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  Matérias :: Sociologia

 

  Autoria: João Carlos


 


Formas de Sociedade
 

Introdução 

Este trabalho abordará os assuntos capitalismo, comunismo, socialismo, anarquismo e democracia. Visando defini-los um a um, de modo que sege de fácil compreensão.

 

CAPITALISMO 

Em seu sentido mais restrito, o capitalismo corresponde a acumulação de recursos financeiros (dinheiro) e materiais (prédios, máquinas, ferramentas) que têm sua origem e destinação na produção econômica.

Essa definição, apesar de excessivamente técnica, é um dos poucos pontos de consenso entre os inúmeros intelectuais que refletiram sobre esse fenômeno ao longo dos últimos 150 anos. São duas as principais correntes de interpretação do capitalismo, divergindo substancialmente quanto a suas origens e conseqüências para a sociedade. A primeira foi elaborada por Marx, para quem o capitalismo é fundamentalmente causado por condições históricas e econômicas. O capitalismo para Marx é um determinado modo de produção de mercadorias (mercadorias são objetos que têm a finalidade de serem trocados e não a de serem usados) que surge especificamente durante a Idade Moderna e que chega ao seu desenvolvimento completo com as implementações tecnológicas da Revolução Industrial. A idéia marxista de modo de produção não se restringe apenas ao âmbito econômico, mas estende-se a toda relação social estabelecida a partir da vinculação da pessoa ao trabalho. Uma característica básica desse modo de produção é que nele os homens encarregados de despender os esforços físicos, que Marx chama de "força de trabalho", não são os mesmos que têm a propriedade das ferramentas e das matérias-primas (posteriormente também das máquinas), denominados "meios de produção". Esta separação proporciona outro aspecto essencial do capitalismo, que é a transformação da "força de trabalho" em uma mercadoria, que portanto pode ser levada ao mercado e trocada livremente (basta lembrar que no modo de produção escravista o objeto da troca é o escravo inteiro, e não só a sua força, enquanto que no feudalismo praticamente não havia trocas econômicas). Assim, a sociedade capitalista estaria dividida entre uma classe que é proprietária dos meios de produção e outra classe cuja única fonte de subsistência é a venda ou troca de sua "força de trabalho". Os argumentos apresentados por Marx para demonstrar a passagem do feudalismo para o capitalismo e a acentuação da divisão do trabalho são elaborados através de uma reconstrução histórica, sendo no momento suficiente apontar que ela passa pela desintegração dos laços entre senhor e servo e pela ampliação das relações comerciais (de troca), estas últimas que permitem uma acumulação inicial de riquezas (chamada por Marx de "acumulação primitiva"). A explicação alternativa foi apresentada por Weber, e enfatiza aspectos culturais que permitiram a expansão do capitalismo. Para ele, o desejo pelo acúmulo de riquezas sempre existiu nas sociedades humanas, como no Império Romano ou durante as grandes navegações, mas até meados do século XVII faltavam condições sociais que justificassem a sua perseguição ininterrupta. Para demonstrar isso ele aponta as amplamente conhecidas condenações feitas pela Igreja Católica às práticas da usura e do lucro pelos comerciantes ao longo do século XV e XVI. Se tais restrições fossem mantidas, a chamada "acumulação primitiva" não teria sido possível.  

A mudança ocorre com a reforma religiosa promovida por Lutero e principalmente Calvino. Segundo eles, a atividade profissional estaria associada a um dom ou vocação divina, e portanto seria da vontade de Deus que elas fossem exercidas. Assim o trabalho, que antes era visto como um mal necessário, passa a ter uma valorização positiva. Mais que isso, Calvino aponta o trabalho como a única forma de salvação, e a criação de riquezas pelo trabalho como um sinal de predestinação. Esses dogmas religiosos, juntamente com outros menores como a contabilidade diária, formam o fundamento de uma ética, isto é de um conjunto de normas que rege a conduta diária do fiel. Essas normas, ao se encaixarem às exigências administrativas da empresa (valorização do trabalho e busca do lucro), criam as condições necessárias para a expansão da mentalidade (ou do "espírito", como o denomina Weber) capitalista e posteriormente da sociedade industrial . Esta explicação demonstra sua consistência quando observamos o elevado estágio de desenvolvimento econômico das sociedades que abrigaram representantes da Reforma (calvinistas, metodistas, anglicanos...): a Alemanha (berço da Reforma), a Inglaterra (pátria do Anglicanismo), os Estados Unidos (destino de milhares de protestantes expulsos da Irlanda católica e outros tantos imigrantes anglicanos ingleses), e os Países Baixos 

 

COMUNISMO 

Comunismo 1. Na teoria marxista, é a ultima etapa do processo histórico da sociedade na qual; a) todos os membros da sociedade trabalham e ninguém vive da propriedade do capital; b)extinguiu-se a exploração e se tem uma sociedade sem classes e; c) o Estado foi eliminado. 2. Por outro lado, o comunismo sustenta que a renda deve distribuir-se da forma igualitária, ou de acordo com as necessidades humanas. Nos países comunistas da atualidade (China e Cuba) a maior parte do capital e da terra é de propriedade estatal. Apesar disso em Cuba e na China estão se introduzindo importantes reformas a favor do regime capitalista (empresas privadas). Outra característica destes países é seu planejamento central, na qual o Estado fixa muitos preços, níveis de produção e outras variáveis econômicas importantes. Ditadura Militar

