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  Matérias :: Religião

 

  Autoria: Camila da Silva Agudos


 

 

Igreja Ortodoxa

 

O CRISTIANISMO

A religião dos seguidores de Jesus Cristo é a mais difundida no mundo. Divide-se em varias correntes, das quais as principais são o catolicismo, o protestantismo e o cristianismo ortodoxo. Seus seguidores partilham a crença num Deus criador único, que se manifesta como Pai, Filho e Espírito Santo. Também crêem na salvação e na vida eterna.

 

IGREJA ORTODOXA 

Essa igreja surge como resultado do conflito interno ocorrido no catolicismo, em 1054, quando o império Bizantino rejeita a supremacia de Roma. Até então, duas grandes tradições vinham convivendo no mundo cristão: a latina, no império romano o ocidente, com sede em Roma, e a bizantina, no império romano do oriente, sediada em Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul, na Turquia).

Divergências com relação à doutrina, mas também de ordem política, causam a ruptura entre as duas correntes. Elas se excomungam (isto é, condenam-se) uma à outra. Essa condenação só é cancelada em 1965, pelo papa Paulo VI e pelo patriarca Athenagoras I.

A igreja ortodoxa (palavra que significa “reta opinião”, no idioma grego), ou igreja cismática grega (que vem de “cisma”, ou separação), é menos rígida tanto em seus ensinamentos quanto em sua organização de comando.

Os sacramentos são os mesmos da igreja católica, mas os rituais ortodoxos são cantados sem instrumentos musicais. São proibidas as imagens esculpidas de santos, exceto o crucifixo e os ícones sagrados.

Os ortodoxos não admitem o papa ser infalível em questões de fé, ao contrário do que crêem os católicos. Também não aceitam a existência do purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno. Os ortodoxos também rejeitam a doutrina católica segundo a qual Maria teria concebido “sem pecado”, isto é, virgem, seu filho Jesus Cristo. Para eles, esse dogma não faz parte da narrativa bíblica, e é contrario à doutrina tradicional do pecado original. A assunção da Virgem Maria (sua subida aos céus em corpo e alma), porem, é admitida por eles.

O cristianismo ortodoxo tem originalmente quatro sedes ou patriarcados, em Jerusalém, Alexandria, Antioquia e Constantinopla. Mais tarde incorporam-se os patriarcados de Moscou, de Bucareste e da Bulgária, alem das igrejas autônomas nacionais de Grécia, da Servia, da Geórgia, de Chipre e da América do Norte.

Os graus de ordem dividem-se em diácono, padre e bispo. Os padres e diáconos recebem títulos (arquimandrita, ecônomo, arquidiacono), que não lhes asseguram superioridade espiritual nem adiministrativa. A escolha dos bispos é feita exclusivamente pelos monges, que se dedicam somente à oração e ao estudo e não podem se casar. Os padres podem faze-lo, porem, antes da ordenação. Entre os fieis, o divorcio é permitido, o que também diferencia os ortodoxos dos católicos.

A chegada do cristianismo ortodoxo no Brasil está ligada à imigração de árabes cristãos, russos, gregos, armênios, romenos e ucranianos, iniciada em princípios do século 20. Em 1903, a colônia sírio-libanesa funda em São Paulo a primeira igreja ortodoxa do Brasil. Atualmente, estão mais concentrados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná.

   

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