Libido
A libido
é um conceito muito trabalhado pela psicanálise que se
constitui numa carga energética que tem origem na sexualidade.
É importante ressaltar que a sexualidade não se localiza apenas
no aparelho genital. A libido é uma energia humana que faz os
indivíduos buscarem a realização de suas necessidades
básicas, como a fome, por exemplo, e também as prazeirosas.
Parte da libido é reprimida a partir do complexo de Édipo,
parte é deslocada para outros atos humanos como estudar, fazer
arte, trabalhar e outras atividades que temos ao longo de nossas
vidas, e uma última parte fica disponível para o prazer sexual.
A libido é a energia que move o homem a se relacionar com os
objetos. Se não fosse pela libido o homem não iniciaria sua
relação com o mundo. É esta energia que garante que as
crianças comecem a brincar, locomoverem-se e explorar a
realidade à sua volta. A capacidade de canalizar a libido para o
mundo exterior é fundamental para o equilíbrio do ser humano.
Problemas nesta canalização podem ocasionar falhas na
socialização, como o autismo, auto-agressão, masturbação
compulsiva e outros distúrbios de comportamento. Na linguagem
comum, a libido pode ser entendida como vontade e
para entender melhor este conceito podemos nos remeter a nossas
expressões quotidianas: não estou com vontade;
sem vontade não há solução. Estas formas de
expressão sinalizam a importância da libido em todas as nossas
ações. Libido é um termo que significa vontade e desejo. De um
ponto de vista qualitativo, Freud definiu que a libido é
irredutível a uma energia mental não especificada como propunha
Jung. Para Freud a libido afirma-se sempre mais como um processo
quantitativo, permitindo medir os processos e as transformações
no domínio da excitação sexual.