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Acumulador ou Bateria de Chumbo
O
acumulador de chumbo foi inventado pelo francês Gaston
Piantei em 1860. É uma associação de pilhas (chamadas de
elementos, na linguagem da indústria de baterias) ligadas em
série. O potencial de cada pilha é aproximadamente 2V. Uma
bateria de pilhas, que é a mais comum nos carros modernos,
fornece uma tensão de 12V. Associações ainda menores são
usadas em tratores, aviões e em instalações fixas, como
centrais telefônicas e aparelhos de PABX.
A
bateria de Chumbo é constituída de dois eletrodos; um de
chumbo(Pb) e o outro de dióxido de chumbo, (PbO2) ambos
mergulhados em uma solução de ácido sulfúrico com densidade
aproximada de 1,30g/mL.
As
placas de chumbo são ligadas entre si, constituindo o ânodo
ou pólo negativo. As placas de dióxido de chumbo, ligadas
entre si constituem o cátodo ou pólo positivo.
Quando o circuito externo é fechado, conectando
eletricamente os terminais, a bateria entra em funcionamento
(descarga), ocorrendo a semi-reação de oxidação no chumbo e
a de redução no dióxido de chumbo.
Ânodo:Pb0+SO42-?PbSO4+2e-
Cátodo: PbO2+SO42-+4H++2e-?PbSO4+2H2O
Mas a reação global da pilha é:
descarga
Pb + PbO2 + 2HSO4 + 2H+ 2PbSO4 + 2
recarga
Cada átomo de chumbo do ânodo que participa da reação libera
dois elétrons, que atravessam o circuito externo à bateria,
sendo capturados pelo cátodo. Têm-se assim,a corrente
elétrica.
Baterias desse tipo são geradores reversíveis, isto é, podem
ser recarregadas e para que isso aconteça a bateria é ligada
num gerador e as reações da bateria se invertem, invertendo
assim o fluxo de elétrons.
Muito duráveis, as baterias dos carros entraram em
fabricação industrial a partir de 1915.
Durante o funcionamento normal de um automóvel, a bateria
fornece eletricidade para dar partida; para acender os
faróis; ligar o rádio, limpador, setas, buzina, etc. e
recebe energia do gerador para se recarregar.
O que acontece quando uma bateria
está descarregando?
No
processo, o ácido sufúrico (H2SO4) dissocia-se passando os
SO4 ao chumbo (Pb) de ambas as placas (positiva e negativa)
formando nelas o sulfato de chumbo (PbSO4); os H2 roubam o
oxigênio do óxido de chumbo (PbO2) da placa positiva,
formando água (H2O) que diminui a concentração ácida do
eletrólito. A reação química gera a corrente elétrica
(elétrons livres que lentamente se reúnem nas placas
negativas). Se o processo continuar, o eletrólito pode se
transformar em água pura e as placas podem ser cobertas de
sulfatação (PbSO4) então a atividade elétrica dentro da
bateria pode ser paralisada.
Baterias recarregáveis
Uma bateria é recarregável quando todas as suas
semi-reações são reversíveis.
Durante a recarga, a bateria funcionará como um receptor
da energia elétrica fornecida por um gerador externo.
A,grande vantagem desse tipo de bateria é que pode ser
recarregada milhares de vezes, além de manter a ddp (1,44V)
razoavelmente constante durante a descarga.
• A bateria de chumbo
Reação global da bateria é:
descarga
Pb + PbO2 + 2HSO4 + 2H+ 2PbSO4 + 2
recarga
Esse tipo de bateria possui uma corrosiva solução aquosa
de ácido sulfúrico, com d = 1,28 g/cm3 e 38% em massa de
H2S04.
Observando a reação global, nota-se que haverá consumo de
ácido durante a descarga, de modo que a densidade da solução
diminui.
Quando a densidade atinge valores ao redor de 1,20 g/cm3,
a bateria está praticamente descarregada.
Em uso contínuo, uma bateria de chumbo dura poucas horas.
No carro, porém, ela funciona durante Curtos espaços de
tempo, sendo constantemente recarregada pelo alternador.
As baterias recarregáveis representam hoje cerca de 8% do
mercado europeu de pilhas e baterias. Dentre elas pode-se
destacar a de níquel-cádmio (Ni-Cd) devido à sua grande
representatividade, cerca de 70% das baterias recarregáveis
são de Ni-Cd. O volume global de baterias recarregáveis vem
crescendo 15% ao ano. As baterias de níquel-cádmio têm um
eletrodo (cátodo) de Cd, que se transforma em Cd(OH)2, e
outro (ânodo) de NiO(OH), que se transforma em Ni(OH)2. O
eletrólito é uma mistura de KOH e Li(OH)2.
As baterias recarregáveis de Ni-Cd podem ser divididas
basicamente em dois tipos distintos: as portáteis e as para
aplicações industriais e propulsão. Em 1995 mais de 80% das
baterias de Ni-Cd eram do tipo portáteis.
