Comparativo entre C e java

Escolhemos a linguagem Java e C# pelo motivo que o Java é uma linguagem multiplataforma e o C# por ser uma linguagem nova que pode ser que possa substituir o Java, além disso as duas linguagens, de um certo modo são descendente do C e C++. As duas linguagens são linguagem orientada a objetos (OOP) e possuem muitas semelhanças como mostra o quadro abaixo:

Característica

Implementação

Inspirado no C/C++

Boa parte da sintaxe de ambas as linguagens foi inspirada no C/C++, especialmente declaração de variáveis, funções e estruturas de controle.

Orientação a objetos

Ambas as linguagens suportam conceitos de programação orientada a objetos com a palavra reservada class.

Herança

Herança simples de classes a partir de ancestral comum e herança múltipla de interfaces.

Gerenciamento de memória

Automático, com “coletor de lixo”.

Tipagem forte

Todas as atribuições tem os tipos validados. Os “casts” são sempre verificados em tempo de execução. Não é possível violar o sistema de tipos.

Compila para código intermediário

Sim. No caso da Microsoft compila para “Intermediate Language” e no Java para “bytecode”.

Tratamento de erro

Exceptions.

Reflections

Ambas as linguagens suportam “reflections”.

Unicode

Ambas as linguagens usam o padrão Unicode para representar caracteres e strings.

Classe que não pode ser herdada

final” em Java; “sealed” em C#.

Campo constante

“static final” em Java; “const” em C#.

Operador que verifica compatibilidade de tipos

instanceof” em Java; “is” em C#.

A seguir falaremos um pouco sobre as linguagens Java e C#.

1 – Java

Java foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores da SUN Microsystems por volta de 1990, pouco antes da explosão da Internet. Essa linguagem possui estrutura muito semelhante à da linguagem C, da qual descende imediatamente. Java tem em comum com a linguagem C++ o fato de ser orientada a objetos e mantém com esta uma alto grau de semelhança. Esse paradigma de programação consiste de um grau a mais na abstração da programação, em comparação com a programação estruturada, e tem se mostrado extremamente útil na produção de programas cada vez mais sofisticados, em menor tempo e com maior qualidade. A programação orientada a objetos é hoje universalmente adotada como padrão de mercado, e muitas linguagens tradicionais foram aperfeiçoadas para implementar esse paradigma, como C++, Object Pascal, etc.

Tendo sido originalmente concebida para o desenvolvimento de pequenos aplicativos e programas de controle de aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, Java mostrou-se ideal para ser usada na rede Internet. O que a torna tão atraente é o fato de programas escritos em Java poderem ser executados virtualmente em qualquer plataforma, mas principalmente em Windows, Unix e Mac. Em meio a essa pluralidade, Java é um idioma comum, falado por todos. Isto significa que Java é ideal para expressar idéias em forma de programas universalmente aceitos. Soma-se a isso o fato de programas Java poderem ser embutidos em documentos HTML, podendo assim ser divulgados pela rede. Diferente da linguagem C, não é apenas o código fonte que pode ser compartilhado pela rede, mas o próprio código executável compilado, chamado bytecodes.

Em contraste com a letargia de documentos tradicionais, Java acrescenta a interatividade entre o usuário e o documento que está sendo consultado, tornando-o mais expressivo, agradável e surpreendente. Java é ideal para a elaboração de material educacional, pois permite ilustrar claramente os conceitos enquanto possibilita um ensino individualizado.

Há uma certa curiosidade por detrás do nome dado a essa linguagem de programação. Java é o nome de uma ilha do Pacífico, onde se produz uma certa variedade de café homônimo. A inspiração bateu à equipe de desenvolvimento ao saborear esse café em uma lanchonete local. Deram-se conta de como era extremamente apreciado por profissionais da área de software (ao menos nos Estados Unidos), de modo que não foi menos justo fazer-lhe homenagem ao batizar uma nova linguagem de programação.

1.1 – Processo de Compilação

Um programa fonte escrito em linguagem Java é traduzido pelo compilador para os bytecodes, isto é, o código de máquina de um processador virtual, chamado Java Virtual Machine (JVM). A JVM é um programa capaz de interpretar os bytecodes produzidos pelo compilador, executando o programa cerca de 20 vezes mais lento do que C. Pode parecer ruim, mas é perfeitamente adequado para a maioria das aplicações. Com isto, um programa Java pode ser executado em qualquer plataforma, desde que esteja dotada de uma JVM. É o caso dos programas navegadores mais populares, como o Netscape Navigator e o Internet Explorer, que já vêm com uma JVM. A vantagem desta técnica é evidente: garantir uma maior portabilidade para os programas Java em código-fonte e compilados. Porém, as JVM tendem a ser programas extensos que consomem muitos recursos, restringindo assim o tamanho das aplicações escritas em Java.

