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JUDAÍSMO
A Religião da Estrela
Se você não é judeu, certamente conhece algum, ou já viu um
homem com uma espécie de chapéuzinho na cabeça - o solidéu.
Pois saiba que essas pessoas seguem uma religião cujas
raízes remontam a quase 4.000 anos de história. Muitas
outras religiões e seitas têm ligações a suas escrituras.
Não estão, proporcionalmente, em grande número no mundo, mas
já protagonizaram episódios marcantes e decisivos da
história contemporânea.
Uma pessoa de outra religião que queira entrar para a
comunidade judaica e procure a Congregação Israelita
Paulista (CIP) terá de, antes de qualquer coisa, pagar um
curso de um ano sobre as tradições e a ética do povo judeu.
Duas vezes na semana, rabinos ministram aulas em português.
Os alunos tomarão contato também com as rezas judaicas, que
têm de ser feitas em hebraico.
Segundo Sophia Aron, assistente de culto da CIP, o "Judaísmo
é uma religião complexa, de muitos detalhes, tradições e
costumes, mas aberta a qualquer um". As pessoas que
almejarem a conversão terão um obstáculo a superar: a
circuncisão, que, dependendo da idade, poderá ser feita num
hospital. Meninos com idades de 13 anos e um dia participam
de mais um ritual judaico essencial: o Bar Mitzvah. Ao pé da
letra, significa filho do mandamento. Na prática, quer dizer
que o jovem dessa idade já conseguiu sua maturidade
religiosa e legal.
Baseado nos trabalhos do Instituto Brasileiro-Judaíco de
Cultura e Divulgação
O Que é um Judeu ?
É muito difícil encontrar uma simples definição do que é um
judeu.
Judeu é todo aquêle que aceita a fé judaica. Esta é a
definição religiosa.
Judeu é aquêle que, não tendo afiliação religiosa formal,
considera os ensinamentos do Judaísmo – sua ética, seus
costumes, sua literatura – como propriedade sua. Esta é a
definição cultural.
Judeu é aquêle que se considera judeu ou que assim é
considerado pela sua comunidade. Esta é a definição prática.
Como parte de inegável importância para qualquer definição
válida, deve-se dizer também o que o judeu não é. Os judeus
não são raça. A história revela que através de casamentos e
conversões o seu número sofreu acréscimos sem número. Há
judeus morenos, louros, altos, baixos, de olhos azuis,
verdes, castanhos e pretos. E apesar da maioria dos judeus
serem de raça branca, há judeus negros falasha na Etiópia,
os judeus chineses de Kai-Fung-Fu e um grupo de judeus
índios no México, cuja origem, até hoje, ainda é um mistério
para antropólogos e arqueólogos.
Para se compreender o Judaísmo, a busca do absoluto no
ritual e no dogma deve ser abandonada, para dar lugar a um
exame de ampla filosofia à qual subordina a nossa fé. As
nossas regras de culto são muito menos severas do que as de
conduta. Nossa crença no que se refere à Bíblia, aos
milagres, à vida eterna – é secundária em relação à nossa fé
nas potencialidades humanas e nas nossas responsabilidades
para com o próximo. As modificações introduzidas, no
decorrer dos anos, no ritual e nos costumes são de
consequência mínima comparadas com os valores eternos que
fortaleceram a nossa fé através de incontáveis gerações e
mantiveram o Judaísmo vivo, em face de tôdas as
adversidades.
O Judaísmo sempre foi uma fé viva, crescendo e modificando
constantemente como todas as coisas vivas. Somos um povo
cujas raízes foram replantadas com demasiada frequência,
cujas ligações com as mais diferentes culturas foram muito
intensas para que o nosso pensamento e tradições religiosas
permanecessem imutáveis. Sucessivamente, os judeus fizeram
parte das civilizações dos assírios, dos babilônios, dos
persas, dos gregos, dos romanos e, por fim, do mundo
cristão. As paredes do gueto foram mais uma exceção do que
propriamente uma regra no curso da história. Tais
experiências, inevitavelmente, trouxeram consigo certas
modificações e reinterpretações.
