueira de Almeida Prado).
quadro em movimento: “Da mata vinham trinados de pássaros
nas madrugadas de sol. Voavam sobre as árvores as andorinhas
de verão. E os bandos de macacos corriam numa doida corrida
de “galho em galho”.
ambiente externo - “Nos dias de enchente, quando a maré
crescia, nas luas novas, a água verde subia até a figueira
gigante“.
ambiente interno - “Uma sala repleta de móveis sobre o piso
de linóleo, móveis pesados, de feitio antigo: o enorme
console, a mesa negra, a cristaleira, o relógio de pêndulo,
alto como um armário, as poltronas fundas.
NARRAÇÃO
A narrativa é
uma forma de composição na qual há um desenrolar de fatos
reais ou imaginários, que envolvem personagens e que ocorrem
num tempo e num espaço. Narrar é, pois, representar fatos
reais ou fictícios utilizando signos verbais e não verbais.
Há alguns
tipos de narrativa:
1- uma piada: Manuel
recebeu um telefonema do gerente do banco.
- Seu Manuel, estou lhe
telefonando para avisar que a sua duplicata venceu.
-
E quem pegou em segundo lugar?
2-uma notícia de jornal:
“A poda indiscriminada de árvores em algumas localidades de
Jaú, durante o verão, tem contribuído para elevar em até
cinco graus a temperatura nas calçadas”.(Comércio do Jahu -
23-1-97)
3- um texto literário - A galinha
Cocoricó estava há dias chocando seu ovo, quando ouviu um
barulhinho:
- Chegou a
hora! Meu filho vai nascer!
A casca do
ovo foi se partindo e uma frágil criaturinha começou a dar
sinal de vida.
Cocoricó não
cansava de admirar a sua cria, que, toda desengonçada,
tentava equilibrar-se sobre suas cambaleantes perninhas.
Passadas
algumas horas, lá estava o pintinho amarelinho, fofinho,
aconchegado sob as penas de Cocoricó.
- Você vai se
chamar Uto!
4- Uma história em quadrinhos -
utiliza ao mesmo tempo o código verbal e o não verbal e o
contexto extralingüístico é importantíssimo para a
compreensão da linguagem.
5- Uma letra de música:
“Era uma
casa”.
Muito
engraçada
Não tinha
teto
Não tinha
nada
Ninguém podia
Entrar nela
não
Porque na
casa
Não tinha
chão “(Vinicius de Moraes)”.
6-
um poema -
Sonhe alto, sempre e mais.
Faça a cada dia a vida
Na medida do seu sonho.
Sonhe e, ao mínimo gesto,
Seu ser inteiro empreste,
Sua marca em tudo ponha
Que o Homem não é alto
Nem baixo e se faz...
Da estatura do que sonha!
(Elcio Fernandes)
Para que a
narrativa tenha qualidades, o assunto deve ser relatado de
forma original e despertar no leitor interesse pelo
desenrolar da história. A linguagem deve ser clara, simples,
correta e a história deve parecer real, ser verossímil, isto
é, deve dar a impressão de que ela pode ter acontecido.
Exemplo:
“Era noite de inverno, uma daquelas não muito frias, a
ocasião ideal para ouvir uma boa música. Pensando nisso, o
casal se arrumou e foi ao teatro para ouvir o concerto da
Banda”.
O teatro estava quase lotado e percebia-se a presença de
várias crianças andando ruidosamente pelos corredores.
- Ih, pensou a mulher - criança pequena e concerto é uma
combinação que raramente dá certo. Aliás, nunca dá certo.
Mas ficou quieta, não comentou nada com o marido. Poderia
parecer chata, implicante. Afinal, os tempos mudaram e
talvez as crianças também; elas estão tão “adultificadas”
que, quem sabe, podem até apreciar um bom concerto... Será?
O castigo veio a cavalo, pois mal ela e o marido
acomodaram-se nas primeiras poltronas de uma fileira,
sentaram-se justamente atrás deles, um rapaz com a esposa,
seu filhinho de uns quatro anos e um senhor de idade, o avô.
- Ô mãe, quanta polícia lá no palco! Por quê?
- É que a banda é da polícia!
- Ô mãe, o que que aquele “ómi” com aquela baciona vai
fazer?
- Aquilo não é uma baciona. É um instrumento. Ele vai tocar!
Aquilo é o “baxotuba”.
- O quê? ! E aqueles “ómis” segurando aqueles bambus?
- Não é bambu! Também é um instrumento. Fique quietinho que
quando a banda começar a tocar, você vai ver ““.
Um
passo preparatório para a produção de texto narrativo, é,
sem dúvida, a elaboração de falas em balões, dando
seqüência.
Os principais elementos de uma narrativa são:
1-
o enredo ou a trama - formado pelos fatos que se
desenrolam durante a narrativa. Toda história tem uma
introdução, na qual o autor apresenta a idéia principal,
os personagens e o cenário; um desenvolvimento, no
qual o autor detalha a idéia principal e há dois momentos
distintos no desenvolvimento: a complicação (têm inícios os
conflitos entre os personagens) e o clímax (ponto
culminante) e um desfecho, que é a conclusão da
narrativa.
Exemplo:
O rapaz varou a noite inteira conversando com os amigos pela
Internet. O pai, quando acordou às 6 horas, percebeu a porta
do escritório fechada e a luz acesa. O filho ainda estava no
computador e não havia ido dormir. Sem que este percebesse,
trancou a porta por fora. Meia hora depois, o filho queria
sair e teve que chamar o pai, que abriu a porta.
2-
o tempo - cronológico ou exterior - é marcado
pelo relógio. É o espaço de tempo em que os acontecimentos
desenrolam e os personagens realizam suas ações;
psicológico ou interior, não pode ser medido como o
tempo cronológico, pois se refere à vivência dos
personagens, ao seu mundo interior.
3- o
espaço - onde os acontecimentos se desenrolam.
Exemplo:
O céu se fechou em nuvens negras, relâmpagos iluminavam
tudo.Começou a chover forte.
4-
os personagens - são os seres envolvidos nos fatos e
que formam o enredo da história. Eles falam, pensam, agem,
sentem, têm emoções. Qualquer coisa pode ser transformada em
personagem de uma narrativa. Os personagens podem ser
pessoas, animais, seres inanimados, seres que só existem na
crendice popular, seres abstratos ou idéias e outros. O
protagonista é o personagem principal, aquele no qual se
centraliza a narrativa. Pode haver mais de um na narração. O
antagonista é o personagem que se opõe ao principal.
Há ainda os personagens secundários, que são os que
participam dos fatos, mas não se constituem o centro de
interesse da narração.
A fala dos personagens pode ser feita em discurso direto
(com diálogos e verbos de elocução - o próprio
personagem fala) e em discurso indireto (o autor
conta com suas próprias palavras o que o personagem
diria.).
Exemplo de
discurso direto:
-
Você sabe que o seu irmão chegou?
Exemplo de
discurso indireto:
Ele perguntou
se ele sabia que o seu irmão havia chegado.
&nb