Estímulo
- Resposta
Os
conceitos de estímulo e resposta não podem ser entendidos
separadamente. Qualquer evento do meio torna-se um estímulo se
for seguido por uma resposta. Estes termos são de fundamental
importância para que possamos estudar a relação do meio com o
comportamento de forma específica e mais precisa. O behaviorismo
estuda esta relação e, como o meio e o comportamento são
conceitos muito amplos, definiu estímulo e resposta como
unidades básicas da descrição e como ponto de partida para que
fosse possível realizar uma ciência do comportamento. Qualquer
relação entre estímulo, representado pela letra R, e resposta,
representada pela letra S, é denominada de reflexo. Este termo
também é usado para denominar as respostas para as quais os
respectivos estímulos não são claramente observáveis. Um
exemplo disto é quando uma criança começa a bater palmas
repentinamente, e não sabemos exatamente o porquê. Entre o
aparecimento de um estímulo e a emissão de uma resposta existem
eventos corporais. Os estímulos afetam os órgãos dos sentidos,
que quando excitados, fazem com que os impulsos nervosos sejam
transmitidos até o cérebro ou medula e daí aos músculos e
glândulas. É desta seqüência que resultam as respostas que,
relacionadas com os estímulos, é o que interessa aos
psicólogos comportamentais. Os estímulos são uma
representação de parte específica do meio, mas também podem
ser externos, provenientes de órgãos ou de movimentos
musculares. Todos os estudos feitos, tanto em animais como em
seres humanos, tornaram óbvios que, mesmo sem atentar para as
atividades fisiológicas implicadas, estímulo e resposta estavam
freqüentemente associados numa relação causal bem definida e
claramente observável. O uso da relação entre estímulo e
resposta foi sugerido por Watson como uma forma de controle e
predição do comportamento humano. Entre o aparecimento do
estímulo e o começo da resposta há um pequeno intervalo de
tempo, que é chamado de período de latência ou período
latente. Os estímulos fortes tendem, em alguns casos, a diminuir
o período de latência e em outros casos não se observa
alteração alguma. A criança necessita de estimulação para
sua organização, inclusive no que diz respeito à organização
do córtex cerebral. A estimulação é essencial para a
manutenção, o desenvolvimento e a maturação dos sistemas
neuroniais. Uma estimulação anormal pode provocar o
aparecimento de modelos de comportamento mal
adaptados. A relação mãe e filho é fundamental para que
ocorra a estimulação infantil. O tipo de estimulação vai
depender da situação social da família e isto vai determinar
as possibilidades de aprendizado e pensamento abstrato da pessoa
em desenvolvimento. É importante considerar estas informações
para que possamos entender que as pessoas de classes sociais
menos privilegiadas não têm menos capacidade de aprender e de
se desenvolver do que as que possuem uma condição social
melhor, elas apenas são menos estimuladas porque, provavelmente,
seus pais têm um repertório comportamental mais limitado e a
escola ou creche, a que estão vinculadas, também estimulam de
forma precária a criança em questão, interferindo no seu
desenvolvimento.