Platina

História

A primeira referência à platina surge nos escritos de Julius Caeser Scaliger, em 1557, que a descreve como uma substância encontrada nas minas do que é hoje a América Central e que "até agora não foi possível fundir pelo fogo ou por qualquer das artes espanholas". Em meados do século XVIII há referência à platina como um material que surge misturado com o ouro nas minas da Colômbia. O nome de platina é um diminutivo depreciativo da prata (plata), em certa medida pela semelhança das suas propriedades. Neste mesmo século chegaram as primeiras amostras de platina à Europa, tendo sido as primeiras experiências com este metal realizadas pelo médico inglês William Brownring que as comunicou à Royal Society em 1750. Em 1775, conseguiu pela primeira vez fundir platina que havia separado de uma mistura de ferro e areia. Pierre-Francois desenvolveu e patenteou, em 1786, um processo de produção de platina maleável. A primeira amostra de platina pura parece ter sido obtida em Inglaterra, em 1803, por Wollaston que estudou cuidadosamente várias soluções de platina em aqua régia, o que levaria também à descoberta de outros elementos como o paládio e o ródio. O método de Wollsaton foi, em certa medida, precursor de algumas das modernas técnicas metalúrgicas de obtenção de platina


Ocorrência

A platina ocorre principalmente no Canadá, na África do Sul e em alguns países da ex-URSS. Nos depósitos canadianos existe uma mistura de platina com minérios ricos em sulfureto de cobre-níquel associados a rochas vulcânicas. A platina e o paládio estão presentes nestes minérios em proporções iguais, juntamente com vestígios de prata de ouro. Os principais depósitos da África do Sul estão localizados em Merensky, a noroeste de Joanesburgo. Aqui a platina ocorre em proporções da ordem de 4 a 10 ppm, em rochas como piroxene, mas invariavelmente associada cromites e sulfuretos de ferro, cobre e níquel. Na Rússia existem vastos depósitos de platina em formações rochosas como o peridotite, na região de Noril’sk, na Sibéria. Também se encontram depósitos consideráveis de platina nativa na região dos Montes Urais. Embora em menores quantidades, extrai-se platina na Colômbia e no Alasca. Estima-se que a abundância da platina na crusta terrestre seja da ordem de 0,01 grama por tonelada (i.e., cerca do dobro da do ouro).

 
Aplicações

A platina é usada principalmente na forma de metal livre, como catalisador em reacções de hidrogenização em química orgânica. Aplica-se na preparação de gasolina para aumentar as octanas por isomerização e na purificação de gases por oxidação catalítica ou hidrogenização. Usam-se também telas metálicas de platina-ródio para catalisar a oxidação da amónia em oxido nítrico para preparar ácido nítrico.

A platina quando, muito pura é usada, em termómetros resistivos e em termopares, juntamente com uma liga de platina-ródio. Esta liga é usada durante o processo de fabrico de seda artificial e fibras de vidro. A liga de platina-irídio usa-se em joalharia, utensílios de laboratório, eléctrodos e contactos eléctricos. Ligada ao paládio a platina encontra aplicação em próteses dentárias.

Autoria: Alex Carvalho

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