De qualquer maneira, a religião judaica conseguiu se
desenvolver sem submeter-se ao dogmático ou ao profético. A
fé do judeu exige que ele jejue no Dia do Perdão. Mas
enquanto jejua, aprende a lição dos profetas que condenam o
jejum que não é feito com probidade e benevolência. Ele vem
à sinagoga para rezar, e, durante o culto, lê as palavras de
Isaías dizendo que a oração é inútil a não ser que ela seja
o reflexo de uma vida de justiça e de misericórdia. Assim, o
Judaísmo continua sendo uma fé flexível, que vê os valores
através de símbolos e ao mesmo tempo se precaveu contra
cerimônia superficiais.
Acreditamos em Deus, um Deus pessoal cujos caminhos
ultrapassam a nossa compreensão, mas cuja realidade ressalta
a diferença que existe entre um mundo com finalidades e
outro sem propósitos.
Acreditamos que o homem seja feito à imagem de Deus, que o
papel do homem no universo é único e que, apesar da falha de
sermos mortais, somos dotados de infinitas potencialidades
para tudo o que é bom e grandioso.
São essas as nossas crenças religiosas básicas. Os outros
pontos abordados acima podem ser considerados, como diria
Hilel, "mero comentário".
Quais são os Princípios Básicos do Judaísmo ?
A maneira mais autêntica de adorar Deus é a imitação das
virtudes dividas: como Deus é misericordioso, assim também
devemos ser compassivos; como Deus é justo, assim devemos
tratar com justiça ao próximo; como Deus é tardo em se
irritar, assim também devemos ser tolerantes em nossos
julgamentos.
O Talmude fala em três princípios básicos da vida: a Torá,
ou instrução; o serviço de Deus, e a prática de boas ações,
ou caridade.
O amor ao saber domina a fé judaica. Desde o primeiro século
da era cristã, têm os judeus um sistema de educação
obrigatória. A responsabilidade pela educação dos pobres e
dos órfãos cabia à comunidade tanto quanto aos pais.
Tampouco se alheavamos antigos rabis à psicologia educativa.
No primeiro dia de escola as crianças ganhavam bolos de mel
com o feitio das letras do alfabeto, para que associassem o
estudo ao prazer !
O segundo princípio básico desta religião é o serviço de
Deus. Desde sua mais tenra meninice aprendem os judeus que
Êle deve ser adorado, por amor, e nunca por temor.
O terceiro fundamento do Judaísmo é a caridade, a genuína
caridade que brota do coração. Não existe outra palavra
hebraica para traduzir caridade senão a que significa
"dádiva eqüanime". A filantropia, observou um notável
erudito, nasceu de dois elementos da religião judaica: o
conhecimento de que tudo quanto possuímos é propriedade do
Senhor; e a convicção de que o homem pertence a Deus.
Para o judeu piedoso, a filantropia não conhece fronteiras
raciais ou religiosas. De acordo com o rabis: "Exige-se de
nós que alimentemos os pobres dos gentios tanto como nossos
irmãos judeus..." Ninguém está isento da prática da
caridade. Informa-nos o Talmude que "até quem vive de uma
pensão deve dar ao pobre"!
No primeiro século da nossa era, o rabi Johanan perguntou a
cinco de seus mais preclaros discípulos o que consideravam o
alvo supremo da vida. Cada qual ofereceu a sua fórmula
predileta. Depois de ouvir a todos, disse Johanan: "A
resposta do rabi Elazar ainda é a melhor – um bom coração".
Outro grupo de estudiosos procurou um único verso da Bíblia
que distilasse a essência da fé judaica. E encontraram-no
nas palavras do profeta Miquéias: "Que é que o Senhor pede
de ti, senão que pratiques justiça e ames a beneficência e
andes humildemente com o teu Deus".
Acreditam os Judeus que o Judaísmo é a Única Religião
Verdadeira ?
