O Mundo em Debate - Globalização

Iniciei este estudo a focar-me na existência de uma multiplicidade de conhecimentos.

Assim sendo a palavra que melhor pode identificar o conhecimento dos nossos dias será sem dúvida alguma a palavra: complexidade

Existe uma multiplicidade de paradigmas que expliquem a construção do mundo, no entanto não podemos ainda identificar uma só, como sendo a verdadeira a explicação máxima.

Não faças nada que, no futuro, prejudique a humanidade, faz tudo aquilo que no futuro possa melhorar a vida da humanidade.

A mentalidade e a ciência aliadas à tecnologia fizeram do Homem um animal pensante e dominador por excelência. As suas descobertas aliadas ao saber e à necessidade de sentir-se cada vez mais eficaz e menos trabalhosa a sua existência, levam-no a cometer exageros ao nível das invenções, das mentalidades e dos recursos.

Os fenômenos da atualidade são dominados pela mundialização e a globalização as consequências e as causas de múltiplas mudanças que estão direta e indiretamente relacionadas com a questão do desenvolvimento. A mundialização é um conceito que traduz todo o tipo de mudanças: inovações, criações, destruições, aculturações, descobertas… provocada pela troca de impressões generalizadas pela Humanidade. Na medida em que a mundialização designa a integração crescente das diferentes partes do mundo sob o efeito da aceleração das trocas, do desenvolvimento. Fomentando o gosto pelo saber e o desejo de intervir na construção do futuro.

A mundialização está acompanhada de recomposições a nível regional, dos países e do mundo, e alterações a nível social, profissional. O fluxo econômico e as diversas alterações a nível geográfico decidem as transformações políticas que já são globais e não se confinam a um espaço de identidade cultural, geográfico ou político.

A política tornou-se ela própria global e os rumos da economia e das rotas comerciais comandam a política.
Em parte este tipo de intervenção, bem como a discussão de certos temas e a decisão de alguns rumos do mundo dependem ou são fruto da globalização. O mundo não é mais do que uma aldeia global que não é mais do que uma estratégia para a uniformização dos aspectos econômicos à escala mundial. Para isso contribuíram a televisão, a Internet, a TV. Satélite, etc.…
O mundo não é mais do que um espaço onde, em segundos, se discutem problemas, se vivem vitórias, se decide o rumo que ele vai tomar.

 

Globalização

Qual é a diferença entre Globalização, Mundialização e Internacionalização?

Globalização e Mundialização são quase sinônimas. Os americanos falam em globalização. Os franceses preferem mundialização. Internacionalização pode designar qualquer coisa que escape ao âmbito do Estado Nacional. Globalização, ou mundialização, é o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está a ficar menor e todos se conhecem (assistem a programas semelhantes na TV, ficam a saber no mesmo dia o que ocorre no mundo inteiro), por exemplo: hoje uma indústria de automóveis que fabrica um mesmo modelo de carro em montadoras de 3 países diferentes e os vende em outros 5 países. As empresas não ficam mais restritas a um país, seja como vendedora ou produtora.

Pequena resenha histórica da Globalização

Tendo uma visão apenas da Globalização econômica a História, vamos encontrá-la já muito antes do Império Romano. A Globalização aparece na constituição do Império Chinês; na civilização egípcia, que manteve o domínio de todo o continente africano; Na Grécia, que apesar das cidades-estado, que mesmo independentes viam uma globalização da economia. Mas é em Roma que o direito surge como instrumento de poder, pois só assim os romanos poderiam organizar e controlar o Estado. Além disso, com a expansão territorial, os romanos vêem-se obrigados a construir uma rede de estrada, que possibilitou a comercialização e a comunicação entre os diversos povos.

Porquê que os portugueses se lançaram às grandes descobertas?

Não só para se proteger dos mouros espanhóis, mas também para procurar novas rotas comerciais de globalização. Nesses séculos (XIV e XV), ocorreu um descompasso entre a capacidade de produção e consumo. O resultado disso era uma produtividade baixa e falta de alimento para abastecer os núcleos urbanos, enquanto a produção artesanal não tinha um mercado consumidor, a solução para esses problemas estava na exploração de novos mercados, capazes de fornecer alimentos e metais a ao mesmo tempo, aptos a consumir os produtos artesanais europeus. Outro exemplo que temos, é do século XIX, chamado de Imperialismo ou neocolonialismo. Ocorreu quando a economia europeia entrou em crise, pois as fábricas estavam a produzir cada vez mais mercadorias em menos tempo, assim, com uma superprodução, os preços e os juros despenharam. Na tentativa de superar a crise, países europeus, EUA e Japão buscaram mercados para escoar o excesso de produção e capitais. Cada economia industrializada queria mercados cativos, transformando o continente Africano e Asiático em centro fornecedor de matéria-prima e consumidores de produtos industrializados, gerando com isso um alto grau de exploração e dependência econômica.

Podemos comparar essa dependência econômica e exploração com os dias de hoje, pois é difícil de acreditar na possibilidade de os países desenvolvidos serem generosos com os demais, os emergentes e subdesenvolvidos.

Já no final dos anos 70, os economistas começaram a difundir o conceito de globalização, usada para definir um cenário em que as relações de comércio entre os países fossem mais frequentes e facilitadas. Depois, o termo passou a ser usado fora das discussões econômicas.
Assim, as barreiras comerciais entre os países, começaram a cair, com a diminuição (a eliminação) de impostos sobre importações, o fortalecimento de grupos internacionais (como o Mercosul ou a Comunidade Europeia) e o incentivo do governo de cada país à instalação de empresas estrangeiras no seu território.

