Jovens
e Instituições Sociais
Dirigido
pela professora Efigênia, que trabalha no ramo da
Sociologia, este trabalho tem como objetivo assimilar os
conteúdos trabalhados em sala de aula com a vida cotidiana
de nós, jovens.
O tema
proposto: “elaborar um álbum relacionando a juventude com as
Instituições Sociais, explicando sobre as perspectivas e
polêmicas referentes a cada uma delas”. Para a execução de
tal, lançamos mão de um material que veio a aparecer em um
ótimo momento.
As
informações aqui contidas são inteiramente baseadas em
nossas fontes de pesquisa, bem como no aproveitamento das
aulas teóricas. Coube a nós pesquisar, ler e repassar o que
foi lido a este material.
Esperamos
que seja prazeroso o desfrute deste, por vocês, caros
leitores, a quem dedicamos com muito carinho esta nossa
obra.
1)
Família
Atualmente,
o jovem vem se destacando nas relações familiares. Os filhos
promovem revoluções dentro de casa e, mesmo menores de
idade, têm voz ativa onde vivem. Tudo isso porque a atual
juventude é mais bem informada do que as gerações passadas,
graças à liberalização educacional. Assim, os jovens estão
promovendo mudanças comportamentais positivas para a família
e para a sociedade.
Geralmente,
quando um membro jovem da família começa a colocar suas
idéias em prática dentro de casa, cria-se uma resistência
por parte dos pais, que gradativamente vai diminuindo, até
cederem aos argumentos dos filhos.
2)
Igreja
“Os jovens
estão fazendo a trilha inversa à de seus pais: retomaram o
gosto por ir à igreja e hoje fazem dela um ponto de
encontro”; assim começa a reportagem que fala sobre os
jovens em relação à igreja. A mudança na forma de como são
feitos os cultos religiosos, como, por exemplo, os estilos
musicais aderidos à música religiosa, conquistaram a
juventude, que se faz mais presente nos cultos. Há também
uma boa porcentagem de jovens que acreditam em um Deus,
apesar de não terem uma religião.
Em relação
a essas mudanças havia uma forte resistência por parte da
Igreja Católica, que é uma instituição altamente
conservadora, mas que já foi bem diluída e hoje há uma
aceitação maior das mudanças - que foram para melhor.
3)
Estado
Diante de
um país cheio de injustiça, pobreza e outros adjetivos mais,
e vendo também que nada está sendo feito para mudar este
quadro, realmente, como afirma o artigo, dá vontade de ter
vivido nos tempos da ditadura militar. Não pelos movimentos
estudantis em si, mas sim pela disposição que se dispunham
os jovens daquela época para mudar o país – o que hoje está
em falta. Os jovens devem cumprir suas lições de casa
(deveres) e também se organizar, como ocorreu naquela época,
para exigir os direitos de todo cidadão.
Mas para
isso é preciso que nós, jovens, mudemos nossos hábitos e
mentalidades. Ler mais faz parte dessa mudança. Somos um
povo que não tem o hábito de ler (brasileiros lêem, em
média, dois livros por ano, enquanto na França, lê-se, em
média, nove). O jovem tem em mente que de tudo o que tinha
de se fazer pelo país já foi feito por seus pais, o que não
é verdade. Nossos pais fizeram a parte deles, lutando pelas
eleições diretas. Cabe agora a nós, lutar pela democracia ao
pé da letra, acabar com as diferenças em nosso país para que
em um futuro - não muito próximo, infelizmente - nossos
descendentes possam viver em um mundo mais justo, digno,
amigável.
4)
Escola
O jovem
dedica boa parte de sua atenção para esta Instituição
Social, pois são necessárias cada vez mais informações para
se ter melhores chances no mercado de trabalho e é papel da
escola orientar os jovens na busca dessas informações.
Há muita
polêmica entre os jovens sobre a escolha do curso e,
conseqüentemente, da carreira a qual seguir. Isso se deve ao
crescente número de cursos novos, oferecidos pelas
universidades. O tema é geralmente abordado tardiamente nas
escolas de Ensino Fundamental (somente no terceiro ano do
segundo grau) e, para piorar a indecisão do jovem, os pais
não sabem como agir: uns pressionam; outros argumentar que
não querem interferir na decisão do filho. Aí, eles deixam
de orientar o jovem.