Os judeus consideram a sua religião a única para os judeus;
jamais condenam, porém, o devoto de qualquer outra fé.
Diz-nos o Talmude: "Os justos de todas as nações merecem a
imortalidade".
Consideram-se os Judeus "O Povo Eleito" ?
As palavras "povo eleito" deram origem a muitas ilações
capciosas. A maioria delas provêm da falta de familiaridade
com a tradição judaica e de uma incompreensão daquilo que o
Judaísmo considera seu papel específico e sua
responsabilidade.
Não se acreditam os judeus dotados de quaisquer
características, talentos ou capacidades peculiares, nem
tampouco que gozem de algum privilégio especial aos olhos de
Deus. A Bíblia refere-se à escolha de Israel por Deus, não
em termos de preferência divina, mas antes por divina
intimação.
Qual é o Conceito Judaico de Pecado ?
O conceito judaico de pecado se ampliou e transformou
através dos séculos. Para os antigos hebreus, o pecado
consistia na violação de um tabu, uma ofensa contra Deus,
pela qual deveria ser oferecido um sacrifício expiatório.
Gradativamente, com o correr dos anos, esse conceito se
dilatou. O pecado passou a significar a nossa inabilidade em
nos conformarmos com nossas plenas potencialidades, o nosso
malôgro em cumprir nossos deveres e arcar com as nossas
responsabilidades como judeus e como povo de Deus.
Acreditam os Judeus no Céu e no Inferno ?
Houve tempo em que a idéia do céu e do inferno teve acolhida
generalizada na teologia judaica. Embora não contenha
qualquer referência direta a um futuro concreto ou físico, o
Antigo Testamento faz algumas vagas e poéticas alusões a uma
vida posterior. E durante o período da dominação persa sobre
Israel, diversos ensinamentos de Zoroastro, entre os quais a
noção de um céu e um inferno futuros, tornaram-se populares
entre os judeus.
Hoje, estes acreditam na imortalidade da alma – uma
imortalidade cuja natureza só é conhecida de Deus – mas não
aceitam um conceito literal de céu e do inferno.
Os judeus sempre se preocuparam mais com este mundo do que
com o outro e sempre concentraram seus esforços religiosos
na criação de um mundo ideal para nele viverem.
Acreditam ainda os Judeus na vinda do Messias ?
A crença na vinda do Messias – um descendente da Casa de
Davi que redimirá a humanidade e estabelecerá o Reino de
Deus na terra – faz parte da tradição judaica desde os dias
do profeta Isaias.
Conforme descrevia a lenda, o Messias deveria ser um ente
humano dotado de dons muito especiais: sólida capacidade de
comando, grande sabedoria e profunda honestidade. Empregaria
ele tais faculdades no estímulo da revolução social que
ensejaria uma era de perfeita paz. Nunca, porém, houve
qualquer alusão a um poder divino que seria gerado.
Encarava-se o Messias como um grande chefe, um moderador de
homens e da sociedade, mas, com tudo isto um ser humano, e
não um Deus.
Contudo, a maioria dos judeus reinterpretou a primitiva
crença num Messias não como um Redentor individual, mas como
a própria humanidade que, corretivamente pelos seus próprios
atos, seria capaz de introduzir entre nós o Reino de Deus.
Quando a humanidade alcançar um nível de verdadeira
sapiência, bondade e justiça, então será esse o Dia do
Messias.
É Verdade que no Judaísmo o Lar é mais Importante que a
Sinagoga ?
Sim, decididamente. Se todos os templos israelitas tivessem
de fechar, a base religiosa judaica permaneceria intacta,
por que o seu centro está no lar.
Os judeus consideram o seu lar um santuário religioso. A
família é a fonte principal do seu culto, e seu ritual tanto
se destina ao lar quanto à sinagoga. A mãe, acendendo as
velas de Sábado – nas noites de sexta-feira, o pai,
abençoando os filhos à mesa de sábado, as dúzias de ritos
oportunos e significativos que acompanham a observância de
todo dia santo judaico. A religião judaica é essencialmente
uma religião familiar.