Atualmente, já existem compiladores capazes de traduzir bytecodes para instruções de máquina nativas, como o Just In Time compiler (ou JIT), tornando os programas ainda mais rápidos. Este compilador requer uma versão específica para cada plataforma onde se pretende que o programa Java seja executado. Em contrapartida à maior velocidade de execução está também uma maior necessidade de memória, pois os bytecodes compilados, em geral, ficam três vezes maiores do que o original. Uma alternativa bem mais interessante, e talvez muito mais viável, é a implementação da JVM em hardware na forma de uma placa ou microchip. A primeira iniciativa neste sentido é da Sun Microelectronics, que está produzindo os chips PicoJava I, MicroJava e UltraJava. Estes são capazes executar diretamente bytecodes, acelerando em milhares de vezes a velocidade de execução. Isto permitirá o desenvolvimento viável de aplicativos cada vez mais complexos, abrangentes e funcionais. Espera-se que estas soluções sejam brevemente empregadas na fabricação de telefones celulares, pagers, jogos, organizadores pessoais digitais, impressoras e eletrodomésticos de consumo, além aplicações mais sérias como estações de trabalho dotadas do sistema operacional JavaOS. Trata-se certamente do futuro das soluções para aplicações de rede.

2 – C#

O C# (pronuncia-se “C Sharp”) é uma nova linguagem criada pela Microsoft em conjunto com a arquitetura .NET.  O símbolo # significa que a nota deve ser meio tom mais aguda. O C# traz este símbolo, pois possui uma linguagem com toda a robustez e cientificidade de sintaxe do C, só que agora “meio tom” melhorado.

Nas últimas duas décadas, C e C++ foram as linguagens mais amplamente usadas para o desenvolvimento de software comercial e de negócios. Embora as duas linguagens proporcionem ao programador uma quantidade enorme de controle granular, esta flexibilidade possui um custo para a produtividade. Comparadas com uma linguagem como o Microsoft Visual Basic, aplicações C e C++ equivalentes frequentemente demoram mais para serem desenvolvidas. Devido a complexidade e longos tempos de ciclo associados a essas linguagens, muitos programadores C e C++ vêm procurando uma linguagem que ofereça um melhor balanceamento entre poder e produtividade.

A solução Microsoft para este problema foi a criação da linguagem C#. Ele é  uma moderna linguagem orientada a objeto que habilita os programadores a construir rapidamente uma ampla gama de aplicações para a nova plataforma Microsoft .NET, a qual proporciona ferramentas e serviços que exploram totalmente a computação e as comunicações.

Devido ao seu elegante projeto orientado a objeto, C# é uma escolha excelente para arquitetar uma ampla gama de componentes – de objetos de negócio de alto nível a aplicações no nível do sistema. Usando construções de linguagem C# simples, estes componentes podem ser convertidos em serviços Web, permitindo que eles sejam invocados pela Internet, a partir de qualquer linguagem rodando em qualquer sistema operacional.

Principalmente, C# é projetado para trazer desenvolvimento rápido para o programador C++ sem sacrificar o poder e o controle que têm sido a característica fundamental do C e C++. Devido a esta herança, C# possui um alto grau de fidelidade com C e C++. Desenvolvedores familiarizados com estas linguagens podem se tornar produtivos em C# rapidamente. Porém o C# modifica bastante o C++ e não tem a pretensão de manter a compatibilidade, apenas a “familiaridade”.

2.1 – Processo de Compilação

Os fontes em C# tem extensão “cs”. Todos os fontes em um “projeto” são compilados diretamente para um único “assembly” (.EXE ou .DLL). Não existe um arquivo intermediário (.OBJ ou .DCU) como no Delphi.

Todo programa criado pelo compilador C# é dito “verificável”. Isto quer dizer que o compilador JIT (Just In Time Compiler) pode, em tempo de execução / compilação, verificar e garantir que o programa não faça nenhuma operação que possa comprometer a segurança e integridade do sistema.

Pode parecer estranho, mas existem instruções MSIL (Microsoft Intemediate Language) capazes de abrir brechas na segurança do sistema, como por exemplo, para manuseio direto de ponteiros ou “casts” inseguros. Estas instruções são necessárias em alguns casos, como por exemplo para que a própria biblioteca chame a API do Windows. Programas que contém estas instruções são ditos “não-verificáveis”.

O compilador C# pode criar programas não-verificáveis, incluindo manipulação direta de ponteiros, com a opção “/unsafe”. Já o compilador C++ sempre gera código não-verificável. Evidentemente é necessário um privilégio especial de segurança para rodar programas não-verificáveis.

É perfeitamente possível criar programas bastante úteis sem violar os critérios de “verificabilidade” e, conseqüentemente, segurança.

3 – Conclusão

Embora compartilhe características com o Java, o C# é uma linguagem que traz vários recursos muito interessantes que não ou existem no Java ou dão muito trabalho para implementar ou têm performance ruim. Porem o Java possui uma grande preferência por seu uma linguagem multiplataforma facilitando muito o serviço de muitos programadores. O C# é um grande candidato a se tornar uma linguagem utilizados pela maioria dos programadores, mas ainda é necessário analisar e efetuar muitos teste.

4 – Bibliografia

  • C#: A nova linguagem da arquitetura .NET – http://www.msdnbrasil.com.br/colunas/falandoc/col_falandoc_2.aspx
  • C# e Java – http://www.msdnbrasil.com.br/colunas/falandoc/col_falandoc_3.aspx
  • Por que o C# é melhor que o Java – http://www.mas.com.br/Artigos/CSharp_Java.htm
  • C# Language Specification – http://www.csharpbr.com.br/mostra_artigo.asp?id=0007
  • Introdução ao Java – http://www2.dm.ufscar.br/~waldeck/curso/java/introd.html

Autoria: Elisson Oliveira Lima