Ler e obter
informações são o melhor método para abrir o caminho do
jovem até a universidade. Outra coisa que ajuda também é
visitar universidades, saber o perfil dos cursos de mais
interesse, assistir alguma aula e conversar com
profissionais da área.
5)
Trabalho
Em um país
onde o desemprego ainda é grande, muitos jovens sonham com
uma boa carreira profissional e buscam caminhos para chegar
até lá. Apesar de haver aqueles que trabalham pela
necessidade, existem também jovens que começam a trabalhar
desde cedo visando suas independências. Não são poucos os
casos de adolescentes que já começaram com seu próprio
negócio, como mostra a reportagem. Muitos deles
desenvolveram-se bem nas simulações empresariais que as
escolas especializadas no ramo propõem (Junior Achievement)
e já engrenaram seu próprio negócio.
Pena ser
para poucos este tipo de oportunidades (e também sorte).
Geralmente, quem consegue engrenar-se, cedo, com seu próprio
negócio são os jovens de classe média-alta, em que os pais
têm condições de mantê-los em escolas do ramo e bancar o
capital inicial para a produção.
6)
Lazer
Entre a
maior parte dos jovens o meio de lazer predileto são as
lan houses, casas de jogos de computadores conectados em
rede. São poucos aqueles que nunca foram pelo menos uma vez
em uma dessas casas. Os mais assíduos comparecem, em média,
três vezes por semana e passam duas horas e meia em frente
ao computador. As atrações são muitas, desde jogos, acesso à
internet, blogs, comunicadores instantâneos, até lanchonetes
dentro desses estabelecimentos. A intenção é fazer com que a
pessoa fique o máximo de tempo lá.
Pesquisas
mostram que os videogames podem ter efeitos benéficos aos
jovens, como desenvolvimento da coordenação visual e motora,
além do espírito de equipe e promoção de interação social.
Porém, muito tempo em frente ao computador pode causar
problemas de saúde. Também existem alguns jogos não
recomendados para todas as faixas etárias por serem muito
violentos. Especialistas recomendam que os pais visitem
essas casas onde seus filhos costumam freqüentar para
controlar o tipo de jogo que eles jogam e até mesmo o tempo
que eles podem passar se divertindo em frente ao computador.
A posição
do jovem dentro da sociedade brasileira não é das piores –
com suas exceções, é claro. O passar dos anos tem mostrado
uma grande conscientização, em relação às instituições mais
próximas ao jovem, tais como família, escola e trabalho.
Porém, nossa fonte de pesquisa mostrou um descaso com aquela
instituição que tem a função de promover o bem de todos: o
Estado. A falta de mobilização social contra os governos tem
feito com que a política em nosso país não evolua.
Questões de
fé e religião são essenciais na vida dos jovens, o que
talvez seja uma grande surpresa, ou uma prova de que poder
escolher é o melhor caminho. Digo isto comparando a
instituição Igreja atual com épocas remotas e antigas. A
Igreja Católica praticava uma “ditadura religiosa”,
totalitária, que punia aqueles que burlassem seus dogmas. Já
não tão remotamente assim, aqui nos anos 60, onde surgiram
os movimentos hipes, a religião passou a ser deixada de lado
por nossos avôs e até pais. Esta época serviu para que todas
as Instituições Religiosas evoluíssem em prol da conquista
do público jovem, que hoje fazem dos cultos seus pontos de
encontros.
A
tecnologia tem estado ao lado dos jovens em todo momento,
inclusive no lazer. Comunicação instantânea, interação
social. As máquinas têm seus poderes benéficos na vida do
adolescente.
Valorização
do estudo, a preocupação com a carreira, prática do bem.
Quem sabe esta é a fórmula para se mudar um país e poder, um
dia, descansar ao lado de quem a gente gosta.
Revista
Veja edição especial – Jovem, nº32. Editora Abril. Junho
de 2004.
Apostila
escolar: Agrupamentos sociais, Instituições sociais e
Cultura.