Redação da Monografia
Fonte: Manual de
orientação de monografia da Uniceub
Apresentação
Parte-se da premissa de que os trabalhos serão realizados com
o emprego do programa processador de textos Word, da
Microsoft, pois, de acordo com pesquisa feita na
comunidade interessada, este é o mais. Ademais, referido
programa está disponível nos computadores do laboratório de
informática da instituição.
O
manual tem por meta servir como fonte rápida e prática de
consulta aos alunos; assim, somente os tópicos mais comuns
serão tratados, buscando-se a concisão e a simplicidade na
exposição.
Na
elaboração do presente manual, foram empregadas como
principais fontes de consulta as normas da ABNT - Associação
Brasileira de Normas Técnicas, especialmente a NBR
6032/1989 e a NBR 6023/2000, além de outras fontes
bibliográficas indicadas no final deste volume.
1. TERMINOLOGIA
Não obstante o uso de muitos termos concernentes ao tema não
ser uniforme entre os pesquisadores, neste capítulo
pretende-se estabelecer uma padronização do emprego dos
vocábulos mais comuns, o que, por certo, será de utilidade
geral e para a compreensão deste trabalho.
|
termo |
significado |
|
Projeto de pesquisa |
Relatório escrito apresentado ao final da disciplina
MONOGRAFIA I, no qual o acadêmico especifica o
problema que pretende pesquisar, situando-o espacial e
temporalmente, expõe qual é o seu marco teórico de
referência (impressões iniciais sobre o problema) e
indica os meios e os métodos a serem empregados.[15] |
|
Relatório de pesquisa |
Narração escrita, ordenada e minuciosa daquilo que foi
apurado em um trabalho de pesquisa. |
|
Monografia |
Genericamente, qualquer relatório de pesquisa versando
assunto específico; destarte, opõe-se a manual, que
trata de toda uma disciplina ou de assuntos amplos. |
|
Trabalho acadêmico |
Qualquer relatório de pesquisa apresentado em
disciplinas de cursos de graduação e pós-graduação. |
|
Monografia de conclusão de curso |
Relatório de pesquisa versando assunto específico como
requisito para a conclusão de curso de graduação ou
pós-graduação lato sensu. Também conhecido como
“trabalho de conclusão de curso”. |
|
Dissertação |
Relatório de pesquisa versando assunto específico, no
qual o autor deve demonstrar capacidade de
sistematização e de domínio sobre o tema, como
requisito para a conclusão de curso de mestrado. |
|
Tese |
Relatório de pesquisa versando assunto específico, no
qual o autor deve demonstrar capacidade de
sistematização e de domínio sobre o tema, abordando-o
de maneira original e contributiva ao progresso da
ciência, como requisito para a conclusão de curso de
doutorado. |
|
Artigo |
Trabalho monográfico publicado em revista ou jornal e,
por isso, geralmente de pequena extensão. |
|
Resenha |
Trabalho de síntese de obra de terceira pessoa. |
|
Abstract ou resumo |
Síntese da monografia (geralmente teses e
dissertações), apresentada em um único parágrafo,
inserida logo após o sumário, escrita na língua do
texto principal e também traduzida para a língua
estrangeira. |
|
Orientador |
Professor da instituição encarregado de conduzir a
pesquisa dos acadêmicos na elaboração de monografias. |
2. formatação básica
2.1. impressão
O
papel de impressão das monografias de conclusão de curso e
demais trabalhos acadêmicos deve ter o tamanho 210x297mm
(modelo A4), ser branco e apresentar boa qualidade de absorção
da tinta.
A
impressão deve ser feita somente em um dos lados do papel.
A
impressão do texto principal deve ser feita em tinta preta,
podendo ser empregados tons de cinza na formatação dos
títulos; outras cores, mormente as mais vivas, devem ser de
uso restrito às eventuais ilustrações, fotos e tabelas.
2.2. encadernação
A
encadernação serve para facilitar o manuseio e a conservação
das laudas da monografia e deve ser feita, preferencialmente,
com mola espiral e com o emprego de capas plásticas, sendo a
primeira branca e transparente, e a última, preta e opaca.
Depois de aprovada a monografia, o aluno deverá depositar um
volume da versão definitiva em disquete no formato Word.
2.3. margens
Adotam-se as seguintes margens-padrão, na visualização da
configuração da página do Word (alt+A/o)[16]:
2.4. fontes
Deve ser utilizada, para o corpo da monografia, a fonte
Times New Roman, estilo normal, tamanho 12.
