|
|
Nos 163 curtos
fragmentos desta obra, Oswald de Andrade constrói um personagem
semi-autobiográfico, o referido João Miramar. Frenético, seu
estilo telegráfico é cheio de neologismos e estrutura fraseal
incomum e inovadora. Ao contar a história de Miramar, da
infância, casamento e amantes, viagens à Europa e aventuras
financeiras no cinema até sua viuvez na época do armistício (o
livro na maioria se passa de em São Paulo de 1912 a 1918),
Oswald cria um romance futurista, Aqui, prosa e poesia se
confundem totalmente; alguns dos fragmentos *são* poesia. O
livro tem prefácio de um personagem fictício do livro: Machado
Penumbra, uma sátira aos "intelectuais" de sua época,
com estilo pedante, gente que Oswald tanto combateu.
|