Com o início da Segunda Guerra Mundial, os interesses sobre fissão nuclear aumentaram, graças à grande quantidade de energia que é liberada. Assim, um grupo de cientistas liderados por J. Robert Oppenheimer, trabalhando no laboratório de Los Álamos (Novo México, Estados Unidos), conseguiu construir a bomba de fissão ou bomba atômica (bomba A), testada na manhã de 16 de julho de 1945, no deserto do Novo México.
Alguns dias depois (6 de agosto de 1945), uma bomba atômica baseada na fissão do urânio-235, batizada de 'Little Boy' (pequeno menino), foi detonada sobre a cidade japonesa de Hiroshima.
Três dias depois, uma outra bomba atômica desta vez baseada na fissão do plutônio-239, batizada de 'Fat Man' (homem gordo), explodiria sobre Nagasaki. Em 14 de agosto de 1945 os japoneses se renderam. Foi através dessa lamentável demonstração que o mundo tomou conhecimento da enorme quantidade de energia que se encontra armazenada no núcleo do átomo.
A reação em cadeia da fissão nuclear só conseguirá se manter se a massa do material físsil for superior a um certo valor característico chamado de massa crítica.
A primeira bomba atômica, testada em 16 de julho de 1945, possuía 12 quilotoms. Por definição, 1 quilotom equivale ao poder de mil toneladas de dinamite. Cada uma das bombas detonadas no Japão correspondia a cerca de 20 quilotoms. Aproximadamente 71 mil pessoas foram mortas instantaneamente em Hiroshima. As mortes nos cinco anos subseqüentes, devidas à exposição à radiação, são estimadas em 200 mil. Quase 98% das construções de Hiroshima foram destruídas ou seriamente danificadas. Em Nagasaki, algo em torno de 74 mil pessoas morreram na explosão, que arrasou 47% da cidade.
Autoria: Edson Luis Lonetta
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