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Jesus de Nazaré

A vida de Jesus é conhecida graças aos Evangelhos, que o apresentam como um Messias pacífico, distante da linguagem antirromana e violenta do momento em que viveu.

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Jesus e sua pregação

A mensagem de Jesus rompia tanto com o ponto de vista estrito do cumprimento da Tora, que defendiam os fariseus, quanto com o papel de máxima importância que os saduceus outorgavam ao templo. Tampouco se ajustava aos estritos modos de vida dos essênios.

Ele se apresenta como mestre espiritual e pregador que, depois de ter superado uma série de provas ascéticas, se converteu num personagem cada vez mais popular e ganhou um grande número de seguidores – entre os quais se destacavam 12 mais chegados, chamados “apóstolos”, palavra grega que quer dizer “enviados”.

Cristo Crucificado
Cristo crucificado, pintura de Velázquez (1 630). Museu do Prado, Madri.

Depois de pregar por toda a Galileia, Jesus entrou em Jerusalém provavelmente no ano 30, para celebrar a festa da Páscoa com seus seguidores. Ali, na cidade que constituía o centro da vida religiosa judaica, sua presença e o que pregava confrontaram as autoridades judaicas e os que lhes obedeciam.

Na véspera da Páscoa, Jesus celebrou uma ceia com os apóstolos. Essa celebração se converteria no fundamento no qual se baseia o sacramento cristão da eucaristia, que continuou sendo realizado no cristianismo primitivo e segue como o ritual central da missa cristã até os dias de hoje: a comunhão.

Os apóstolos

Os apóstolos eram 12, como as tribos de Israel. Seus nomes aparecem nos Evangelhos em diferentes lugares, como no seguinte texto do Evangelho de Mateus (10, 2-4):

Os nomes dos doze apóstolos são estes: o primeiro Simão, ao que chamam Pedro, e seu irmão André; Santiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; Felipe e Bartolomeu, Tome e Mateus, o arrecadador; Tiago, filho de Alfeu, e Judas Tadeu, Simão, chamado o Zelota, e Judas Iscariotes, foi o que o entregou.

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De maneira muito similar se narra esse episódio em Marcos 3, 1 3-19 e Lucas 6, 1 2-1 6. A grande semelhança entre os três fragmentos pode ser explicada como consequência de os três Evangelhos sinóticos beberem de uma fonte comum anterior.

Os doze apóstolos
Os doze apóstolos (século XVIII). Kremlin, Moscou.

A morte de Jesus

Traído por Judas Iscariotes, um dos apóstolos, Jesus ‘oi feito prisioneiro pelos guardas do sumo sacerdote e levado ante o conselho religioso judaico, o sinédrio. Foi declarado culpado de blasfêmia e entregue às autoridades romanas para que fosse aplicada a pena :e morte. Então, o governador romano da Judeia, Pôncio Pilatos, atendendo a solicitação das autoridades judaicas, condenou Jesus à morte por crucificação.

Os seguidores de Jesus afirmaram que ele ressuscitou no terceiro dia de sua morte e que era o Messias com o qual se cumpriam as profecias. Os 11 apóstolos disseram que ele lhes apareceu e ordenou que pregassem sua mensagem a todo o mundo.

Cristo Pregado na Cruz
Cristo pregado na cruz, em uma miniatura de um Livro das horas da escola de Tours.

Ao enfocar que Jesus era o Messias e que havia “ressuscitado, os cristãos foram se separando progressivamente da tradição judaica ao longo das décadas seguintes. Além disso, depois da destruição do templo de Jerusalém no ano 70 e.c, a religião judaica foi se tomando cada vez menos variada, tendendo para as interpretações farisaica e rabínica. Os cristãos terminaram criando uma religião distinta e nova.

Por: Paulo Magno da Costa Torres