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Sua única obra importante, Dona Guidinha
do Poço, ficou ignorada até 1952 ,quando foi editada , sessenta
anos após a morte do autor. Coube a Lúcia Miguel Pereira
redescobri-la, fazendo na primeira Edição uma elogiosa ( e
merecida) apresentação. Obra de profundidade, psicológica e
sociológica, vale-se de um estilo vivo, onde se fundem poesia,
reflexão, senso de humor, a presença do falar regional
nordestino, além do aproveitamento das tradições orais e das
narrativas dos contadores de história. Narra a história da
poderosa Margarida Reginaldo de Oliveira Barros , dona de cinco
fazendas, prédios, gado , prataria e muitos escravos. Mulher
bravia e apaixonada, envolve-se com um sobrinho de seu marido,
soldado elegante e vaidoso. Este, acusado de homicídio,
esconde-se na casa do tio, que desconfiado de seus amores com a
mulher, Dona Guidinha resolve entrega-lo à polícia. Como
vingança, Dona Guidinha, manda um caboclo matar o marido , e ,
como sempre altaneira, é conduzida a prisão, sob vaias da
população.
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