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O Auto do frade tem como assunto o dia da morte do
rebelde frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador que já estava
preso há mais de um ano. Está sendo preparado o cortejo, a população já se
acumula do lado de fora da cadeia, enquanto isso o frei tenta dormir
enquanto aguarda seu enforcamento. Como o juiz não havia chegado ao Tribunal
de Justiça por causa de uma viagem de 3 meses o corregedor decide que o Frei
Caneca será enforcado em praça pública, após percorrer a cidade com uma
corda enrolada no pescoço. Assim, Frei Caneca é retirado da prisão e muito
fraco percorre as Ruas de Recife, várias pessoas o seguem em pleno meio da
rua, em cada esquina mais gente se aproxima. Em todos os lugares existem
espectadores ao acontecimento abrangendo até mesmo o governador e toda a
sociedade em geral. Frei Caneca chega a dizer algumas palavras, mas é
obrigado a calar-se e até os gestos lhe são proibidos. Seu comportamento
podia representar grande perigo aos oficiais que pregam ser ele um homem
condenado à morte por trair o Rei e pretender o separatismo com a
Confederação do Equador. Lentamente o cortejo vai levando o Frei que anda
calado e sereno. Ao chegar à Igreja do Terço, Frei Caneca é colocado no
centro de um círculo formando de policiais, com intuito de ninguém tentar
soltá-lo ou se rebelar. Nesse evento Frei Caneca é entregue ao oficial
enviado pela Comissão do imperador que o condenou à morte. O Frei
solenemente anda no interior de um círculo de policias.
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Ao chegar na Praça do Forte, onde será executada a
sentença de réu, o carrasco designado para matar o padre recua, temendo a ação
sobre ele de alguma força superior. Então todos os carrascos se recusam a
enforcar o padre, alegando que ele foi visto "voando no céu". Mesmo espancados
resistem a enforcá-lo. O Oficial de Justiça oferece perdão dos crimes aos
presos, comida farta, emprego, cama e mesa a quem fosse voluntário para a
execução. Contudo ninguém se disponibiliza, nem mesmos os presos que queriam
liberdade. Ocorre então que após algumas horas de espera, decide-se formar um
pelotão de doze homens para o fuzilarem, pois nenhum destes ousaria fazê-lo
sozinho. Assim Frei Caneca é morto fuzilado.
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