 

SOCIALISMO 

            A doutrina socialista tem origem no século XVIII, logo que consolidaram-se os efeitos da revolução industrial sobre as sociedades modernas. É uma ideologia que critica o liberalismo econômico, e vai contra as noções de que o mercado é o princípio organizador da atividade econômica, devendo portanto ser preservado a todo custo. Surge principalmente como forma de protesto contra as desigualdades provocadas pelo intenso processo de industrialização, e contra as péssimas condições de vida dos trabalhadores.

Os socialistas observam, com justa razão, que são o mercado e a livre concorrência as principais fontes das desigualdades sociais. O socialismo propõe então limitar o alcance do mercado através de mecanismos reguladores, e defende sobretudo o planejamento da produção como a forma mais eficaz de distribuir a riqueza produzida entre todos os membros da sociedade. Esta é a principal preocupação da ideologia socialista: promover uma distribuição equilibrada de bens e de serviços, tornando-os acessíveis a toda a população. Eqüivale a idéia de socialização da produção. Havia ainda duas correntes de pensamento socialista, a primeira, da qual Marx faz parte, argumentava que o socialismo só seria possível se todas as nações praticassem-no de forma simultânea, caso contrário o fluxo financeiro e as trocas comerciais entre elas impediriam um planejamento equilibrado de suas provisões e necessidades . Justamente por tratar o socialismo como algo inalcançável sob as condições impostas, essa corrente foi chamada de utópica. Já a outra corrente acreditava na possibilidade de implementar o socialismo em poucos países, e então depois de estabilizado expandi-lo para outros. Para isso seria preciso a intervenção do Estado na economia, pois este seria a única força capaz de controlar a atividade dos empresários capitalistas em benefício de toda a população. Alguns países tentaram efetivamente implantar o socialismo, todos eles influenciados pelo sucesso obtido pela URSS após sua pioneira Revolução Bolchevique em 1917, entre eles a China. Com o término da 2.ª Guerra Mundial, e sob a influência da mesma União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (da qual participavam mais de uma dezena de nações, incluindo a Rússia) muitos países do leste da Europa aderiram ao socialismo e sua planificação econômica, entre eles a Polônia, a Romênia, a Checoslováquia e parte da Alemanha (Alemanha Oriental). Para conter os riscos de interferência externa apontados pelos socialistas utópicos, era evitado todo o tipo de contato com países não-socialistas, que caso fosse realmente essencial seria regulamentado pelo Estado. A extrema interferência do Estado em todos os setores da economia levou alguns críticos a reduzir o socialismo, em suas manifestações reais, a uma espécie de "capitalismo de Estado".

Outra questão importante sobre os países socialistas diz respeito a ampliação exagerada de suas burocracias , que com seus critérios extremamente técnicos e rígidos comprometiam a agilidade das decisões e por conseguinte de toda a economia. Os problemas burocráticos são apontados por muitos especialistas como uma das principais causas do fracasso dos regimes socialistas. Uma interpretação mais recente, realizada após a decomposição da União Soviética e a reunificação da Alemanha, apresenta o socialismo real como uma forma intensa de pré-capitalismo. Na argumentação de Kurz, o socialismo foi responsável pela transformação de sociedades predominantemente agrícolas (principalmente o caso da Rússia) em sociedades industriais. Ao longo de pouco mais de meio século ele promoveu nos países que o implementaram as mesmas modificações na estrutura econômica que demoraram mais de duzentos anos para se realizar no restante da Europa. 

 

Democracia 

Sistema de governo em que a soberania repousa no povo em seu conjunto, o qual exerce o governo diretamente ou através de representantes escolhidos.

No mundo contemporâneo, a democracia está estreitamente relacionada com a idéia de escolha dos governantes em eleições periódicas livres e multipartidárias; mas no passado o conceito era entendido em seu significado mais literal, que implicava a reunião dos cidadãos em assembléia para debater questões políticas e deliberar leis. Nessa acepção mais restrita, a democracia era geralmente considerada pelos pensadores políticos como inferior à monarquia (governo exercido por uma só pessoa) e à aristocracia (governo de uma classe considerada superior ou mais bem preparada); eles a viam como um sistema mais propenso a instabilidade e incompetência, e dificilmente praticável em sociedades maiores do que as cidades-Estado (como as da Grécia antiga, por exemplo). O sistema representativo surgiu justamente para resolver esse problema (mas suas limitações foram severamente criticadas por Rousseau, o maior teórico da democracia). Os principais elementos da democracia representativa são: liberdade de pensamento e de expressão; eleições livres periódicas para a legislatura (a assembléia de representantes responsáveis pela legislação), nas quais todos os cidadãos têm direito a votar e a concorrer aos cargos; o direito a formar partidos que disputem as eleições com os demais; um governo que deve prestar contas de seus atos perante a autoridade dos legisladores e que, portanto, é em certa medida controlado pela opinião pública. Quando um ou mais desses elementos está ausente, como em algumas autodenominadas "democracias populares" ou em Estados governados por um partido único (como foi o caso dos países comunistas do Leste Europeu após a Segunda Guerra Mundial), o sistema tem menores possibilidades de funcionar como uma democracia autêntica. Nas democracias representativas, a principal questão prática e teórica tem sido a capacidade ou não de o sistema se aproximar do sentido democrático original pelo aumento da participação popular através de referendos, plebiscitos e outros dispositivos semelhantes. Há também reivindicações de extensão da democracia aos aspectos mais corriqueiros e concretos da vida social, como, por exemplo, às relações de trabalho.

