Conflito
Para a
psicanálise, o indivíduo fica em conflito quando as exigências
internas são contrárias. Este conflito pode ser manifesto ou
latente, na medida em que pode-se ter ou não consciência dele.
O conflito manifesto aparece, por exemplo, entre um desejo e um
valor moral, como pode ser o caso de dois sentimentos
contraditórios e o latente pode aparecer como uma forma
deformada deste manifesto, produzindo sintomas, desvio de
comportamento, perturbações de caráter, etc.. A psicanálise
considera o conflito como sendo positivo para o sujeito. O
conflito é a noção central da teoria das neuroses e suas
modalidades clínicas são relativamente fáceis de serem
descritas. Geralmente ele representa uma dualidade entre o
princípio da realidade e o princípio do prazer, onde o da
realidade tende a manter uma superioridade. Freud coloca, como
muito importante, a consideração de que há uma ligação
intrínseca entre conflito e sexualidade. Para os psicanalistas,
qualquer aprofundamento nas questões do conflito psíquico
desemboca no complexo de Édipo. Neste, o conflito aparece como
uma conjunção dialética e originária entre o desejo e a
interdição. O conflito produz ansiedade, afinal qualquer
escolha pressupõe perda de alguma coisa. O Behaviorismo não se
utiliza da noção de conflito em nível das instâncias
psíquicas e discute as situações conflituosas como:
aproximação-aproximação, quando temos que decidir entre duas
coisas boas; esquiva-esquiva, quando as coisas são igualmente
ruins e finalmente aproximação-esquiva, quando optar por fazer
uma coisa boa implicará em punição.