O ALUMÍNIO
Metal branco e leve, abundante na crosta
terrestre. Representa 7,5% de sua composição. Não se
encontra em estado livre; forma inúmeros compostos que, em
geral, contém oxigênio. O principal minério de alumínio é a
bauxita, cujo nome deriva da cidade de Baux, na França, onde
foi usado pela primeira vez. Geológicamente é o produto da
alteração do silicato de alumínio com perda da sílica
seguida de hidratação. A composição das bauxitas varia de
acordo com o estado de hidratação, sendo mais comum aquela
em que a alumina ( Al2 O3) está ligada a duas moléculas de
água.. O alumínio é encontrado ainda em combinação com o
silício e outros elementos, formando feldspatos, argilas,
micas e caulins, empregados na indústria de cerâmica.
A alumina pura
cristalizada constitui o corindon, mineral de grande dureza
(9 na escala de Mohs), que se apresenta colorido pela
presença de outros compostos e tem enorme valor comercial,
formando, conforme a cor: o rubi oriental, a safira
verdadeira, a safira branca, a esmeralda, o topázio e a
ametista. As variedades opacas de coríndon, sob a forma de
pequenos grãos compactados, são usadas, por causa de sua
dureza, para polir ferramentas e jóias (esmeril).
O Brasil ocupa o
terceiro lugar nas reservas mundiais de bauxita. Até a
década de 1970, as maiores reservas conhecidas eram as de
Minas Gerais (sobretudo em Poços de Caldas) e São Paulo
(Lavrinhas), mas a descobertas de enormes jazidas no Pará
veio a modificar inteiramente o quadro. Em meados dos anos
80 as reservas paraenses constituíam cerca de 94% do total
nacional. Na mesma época esperava-se que o país logo
estivesse produzindo cerca de 500.000t de alumínio, com um
excedente exportável de 180.000t, além de obter
auto-suficiência na produção de alumina.