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Um apólogo (= alegoria onde animais e coisas falam)
Pequena história de vaidade e ciumeira que levam uma agulha e a
linha a uma polêmica acalorada cada uma querendo mostrar a sua
superioridade sobre a outra, na função que estão exercendo de
confeccionar um vestido de baile para uma bela dama da nobreza
que tem de ir a um baile. Participam, na história, como
figurantes um alfinete e a costureira. A agulha diz que a linha
esta cheia de si sem razão nenhuma. A linha pede que ela a deixe
em paz e a agulha responde que falará quando lhe der na cabeça.
A linha lembra que agulha não tem cabeça. Quando a agulha diz
que é muito mais importante porque é ela que vai na frente
abrindo caminho, a linha responde que os batedores do imperador
também vão à frente e não são importantes. A agulha se
vangloria de estar sempre entre os dedos da costureira e a linha
lembra que terminado o trabalho a agulha vai para a caixa de
costura enquanto ela, a linha, irá para o baile com o lindo
vestido e sua dona. O alfinete parece querer consolar a agulha e
lhe diz que ele não abre caminho e onde o colocam ele fica. O
autor termina com uma lição moral (?) : "Contei esta
história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a
cabeça: Também eu tenho servido de agulha a muita linha
ordinária!"
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