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Há de tudo neste desconcertante e caliente
"mafuá" que agora se lê sob o título de Amar se
aprende amando, no qual se colhem de imediato duas raras
lições: uma primeira, de ousada simplicidade e que se dá logo
à tona de seu enunciado, onde o autor permite a audácia de
reunir três verbos, cada um deles em voz distinta; e uma outra,
mais funda e talvez difícil, que nos ensina essa prática (tão
trivial não fosse hoje absurdamente anacrônica) cuja eficácia
reside apenas na elementar e irretorquível verdade de que só se
aprende mesmo fazendo.
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