Atmosfera
Atmosfera primitiva da terra logo após a sua formação, a
evolução que sofreu ate aos nossos dias e a influência do
homem na atmosfera
Recursos
Atividades Propostas - A Atmosfera Terrestre
Breve Introdução
Podemos definir que a atmosfera
pode ser descrita como sendo uma fina camada de
gases sem cheiro, sem cor e sem gosto, presa à Terra pela
força da gravidade.
Visto do espaço,
o planeta Terra aparece como uma esfera de coloração azul
brilhante. Esse efeito cromático é produzido pela dispersão da
luz solar sobre a atmosfera, que também existe noutros
planetas do sistema solar que também possuem uma atmosfera.
A
composição da atmosfera e sua estrutura vertical
possibilitaram o desenvolvimento da vida no planeta. Esta é
sua composição, quando seca e abaixo de 25 km é:
Azoto
(N2) 78,08 %, atua como suporte dos demais componentes, de
vital importância para os seres vivos, fixado no solo pela
ação de bactérias e outros microrganismos, é absorvido pelas
plantas, na forma de proteínas vegetais;
Oxigênio (O2) 20,94 % do volume da atmosfera, a sua
estrutura molecular varia conforme a altitude em relação ao
solo, é responsável pelos processos respiratórios dos seres
vivos;
Árgon
0,93 %;
Dióxido
de carbono (CO2) (variável) 0,035 %;
Hélio
(He) 0,0018 %;
Ozono
(O3) 0,00006 %;
Hidrogênio (BR) Hidrogênio (H2) 0,00005 %;
Kripton
(Kr) indícios;
Metano
(CH4) indícios;
Xénon
(Xe) Indícios; ou
Rádon
(Rn) indícios.
Na
atmosfera primitiva
A
atmosfera da Terra primitiva seria principalmente formada por
hidrogênio, azoto e vapor de água.
Evolução da atmosfera
A
evolução da atmosfera terrestre ao longo de 4,5 bilhões de
anos revela-nos transformações químicas drásticas. O
aparecimento da vida no nosso planeta fez aparecer uma
situação de constante desequilíbrio na nossa atmosfera, sendo
que essa instabilidade tem se agravado nestas ultimas décadas,
fruto das atividades antrópicas. Os perigos associados à
alteração da composição química da atmosfera também são
discutidos
O
processo mais importante ocorrido na Terra foi o aparecimento
da vida, o que deve ter ocorrido há aproximadamente 3,5
bilhões de anos. Até então, estima-se que nosso planeta
apresentava uma atmosfera bastante redutora, com uma crosta
rica em ferro elementar e castigada por altas doses de
radiação ultra violeta, já que o Sol era em torno de 40% mais
ativo do que é hoje e também não havia oxigênio suficiente
para atuar como filtro dessa radiação, como ocorre na
estratosfera atual. Dentro dessas características redutoras,
conclui-se que a atmosfera primitiva era rica em hidrogênio,
metano e amônio. Estes dois últimos, em processos fotoquímicos
mediados pela intensa radiação solar, muito provavelmente
terminavam se transformando em nitrogênio e dióxido de
carbono. Conforme esperado, todo oxigênio disponível tinha um
tempo de vida muito curto, acabando por reagir com uma série
de compostos presentes na sua forma reduzida.
A
atmosfera terrestre já passou por diversos processos químicos.
É importante saber que independentemente da espécie é preciso
um tempo para que haja uma perfeita adaptação de qualquer
espécie viva às novas condições ambientais. Houve uma mudança
apreciável de alguns gases minoritários presentes na nossa
atmosfera graças a intervenção do homem há 150 anos. Esses
gases mesmo sendo minoritários possuem funções quimicamente
importantes na atmosfera. Alguns são causadores do efeito
estufa, outros destroem a camada de ozono e alguns dos CFC’’s
(clorofluorcarbonetos) apresentam ambas propriedades com
altíssima intensidade.
Atmosfera atual
Assim, ao longo de milhões e milhões de anos, caminhou-se no
sentido da atmosfera atual, com os seus cerca de 21% de
oxigênio livre, num equilíbrio hoje cada vez mais frágil face
às muitas e constantes ações poluidoras da sociedade humana.
Na defesa da qualidade do ar que respiramos há que contar com
a ação indispensável da cobertura vegetal, em especial das
florestas, e daí a nossa preocupação com a salvaguarda deste
inestimável patrimônio verde.