Lei e Ritual Religioso
Um dos traços mais característicos do Judaísmo consiste na
sua grande variedade de ritos e cerimônias – rituais que se
relacionam com todas as circunstâncias da vida, desde o
berço até o túmulo. A religião judaica está repleto de
símbolos de toda espécie. E apesar de alguns poucos terem
surgido em séculos recentes, a maioria tem origens muito
antigas.
Quandos os pais levam o filho à sinagoga para a Bar Mitzvah,
reina profunda comoção entre os fiéis, alegres por
contemplarem um rapazinho ou uma jovem passar para a idade
adulta, enquanto os pais se orgulham por verem o filho ou a
filha assumir um papel na vida da sinagoga, e o mancebo ou a
donzela se compenetram das primeiras responsabilidades da
maioridade. O cerimonial da Bar Mitzvah e da confirmação
sublima todas essas emoções.
Dizer que tais cerimônios são supérfluas é pretender que as
palavras podem bastar-se sem música. Podem, é claro. Mas a
música frequentemente acrescenta-lhes uma nuança que marca a
diferença entre fortuito e significativo, entre trivial e
solene. Destarte, os ritos e os símbolos, amiúde emprestam
poesia à vida e tornam-na digna de ser vivida.
A palavra hebraica que significa santo é Kaddosh e é
encontrada sob diversas formas através de todo o ritual
judaico.
Aos sábados e nas festas o judeu recita o Kiddush, a
Santificação do Vinho. As palavras e a benção em si não têm
tanto sentido quanto a própria cerimônia. O pai toma nas
mãos a taça de prata e declama as palavras em voz alta; a
mãe e os filhos ouvem atentamente e respondem com um "Amém"
conclusivo. É um ato simples e no entanto espelha toda a
beleza e a serenidade que o Sábado representa.
O ritual de Devoção silenciosa, recitada três vezes por dia,
contém uma prece chamada Kedushah, na qual o oficiante
repete as palavras do profeta: "Santo, santo, santo é o
Senhor dos exércitos, o mundo inteiro está cheio de sua
glória".
E, ao fim da vida, há outra forma de santificação, o Kaddish
– no qual a pessoa que perdeu um ente querido afirma, apesar
de toda a sua aflição, que a vida é sagrada e digna de ser
vivida.
Existe um Livro Completo da Lei Judaica ?
Nenhum livro incorpoda todas as leis religiosas a que estão
sujeitos os judeus.
O máximo que se alcançou na compilação de um código legal
único é representado pelo Schulchan Aruch, do século XVI de
autoria de José Caro, repositório das leis básicas que hoje
em dia guiam a maioria dos judeus ortodoxos no mundo
ocidental. Mas embora estes aceitem a maior parte do
Schulchan Aruch, ainda assim não o consideram o corpo
integral da lei judaica, soma de todos os códigos aceitos,
comentários, emendas e responsa (respostas dos rabinos aos
problemas suscitados pela experiência prática) contidos numa
biblioteca inteira de escritos judaicos.
Outra obra de padrão é o Código de Maimônides, que registra,
sistemática e logicamente, as opiniões contraditórias do
Talmude.
Por quê Praticam os Judeus a Circuncisão ?
Brith Millah, a circunsição da criança do sexo masculino uma
semana após seu nascimento é o mais antigo rito da religião
judaica. Era praticado pelos patriarcas desde antes da
existência das leis de Moisés e se acha tão indelevelmente
gravado na tradição que nenhuma transferência é permitida,
nem por causa do Sábado nem pelo Dia da Expiação. A
cerimônia só pode ser postergada quanto a saúde da criança
não a permite.
O Judaísmo considera o rito da circunsição um símbolo
externo que liga o menino à sua fé. Não é um sacramento que
o introduz no Judaísmo. A circunsição confirma a condição da
criança e representa um emblema de lealdade à fé israelita.
Que é "Bar Mitzvah" ?