2.4.1. uso de aspas e dos estilos negrito, itálico e
sublinhado
Antigamente indicava-se o uso de aspas e dos estilos de fonte
itálico, negrito e sublinhado indistintamente para destacar
palavras estrangeiras, títulos das obras, dos capítulos, de
palavras não usuais, de transcrições etc.. Isso encontrava
justificativa no passado, pois não se podia exigir que os
acadêmicos dispusessem de máquinas datilográficas com tantos
tipos diferenciados. Todavia, não há mais justificativa para
tanto, tendo em vista que o programa processador de textos
dispõe de todos estes recursos. Assim, recomenda-se o
seguinte:
-
o emprego de aspas para destacar transcrições de
textos;
-
o uso do itálico para destacar palavras ou frases em
língua estrangeira;
-
o emprego do negrito para destacar o nome de uma
monografia ou um de um capítulo, bem como palavras de efeito
e expressões principais contidas em um parágrafo;
-
o uso do estilo sublinhado somente para destacar
links (vínculos) empregados em informática.
2.5. parágrafos
A
formatação específica dos principais estilos de parágrafos
será estabelecida a seguir. Devem ser evitadas as linhas
órfãs/viúvas[17]. É recomendável que o acadêmico, para
facilitação do seu trabalho, tenha domínio do uso da função
estilo do processador de texto (alt+F/s).
2.5.1. normal
O
parágrafo normal deve apresentar a seguinte formatação:
2.5.2. citação no corpo do texto
As
citações de fontes de consulta com até 5 linhas hão de ser
lançadas no mesmo parágrafo em que são referidas e são
identificadas por aspas, sem alteração na dimensão e
apresentação da fonte.[18]
Sendo as citações mais longas que 5 linhas, não devem ser
inseridas no texto normal, mas destacadas em parágrafo
especial, em fonte 1 ponto menor que a do parágrafo normal,
e devem observar ss seguintes parâmetros:
2.5.3. notas de rodapé
Empregam-se notas de rodapé para a inclusão de textos e
explicações de importância não essencial para a compreensão do
texto principal, remissões a outras partes do trabalho
(referências cruzadas), advertências, bem como para indicações
bibliográficas, transcrições e idéias contidas em outros
trabalhos.
O
objetivo da inclusão das notas de rodapé é o de não desviar a
atenção do leitor do texto principal para elementos de
importância secundária, mantendo-o enxuto.
A
citação em nota de rodapé terá o formato deste,
independentemente do número de linhas, sendo iniciada e
encerrada pelas aspas.
A
apresentação do parágrafo de notas de rodapé
deve vir em fonte 2 pontos menor que a do parágrafo normal
e seguir as seguintes orientações:
2.5.4. cabeçalho
O
cabeçalho é opcional e pode conter o título da
monografia, o nome do autor ou ambos, ou ainda o título do
capítulo ou da seção.
Não deve ser visível na primeira página de cada seção
(capítulo) nem nos elementos pré-textuais[19].
A
apresentação do parágrafo de cabeçalho deve vir
em fonte 2 pontos menor do que a do parágrafo normal e
seguir as seguintes orientações:
2.6. capítulos
A
divisão da monografia em capítulos, seções etc tem por
objetivo facilitar a identificação de partes do texto
integral, quer para despertar a atenção do leitor para a idéia
central do trabalho, quer para facilitar a sua localização.
Sendo assim, não existem regras fixas para sua determinação –
divide-se um texto em capítulos e subcapítulos quando o autor
entender necessário, conforme perceba que o tema mereça
destaque. Não se nomeiam como capítulos a introdução e a
conclusão.
2.6.1. títulos
Título é a designação que se põe no começo da
monografia, de suas partes, capítulos e seções, e que indica o
tema-objeto do texto a seguir, servindo para facilitar a
identificação do trabalho ou de parte dele.
2.6.1.1. título da monografia
O
título da monografia é inserido na folha de rosto,[20] na
seguinte formatação:
-
parágrafo: centralizado verticalmente; espaçamento
entre linhas: 1,2; sem recuos;
-
fonte: tamanho 16, negrito, todas maiúsculas.
O
título da monografia, evidentemente, não recebe
qualquer numeração, pois é único.
