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Arábia Saudita

Arábia Saudita, monarquia do Oriente Médio que ocupa a maior parte da península da Arábia. Limita-se ao norte com a Jordânia, com o Iraque e com o Kuwait; a leste com o golfo Pérsico e o Qatar; a sudeste com os Emiratos Árabes Unidos e Omã; ao sul com o Iêmen, e a oeste com o mar Vermelho e com o golfo de Aqaba. A capital e maior cidade é Riad.

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TERRITÓRIO E RECURSOS

O deserto ocupa mais da metade de sua superfície. O de Rub al-Jali se estende a sudeste. No norte se encontra o de An Nafud, que é um planalto de areia vermelha. Ad Dahna é uma estreita prolongação do An Nafud que une este com o de Rub al-Jali. A região do planalto central é cruzada por cursos de água quase sempre secos. Uma cadeia montanhosa se estende ao longo do extremo oriental das regiões de Al Hijaz e da Assíria. Entre esta e o mar Vermelho se encontra uma estreita planície costeira. Ao longo do golfo Pérsico, uma região baixa conhecida como Al Hasa possui grandes depósitos de petróleo. A maior parte da Arábia Saudita se caracteriza pelo calor extremo e a aridez. Entretanto, conta com férteis oásis e regiões de pastos em Ad Dahna. No planalto, a vegetação é escassa. Nos oásis, onde há água, existem árvores frutíferas, cereais e vegetais.

POPULAÇÃO E GOVERNO

A população é composta principalmente por árabes (56%). Uma minoria importante (18%) é de imigrantes que chegaram a partir da década de 1950. Outro grupo é o dos nômades beduínos (23%). A língua nacional é o árabe. Todos os sauditas são muçulmanos: a maioria sunitas e, alguns, xiitas. A população (1993) é de 17.615.310 habitantes. A densidade média é de 8 hab/km2. A capital, Riad (1994), tem 2.500.000 habitantes. Outras cidades importantes são Jidá, Meca e Medina. A Arábia Saudita é uma monarquia. O governo é baseado na lei islâmica (sharia).

Mapa Arabia Saudita

ECONOMIA

A agricultura e a pecuária são as atividades básicas. Mas, desde o desenvolvimento da indústria petrolífera busca-se a diversificação industrial. O produto interno bruto (1992) é de 118.500 milhões de dólares norte-americanos. É um país importante dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A Arábia Saudita é o primeiro exportador mundial de petróleo cru e somente a antiga União Soviética e os Estados Unidos produzem mais petróleo. Também é um destacado produtor de gás natural. O elevado número de peregrinos que cada ano visitam Meca e Medina é outra fonte importante de divisas. A unidade monetária é o riyal.

HISTÓRIA

A Arábia provavelmente foi a pátria dos semitas que, desde o início do quarto milênio a.C., deslocaram-se para a Mesopotâmia e a Palestina. No primeiro milênio a.C., o reino Mineu estava bem estabelecido ao longo da costa do mar Vermelho; eram nômades e pastores. Depois os nabateus se estabeleceram um pouco mais ao norte. O país foi objeto de luta pela hegemonia entre os etíopes e os persas. A partir do século V, Meca substituiu, em importância, a cidade nabatea de Petra. Maomé, o profeta do Islã, nasceu em Meca.

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Em 630, após a Hégira (retirada de Maomé e seus seguidores para a cidade de Medina), o islamismo iniciou uma rápida expansão por todo o Oriente Médio. O califado se estabeleceu primeiro em Damasco, e depois em Bagdá. O Império otomano obteve seu controle quando conquistou o Egito em 1517, mas não pôde estender sua autoridade para o interior. No século XV, foi fundada a dinastia Saud. Em meados do século XVIII, foi estabelecido um Estado árabe que perdurou até 1865, quando o reino foi dividido entre os vários clãs e os otomanos.

Em 1902, Abd al-’Aziz III ibn Saud começou a reconquista e em 1932, depois da unificação dos territórios, renomeou seus vastos domínios como a Arábia Saudita. Com as divisas do petróleo desenvolveu um amplo programa de modernização, fortaleceu as relações com outros estados do Oriente Médio e adotou uma política de amizade com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

Em 1953, foi sucedido por Ibn Abdul Aziz Saud que defendeu a neutralidade árabe na Guerra Fria. Como conseqüência da nacionalização do canal de Suez e depois do ataque dos israelitas, britânicos e franceses sobre o Egito em 1956, a Arábia Saudita rompeu relações diplomáticas com a Grã-Bretanha e com a França, e lhes cortou o suprimento de petróleo. Em 1957, iniciou acordos com os Estados Unidos. As relações com o Egito haviam se deteriorado e após a revolução do Iêmen, em 1962, rompeu relações diplomáticas (o Egito apoiava o novo governo republicano).

O príncipe Faysal sucedeu no trono a Saud em 1964. Por volta de 1967, diante da intensificação do conflito árabe-israelita antes da guerra dos Seis Dias, o rei manifestou seu apoio ao presidente egípcio Nasser, que enviou soldados para enfrentar Israel. Em 1975, o rei Faysal foi assassinado e sucedido pelo príncipe Jalid, embora o príncipe herdeiro Fahd ibn Abd al-Aziz tenha tomado o poder. O país manteve sua linha conservadora e sua influência na OPEP para manter o incremento dos preços. A inflação interna e o difícil cumprimento dos programas de desenvolvimento foram problemas contínuos. A Arábia Saudita se mostrou contra à política conciliadora do presidente egípcio Sadat; colocando-se contra Israel em 1977.

Depois da assinatura do tratado de paz entre ambos os países em 1979, rompeu relações diplomáticas com o Egito. Como conseqüência da ocupação do Kuwait pelo Iraque em 1990, a Arábia permitiu que tropas norte-americanas e aliadas se instalassem em seu território. Forças sauditas lutaram contra o Iraque na guerra do Golfo Pérsico. A Arábia Saudita incrementou sua produção de petróleo cru. Os problemas econômicos se tornaram patentes em 1993. Os Estados Unidos insistiram para que a Arábia Saudita contribuísse com os gastos provocados pelo conflito bélico o que contribuiu para aumento do déficit da economia saudita a partir de 1983.

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