Como Fazer

Como fazer uma boa pesquisa escolar

Faz parte do cotidiano de qualquer aluno a prática da pesquisa escolar, da busca por novas informações. Procurar no dicionário uma palavra cujo significado é desconhecido, consultar a enciclopédia para compreender melhor como se deu um acontecimento, analisar o arquivo da biblioteca a fim de localizar uma obra e entrevistar pessoas mais velhas com o intuito de conhecer sobre o dia a dia delas no passado são exemplos de exercícios de pesquisas escolares.

Serão apresentadas abaixo as 5 etapas que compõem a pesquisa de um tema. Mais especificamente, a consulta on-line e os cuidados que ela requer serão o centro desse estudo. Considerando que, com o advento das mídias digitais, o conhecimento é cada vez mais tangível, é preciso que os estudantes criem autonomia e desenvolvam responsabilidade, para que os mecanismos de pesquisa acessíveis sejam explorados em sua máxima potencialidade.

Imagem ilustrativa de alguém pesquisando na internet.

1. Delimitação do tema

É preciso que o assunto a ser apurado esteja muito bem definido para que a pesquisa sobre “A” não acabe resultando em coleta de dados sobre “B”. Com as mídias digitais, é muito comum que o pesquisador, rodeado de uma infinidade de informações, acabe se dispersando.

2. Escolha do suporte

As diversas ferramentas de pesquisa estão ao nosso dispor para que, dependendo do contexto, selecionemos a mais conveniente. No caso dos livros, é preciso tomar cuidado para que as informações recolhidas não estejam desatualizadas. Já no caso da pesquisa on-line, a preocupação é maior: faz-se necessário selecionar adequadamente as fontes, pois nem todas as páginas eletrônicas são confiáveis e/ou atestadas por especialistas.

3. Exame de outra fonte

Recorrer a diferentes materiais, caso restem dúvidas ou inseguranças sobre o que foi encontrado é adequado.

Sugestões de recurso: sites diversos, jornais, revista, televisão, rádio, entrevista com colegas, professores e familiares.

4. Seleção das informações

Com o excesso de matéria disponível, organizar e estabelecer a direção da pesquisa é imprescindível. Planejamento (com critérios precisos bem estabelecidos) não pode faltar nessa etapa, pois nem tudo que for encontrado será útil ou responderá às perguntas previamente feitas.

O que será relevante depende do objetivo da pesquisa. Alguém que recorre a um verbete de dicionário para descobrir de que modo grafar um vocábulo, muito provavelmente, ignorará a classificação morfológica atribuída a ele. Por sua vez, alguém que recorre ao mesmo texto para saber a classificação morfológica de um termo talvez não se interesse pelas informações sobre sua etimologia (isto é, origem).

5. Atribuição dos devidos créditos para evitar o plágio

Caso os resultados da pesquisa precisem ser apresentados a uma ou mais pessoas, por escrito ou oralmente, é importante que as fontes sejam mencionadas e que as palavras de outrem (mesmo que estejam publicadas) não sejam tomadas como próprias. Se esse dever não for cumprido, passa a existir um caso de plágio.

Plagiar significa copiar uma obra total ou parcialmente e não nomear seu autor, como se fosse de autoria própria. Há plágios de todas as naturezas: em letras de música, fotografias, livros, trabalhos escolares, entre outros. Para sinalizar que determinado texto ou discurso pertence a outra pessoa, existem meios gráficos, entre os quais as aspas são um bom exemplo, além de expressões como “segundo [nome do(a) especialista]”, “de acordo com [nome da obra lida]” e “para ele(a)”.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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