2.6.1.2. títulos dos capítulos e seções
Os
títulos dos capítulos e de suas seções (tantas
quantas houver) são apresentados em parágrafos com alinhamento
justificado, espaçamento entre linhas simples, com recuo
especial de deslocamento, fontes e espaços variados conforme
seu nível, recebendo numeração em algarismos arábicos, da
seguinte forma:
|
nível |
Fonte |
espaçamento |
recuo
especial
deslocamento |
numeração |
|
Tamanho |
estilo |
antes |
depois |
|
título 1(nível de capítulo) |
14 |
todas em maiúsculas, negrito |
66 |
18 |
0,76 |
1. |
|
título 2 (1.ª seção ou divisão de um capítulo) |
13 |
negrito, minúsculas |
12 |
12 |
1,02 |
1.1. |
|
título 3(subdivisão) |
13 |
itálico, minúsculas |
12 |
12 |
1,27 |
1.1.1. |
|
título 4(próxima subdivisão) |
12 |
negrito, minúsculas |
12 |
12 |
1,52 |
1.1.1.1. |
|
título 5(próxima subdivisão) |
12 |
itálico, minúsculas |
12 |
12 |
1,78 |
1.1.1.1.1. |
Os
números (1.1...) seguem a formatação do título.
Mesmo quando dois ou mais títulos se encontram em seqüência,
sem texto principal entre si, não devem ser adicionados
espaços extras entre a margem esquerda e o número do título
inferior (para destacá-lo), ou seja, o alinhamento vertical
dos primeiros números dos diversos níveis de títulos é sempre
o mesmo[21], junto à margem esquerda. Desta forma:
1.
TÍTULO 1
Texto texto texto
1.1 Título 2
Texto texto texto
1.1.1 Título 3
Texto texto texto
2.7. paginação
As
páginas que compõem o trabalho seguem duas numerações:
-
os elementos pré-textuais recebem numeração em
algarismos romanos, colocada no centro da margem inferior
das páginas. Tal contagem é iniciada com a folha de rosto,
mas esta, por questão de estética, não recebe número;
-
o texto principal recebe numeração em algarismos
arábicos, colocada na margem superior direita (junto ao
cabeçalho, se houver), independente dos elementos
pré-textuais (inicia, portanto, em 1). Também por questão de
estética, a página de início de capítulo não recebe número
(nem cabeçalho);
-
os elementos pós-textuais seguem a numeração do texto
principal, mas não recebem cabeçalho.
3. ESTRUTURA DA MONOGRAFIA
As
monografias são compostas dos seguintes elementos, na ordem de
apresentação:[22]
elementos pré-textuais, isto é, tudo o que vem antes do
texto principal:
-
capa;
-
folha de rosto;
-
epígrafe;
-
dedicatória;
-
agradecimentos;
-
sumário;
-
listas;
-
resumo.
texto principal, composto de introdução,
desenvolvimento e conclusão;
elementos pós-textuais, isto é, tudo o que vem após o
texto principal:
A
capa serve de proteção às páginas do volume que compõe a
monografia; deve ser do mesmo tamanho das páginas (A4), de
plástico transparente branco, para melhor proteger o documento
e para permitir ao leitor a visualização da folha de rosto.
Uma capa também deve ser posta após a última página do
trabalho, com o mesmo escopo de proteção e manuseio; esta,
todavia, deve ser de cor escura, de preferência preta, e
opaca.
Como já se viu, a capa não é contada na numeração das páginas.
3.1.2. folha de rosto
A
folha de rosto serve para permitir ao leitor a imediata
identificação do autor da monografia, do seu tema (através do
título), da instituição para a qual foi apresentada, quem foi
o seu orientador e o ano de conclusão.
Variadas formatações das folhas de rosto são apresentadas nos
diversos manuais de orientação. Entrementes, optou-se pela
seguinte:
-
no alto da página (a 3cm da margem superior): nome do autor;
-
no fim do primeiro terço da página (em 11cm), centralizado,
o título da monografia;
-
logo abaixo (em 15cm), um parágrafo cuja margem esquerda se
inicia no alinhamento vertical do centro do parágrafo do
título da monografia, indicando a natureza acadêmica do
trabalho, a instituição de ensino e o nome do professor ou
orientador;
-
na parte mais baixa (em 26cm), em parágrafos centralizados e
sobrepostos, a localidade (a indicação da unidade federativa
somente será obrigatória se a localidade tiver homônima) e a
data de conclusão do trabalho, incluindo, no mínimo, o ano.