Um menino que completa o seu décimo-terceiro aniversário é
um Bar Mitzvar – literalmente, um homem do dever. Desse dia
em diante, conforme a tradição judaica, é ele responsável
por seus próprios atos e por todos os deveres religiosos de
um homem.
Que é o "Talmude" ?
O Talmude consiste em sessenta e três livros de assuntos
legais, éticos e históricos escritos pelos antigos rabis.
Foi publicado no ano de 499 DC, nas academias religiosas de
Babilônia, onde vivia a maior parte dos judeus daquela
época. É uma compilação de leis e de erudição, e durante
séculos foi o mais importante compêndio das escolas judias.
O Judaísmo ortodoxo baseia suas leis geralmente nas decisões
encontradas no Talmude.
Que Significa o Sábado para os Judeus ?
O Sábado é mais do que uma instituição no Judaísmo. É a
instituição da religião judaica.
O sábado é um período de repouso espiritual, e para um
intervalo na monótona rotina do labor cotidiano. Serve para
recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve
tornar cegos ante a necessidade de viver.
O Cristianismo e o Judaísmo concordam em alguma coisa ?
Em que Pontos Diferem ?
Cristãos e judeus partilham a mesma opulenta herança do
Antigo Testamento, com suas verdades eternas e seus valores
imutáveis. Partilham sua crença na paternidade de um só
Deus, onisciente, todo-poderoso e sempre misericordioso.
Compartilham sua fé na santidade dos Dez Mandamentos, na
sabedoria dos profetas e na fraternidade humana. O núcleo de
ambas as religiões é a firma crença no espírito humano; a
busca da paz e o ódio à guerra; o ideal democrático como
guia de ordem política e social; e, acima de tudo, a
natureza imperecível da alma do homem.
Tanto cristãos quanto judeus acreditam que o homem foi posto
no mundo para um fim – que a vida é muito mais do que "um
brilhante interlúdio entre dois nadas". O alvo social da
Cristandade e do Judaísmo é também um único: um mundo
motivado pelo amor, pela compreensão e pela tolerância aos
semelhantes.
São esses os pontos básicos de concordância – o vasto campo
comum do Judaísmo e do Cristianismo que forma a herança
judaico-cristã, porquanto as raízes do Cristianismo se
entranham profundamente no solo do Judaísmo, no Velho
Testamento e na Lei Moral. E a herança comum de ambas as fés
lançou os alicerces de grande parte do que conhecemos por
civilização ocidental.
Mas existem, naturalmente, vários pontos distintos entre as
duas religiões. Os judeus reconhecem a Jesus como um filho
de Deus no sentido de que somos todos filhos de Deus, pois
os antigos rabis nos ensinaram que uma das maiores dádivas
de Deus ao homem é o conhecimento de sermos feitos à Sua
imagem. Mas não aceitam a sua divindade.
Os judeus também rejeitam o princípio da encarnação de Deus
feito carne. Constitui dogma cardeal de sua fé que Deus é
puramente espiritual e não admite qualquer atributo humano.
Ninguém, acreditam eles, pode servir de intermediário entre
o homem e Deus, nem mesmo num sentido simbólico.
Aproximamo-nos de Deus – cada homem à sua maneira pessoal –
sem um mediador.
O Judaísmo difere também do Cristianismo na doutrina do
pecado original, não interpretando a história de Adão e Eva
como a perda da Graça pelo homem, e não procurando tirar da
alegoria do Jardim do Eden quaisquer lições ou regras sobre
a natureza humana.
As Cerimônias da Sinagoga são reservadas exclusivamente a
Judeus ?
Existe entre os não-judeus uma noção mais ou menos
generalizada de que a sinagoga é um lugar de mistério –
exclusivo e inacessível a todos que não sejam fiéis. Tal
suposição, na verdade, é completamente insustentável.
Qualquer pessoa pode entrar numa sinagoga e a qualquer
tempo. Em muitas casas de adoração judias estão inscritas
sobre os altares as palavras de Isaias: "A minha Casa será
uma Cada para todos os povos".
Fonte: E-Deus.org
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