Com o aumento da utilização de aparelhos sem fio, notebooks,
telefones celulares e outros produtos eletrônicos aumentou a
demanda de baterias recarregáveis. Como as baterias de Ni-Cd
apresentam problemas ambientais devido à presença do cádmio
outros tipos de baterias recarregáveis portáteis passaram a
ser desenvolvidos. Esse tipo de bateria é amplamente
utilizado em produtos que não podem falhar como equipamento
médico de emergência e em aviação.
As baterias recarregáveis de níquel metal hidreto (NiMH) são
aceitáveis em termos ambientais e tecnicamente podem
substituir as de Ni-Cd em muitas de suas aplicações, mas o
preço de sua produção ainda é elevado quando comparado ao
das de Ni-Cd.
Foi colocado no mercado mais um tipo de bateria recarregável
visando uma opção à utilização da bateria de Ni-Cd. Esse
tipo de bateria é o de íons de lítio. As baterias de Ni-Cd
apresentam uma tecnologia madura e bem conhecida, enquanto
os outros dois tipos são recentes e ainda não conquistaram
inteiramente a confiança do usuário.
Carregando a bateria

A carga reverte o processo destrutivo da bateria que
acontece quando ela descarrega. As placas e o eletrólito que
tinham sido transformados em sulfatação e em água são
restaurados em sua composição original. Se a bateria está
muito ruim pode ser que ela não aceite a carga.
Algumas vezes uma bateria não segura carga. É por que
ela está excessivamente descarregada e o carregamento está
ocorrendo somente na superfície das placas. Neste caso a
bateria precisa de ser carregada à baixa corrente por um
longo período.
O que acontece quando uma bateria está carregando?
A carga elétrica fluindo ao contrário faz a sulfatação
liberar seu sulfato para a solução eletrolítica. O processo
faz a placa e a solução voltarem à sua composição original.
Pode se ver bolhas que são formadas de oxigênio e
hidrogênio. Estes gases são expelidos pelo respiro. A água é
formada pela combinação dos gases oxigênio (O2) e
hidrogênio(H) = (H2O), razão pela qual só se deve completar
o nível somente com água destilada.
Teste de baterias
Quanto de carga tem na bateria?
Há
dois métodos de verificar a carga na bateria. Usando um
densímetro para verificar a concentração de acido na solução
eletrolítica ou medindo a "voltagem" da bateria com um
multímetro.
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Estado da carga |
Volts |
Densidade |
. |
|
100% carga
batera selada |
13,00V |
- |
Ok |
|
100% carga
sulfate stop |
12,80V
|
1.280 |
Ok |
|
100% carga
bateria comum |
12,60V |
1.265 |
Ok |
|
75% carga |
12,40V |
1.210 |
Ok |
|
50% carga |
12,10V |
1.160 |
carregar |
|
25% carga |
11,90V |
1.120 |
carregar |
|
0% carga |
menos que 11.80 V |
menos que 1.100 |
carregar |
Há um segundo teste. Se os faróis da moto ligam com o
motor desligado, ligue-os e meça a "voltagem" da bateria. Se
estiver abaixo de 11,5V a bateria precisa de carga. Caso os
faróis só funcionem com a moto ligada ou sua moto não tem
farol ligue uma lâmpada de farol como abaixo.
Você pode construir um aparelhinho com um pouco de
conhecimento de eletrônica para mostrar o estado da carga da
bateria. Se a bateria possuir mais de 10V o LED verde
acende. Caso contrário o LED vermelho acenderá.
Bateria selada: o que é isso?
Um dos problemas técnicos das constantes recargas
efetuadas pelo alternador consiste na decomposição da água
da solução. Por esse motivo é que periodicamente colocamos
água destilada na bateria.
Recentemente descobriu-se, porém, que a adição de 0,07%
de cálcio aos eletrodos de chumbo reduz bastante a
decomposição da água. Dessa forma, surgiram as baterias
seladas, que não necessitam da adição de água durante sua
vida útil.
Perigos das baterias
Baterias basicamente possuem dois perigos:
1)
Gases potencialmente explosivos (oxigênio e hidrogênio)
-Não deve-se fumar, nm prodizer chamas ou faíscas próximo a
baterias
-Antes de dar carga em baterias convencionais, deve-se
retirar as tampas.
-As cargas, fazê-las em locais ventilados.
-Se a bateria ficar quente durante a carga, pare a carga e
espere a bateria esfriar. Calor estraga as placas e a
bateria pode explodir.
-Esteja certo que o tubo de respiro da bateria está
desobstruído e sem dobras.
2)
Acido sulfúrico que é extremamente corrosivo.
-Sempre usar óculos de proteção, luvas e roupas protetoras.
-Lavar qualquer respingo de ácido com água e sabão.
-Em caso de ingestão, beba grandes quantidades de leite ou
água com leite de magnésia, óleo vegetal ou ovos batidos.
Procurar ajuda médica.
-Em caso de contato com os olhos lavar com água durante
vários minutos e procurar ajuda médica.
-Retorne sua bateria usada para a loja onde você a comprou.
Eles são obrigados por lei a receber a bateria e destinar
ela para reciclagem. Baterias contém chumbo e ácidos que
podem contaminar o meio ambiente.
