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Matérias :: Química :: Material didático
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Autoria:
Alfredo da Silva
Neto |
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Átomos e Tabela Periódica
A partir da proposição inicial de Dalton, no início do século
passado, muito mudou no nosso conceito de átomos. Inicialmente se acreditava
que eles eram partículas indivisíveis dotadas de massas, raios e demais
propriedades físicas e químicas diferentes. Esta teoria atômica teve inegável
sucesso descrevendo as reações químicas mas, mesmo no século passado, muitas
descobertas experimentais relativas aos átomos e às moléculas iam contra o
que se sabia da Mecânica, do Eletromagnetismo e da Termodinâmica. Em resumo, a
teoria funcionava mas quando os químicos tentavam aplicar os princípios da Física
para átomos ou para moléculas, princípios esses tão bem comprovados em
outras áreas, nada aparentava ser razoável. E quando os físicos no final do século
XIX e começo do XX começaram a estudar esses átomos, encontraram novos
problemas.
Como detalharemos abaixo, entre as discrepâncias verificadas no século XIX
tínhamos: (A)
a periodicidade das propriedades com a massa do átomo, evidenciada na Tabela
Periódica; (B)
a emissão de luz característica de cada espécie atômica, com cores
(comprimentos de onda) muito bem definidos, formando uma área da Química
chamada Espectroscopia; (C)
os espectros moleculares tinham muito mais linhas que os dos átomos que
compunham a molécula e (D)
as propriedades térmicas dos gases moleculares eram bastante diferentes do
previsto para os gases perfeitos. Em seguida discutiremos
(E)
o modelo de Bohr para o átomo e (F)
o modelo quântico atual.
-
A periodicidade:
Logo no início do século XIX verificou-se que havia grupos de elementos com
propriedades parecidas e que, quando os elementos eram ordenados conforme a sua
massa suas propriedades - raio, cor, reação com a água, reações químicas
em geral, formação de óxidos, condução elétrica, etc - tinham estranhas
características periódicas. Essas características foram tabeladas pelo
cientista russo Mendeleiev, no meio do século passado, produzindo uma tabela
periódica que até agora usamos com pequenas correções. Uma destas correções
está associada à melhor compreensão do que é o número atômico Z,
antigamente apenas a posição de um elemento quando ordenados de forma
crescente por suas massas. Outra correção veio da previsão bem sucedida de
Mendeleiev relativa a três falhas em sua tabela: ele previu que havia três
elementos não conhecidos e quais seriam suas propriedades, entre elas cor,
densidade, reatividade com a água, etc. Entre esses elementos está o germânio,
que é um semicondutor como o silício, outro é o tecnécio, um metal que é
usado em alguns tratamentos de radioterapia. Tirando essas correções, a Tabela
Periódica é uma vitória da Química Experimental e do método científico,
mas não havia explicação para sua origem.
Mendeleiev construiu sua tabela de forma a que se você olhar uma coluna da
tabela e for de cima para baixo o número Z aumenta, o mesmo acontecendo se
pegar uma linha e for da esquerda para a direita, colocando na mesma coluna
elementos com propriedades parecidas. Mendeleiev também notou que, ao arrumar
assim os elementos, essas propriedades variavam da mesma forma em duas linhas
vizinhas. Por exemplo os raios atômicos, uma grandeza que podia ser medida a
partir da densidade, sempre diminuíam para uma dada linha quando se ia da
esquerda para a direita.
Na época não se sabia da existência de elétrons e o núcleo atômico só
foi descoberto em 1911 por Rutherford, um físico que ganhou o prêmio Nobel de
Química por sua descoberta. Hoje nós sabemos que Z quer dizer o número de elétrons
do átomo neutro ou a carga do núcleo em múltiplos da carga do elétron, mas
na época do Mendeleiev o Z era só uma ordenação das massas dos átomos e
dizer que o Z do boro era 5, por exemplo, queria dizer apenas que o boro era o
quinto elemento mais leve. Essa periodicidade é então explicada pela existência
de diversas nuvens eletrônicas que rodeiam esse núcleo, cada uma apresentando
um número máximo de elétrons.
