PROJETO
TEMA
Educação sexual.
TÍTULO
Educação Sexual: para além dos tabus.
PROBLEMA
Porque a sexualidade ainda é vista como um tabu
na escola?
Como o professor pode ensinar a sexualidade de
forma segura e ir além dos tabus?
OBJETIVOS
Objetivo geral
Ressaltar que o professor, além da família,
exerce um importante papel na sexualidade da criança,
orientando-a no dia-a-dia. Porém, para educar é preciso que o
educador esteja preparado para tal tarefa.
Objetivos específicos
Entender a importância da educação sexual na
escola.
Buscar uma prática mais reflexiva para que os
tabus sejam quebrados.
JUSTIFICATIVA
A sexualidade sempre foi um tema de difícil
discussão, sobretudo para crianças. A curiosidade, a
descoberta das diferenças no próprio corpo e no corpo do
outro, a descoberta das carícias e a fonte incontestável de
prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu e
algo que “não é conversa para crianças” contribuindo ainda
mais na imaginação de cabecinhas ansiosas por informações.
Por todos esses motivos se torna necessário que
escola tenha educadores preparados para esclarecer as dúvidas
dos alunos. É importante que o professor demonstre que as
manifestações da sexualidade infantil são prazerosas e fazem
parte do desenvolvimento saudável de todo ser humano, dessa
forma o professor estará contribuindo para que o aluno
reconheça suas necessidades e desejos, ao mesmo tempo em que
aprende as normas de comportamento necessário para viver em
sociedade.
REFERENCIAL TEÓRICO
O objetivo da educação sexual na escola
consiste em colocar professores com um preparo adequado e
desempenhar de forma significativa seu papel, ajudando os
alunos a superarem suas dúvidas, ansiedades, angústias, pois
“A criança chega na escola com todo tipo de falta de
informação e geralmente com uma atitude negativa em relação ao
sexo. As dúvidas, as crendices e posições negativas serão
transmitidas aos colegas”. (SUPLICY, 1983).
Educação sexual não significa apenas passar
informações sobre sexo. Significa também o contato pessoa /
pessoa, transmissão de valores, atitudes, comportamentos. É
importante observar se estes educadores estão preparados
psicologicamente para falar sobre sexo. A maioria não fez
nenhum tipo de curso. O que sabem é baseado em curiosidades de
revistas e troca de informações com colegas, ou na leitura de
livros que só dizem a respeito do biológico sem levar em conta
respeito, sentimentos e emoções.
Muitos professores não possuem a própria
sexualidade bem resolvida, tendo problemas no casamento ou
consigo mesmo em relação ao sexo. Em suas aulas, certamente
passarão um tom de frustração e inquietação.
De acordo com Maria Luíza Silveira Teles “Os
professores encarregados de educação sexual na escola devem
ter autenticidade, empatia e respeito. Se o lar está falhando
neste campo, cabe à escola preencher lacunas de informações,
erradicar preconceitos e possibilitar as discussões das
emoções e valores” (TELES, 1992).
Os professores também devem evitar emitir seus
próprios juízos de valores e opiniões como verdade absoluta.
Sabemos que é impossível ficar totalmente isentos de opinar e
nem devemos, mas é importante que as questões sejam lançadas,
refletidas, discutidas, sem que apenas uma resposta fique como
a correta.
Esclarecer os limites também faz parte do papel
do professor. Este deve mencionar algumas questões importantes
como o que se pode fazer em locais públicos e privados para
que a intimidade seja preservada. Isso cabe principalmente às
crianças que ainda não possuem esta noção bem definida.
De acordo com o PCN´s - Orientação Sexual,
escolas que tiveram bons resultados com a educação sexual
relatam resultados como aumento do rendimento escolar, devido
ao alívio de tensão e preocupação com questões da sexualidade
e aumento da solidariedade e do respeito entre os alunos. Para
crianças menores relatam que informações corretas ajudam a
diminuir a angústia e agitação em sala de aula (p. 122, 1997).
(...) E quem são, afinal os responsáveis por
uma educação sexual que permita uma visão consciente da
sexualidade (...) claro que os primeiros e principais
responsáveis são os pais (...) E quem são os adultos que, pelo
menos em tese, deveriam aliar-se aos pais nessa difícil tarefa
de educar? Os professores, claro!
(SAYÃO, Rosely).
Desta forma, há muito que fazer para que no
decorrer dos próximos anos nossa sociedade aprenda a se compor
com as exigências de nossa sexualidade sem preconceitos e
tabus.
METODOLOGIA
Este projeto foi escrito mediante a constatação
de que a sexualidade ainda é tida como um tabu nas escolas.
Utilizamos algumas referencias bibliográficas como: livros,
revistas e endereços eletrônicos.
BIBLIOGRAFIA
ARANTANGY, Lídia. Revista Isto É, nº
1340, p. 94. 07 de junho 1995.
GENTILE, Paola. Revista Nova Escola, p.
22 de abril de 2006.
SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1983.
TELES, Maria Luíza Silveira. Educação, a
revolução necessária. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.