Para se ter ideia desse processo, saiba que nos anos 60 somente cerca de 25 milhões de pessoas viajavam de avião de um país para outro, por ano, hoje em dia esse número subiu para cerca de 400 milhões de ligações telefônicas entre os EUA e a Europa, atualmente essas ligações chegam a 1 bilhão por ano.

A Globalização está associada a uma aceleração do tempo. Tudo muda mais rapidamente hoje em dia. E os deslocamentos também se tornaram muito rápidos: o espaço mundial ficou mais integrado. Em 1950 eram necessários 18 horas para um avião comercial cruzar o oceano Atlântico, fazendo a rota NY – Londres. Em 1990 essa rota era feita somente 3 horas, por um avião supersônico. Em 1865, quando o presidente dos EUA, Abraham Lincoln, foi assassinado, a notícia levou 13 dias para chegar na Europa.

Hoje em dia bastam apenas alguns segundos para uma notícia qualquer cruzar o planeta, seja por telefone, seja por fax ou até mesmo pelas televisões, o mundo inteiro acompanha qualquer lugar ou pessoas comendo nas mesmas cadeias de “fast food”, bebendo os mesmos refrigerantes, vestindo jeans, ouvindo músicas semelhantes e assistindo aos mesmos filmes.

A abertura da economia e ao Globalização são processos irreversíveis, que nos atingem no dia-a-dia das formas mais variadas e temos de aprender a conviver com isso, porque existem mudanças positivas para o nosso quotidiano e mudanças que tornam a vida de muita gente mais difícil. Um dos efeitos negativos do intercâmbio maior entre os diversos países do mundo, é o desemprego.

Mas a necessidade de modernização e de aumento da competitividade das empresas, produziu um efeito muito negativo, que foi o desemprego. Para reduzir custos e poder baixar os preços, as empresas tiveram de aprender a produzir mais com menos gente. Incorporavam novas tecnologias e máquinas. O trabalhador perdeu espaço e esse é um dos grandes desafios que algumas das principais economias do mundo têm hoje pela frente: crescer o suficiente para absorver a mão-de-obra disponível no mercado, além disso, houve o aumento da distância e da dependência tecnológica dos países periféricos em relação aos desenvolvidos.

Com todas estas mudanças no mercado de trabalho, temos que tomar muito cuidado para não perder espaço, o cidadão para segurar o seu emprego também tem de se manter em constante atualização, ser aberto e dinâmico, para sobreviver, precisamos de estar em sintonia com os demais países e também ir aprendendo coisas novas todos os dias. Ser especialista em determinada área, mas não ficar restrita a uma determinada função, porque ela pode ser extinta de uma hora para outra.

A globalização não beneficia a todos de maneira uniforme. Uns ganham muito, outros ganham menos, outros perdem. Na prática exigem menores custos de produção e maior tecnologia. A mão-de-obra menos qualificada é descartada. O problema não é só individual. É um drama nacional dos países mais pobres, que perdem com a desvalorização das matérias-primas que exportam e o atraso tecnológico.
A influência dos mass media

Intelectuais julgam-se entendidos em qualquer assunto, tendem ao pessimismo e geralmente analisam um único viés do problema. Quando tocam no assunto mass media a palavra-chave é manipulação.

Um dos temas mais discutidos atualmente é a influência dos mass media no processo eleitoral. Dizem que os jornais fragmentam e espetacularizam o fato, noticiando-o da forma que melhor lhe interessar. E mais: omitem o que acham que não deve ser dito, transfigurando a democracia em uma ditadura mental.
É bem verdade que os meios de comunicação, em especial a TV, influenciam o comportamento do eleitor diante do voto. Afinal, eles são a maior fonte de informação para a maioria da população.
Ora, é óbvio que o jornalismo muitas vezes abusa de sua liberdade. São aqueles "profissionais" rebeldes, contestadores, primordialmente sensacionalistas. Mas pelo ponto de vista político, a função jornalística tem valor democrático, sim.

Apesar de os mass media deturpar e alimentar fantasias, o mundo seria ainda pior se não houvesse jornalismo. Simples: as denúncias ficariam restritas à uma pequena parcela da população, centrada no próprio umbigo. Desta forma, doa a quem doer, o jornalismo é um fator a mais – de muito peso – na sustentação da democracia.

Negros, ricos, homossexuais, pobres, indígenas, católicos, brancos, heterossexuais, mulheres, estrangeiros, judeus, homens, evangélicos, que vivem na cidade, que vivem no campo…. São tantas as diferenças entre as pessoas que não é possível encontrar ninguém igual a ninguém em todo o mundo. Mas será que os meios de comunicação já perceberam isso? Os mass media retratam a nossa diversidade cultural?

A tendência dos meios de comunicação tem sido de homogeneizar, tornar iguais todas as pessoas, todos os povos, a partir de padrões dominantes. Isso impõe a quem não se enquadra nestes padrões com um sentimento de exclusão, pois as identidades cada vez entram em maior colapso, ao contrário de se afirmarem, ao mesmo tempo em que possam respeitar as suas identidades.

Este é um fruto negativo do processo de globalização, pois a globalização em si não se constitui necessariamente nem em fragmentação nem em perda da identidade ou caminho inevitável para os fundamentalismos. Os meios de comunicação não devem ser apenas instrumento para o mercado, mas funcionar sobretudo como espaço para o exercício da diversidade, da tolerância, da solidariedade, da crítica e da democracia.

Autoria: Cláudia Maria Machado


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