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Argélia

Introdução

Argélia, país localizado no norte da África; limita-se ao norte com o mar Mediterrâneo, a leste com a Tunísia e a Líbia, ao sul com Níger, Mali e Mauritânia, e a oeste com o Marrocos. Sua superfície é de 2.381.741 quilômetros quadrados. A capital é Argel.


Território e Recursos

A Argélia possui quatro regiões fisiográficas principais. No norte, o Tell, uma planície costeira estreita e descontínua, estende-se até a cordilheira do Atlas e contém a maior parte das terras cultiváveis. O principal rio é o Chelif (725 km); não há nenhum curso de água ao sul do Tell. No altiplano, vários estuários acumulam água durante os períodos de chuva e, quando secam, constituem planícies salinas, denominadas chotts. Ao sul, está o Atlas saariano. A quarta região é o Saara argelino, que abrange mais de 90% da superfície total do país. Ao sul, estão as montanhas Ahaggar. 

O clima a partir do Tell é tipicamente mediterrâneo e em direção ao sul é progressivamente mais seco. A região do deserto enfrenta temperaturas diárias extremas, com cerca de 130 mm de precipitação anual. Ao longo dos séculos, as regiões setentrionais foram desmatadas e transformadas em pasto. Há restos de bosques em algumas áreas no ponto mais alto do Tell e no Atlas saariano. A imensa maioria dos planaltos é estéril, embora haja zonas de vegetação de estepe. Em geral, a flora do Saara é muito pobre.

População e Governo

A população é composta de berberes e árabes. Possui uma população (1993) de 27.256.252 habitantes com uma densidade de 11 hab/km2. Argel, a capital, principal porto e maior cidade, possui uma população (1987) de 1.687.241 habitantes. Outras cidades importantes são Oran e Constantine. O árabe é a língua oficial, falada por mais de 80% da população; o restante fala, principalmente, o dialeto berbere. O islamismo é a religião oficial. Segundo a Constituição de 1989, a Argélia é uma república socialista. A Frente de Liberação Nacional domina a política argelina desde a independência.

Economia da Argélia

A maior riqueza natural da Argélia reside em seus grandes depósitos minerais (petróleo, gás natural, fosfatos e minério de ferro). Outros minerais importantes são o carvão, o carbono, o chumbo e o zinco. O produto nacional bruto (1991) é de 52.200 milhões de dólares, o que corresponde a uma renda per capita de 2.020 dólares. A unidade monetária é o dinar argelino.

História

Os berberes foram os primeiros habitantes. Em torno de 1100 a.C., os fenícios fundaram um Estado norte-africano em Cartago. Durante as Guerras Púnicas entre Cartago e Roma, foi criado o primeiro reino argelino da Numídia, subjugado por Roma em 106 a.C. sob cujo domínio prosperou. Com a decadência do Império romano no século III d.C., os vândalos invadiram a região no século V e no século VI foram expulsos por Justiniano I. No século VII, os árabes invadiram o norte da África, trazendo uma nova religião, o islamismo.

A Argélia foi transformada em uma província do califado omíada. Entre os séculos XI e XIII, os almorávidas e os almôadas submeteram o norte da África e o sul da Espanha a uma autoridade central única. Após a derrota dos almôadas em 1269, surgiu a concorrência comercial entre os portos do Mediterrâneo. Argel se transformou no primeiro centro de atividades de pirataria e se tornou uma província autônoma. A eficácia da frota de piratas argelinos fez dela uma potência que dominou o Mediterrâneo. No final do século XVIII, a ação conjunta das frotas norte-americanas, anglo-holandesas e do exército francês culminou com a destruição das defesas de Argel em 1830. A França anexou a Argélia em 1834, mas teve que enfrentar a resistência das tribos berberes, que só se renderam em 1847. A Argélia se transformou em um departamento de ultramar da França, controlada pela minoria européia, os colons, que formavam uma elite privilegiada. Com grandes entradas de capital, desenvolveu-se uma economia moderna.

O nacionalismo argelino surgiu depois da I Guerra Mundial entre os grupos de muçulmanos. A resistência dos colons à reforma conduziu à formação de um partido de militância antifrancesa. Os nacionalistas eram a favor da revolta armada. No início da década de 1950, muitos se esconderam ou se exilaram. Em 1954, foi formada a Frente de Liberação Nacional (FLN), que lançou uma ofensiva para conseguir a independência da Argélia. O contínuo aumento da guerrilha e o deliberado uso do terrorismo provocaram o surgimento de uma ação contra o terrorismo, com ataques aos povos muçulmanos e matanças brutais da população civil. Em 1958, os colons e os oficiais do exército francês se uniram para derrubar o governo francês; o general Charles de Gaulle convocou um referendo, no qual os argelinos se pronunciariam sobre a independência.

Em 1962, a Argélia votou majoritariamente pela independência e os colons começaram uma evacuação maciça. A Argélia foi declarada Estado socialista, com a Frente como a única organização política legal. A economia passou a ser controlada pelo Estado. Em seguida, eclodiu uma guerra aberta entre as diferentes facções da FLN. Ahmed Ben Bella foi eleito o primeiro presidente da Argélia independente em 1962. A primeira Constituição foi aprovada em 1963 e proporcionaria uma forma presidencial de governo. Em 1965, Bumedián deu um golpe sem derramamento de sangue e assumiu o poder supremo. Além do rápido desenvolvimento econômico, Bumedián trouxe ao país um sistema político viável.

A Constituição de 1976 definiu a Argélia como Estado socialista sob a liderança da FLN. Quando morreu em 1978, o coronel Chadli Benyedid foi eleito sucessor. Benyedid continuou a política de seu antecessor, embora menos restritiva. Em 1989, foi aprovada uma nova Constituição, que permitiu o livre acesso a outros grupos políticos. Nas eleições de 1990, os fundamentalistas da Frente Islâmica de Salvação obtiveram uma esmagadora vitória sobre a FLN. Em 1992, depois das primeiras eleições e diante do temor de que os fundamentalistas islâmicos assumissem o controle do Parlamento, um grupo de militares e funcionários civis forçaram Benyedid a renunciar. Declararam estado de emergência, fecharam o Parlamento e criaram um novo Comitê Superior de Estado, presidido por Budiaf, provocando um violento conflito entre o governo, as forças de segurança e os extremistas islâmicos. Budiaf foi assassinado em 1992 e substituído por um Conselho Supremo. Em 1994, o Conselho nomeou Liamín Zerual presidente da Argélia. Zerual se recusa a negociar com os grupos islâmicos enquanto não cessarem os atentados terroristas.


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