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As Pupilas do Senhor Reitor

A trama de As pupilas do senhor reitor, de Júlio Diniz, é simples e bem ao gosto romântico. É a história amorosa de duas jovens órfãs, Margarida e Clara, com dois rapazes, Daniel e Pedro.

Sobre o autor

Joaquim Guilherme Gomes Coelho nasceu no Porto, em 1838. Na mesma cidade, falece em 1871, com apenas 39 anos, vítima de tuberculose, tal como sua mãe e seus dois irmãos. Considerado pela crítica como escritor de transição entre o Romantismo e o Realismo, escreveu também poesia, teatro, mas notabilizou-se como romancista.

Em sua produção literária, utilizou vários pseudônimos. Júlio Diniz foi o que o tomou mais conhecido. Sua obra mais famosa, As pupilas do senhor reitor, foi publicada em folhetim em 1866.

Resumo de As pupilas do senhor reitor

As moças Margarida e Clara têm como tutor o reitor da aldeia, e os dois rapazes são filhos do fazendeiro José das Domas. Clara é expansiva e alegre, feliz, às vezes, leviana.

Margarida é reservada, introspectiva. Pedro é forte, rude, ajustado aos trabalhos agrícolas. Daniel é delicado, sentimental.

Quando crianças, Margarida e Daniel se afeiçoam, mas o pai do jovem, ao descobrir o namoro, manda-o estudar medicina no Porto.

O jovem parte para a cidade grande, levando na memória a imagem de Margarida.

Anos depois, Clara e Pedro apaixonam-se e ficam noivos. Daniel termina o curso e volta à aldeia, esquecido de seu amor por Margarida.

Quadro sobre o livro As Pupilas do Senhor Reitor
Aquarela do artista português Alfredo Gameiro (1864-1935) para o romance As pupilas do senhor reitor, de Júlio Diniz, publicado em 1866.

Ela, por sua vez, agora uma professora de crianças, ainda alimenta a paixão por Daniel.

Daniel provoca alvoroço entre as jovens da aldeia, agitando inclusive o coração de Clara, sua futura cunhada. Clara incentiva o interesse de Daniel por ela, e o caso começa a tomar outras proporções. Um dia, os dois são surpreendidos por Pedro. Diante da tragédia iminente,

Margarida assume o lugar da irmã, mesmo correndo o risco de ser malfalada pelos moradores da aldeia. Daniel, admirado da coragem de Margarida, acaba por lembrar-se do namoro de infância, das recordações que levou consigo para o Porto, e volta a apaixonar- se por Margarida.

Graças à atuação de Clara, de José das Domas e do reitor, Margarida, a muito custo, acaba por aceitar o pedido de casamento de Daniel, para a felicidade de todos.

Por: Paulo Magno Torres