-
Espectroscopia atômica e molecular
Uma segunda coisa bastante surpreendente descoberta pela Química
Experimental foi o fato de que cada elemento, se posto sob forma gasosa e
atravessado por descargas elétricas, emite luz com cores extremamente bem
definidas e características. Essa descoberta foi feita, entre outros, por
Bunsen e por Kirchoff. Como para cada cor "física" temos um único
comprimento de onda, surgiu a ciência chamada Espectroscopia que tabelava esses
comprimentos de onda, verdadeiras assinaturas dos elementos presentes no gás.
(A expressão cor "física" é para diferenciar da cor "fisiológica",
associada à sensação humana da visão.)
Para separar a luz segundo os seus comprimentos de onda, ela passava por uma
fenda estreita e era projetada numa tela, mas entre a fenda e a tela atravessava
um prisma ou algum outro meio dispersor como uma rede de difração, que
separava o raio luminoso inicial em vários raios. Apareciam várias linhas
coloridas, cada uma com um comprimento de onda definido. Para classificar essas
linhas, de origem totalmente ignorada no século passado, foram dados alguns
nomes como "sharp", "principal", "diffuse" e
"fundamental", palavras inglesas para "fino",
"principal", "difuso" e "fundamental", abreviadas
para "s", "p", "d" e "f". Essas
propriedades óticas revelavam que as "linhas" luminosas de cada
elemento não obedeciam a periodicidade alguma, ou seja elementos pertencendo a
um grupo com propriedades químicas muito similares apresentavam conjuntos de
linhas (chamado "espectro") totalmente diferente. A emissão de luz
indicava a existência de partículas carregadas dentro do átomo, pois James
Maxwell provara no fim do século passado ser a luz um fenômeno eletromagnético
produzido por corpos carregados eletricamente e submetidos a uma aceleração.
Verificou-se também que, além da espectroscopia de emissão, podia ser
feita a de absorção que lhe era complementar (uma luz branca atravessava o
vapor com a substância) e se via que comprimentos de onda faltavam na luz
transmitida. Esta análise verificava que esses comprimentos eram os mesmos
emitidos se o vapor fosse excitado por uma descarga elétrica. Numa das
primeiras aplicações desta espectroscopia de absorção, verificou-se que
faltava na luz do Sol o comprimento de onda amarelo emitido pelo sódio,
provando então que a atmosfera do Sol continha sódio.
Para complicar mais a história dos átomos, o espectro de luz visível de
moléculas apresentava centenas de linhas, tantas que se sobrepunham, enquanto
os átomos apresentavam poucas linhas, indo de 3 (no caso do hidrogênio) até
cerca de 20. Assim, por exemplo, a luz emitida pelo O2 era muito
diferente do espectro do oxigênio atômico, possuindo muito mais linhas.
-
Termodinâmica:
Finalmente a termodinâmica, que estudava a relação entre a pressão, a
densidade e a temperatura de um gás, chegara, aplicando argumentos mecânicos
tirados da lei de Newton, a uma lei que infelizmente não era obedecida por
quase nenhum gás. A exceção eram os gases nobres - He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn -
que foram chamados de "gases perfeitos", como se os outros gases
estivessem errados por desobedecer a lei! Os resultados eram particularmente
errados para o calor específico isto é, o quociente entre o calor cedido a uma
dada massa de um gás molecular e o aumento de temperatura. Ao invés de ter
apenas o valor previsto para os gases ideais, o calor específico assumia três
valores distintos pra 3 faixas de temperatura., sendo que na faixa mais baixa
coincidia com o valor ideal. Para gases diatômicos os quocientes entre estes
valores e o ideal eram 1, 5/3 e 7/3.
