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Passado no subúrbio do Rio de Janeiro, Clara dos Anjos
conta sobre a jovem e ingênua mulata Clara, filha do carteiro Joaquim dos Anjos,
que é seduzida pelo malandro Cassi Jones. Cassi é um jovem branco, ignorante e
torpe, que usa este sobrenome porque, supostamente, descende de um nobre inglês.
Seu pai não fala mais com ele após suas diversas aventuras que desonraram várias
donzelas e acabaram com vários casamentos (a mãe de uma das vítimas se suicidou;
o marido que ela arranjou depois distribui anonimamente um dossiê sobre Cassi
pelo RJ). Cassi toma Clara como seu próximo alvo e vai tentando se aproximar
dela. Começa pela festa de aniversário desta e vai seguindo, apesar dos pais
dela não deixarem e do padrinho dela e tantos outros falarem sobre ele. Clara
não acredita e continua curiosa sobre Cassi. Cassi passa a usar um velho,
"dentista", que tratava de Clara; ele manda as cartas de um e outro. Depois de
um tempo Cassi parte para São Paulo para um possível emprego; Clara está
grávida. Após pensar em abort, Clara revela a verdade à mãe, que vai falar à
família de Cassi. Lá ela é tratada como só "mais uma mulatinha" e percebe a
verdade total. Pontilhado com referências sobre o preconceito racial (um dos
personagens é poeta Leonardo Flores; mulato e talentoso, fica pobre pois foi
explorado), este foi o primeiro romance de Lima Barreto mais um dos últimos a
ser publicado. Todos os
personagens são tipicamente suburbanos e o vocabulário já
transpira a coloquialidade como é característico ao autor.
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