Sigmund
Freud
1.INTRODUÇÃO
Sigmund
Freud (1856-1939), médico e neurologista austríaco, fundador da
psicanálise. Seu trabalho com Jean Charcot, dedicado ao
tratamento da histeria mediante a hipnose, dirigiu
definitivamente seus interesses para o estudo científico dos
distúrbios mentais.
2.O
COMEÇO DA PSICANÁLISE
Freud
dedicou seus esforços para explicar as doenças mentais de forma
psicológica e não fisiológica, campo que denominaria
"psicanálise". A publicação da obra Estudos sobre a
histeria (1893) marcou o começo desta teoria, formulada a partir
de observações clínicas: os sintomas eram considerados como
manifestações de energia emocional não descarregada, associada
a traumas psíquicos esquecidos. Pouco tempo depois, aplicou o
método de "associação livre", idôneo para
compreender os processos mentais inconscientes. Utilizando estas
associações para interpretar os sonhos, formulou suas teorias
sobre a sexualidade infantil, afirmativas que foram muito
controvertidas. Desenvolveu a teoria da transferência, processo
pelo qual as atitudes emocionais, estabelecidas durante a
infância pela figura dos pais, são transferidas na vida adulta
para outros personagens. O final deste período foi marcado pela
obra A interpretação dos sonhos (1900), na qual expõe todos os
conceitos fundamentais das teorias e técnicas psicanalíticas.
Até 1906, Freud contava com um reduzido número de alunos e
seguidores como Alfred Adler, Otto Rank, Abraham Brill, Eugen
Bleuler e Carl Jung.
3.RECONHECIMENTO
INTERNACIONAL
O
crescente reconhecimento do movimento psicanalítico provocou a
criação, em 1910, da Associação Psicanalítica Internacional.
Enquanto isso, o movimento ganhava adeptos na Europa e Estados
Unidos, apesar da oposição de alguns dos seus discípulos,
contrários à tese sobre a origem sexual das neuroses. Sua
principal contribuição foi o enfoque radicalmente novo na
compreensão da personalidade humana. Fundou uma nova disciplina
médica e formulou procedimentos terapêuticos que ainda hoje se
aplicam no tratamento das neuroses. Entre outras obras,
destacam-se Totem e tabu (1913), Além do princípio do prazer
(1920) e Moisés e o monoteísmo (1939).