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Diamante

Diamante Um diamante é isométrico, hexatetraédrico, talvez hexaoctaédrico, sendo os cristais geralmente de aparência octaédrica. apresentam freqüentemente faces curvas, principalmente os diamantes hexatetraedros positivo e negativo e o hexaoctaedro, sendo comuns os cristais alongados e achatados. As faces do dodecaedro e do cubo são raras. Uma variedade do diamante, conhecida como Bort, possui forma arredondada e exterior áspero, resultante de um agregado radiado ou criptocristalino. Esse termo também é usado para expressar diamantes mal coloridos ou com jaça, sem valor como gema preciosa.

O diamante caracteriza-se por apresentar brilho adamantino, sendo que os cristais ao natural possuem aparência gordurosa típica. O mineral mais rígido conhecido é o D10. Ao corte, o brilho e o “fogo” do diamante se devem ao seu elevado índice de refração (2,42) e à forte dispersão da luz. Geralmente, mostra-se com coloração amarelo-pálida ou incolor, ocorrendo também matizes pálidos de vermelho, verde, azul, alaranjado e castanho, sendo raros matizes mais intensos. O carbonado ou carvão é um “bort” preto ou preto acinzentado, não apresentando clivagem e sendo opaco e menos frágil que os cristais.

O diamante é composto por carbono puro, insolúvel em ácidos e álcalis e, na presença de oxigênio e temperatura elevada, sofre combustão e produz gás CO2, não formando cinza. Diferencia-se dos minerais com aspectos semelhantes por seu brilho adamantino, grande dureza e clivagem. O diamante é encontrado com maior freqüência nas areias e cascalhos dos leitos dos rios, devido a sua natureza química inerte, densidade relativa razoavelmente alta e grande dureza. Os principais produtores mundiais de diamantes são a Índia, Brasil, União Sul Africana e Congo Belga. Atualmente, a maior parte das minas famosas da Índia encontram-se abandonadas, fornecendo apenas algumas centenas de quilates, em comparação aos mais de vinte milhões de quilates produzidos antigamente. Até o século XVIII, a Índia foi não só a única fonte de diamantes como também de muitas pedras preciosas. No Brasil, a garimpagem teve início na primeira metade do século XVIII, permanecendo até hoje.

Contudo, atualmente, a produção anual é pequena, girando em torno de duzentos e cinqüenta mil quilates. Os principais Estados produtores de diamantes são Minas Gerais e Bahia, merecendo destaque a cidade de Diamantina (MG), situada no centro do campo de maior produtividade, onde os diamantes são encontrados nos cascalhos dos rios Doce e Jequitinhonha, principalmente. Vale ressaltar que o carbonado preto procede somente da Bahia. O continente africano representa aproximadamente 95% da produção mundial, sendo o maior produtor o Congo Belga, com suprimento mundial acima de 50%.

Todavia, a maioria desses diamantes são do tipo industrial, representando cerca de 13% do valor total dos diamantes produzidos. As principais minas da África do Sul situam-se próximas à cidade de Kimberley, De Beers, Du Toitspan, Bultfontein e Wesselton. Antigamente, o método de exploração baseava-se na trituração da massa azul em grandes fragmentos, espalhando-os sobre plataformas para desintegrá-los, lentamente, sob as influências atmosféricas. O método atual consiste em triturar finamente a rocha, permitindo a concentração imediata. Os diamantes são separados em mesas vibradoras revestidas com graxa, à qual os diamantes se aderem, enquanto o material restante é levado embora.

Outras regiões africanas apresentam diamantes nos aluviões, como Gana, Serra Leoa, Angola Francesa, África Equatorial Francesa e Tanganica. Industrialmente, são utilizados fragmentos de cristais de diamantes para cortar vidro; o pó fino é usado para desgastar e polir diamantes e outras pedras preciosas; discos são impregnados com o pó para cortar rochas e outros materiais duros, etc. Entretanto, o principal uso do diamante é em gemas, ou seja, como pedra preciosa. Seu valor está em função de sua dureza, de seu “fogo” e de seu brilho. Geralmente, as pedras sem jaça (incolores ou de coloração branca-azulada) são as mais valiosas. O diamante lapidado possui um valor que varia com sua cor, pureza, tamanho e habilidade com que foi lapidado. Por exemplo: uma pedra de um quilate pesa 200 mg e, se lapidada sob a forma de um brilhante, teria 6,25 mm de diâmetro e 4 mm de espessura. Uma pedra da mesma qualidade, de dois quilates, teria um valor três a quatro vezes maior.

Autoria: Pedro Jeova de Moura


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