-
Fotoelétrico e Corpo-negro:
Paralelamente, no fim do século passado várias experiências físicas começaram
a estudar os átomos, até então um domínio da Química. Entre elas estava a
emissão de elétrons por uma superfície metálica iluminada (o chamado efeito
foto-elétrico) e a emissão de luz por um objeto aquecido (o chamado
"corpo negro"). A emissão desses foto-elétrons por exemplo só
ocorria se a luz tivesse comprimento de onda baixo, independentemente da sua potência,
quando o Eletromagnetismo dizia que a energia da onda luminosa nada tinha a ver
com o comprimento de onda. Mais estranho era a previsão da intensidade luminosa
emitida por qualquer objeto aquecido, a qual foi medida detalhadamente: a previsão
da Termodinâmica era absurda, com qualquer corpo emitindo uma energia luminosa
infinita. Embora essa previsão fosse ilógica, ela era obtida com as mesmas
leis que faziam funcionar por exemplo milhões de máquinas a vapor, em
locomotivas, em navios, em minas e em fábricas. Onde estava o erro não era
claro.
Dois físicos alemães, Planck e Einstein, ajudaram a explicar isso dizendo
que o que aparentemente era uma onda luminosa era na verdade uma soma grande de
partículas chamadas fótons e quando a luz arrancava elétrons do metal na
verdade era um fóton que estava arrancando. Se a energia do fóton fosse muito
baixa, mesmo que seu número fosse grande não arrancaria elétrons. Pouco o
francês de Broglie propôs que o reverso também tinha que ser verdadeiro,
objetos que aparentemente eram partícula, como os elétrons, também teriam
características de ondas, o que foi verificado.
-
Átomo de Bohr
Apenas como um exemplo dos paradoxos a que tudo isto levava, se o átomo
tinha elétrons estes deviam estar parados, caso contrário perderiam energia
luminosa continuamente. O fato de isto não acontecer e de átomos só emitirem
luz em situações como as de um gás atravessado por uma corrente elétrica
ainda poderia ser explicado dizendo que o impacto das cargas dessa corrente
fizera os elétrons oscilarem em torno da sua posição inicial. O problema era
que o modelo mais bem sucedido para isto apontava para apenas um comprimento de
onda sendo emitido por cada elemento, o que era totalmente oposto ao observado.
Com a experiência de Geiger e Marsden, explicada por Rutherford em 1911,
ficou claro o modelo Sistema Solar do átomo: os elétrons orbitavam em volta de
um núcleo com carga positiva. Assim sendo havia muitas órbitas mas isto levava
a uma outra questão: esse átomo tinha que irradiar energia luminosa
continuamente até desaparecer em menos de um segundo. Como isto não era
verdade, era preciso alguma mudança. Um modelo grosseiro que explicou isto foi
o do dinamarquês Niels Bohr. Ele concordava com a idéia do Sistema Solar mas
dizia que para algumas órbitas privilegiadas o Eletromagnetismo não
funcionava, ou seja, embora extremamente acelerado um elétron não irradiava
luz como previsto. Quando o elétron passava de uma dessas órbitas para outra a
diferença de energia se transformava numa partícula de luz. E as órbitas
privilegiadas eram feitas dizendo que o perímetro dessa órbita era um múltiplo
inteiro de uma grandeza chamada "comprimento de onda associado ao elétron".
