Medicina e Enfermagem

Surdo-Cegueira e Múltipla Deficiência Sensorial

1. DEFINIÇÃO DE DEFICIÊNCIA:

Surdo-cegueira é uma deficiência única que apresenta a perda da audição e visão de tal forma que a combinação das duas deficiências impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca.

Múltipla deficiência sensorial é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua autossuficiência.

2. TIPOS

Surdo-cegueira: Cegueira congênita e surdez adquirida Surdez congênita e cegueira adquirida Cegueira e surdez congênita Cegueira e surdez adquirida Baixa visão com surdez congênita ou adquirida.

Múltipla deficiência sensorial: Surdez com deficiência mental leve ou severa. Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais. Surdez com deficiência física (leve ou severa). Baixa visão com deficiência mental leve ou severa. Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta. Baixa visão com deficiência física (leve ou severa). Cegueira com deficiência física (leve ou severa). Cegueira com deficiência mental (leve ou severa). Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.

3. DADOS ESTATÍSTICOS

É muito difícil precisar números exatos. A razão principal é que a surdo-cegueira e a múltipla deficiência sensorial, em geral, ocorrem em conjunto com outras deficiências mascarando a deficiência sensorial. Sendo assim, o Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial realizará um censo para mensurar o número exato de surdo-cegos e múltiplos deficientes sensoriais no Brasil.

4. CAUSAS:

– Icterícia
– Otite média crônica
– Citomegalovirus
– Falta de oxigênio
– Sarampo
– Traumatismos (acidentes)
– Glaucoma
– Medicação teratogênica
– Retinose pigmentar
– Tumor cerebral
– Toxoplasmose
– Prematuridade
– Meningite
– Medicação ototóxica
– Hidro e microcefalia
– Fator rh
– Caxumba
– Catarata
– Casamentos consanguíneos

5. FATORES DE RISCO

Epidemias de doenças como rubéola, sarampo, meningite Infecções hospitalares Falta de saneamento básico Doenças venéreas Gravidez de risco.

6. PARA FAZER A IDENTIFICAÇÃO

Pode presentar movimentos estereotipados e repetitivos. Não antecipa as atividades. Não demonstra saber as funções dos objetos ou brinquedos, utilizando-os de maneira inadequada. Pode rir e chorar sem causa aparente. Pode apresentar resistência ao contato físico. Empurra o olho, provocando sensações. Movimenta os dedos e as mãos em frente aos olhos. Não se comunica de maneira convencional. Pode apresentar distúrbio de sono. Não explora o ambiente de maneira adequada. Tropeça muito e bate nos móveis, objetos e etc.. Gosta de ficar em locais com luminosidade. Pode não reagir a sons.

7. EXAMES PARA TER UM DIAGNÓSTICO CORRETO

  • Exames laboratoriais.
  • Avaliações genéticas.
  • Exames médicos: (neurológico, visão, audição e físico).
  • Diagnóstico diferencial.

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