As condições sociais necessárias à estabilidade dos governos democráticos foram objeto de amplas discussões; dentre os fatores isoladamente mencionados, o mais importante aparentemente é o desenvolvimento econômico: as sociedades capitalistas avançadas são, quase na totalidade, democracias representativas, enquanto muitos países em desenvolvimento (a Índia é uma importante exceção) possuem governos autoritários, os quais em geral auto-afirmam-se democráticos apesar de tudo. 

Democracia Capitalista - A democracia capitalista, hoje predominante em todas as sociedades, necessita fazer um reexame de seus princípios básicos. A democracia não se limita ao processo eleitoral, nem deve ser exercida apenas pela ação dos políticos, mas, sim por toda sociedade. Inclusive os políticos, devem agir democraticamente em suas atividades individuais, na realização do bem comum. A democracia é um regime de governo que exige cultura de seus governantes e governados, por isso, o autor coloca em questão, o voto dos analfabetos. Ele faz também severas críticas ao processo de prolongamento os princípios da democracia, a todas as instituições sociais, quando deveriam limitar-se a política.

Democracia Política - Costuma-se dizer que o povo brasileiro já atingiu um alto grau de maturidade política. É um "lugar comum", que só parcialmente corresponde a realidade com efeito, não se podendo negar que uma parte do eleitorado, adquiriu uma consciência mais nítida, dos seus deveres e da sua responsabilidade, no exercício do voto, como expressão legítima da vontade do eleitor. Mas apenas uma parte. A grande maioria, vota pensando, tão somente os seus interesses particulares (da sua pessoa, da sua classe social ou do seu grupo econômico), ou regionais (do município ou do estado) - raramente com os olhos voltados, para os problemas da nação. O eleitor comum, tem uma visão doméstica, para não dizer pessoal, dos problemas do país, e é isto que tem contribuído para que os partidos de âmbito nacional, não passem em última análise, de um grupo despreparado, formado por partidos regionais.  

Democracia Dinâmica - As mudanças que ocorrem com o decorrer do tempo fazem com que novas necessidades apareçam, e com isso a democracia deve passar por uma fase adaptativa. Para existir democracia, é necessário que haja um consentimento, visando o futuro do povo. A base disso é a fé em constituições e eleições, acreditando na participação popular.  

Obs.: Democracia não deve ser classificada só como uma forma de governo, pois implica em uma espécie de sociedade em que a ascensão humana é a finalidade, e a cooperação é o método mais viável. Para se viver democraticamente, o fato de ceder as pressões governamentais deve ser anulado das atitudes populares. Os debates são consideráveis a partir do fato de que formulam pensamentos e elevam as idéias de cada pessoa.

 

Anarquismo 

O anarquismo, desde sua criação, recebeu vários atributos. Seus críticos dizem que é uma forma de organização social onde impera a bagunça. anarquismo é uma doutrina que defende a supressão de qualquer governo formal - por considerar que eles interferem na liberdade individual - substituindo-os por corporativas de grupos associados de produtores. Proudhon foi um de seus precursores e enfatizava o respeito à pequena propriedade, propondo a criação de cooperativas sem fins lucrativos voltadas para o auto-abastecimento e de bancos que concedessem empréstimos sem juros aos empreendimentos produtivos e crédito gratuito aos trabalhadores. Dizia que o Estado deveria ser destruído, sendo substituído por uma "república de pequenos proprietários", sem leis, sem polícia, sem imposto de renda, sem forças armadas, nada mais correto. Existiam idéias menos radical e sem tanta difusão e idéias que pendiam para o lado do terrorismo, como a de Bakunin, um revolucionário russo, fundador do Movimento Populista Russo. O anarquismo pretende suprimir, pular o socialismo. 

 

Conclusão 

Tendo finalizado este trabalho foi possível observar as ideologias de cada item citado no decorrer deste, aumentando o conhecimento nas áreas estudadas, com tudo fortalecendo o melhor entendimento entre as diferenças existentes entre eles.

 

 Bibliografia 

·         FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. A democracia possível. 4. ed. São Paulo, Saraiva

·         AZAMBUJA, Darcy. Introdução à ciência política. 8. Ed. São Paulo, Globo, 1994

·         http://www.amaboaviagem.hpg.ig.com.br/democracia.html

·         SHIMIDT, Mario. Nova história critica. Ed. Nova Geração

   

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