Psicologia
Infantil
1.INTRODUÇÃO
Psicologia
Infantil é o estudo do comportamento infantil que inclui
características físicas, cognitivas, motoras, lingüísticas,
perceptivas, sociais e emocionais, desde o nascimento até a
adolescência. As duas questões básicas para os psicólogos
infantis são: determinar como as variáveis ambientais (o
comportamento dos pais, por exemplo) e as características
biológicas (as predisposições genéticas) interagem no
comportamento e estudar como essas mudanças se relacionam e
influem mutuamente.
2.ESTUDO
CIENTÍFICO
No século
XIX, a teoria da evolução de Darwin impulsionou o exame
científico do desenvolvimento infantil. O instinto de
sobrevivência das muitas espécies animais estimulou o interesse
pela observação das crianças, para identificar as diferentes
formas de adaptação ao ambiente e o peso da herança em seu
comportamento. Em 1916, Lewis Terman introduziu o teste de
inteligência (teste de StanfordBinet), que conduziu a uma
série de estudos sobre o desenvolvimento intelectual da
criança. Na década de 1920, Arnold Gesell analisou o
comportamento infantil através de filmagens, nas quais as
crianças foram observadas em idades diferentes, estabelecendo
pela primeira vez um desenvolvimento intelectual por etapas,
semelhante ao seu desenvolvimento físico.
3.ESTUDOS
AMBIENTAIS
Sigmund
Freud insistiu no efeito das variáveis ambientais e na
importância do comportamento dos pais durante a infância dos
filhos. John B. Watson, principal representante do behaviorismo,
analisou as variáveis ambientais como estímulos
progressivamente associados a respostas. No início da década de
1960, Jean Piaget utilizou métodos de observação e
experimentação que integram variáveis psicológicas e
ambientais.
4.TEORIAS
EVOLUTIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO
As teorias
evolutivas relacionam características do comportamento com
etapas específicas do crescimento. A teoria freudiana da
personalidade e a teoria da percepção e cognição de Piaget
são as principais. Ambas explicam o desenvolvimento humano em
termos interativos. Segundo Freud, uma personalidade sadia
baseia-se na satisfação de necessidades instintivas. Por sua
vez, Piaget afirmou que, desde o nascimento, os seres humanos
aprendem ativamente, inclusive sem incentivos externos.
5.DESENVOLVIMENTO
INFANTIL
Os
diversos aspectos do desenvolvimento da criança abrangem o
crescimento físico, as mudanças psicológicas e emocionais e a
adaptação social. Existe uma concordância geral de que os
modelos de seu desenvolvimento estão determinados por
condições genéticas e circunstâncias ambientais: existe um
componente genético nas características da personalidade; o
crescimento físico depende da saúde; até os dois anos de
idade, ocorrem as mudanças mais drásticas na atividade motora.
A velocidade para adquirir estas capacidades é determinada de
forma congênita. Destaca-se a capacidade para compreender e
utilizar a linguagem: Noam Chomsky estabeleceu que o cérebro
humano está especialmente estruturado para isso, porque esta
capacidade não requer uma aprendizagem formal e se desenvolve
desde que a criança tem seus primeiros contatos com o mundo
exterior. Por outro lado, a formação da personalidade é
considerada um processo pelo qual as crianças aprendem a evitar
os conflitos e a administrá-los quando aparecem. Os pais
excessivamente austeros ou permissivos podem limitar as chances
de uma criança tentar evitar ou controlar seus problemas. Está
claro que as atitudes dos pais e seus valores influem no
desenvolvimento dos filhos. As relações sociais infantis
supõem interação e coordenação dos interesses mútuos, onde
são adquiridos modelos de comportamento social através dos
jogos. Além disso, a criança aprende a necessidade de um
comportamento cooperativo e de uma organização para alcançar
objetivos em grupo. As crianças aprendem o que é aceitável e
inaceitável no seu comportamento e, mediante a socialização,
conhecem o conceito de moralidade. O pensamento moral apresenta
um nível inferior (a regra se cumpre sozinha para evitar o
castigo) e um superior (a pessoa compreende racionalmente os
princípios morais universais necessários para a sobrevivência
social).
6.TENDÊNCIAS
ATUAIS
Atualmente,
os psicólogos concordam que determinados fatores de risco
biológico, como crianças que nascem abaixo do peso normal, a
falta de oxigênio antes ou durante o parto e outros problemas
físicos ou fisiológicos, são importantes para o seu
desenvolvimento e comportamento posteriores. Também se investiga
o papel das variáveis cognitivas na aprendizagem dos papéis
sexuais e os estereótipos sobre as diferenças de sexo. Os
modelos sexuais foram definidos na nossa cultura, mas a pressão
favorável para a mudança destes modelos está rompendo pouco a
pouco estes estereótipos, permitindo que um indivíduo mude ou
adapte seu comportamento às exigências das situações
específicas com as quais vai conviver.