Exemplo:
JOAQUIM JOSÉ DA SILVA
O
SISTEMA TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS
E
A DERRAMA NO BRASIL
Monografia apresentada como requisito para conclusão do curso
de bacharelado em Direito do Centro Universitário de Brasília
Orientador: Prof. Lima e Silva
BRASÍLIA
2002
3.1.3. sumário
O
sumário é a enumeração dos títulos dos capítulos
e suas divisões, com indicação da página de seu início, tendo
por objetivo facilitar ao leitor a localização de textos na
monografia.[23] Deve ser adequado ao tamanho do trabalho.[24]
É
importante destacar que, se o acadêmico tiver domínio do uso
da função estilos do processador de textos
Word, e os tiver empregado no corpo do trabalho, poderá se
poupar do esforço de elaborar o sumário, pois o programa
insere-o automaticamente quando requerido (Alt+I/c/l)[25],
inclusive indicando a página em que o título é encontrado.
3.1.3. sumário
O
sumário é a enumeração dos títulos dos capítulos
e suas divisões, com indicação da página de seu início, tendo
por objetivo facilitar ao leitor a localização de textos na
monografia.[23] Deve ser adequado ao tamanho do trabalho.[24]
É
importante destacar que, se o acadêmico tiver domínio do uso
da função estilos do processador de textos
Word, e os tiver empregado no corpo do trabalho, poderá se
poupar do esforço de elaborar o sumário, pois o programa
insere-o automaticamente quando requerido (Alt+I/c/l)[25],
inclusive indicando a página em que o título é encontrado.
3.1.4. abstract ou resumo
Chama-se abstract ou resumo a síntese da
monografia, inserida logo após o sumário, escrita na língua
portuguesa e, facultativamente, traduzida para língua
estrangeira. Servindo apenas como apresentação panorâmica da
monografia, é exibida em um único parágrafo e com a mesma
formatação do texto principal. A palavra resumo ou
abstract deve estar centralizada e duas linhas acima do
respectivo texto.
3.1.5. texto principal
O
texto principal é a monografia em si. No mínimo, divide-se em
três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Na
introdução, o autor expõe o problema que motivou a
pesquisa, situando-o espacial e temporalmente, indicando o
objeto e o método nesta empregado. Recomenda-se uma breve
descrição das partes de que se comporá o desenvolvimento.
O
desenvolvimento do trabalho, divisível em capítulos, é
a parte principal da monografia. É ali que o autor faz uma
retrospectiva da situação problemática, como ela vem sendo
tratada pela comunidade científica (doutrina, jurisprudência
etc.), elabora sua crítica e apresenta suas teses, explicando,
detalhadamente, suas conclusões.
A
conclusão da monografia destina-se à memorização e
fixação das principais partes do trabalho ou à articulação
delas com o propósito inicial da pesquisa. É usual que o autor
faça uma síntese das conclusões parciais a que chegou, podendo
apresentá-las por meio de tópicos concisos.
No
corpo do texto principal, podem ser inseridos elementos
gráficos, fotos, ilustrações etc., desde que sejam essenciais
para a sua compreensão; caso contrário, estes devem ser
inseridos como anexos.
3.1.6. referências bibliográficas
Recebe o nome de referências bibliográficas[26]
a lista de obras explicitamente utilizadas pelo autor no
corpo do texto principal de seu trabalho. Obras consultadas,
mas não mencionadas, devem ser omitidas da lista.
Em
caso de repetição de nomes de autores ou de monografias com
edições diferentes, o texto repetido deve ser substituído por
um travessão de 5 espaços seguido de um ponto: _____.
Esta lista deve ser apresentada em ordem alfabética[27] de
autores, conforme especificações contidas adiante, no item 9.2
deste Manual.
3.2. elementos eventuais
3.2.1. epígrafe
Epígrafe é um título ou uma frase posta em página
especial de uma monografia ou antes do início do texto de um
capítulo, servindo de mote ou de inspiração. Na verdade, é uma
frase de efeito cujo tema tem correlação com o objeto de
estudo da monografia, a qual, por seu apuro, profundidade ou
autoridade[28], mereça ser citada em destaque, para motivação
inicial.
