História

Terrorismo

Terrorismo é o uso real ou ameaça de utilização da violência com fins políticos, que pode voltar-se tanto contra vítimas individuais como contra grupos mais amplos, cujo alcance muitas vezes transcende os limites nacionais.

O termo implica uma ação levada a cabo por grupos não-governamentais ou por unidades secretas ou irregulares, que operam fora dos parâmetros habituais das guerras e às vezes têm como objetivo fomentar a revolução.

Mais que uma operação militar, os terroristas têm como objetivo propagar o pânico na comunidade contra a qual volta a sua violência. Com frequência, o terrorismo tem como objetivo desestabilizar um Estado instaurando o maior caos possível, para possibilitar assim uma transformação radical da ordem existente.

Entre os atos mais comuns de terrorismo estão o assassinato, a explosão de bombas e o sequestro. O terrorismo político é utilizado para conquistar ou conservar o poder.

O terrorismo na história

O terror de Estado, exercido contra seus próprios cidadãos, é considerado uma modalidade de terrorismo. Chefes de governo que querem preservar ou aumentar seu poder recorrem ao terrorismo, usando da violência e do terror para conservar sua autoridade e eliminar os adversários. Durante a década de 1930, por exemplo, os ditadores Adolf Hitler, da Alemanha, Benito Mussolini, da Itália, e Iosif Stalin, da União Soviética, serviram-se do terrorismo com esses objetivos.

O terrorismo tem sido praticado também por movimentos políticos contra governos estabelecidos. Algumas organizações revolucionárias empregam a violência e o terror para tentar derrubar um governo. Organizações secretas utilizam o terrorismo para tentar forçar os governos a alterar certas orientações políticas.

Frequentemente, o terrorismo resulta em contraterrorismo. Os irlandeses e os ingleses têm empregado o terrorismo uns contra os outros desde que a Inglaterra conquistou e ocupou pela primeira vez a Irlanda, no séc. XVI. Católicos e protestantes da Irlanda do Norte têm utilizado também o terrorismo mútuo, sobretudo depois que a Irlanda foi dividida em dois países, em 1920.

No dia 11 de setembro de 2001, ocorreu, nos EUA, um dos maiores ataques terroristas da história da humanidade. Quatro aviões com passageiros foram sequestrados: dois deles foram lançados contra as duas torres do World Trade Center, em Nova York, e o terceiro, contra o Pentágono, em Washington. O quarto avião caiu na zona rural do estado da Pensilvânia. A Al Qaeda, organização fundamentalista islâmica chefiada pelo saudita Osama bin Laden, foi apontada como responsável pelos ataques.

Ataque às Torres Gêmeas em Nova Iorque.

Por que no Ocidente associa-se islamismo com terrorismo e violência?

Basta ouvir a palavra “islã”, ou “islamismo”, para que toda uma série de ideias – no mínimo controvertidas, em geral francamente negativas – venha à mente. Conceitos como fanatismo, intolerância e atraso são bastante comuns a este respeito.

O islã é, sem dúvida, a mais discutida e mal compreendida de todas as religiões – em particular pela cultura ocidental. Mas, a despeito de ter nascido no exílio e em meio à luta – o muçulmano acredita que a alma em busca da paz e do divino tem de lutar – e mesmo sendo inegável a crescente “desespiritualização” e consequente politização dos países que compõem o Dar el-Islam (o mundo muçulmano), de alguns anos para cá, com a carga de radicalismo e de violência que isto inevitavelmente acarreta, o islã é primordialmente uma religião de paz, que defende recurso à guerra apenas em última instância – e isto para assegurar que a paz prevaleça no final e que a comunidade como um todo tenha um mínimo de segurança.

A maior parte dos muçulmanos desaprova a violência dos grupos militantes. O significado original de islã é “submissão” (ao divino) e paz. (Salem, paz, deriva da mesma raiz de islã na língua árabe.) É nesse sentido que a palavra é repetidamente citada no Corão, a Escritura sagrada dos muçulmanos, por eles considerada “Palavra de Deus!”. Além disso, seu cumprimento cotidiano é “As-salamu Ualeikum”, que quer dizer “A Paz esteja convosco”.

Se o islã propõe a paz, por que essa visão tão distorcida?

Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus foram severamente perseguidos pelos nazistas. Cerca de 6 milhões de homens, mulheres e crianças, de origem judaica, foram mortos pelos alemães em campos de concentração.

Terminada a guerra, foi reavivada a reclamação de criação de um Estado para o povo judeu no Oriente Médio. Esta reivindicação data de 1897, quando surgiu na Europa o movimento sionista de retorno à Palestina.

Com o fim da guerra, após o Holocausto, os líderes sionistas intensificaram sua luta para criar um país independente e facilitar a emigração de judeus do mundo todo para a Palestina. O Estado de Israel foi criado em 1948 com o apoio dos EUA e da ONU.

O apoio norte-americano justifica-se por razões de ordem interna. Há nos EUA uma população de origem judaica muito grande que para lá emigraram no século XIX (6 milhões de judeus). Existia uma pressão interna para que o governo norte-americano defendesse a criação do Estado de Israel.

Ocorreu que a criação de Israel em 1948 chocou com o interesse de muitos países como Egito, e palestinos. Além disso, o governo israelense adota uma política de segregação para com o povo palestino, gerando ódio e um caldo de revanchismo nacionalista-religioso.

Desde aquela data ocorreram guerras entre os israelenses e os países árabes e um sem-número de conflitos menores envolvendo judeus e árabes ou judeus e palestinos com a participação militar dos EUA ao lado dos israelenses.

O apoio norte-americano ao Estado de Israel atraiu o ódio de grupos radicais contra os EUA devido a sua política externa de apoio a Israel. Esse sentimento de xenofobia antiamericana mistura-se com nacionalismos religiosos, gerando rancor e atos terroristas como o que ocorreu em 11 de setembro de 2001.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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