Biografias

Graciliano Ramos

Biografia

Graciliano Ramos é considerado um dos mais importantes escritores do moderno romance brasileiro. Nascido em Quebrângulo – AL (1892), morreu no Rio de Janeiro (1953). Estudou em Maceió, e não chegou a cursar uma faculdade. Morou por muito tempo em Palmeira dos Índios – AL, onde seu pai mantinha um comércio.

Graciliano chegou a ser prefeito de Palmeira dos Índios. Dedicando-se ao jornalismo e à publicidade, foi revisor de jornais no Rio de Janeiro e dirigiu a imprensa e a instrução do estado de Alagoas de 1930 a 1936, sempre demonstrando preocupação com o ensino no Brasil. Foi preso em 1936, sob a suspeita de ligação com o Partido Comunista Brasileiro, sendo humilhado dentro dos presídios por onde passou. Em 1945, filia-se ao Comunismo, viajando por vários países socialistas.

No início dos anos 50, já consagrado como romancista, falece de câncer na capital carioca.

Principais Obras

Retrato de Graciliano RamosRomances: Caetés (1933); São Bernardo (1938); Angústia (1936); Vidas Secas (1938). Conto: Insônia (1947). Memórias: Infância (1945); Memórias do Cárcere (1953); Viagem (1954); Linhas Tortas (1962); Viventes das Alagoas (1962).

Literatura Infantil: Histórias de Alexandre (1944); Dois dedos (1945); Histórias Incompletas (1946).

Características Literárias

Ao lado de José Lins do Rego, destaca-se no papel de romancista da segunda fase do Modernismo (1930 – 1945).

Graciliano Ramos tornou sua obra mais uma vertente de nosso rico romance regionalista. Com estilo seco, conciso e sintético, o autor deixa de lado o sentimentalismo a favor de uma objetividade e clareza. Seu estilo seco, frio, enxuto e impessoal, repleto de senso psicológico, aproxima-o de Machado de Assis, sendo considerado seu legítimo seguidor, sabendo exprimir a amarga realidade do homem nordestino com agudeza.

Assim como José Lins do Rego, Graciliano vai descrever os tipos e as paisagens do nordeste evocando os problemas que ali se encontram. Seus melhores romances (São Bernardo, Angústia e Vidas Secas), mostram um perfil psicológico e sociopolítico que nos indica uma versão crítica dos rumos que a sociedade moderna toma.

A análise psicológica tomada pelo autor com relação aos seus personagens, parte do regional para o universal, confrontando o homem comum que vive com classes superiores e autoritárias. O nordeste se torna o palco deste conflito, a preocupação com os problemas do povo brasileiro sempre foram traços marcantes de suas obras.

Graciliano Ramos escreveu ainda um romance autobiográfico que contém elementos ficcionais, Memórias do Cárcere, onde há toda a violência que o autor passou enquanto esteve preso, denunciando o autoritarismo estabelecido pelo Estado Novo.

Por: Lavinia Junqueira

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