Normalmente a epígrafe é grafada em parágrafo especial na
parte inferior da página[29], com formatação idêntica às
citações.[30]
Logo após a transcrição, em parágrafo imediatamente abaixo,
com alinhamento à direita, é colocada a fonte. Assim:
"Não há ciência isolada e integral; nenhuma pode ser
manejada com mestria pelo que ignora todas as outras. Quando
falham os elementos filológicos e os jurídicos, é força
recorrer aos filosóficos e aos históricos, às ciências
morais e políticas."
Carlos Maximiliano
3.2.2. dedicatória
A
dedicatória é um pequeno texto em que o autor da
monografia manifesta suas afeições e agradecimentos a pessoas
do seu estreito relacionamento, normalmente familiares. A
formatação do parágrafo da dedicatória é
idêntica àquela da epígrafe.
3.2.3. agradecimentos
Se
o autor da monografia desejar manifestar seus agradecimentos a
outras pessoas, tais como o orientador do trabalho,
colaboradores, estagiários, bibliotecários, digitadores,
revisores, pode fazê-lo em página destacada, em forma idêntica
à da epígrafe.
3.2.4. listas de gráficos, ilustrações etc.
As
listas são sumários de outros elementos, que não
os títulos dos capítulos, tais como gráficos, mapas, tabelas,
ilustrações etc.; evidentemente, a necessidade de uma lista
vai estar condicionada à existência desses componentes.
3.2.5. anexos
Designam-se como anexos todos os textos, gráficos e
documentos que servem de apoio, ilustração ou suplemento do
trabalho monográfico, os quais, por serem acessórios, não são
inseridos no corpo principal, mas após este.
Os
anexos, tantos quantos existirem, ganham numeração em
algarismos romanos; assim:
A
inserção, como anexos, de leis e de julgados só é recomendável
quando forem de difícil acesso (por exemplo, leis revogadas,
direito estrangeiro, julgados sem maior repercussão). Não se
justifica a inserção de anexos para a transcrição de leis
federais vigentes ou enunciados de súmulas de tribunais
superiores, por exemplo.
3.2.6. glossário
O
glossário é uma relação das palavras de uso técnico ou
de emprego não corriqueiro, cuja compreensão é importante ao
entendimento das idéias apresentadas. Em outros termos, é um
pequeno vocabulário. Deve ser apresentado em ordem alfabética.
É inserido após o texto principal. Recomenda-se seu emprego
somente em temas de extrema especificidade.
3.2.7. índices
Os
índices são relações de palavras principais do texto,
com indicação dos números das páginas onde estas são
encontradas, os quais têm por objetivo permitir a fácil
localização de nomes, locais, institutos, autores etc.
Normalmente os índices somente são empregados em trabalhos de
maior corpo, com mais de 50 laudas.
O
nome do índice pode variar conforme o seu conteúdo; assim,
índice onomástico, quando contiver apenas nomes de
pessoas; índice geográfico, quando contiver nomes de
locais; quando o índice tiver, indistintamente, nomes de
pessoas, de locais e outras palavras-chave, recebe o nome
genérico de índice remissivo.
Novamente destaca-se que o processador de textos pode criar um
índice remissivo automaticamente,[31] apresentando as palavras
em ordem alfabética, já com a referência às páginas onde estas
se encontram; todavia, para tanto, o acadêmico deve,
anteriormente, selecionar as palavras desejadas e marcá-las
para compor o índice[32].
4. citações
Citações são referências feitas no texto a idéias,
pensamentos e demais expressões, proferidas em lugar diverso
(monografia, tese, acórdão, palestra etc.) por outros
estudiosos ou pelo próprio autor, servindo para dar
sustentação àquilo que se defende ou para estabelecer a
crítica a posições antagônicas.
As
citações sempre devem vir acompanhadas das referências
bibliográficas, indicando a fonte de onde foram extraídas.
4.1. localização das citações
Quanto à localização no trabalho, as citações podem ser feitas
no texto principal (no corpo de um parágrafo normal ou
em parágrafo especial) ou em notas de rodapé.
Recomenda-se o emprego das citações no próprio corpo do texto
quando a citação for essencial ao estudo e compreensão do
assunto tratado e a sua localização neste lugar não desviar a
atenção do leitor em relação ao tema principal.
A
citação no texto principal, de acordo com a sua extensão, pode
ser feita no corpo de um parágrafo normal ou em
parágrafo especial.[33]
4.2. literalidade das citações
De
acordo com o grau de literalidade, as citações podem ser assim
classificadas em:
-
citação direta ou literal, quando se tratar de
transcrição literal de um texto, sem modificações no seu
texto e pontuação, ou, no máximo, contendo supressões de
partes desnecessárias.
