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Alexandre, o Grande

Filipe, rei da Macedônia, conquistou o território grego no século IV a.C. Seu filho, Alexandre, o Grande, estendeu o império até a índia e difundiu a cultura grega por todo o Oriente. Com isso, ele construiu um dos maiores impérios da Antiguidade.

A Macedônia, terra estrangeira

Os gregos do sul consideravam a Macedônia, ao norte da Grécia, uma região atrasada. Governada por uma monarquia, a maior parte de sua população vivia do pastoreio e da agricultura.

No século IV a.C, o rei Filipe II reorganizou o exército macedônico e iniciou a conquista dos territórios gregos. Debilitadas e divididas, as cidades gregas não conseguiram resistir. Filipe criou então uma confederação de Estados gregos, o que resultou no fim do poder das polis.

Alexandre, o Grande

Filipe, assassinado em 336 a.C, foi sucedido no trono por seu filho Alexandre, à época com apenas vinte anos de idade. O rapaz fora educado para se tomar um dirigente político e militar. Estudou com vários sábios, inclusive Aristóteles (discípulo de Platão e um dos mais importantes filósofos da Grécia), sendo assim introduzido na cultura grega.

Uma vez no poder, Alexandre precisou sufocar várias sublevações das cidades gregas. Ao restabelecer sua autoridade sobre elas, formou um grande exército e deu início à invasão do Império Persa, daí empreendendo uma expedição rumo ao Oriente. Em onze anos, suas tropas venceram numerosas batalhas. Ele se tornou senhor da Pérsia, da Síria, do Egito e da Mesopotâmia, chegando até o rio Indo, na índia, e formando um vasto império. Dessa forma, a cultura, a arte e os costumes gregos foram difundidos nos territórios conquistados, que se estendiam pelo Oriente, enquanto os gregos assimilaram a cultura oriental. Essa fusão da cultura grega com a cultura dos povos dominados ficou conhecida como helenismo.

Para muitos dos povos conquistados, Alexandre era um semideus. Por isso, após sua morte, em 323 a.C, deram-lhe o título de Magno, o Grande. Seus generais dividiram o império entre si e fundaram diversos reinos, conhecidos como reinos helenísticos. Entre eles, destacaram-se o do Egito, o da Mesopotâmia e o da Macedônia.

Mapa do império de Alexandre, o Grande.
O império de Alexandre, o Grande.

A cultura helenística

O grego tornou-se a língua oficial e culta nos territórios conquistados por Alexandre Magno. Os povos dominados aprenderam a cultura e a arte gregas.

Na época helenística, último período da civilização grega antiga, a arquitetura, a escultura, a poesia, o teatro, a ciência e a religião gregos ficaram conhecidos e foram assimilados em uma vasta área geográfica. Houve um intercâmbio cultural bastante expressivo entre o Oriente e o Ocidente.

As cidades helenísticas

Alexandre Magno fundou 34 cidades, entre as quais se destacaram Pérgamo, na Ásia Menor, Antioquia, na Síria, e Alexandria, no Egito, a qual se tornou um centro do saber. As cidades contavam com edifícios importantes, como santuários, museus e bibliotecas. A biblioteca de Alexandria, que abrigava mais de 700 mil manuscritos, foi a maior de seu tempo. Na época helenística, registraram-se grandes avanços científicos, e destacaram-se sábios como os matemáticos Arquimedes e Euclides e o astrônomo Eratóstenes.

A lenda de Alexandre

Mosaico de Alexandre, o Grande.
Mosaico da batalha de Issos, encontrado em Pompeia.

Alexandre, o Grande, foi, em muitos sentidos, mais um herói lendário do que um homem de carne e osso. Morreu jovem, acometido por febres e sem deixar sucessor, uma vez que a dura vida nas campanhas militares havia debilitado sua saúde. Diz-se que, quando o embalsamaram, suas costas eram a única parte de seu corpo que não tinha cicatrizes de guerra, pois ele nunca dava as costas ao inimigo em um combate.

Por: Roberto Braga Garcia

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