Alguns componentes elétricos podem ser danificados caso os
terminais da bateria ou conectores sejam ligados ou
desligados com a ignição ligada e houver presença de
corrente elétrica.
Duvidas
1. Porque uma bateria de automóvel (chumbo) dura tanto
tempo?
Em uso contínuo, a bateria de chumbo duraria poucas horas,
mas no automóvel, ela é recarregada pelo gerador, através da
aplicação de uma diferença de potencial superior a da
bateria em sentido contrário (eletrólise).
2. É correto colocar água na bateria de chumbo?
As constantes recargas
efetuadas pelo gerador na bateria de chumbo, causa também a
decomposição da água da solução da bateria, por isso,
periodicamente coloca-se água destilada, no entanto,
atualmente estão sendo comercializadas baterias seladas, que
em princípio não necessitariam da adição de água.
3. Quando a bateria de chumbo fica totalmente
descarregada?
Durante a descarga da
bateria o ácido sulfúrico é consumido, com isso a
concentração e a densidade da diminuem gradativamente.
Quando a densidade atinge valores inferiores a 1,20g/mL, a
bateria está praticamente descarregada. Por isso pode-se
testar a carga da bateria com um densímetro.
Curiosidades
USP desenvolve baterias com menor impacto ambiental e maior
voltagem
Um grupo de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto
está desenvolvendo baterias recarregáveis de íons de lítio,
que causam menor impacto ambiental e alcançam maior voltagem
do que as baterias convencionais, com custo de produção
relativamente baixo. "A grande vantagem é que essa bateria
pode ser produzida com diversos materiais. Usando diferentes
eletrodos (condutores de elétrons e íons), produz-se
baterias com voltagens, potências e toxicidades diferentes",
explica Maurício Rosolen, professor responsável pelo grupo
de pesquisa no Departamento de Química da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto (FFCLRP).
"Basta usar materiais menos tóxicos para produzir baterias
mais ‘verdes’ e com melhor performance energética, enquanto
as baterias convencionais, que só podem ser fabricadas
usando os mesmos materiais, obtêm sempre os mesmos
resultados e dão menos alternativas de melhorias aos
fabricantes".
As baterias atualmente mais comercializadas no país
têm constituintes tóxicos e cancerígenos, que prejudicam o
meio ambiente quando vazam ou são abertas (por corrosão, por
exemplo). Essa nova classe de baterias de íons de lítio pode
ser produzida com materiais menos prejudiciais ao meio
ambiente, como o óxido de manganês, grafite ou pirita
mineral devidamente modificados, que podem ser produzidos em
grandes quantidades no Brasil. "O importante é que, em caso
de vazamento, não estaremos intro-duzindo no solo produtos
químicos tóxicos que contaminem lençóis freáticos", ressalta
Rosolen.
As baterias de íons de lítio alcançam maior voltagem
(até 5V) porque utilizam eletrólitos (solventes)
não-aquosos. As outras baterias utilizam eletrólitos
aquosos, e a água se decompõe em oxigênio e hidrogênio
quando superam 2 Volts. "Onde você usa três pilhas de níquel
/cádmio ou níquel/hidreto de níquel, você usaria uma pilha
de íons de lítio", afirma Rosolen, lembrando que elas podem
ser usadas em qualquer tipo de equipamento. A pilha
recarregável de íons de lítio armazena energia através da
intercalação destes íons no interior do eletrodo (a
quantidade de íons que entra deve ser a mesma que sai),
mantendo a composição química do eletrólito, enquanto, nas
demais baterias, o eletrólito tem sua composição química e
propriedades físicas alteradas.
Segundo o professor, as baterias recarregáveis de
íons de lítio têm sido cada vez mais vendidas, já que
"funcionam bem, são compactas, leves e têm grande
durabilidade", atendendo à demanda dos avanços dos
equipamentos eletrônicos. "No caso dos celulares, continuam
melhorando a performance a cada ano, enquanto as outras
estão se estabilizando", observa. As baterias de lítio
também têm uma vida útil maior, já que descarregam pouco
(cerca de 10% em vários meses), agüentam mais de 800
recargas (uma bateria de níquel/cádmio agüenta cerca de 500,
e uma alcalina tradicional recarre-gável, 30) e não é
preciso descarregá-la completamente para recarregar, como é
recomendado aos usuários de baterias de níquel e cádmio.
Apesar de serem produzidas no Japão, Europa e
Estados Unidos, ainda há alguns problemas para a produção
efetiva de baterias de íons de lítio no País. "É preciso
importar uma série de componentes usados na bateria, além de
o pessoal técnico que realmente sabe fazer as baterias já
estar contratado no exterior", argumenta Rosolen. "Para
produzir baterias de alta tecnologia no Brasil é preciso dar
incentivos para a produção de seus com-ponentes e,
principalmente, ter pessoas for-madas nessa área saindo das
universidades".
O grupo de Ribeirão Preto desen-volve, há quatro
anos, novos materiais para serem usados na bateria, como
óxidos de baixa toxicidade e novos carbonos. "Os resultados
são promissores, o que significa que é uma questão de tempo
para logo encontrarmos baterias de íons de lítio com impacto
ambiental muito baixo", conclui.
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