-
citação indireta ou ideal, quando a citação
não for literal, mas apenas traduzir a idéia do autor
citado. Neste caso, se a citação tiver aproximadamente o
mesmo tamanho e conteúdo do texto original, receberá o nome
de paráfrase; se tratar de mera síntese das idéias,
será chamada condensação.
-
citação de citação ou de segunda mão [34] é
aquela em que o autor não teve acesso à fonte (trabalho) da
qual foi extraída, tomando contato com ela por intermédio de
trabalho de terceiro. Por questões de confiabilidade, as
citações de segunda mão devem ser evitadas ao máximo,
justificando seu emprego somente quando a fonte original for
inacessível ou a citação não for essencial.
-
citação traduzida é aquela em que o autor[35] ou
terceira pessoa traduz texto originalmente escrito em língua
estrangeira[36]. Para facilitar a conferência da tradução, o
texto original pode ser transcrito em nota de rodapé.
4.3. elementos não originais em citação
Sempre que desejar alterar a apresentação da citação original,
o autor deve mencionar a modificação, esclarecendo-a por
expressões entre colchetes.
Vejam-se as hipóteses abaixo:
|
[...] |
Para indicar supressão de texto. Ex.:
"O universal lógico do Direito é apresentado pelos
neokantianos, de maneira estática [...], esvaziando
daquela função constitutiva que as categorias
desempenham em relação a experiência, e que [...]
marca o valor do transcendentalismo kantiano." |
|
[?] ou [!] |
Para demonstrar dúvida [?] ou perplexidade [!] com a
idéia do texto original. Ex.:
Disse Afrânio Silva Jardim: "Divergindo da doutrina
majoritária, entendemos que a Lei n.° 9.099/95 não
mitigou o princípio da obrigatoriedade do exercício da
ação penal pública condenatória" [!]. |
|
[sic] |
Para destacar erros ou incoerências contidas no
original. Ex.:
Lê-se nos autos de inquérito policial: "quando o
ladrão pulou a serca [sic], logo os policiais o
prenderam". |
|
[sem grifo no original] |
Para indicar destaque de texto inexistente no
original. Ex.:
Prossegue Afrânio Silva Jardim: "Na verdade, o
legislador não deu ao Ministério Público a
possibilidade de requerer o arquivamento do termo
circunstanciado e das peças de informação que o
instruírem quando presentes todas as condições para o
exercício da ação penal" [sem grifo no original]. |
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Referências bibliográficas são elementos que permitem a
identificação de um trabalho mencionado no corpo do texto
principal, tais como o nome do autor, o título da monografia,
data de publicação etc.
Como se verá, existem elementos das referências que são
obrigatórios (a apresentação das referências bibliográficas se
encontra padronizada pela NBR 6023, da ABNT). Todavia, diante
da diversidade de situações que se terão na prática, jamais se
conseguirá uma padronização absoluta.
Não se pode perder de vista que o objetivo principal das
referências é permitir ao público leitor a identificação do
trabalho. Evitam-se posições extremadas: a inserção de dados
em demasia sobrecarrega o texto; a sua ausência não permite o
alcance do seu escopo.
Assim, as referências devem ser adequadas ao público-alvo,
sendo, por exemplo, absolutamente desnecessária, em monografia
jurídica, a anteposição da palavra BRASIL, para identificar o
Supremo Tribunal Federal, nas citações jurisprudenciais[37],
ou ainda a menção às dimensões e números de páginas da
referida obra.
As
referências bibliográficas são necessárias para permitir a
identificação e a conferência das fontes das citações
inseridas no corpo do texto ou em nota de rodapé e na lista
bibliográfica a ser apresentada no fim do trabalho.
5.1. referências em citações
As
referências bibliográficas de citações podem ser apresentadas,
facultativamente, no corpo do texto principal (sistema
autor/data) ou em notas numeradas (de rodapé ou em
lista anotada no final da monografia, capítulo ou seção).
Entretanto, feita a opção por um dos referidos sistemas, deve
ser mantido o mesmo em todo o trabalho.
5.1.1. no corpo do texto (sistema autor/data)
É
recomendável a apresentação das referências bibliográficas
logo após as citações, entre parênteses, quando a fonte citada
é o objeto principal do estudo e, por isso, vai ser
constantemente mencionada, como quando se elabora crítica
sobre o pensamento de renomado autor em determinada
monografia.
