Alquimia
Conjunto de pesquisas químicas da Idade Média e da Renascença cujo
objetivo básico era descobrir meios que transformassem os metais comuns em ouro
ou prata, além de elixires que garantissem vida eterna e curassem todas as doenças.
Apesar de não ser científica, a alquimia é precursora da química. Desde o
começo da Era Cristã é praticada na China e no Egito, a partir da idéia
chinesa de uma "pedra filosofal" capaz de curar e transformar metais
em ouro. Na Europa tem seu auge na Idade Média. Em princípio, sua base era a
teoria do filósofo grego Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), segundo a qual toda
matéria é composta de combinações de água, ar, terra e fogo. Os alquimistas
acreditavam que, alterando a relação desses elementos em uma substância,
seria possível modificá-la. Famosos alquimistas do mundo islâmico foram
Al-Razi (886-925) e Avicena (980-1037).
Pesquisas - Alquimistas árabes foram responsáveis pela descoberta dos álcalis
(compostos de oxigênio e metais alcalinos, como o sódio e o potássio) e de técnicas
de destilação. O alemão Theophrastus Philipus Aureolus von Hohenheim, mais
conhecido como Paracelso, foi o primeiro na Europa a citar o zinco e a usar a
palavra "álcool". Ele muda a ênfase da alquimia, passando da busca
de metais preciosos para a produção de remédios. Por isso é considerado um
dos pais da química. É também um precursor da moderna medicina, pois sugere
que as causas das doenças deveriam ser procuradas em fatores externos ao
organismo, que poderiam ser tratados com substâncias químicas.