Assim, Bohr finalmente juntou as previsões do comportamento da luz como partícula
e do comportamento do elétron como onda, ambas totalmente não-intuitivas mas
baseadas em resultados de outras experiências, com uma coisa totalmente ilógica
que era fazer uma carga acelerada não irradiar luz. Apenas 20 anos antes tinha
sido inventado o rádio que se baseava exatamente na emissão de ondas de rádio
por elétrons acelerados e agora essa lei tinha a sua validade questionada! Além
disso, mesmo fazendo coisas tão estranhas como misturar os conceitos do que era
onda e do que era partícula, e propor a existência de órbitas privilegiadas
que violavam o Eletromagnetismo, Bohr usava a lei de Coulomb e o Movimento
Circular Uniforme dado pela lei de Newton. Esse modelo, uma colcha de retalho de
conceitos, foi no entanto extremamente bem sucedido: explicou com extrema precisão
a emissão de luz pelo átomo de hidrogênio e ajudou os modelos mais precisos
Para átomos com mais de 1 elétron. Até hoje usamos as previsões
"grosseiras" do Bohr em muitas situações.
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O átomo da Mecânica Quântica
A resposta ao sucesso do surpreendente modelo de Bohr exigiu que se fizesse não
um novo Eletromagnetismo mas uma nova Mecânica, que não era mais a das leis de
Newton, e que foi chamada "mecânica quântica". Um dos resultados
essenciais dessa mecânica, quando aplicada a um átomo era que esses elétrons
se arrumavam ao redor do núcleo formando nuvens. Essas nuvens eram chamadas
"subcamadas", cada uma sendo uma subdivisão das órbitas de Bohr e
com um número máximo de elétrons. Não havia mais o conceito de trajetória e
sim de "nuvem", cada uma associada a uma energia e a um momento
angular do elétron.
Como inicialmente se achava que os elétrons estavam em órbitas, como se
fossem planetas em volta do Sol, chamamos a estas "nuvens" orbitais,
esse é o nome que você vai achar em livros de física ou de química. Bohr,
utilizava esse conceitos de órbitas, chamadas K, L, M, etc, e a partir dele
conseguiu explicar a espectroscopia atômica do hidrogênio. A explicação
rigorosa da Mecânica Quântica para o hidrogênio obtinha nuvens com energias e
momentos angulares distintos, associados respectivamente aos números n e l, e só
podendo assumir alguns valores distintos. Uma camada (n) era um conjunto de
subcamadas (nl), no caso do hidrogênio praticamente tendo o mesmo valor de
energia.
O sucesso tanto do modelo de Bohr como da Mecânica Quântica custou a ser estendido
para átomos com mais de um elétron. Para esses, mesmo assim, esse
modelo ainda serve mas temos que considerar a interação elétron-elétron e
uma propriedade do elétron chamada "spin" que proíbe ter dois elétrons
com os mesmos números quânticos.
Em geral dizemos que um átomo de muitos elétrons tem esses elétrons
distribuídos entre as diversas subcamadas (nl) formando uma "configuração
eletrônica" a qual pode ter diversas maneiras de se organizar (vários
"estados atômicos").
Se um átomo tem todos os seus elétrons em diversas subcamadas completas e
ia última subcamada é uma subcamada (n, l=0) ou (ns) com 2 elétrons, ele é
um elemento muito pouco reativo. Esse elemento é um gás, pois dois átomos não
vão querer interagir, mas também reage com dificuldade com outros elementos,
sendo chamado nobre (a idéia é que os nobres não se misturam nem com plebeus
nem entre si.). As linhas da Tabela Periódica corresponderiam em princípio ao
enchimento sucessivo dessas camadas, começando nos alcalinos à esquerda e
terminando nos gases nobre à direita.
Os alcalinos são metais que tem um elétron mais que um gás nobre, elétron
esse que fica fracamente ligado. Por exemplo, se você tira um elétron do sódio
vai ficar com o mesmo número de elétrons que o neônio normalmente tem, apenas
com um tamanho menor, pois a carga central atrativa do sódio é 11 e tem que
atrair os mesmos 10 elétrons que a do neônio, que vale 10, tem. Ter o mesmo número
de elétrons quer dizer propriedades químicas similares: enquanto o sódio, como
um bom alcalino tem um elétron mais externo fracamente ligado, o Na+
tem dez elétrons que não estão a fim de reagir com nenhum outro átomo. No
caso dos alcalinos a sua vontade dar esse elétron é tão forte que eles fazem
reações explosivas com a água, pegando fogo quando jogados nela! Mas quando
se dissolve sal de cozinha, NaCl, na água o Na+ resultante é
bastante estável.