Neste caso, os elementos referenciais serão mínimos, contendo
apenas o nome principal do autor, o ano da publicação e o
número da página; assim:
Também o sociologismo de Erlich não escapa à crítica: “Mas é
isto, justamente, que o positivismo sociológico de Ehrlich não
consegue valorizar, porque lhe falta – tal como ao seu
reverso, o positivismo formal da Teoria Pura do Direito de
Kelsen – o acesso ao domínio do ser espiritual das idéias e da
sua realização nas objetivações do espírito” (Larenz, 1991:
86).
5.1.2. em notas numeradas
Preferencialmente, as referências bibliográficas devem ser
apresentadas em notas de rodapé numeradas,[38] contendo, no
mínimo, os seguintes elementos:
-
nome do autor;
-
título a, sans-serif" size="1">As referências bibliográficas
de citações podem ser apresentadas, facultativamente, no
corpo do texto principal (sistema autor/data) ou em
notas numeradas (de rodapé ou em lista anotada no final
da monografia, capítulo ou seção). Entretanto, feita a opção
por um dos referidos sistemas, deve ser mantido o mesmo em
todo o trabalho.
5.1.1. no corpo do texto (sistema autor/data)
É recomendável a apresentação das referências bibliográficas
logo após as citações, entre parênteses, quando a fonte
citada é o objeto principal do estudo e, por isso, vai ser
constantemente mencionada, como quando se elabora crítica
sobre o pensamento de renomado autor em determinada
monografia.
Neste caso, os elementos referenciais serão mínimos,
contendo apenas o nome principal do autor, o ano da
publicação e o número da página; assim:
Também o sociologismo de Erlich não escapa à crítica: “Mas é
isto, justamente, que o positivismo sociológico de Ehrlich
não consegue valorizar, porque lhe falta – tal como ao seu
reverso, o positivismo formal da Teoria Pura do Direito de
Kelsen – o acesso ao domínio do ser espiritual das idéias e
da sua realização nas objetivações do espírito” (Larenz,
1991: 86).
5.1.2. em notas numeradas
Preferencialmente, as referências bibliográficas devem ser
apresentadas em notas de rodapé numeradas,[38] contendo, no
mínimo, os seguintes elementos:
-
nome do autor;
-
título o último sobrenome[39], este em maiúsculas;
-
o título da obra, em negrito ou itálico, sendo
somente a primeira letra da primeira palavra em
maiúscula[40];
-
a edição, se não for a primeira;
-
imprenta: local (especifica-se a unidade federativa
ou o país somente se houver possibilidade de confusão com
outra localidade), editora (só o nome principal) e
ano de publicação;
-
número da página (somente se for referência em
citação); assim: p. 35, ou, para indicar trecho: p. 35-50.
1 SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia.
4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997, p. 67.
Exemplo:
Obs.: a forma de pontuação deve ser uniformemente seguida.
5.3.2. especificações variadas
5.3.2.1. quanto ao autor
|
5.3.2.1.1. coletâneas[41] |
Existindo um organizador ou coordenador, a entrada é
feita pelo seu nome (o qual pode ser de uma
instituição), seguido da função abreviada, entre
parênteses; caso contrário, diretamente pelo título,
sendo a primeira em maiúsculas.
wolkmer, Antonio Carlos (Org.). Fundamentos de
história do direito. BeloHorizonte: Del Rey, 1996,
p. 34. ou
FUNDAMENTOS de história do direito. Belo
Horizonte: Del Rey, 1996, p. 34. |
|
5.3.2.1.2. autor com sobrenomes em língua espanhola |
A entrada é feita pelo penúltimo nome, seguido do
último. Ex.:
BALAGUER CALLEJÓN, F.. Fuentes del derecho.
Madrid: Tecnos, 1992, p. 67. |
|
5.3.2.1.3. desconhecido |
A entrada é feita pelo título, com a primeira palavra em
maiúsculas. Ex.:
MANIFESTO revolucionário. São Paulo: [s.e.],
1932, p. 3. |
|
5.3.2.1.4. dois ou três autores |
Separam-se os seus nomes por ponto e vírgula, na ordem
de apresentação da ficha catalográfica ou, se inexistir
esta, da capa. Ex.:
CINTRA, Antonio Carlos A.; GRINOVER, A |