Assim, embora os elétrons com suas cargas negativas tivessem sua energia
tanto menor quanto mais perto do núcleo com sua carga positiva, eles tinham que
se distribuir pelas camadas e subcamadas obedecendo a esses números máximos.
Assim digamos o lítio tinha 3 elétrons atraídos por uma carga +3e do núcleo,
2 desses elétrons estavam na primeira "subcamada", a mais perto do núcleo,
e outro era obrigado a ficar na segunda "subcamada". Cada nuvem tem
uma distancia média ao núcleo que é diferente, se você tira um elétron do lítio,
o seu raio diminue!
Numa primeira aproximação, ainda nesse caso do lítio, poderíamos dizer
que o elétron mais externo sofre apenas a atração da carga +3e do núcleo,
mas isso seria muito grosseiro, porque eu não posso ignorar os dois elétrons
junto do núcleo! Uma aproximação bem melhor é dizermos que os dois elétrons
"internos" estão numa distancia menor do núcleo que o elétron
"externo" (como esses elétrons estão em nuvens, que se misturam,
isso não é bem verdade). Nessa situação o efeito que o elétron mais externo
sente é a soma dos dois e dizemos que o elétron está parcialmente
"cego" ("blind" em inglês) para a carga do núcleo e dizemos
que ele vê o núcleo através de uma "blindagem": ele vê agora uma
carga +3e-2e=+e. Se isso fosse rigorosamente verdade, o elétron mais externo do
lítio, que é o que define o tamanho do átomo, teria mesma nuvem que o do
hidrogênio, onde a carga do núcleo é exatamente +e. Além disso, a energia
que o prende ao átomo seria a mesma nos dois casos. Quando se mede essa energia
em geral chamada energia de ionização, usamos uma unidade chamada eV: o hidrogênio
exige 13,6 para perder seu elétron e o lítio exige cerca de 5. Às vezes se
fala em potencial de ionização, que é numericamente a mesma coisa. Assim, não
é bem verdade que a "blindagem" seja total, se fosse os dois números
seriam iguais. Se eu tiver mais de um elétron externo, como no caso do hélio,
a blindagem depende de quanto cada elétron dessa "subcamada externa"
fica entre o núcleo e o segundo elétron. No caso do helio essa blindagem não é
muito eficiente, então cada elétron fica fortemente ligado. Mesmo assim, se
fosse considerar a energia necessária para arrancar 1 elétron é 25 eV, se eu quiser
arrancar io segundo, quando não há mais a blindagem devida ao primeiro,
a energia necessária sobe para 55 eV. Portanto a "blindagem" (a
cegueira mútua entre o núcleo e o elétron) reduziu bastante a energia
potencial do sistema "elétron-núcleo".
Em resumo, partindo do conceito de átomo de Dalton, da necessidade de
explicar numerosos fatos experimentais encontrados por químicos e por físicos,
no início deste século propôs-se a Mecânica Quântica, que tem a Mecânica
de Newton como um caso particular para objetos grandes, se comparados com átomos.
Essa Mecânica Quântica previu corretamente as "camadas" e as
"subcamadas" com que os elétrons se distribuem ao redor do núcleo.
À primeiras associamos as letras K, L, M, N, etc ou os números 1, 2, 3, 4, etc,
enquanto as subcamadas são rotuladas com o número da camada seguido por uma
das letras s, p, d e f. A palavra "camadas" sugere que não há
superposição, assim como a palavra "orbital" sugere um elétron
descrevendo uma órbita em torno do núcleo. Ambas idéias são erradas mas
contribuem para a nossa visualização do á tomo, por isso as empregamos até
hoje.
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